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VEJA Recomenda DVD
Golpe de Mestre (The Sting, Estados Unidos,
1973. Universal) Na Chicago dos anos 30, os trapaceiros Henry e Johnny
identificam um "pato" que, bem explorado, poderá garantir-lhes muitos dividendos,
e por muito tempo. Mas, para que tudo dê certo, é preciso que o "pato"
o ricaço Doyle, numa ótima atuação de Robert
Shaw não desconfie que eles se conhecem e estão trabalhando
juntos. Golpe de Mestre tinha um objetivo claro: capitalizar sobre a parceria
entre Paul Newman e Robert Redford, que fora um imenso sucesso quatro anos antes,
em Butch Cassidy. Quisera todos os empreendimentos mercantilistas fossem
assim tão agradáveis e criativos: dirigidos novamente por George
Roy Hill e com um roteiro cujas maquinações dá gosto acompanhar,
Newman e Redford revivem aqui, com honras, sua camaradagem única, que fez
deles uma das melhores duplas do cinema. Veja cenas: 56K
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100K | 200K
DISCOS
Fotos
divulgação
 |  | | Alicia:
Unplugged com big band | |
Unplugged,
Alicia Keys (Sony/ BMG) Uma das idéias mais rentáveis da
MTV americana, o projeto Unplugged consiste em fazer o artista recriar
seus maiores sucessos em estilo "intimista". Alicia Keys mudou um pouco a fórmula.
Pianista e cantora de rara qualidade, ela encheu o palco com dezesseis músicos
para mostrar as principais influências de sua carreira. Seu Unplugged
vai do gospel ao rap, e alguns momentos da apresentação lembram
os bailões de black music dos anos 70. O repertório traz sucessos
dos dois primeiros discos de Alicia, como Fallin' e Karma. Além
disso, ela mostra sete músicas que não havia registrado anteriormente.
É o caso de Wild Horses, balada composta pelos Rolling Stones, que
Alicia canta ao lado de Adam Levine, vocalista da banda pop americana Maroon 5.
 |  | | Céu:
canto lírico e jazz em Nova York | |
Céu,
Céu (Ambulante Discos) Paulistana de 25 anos, a cantora Céu
oferece um repertório de sambas, choros e bossas com uma discreta intervenção
da música eletrônica. Ela é filha de Edgard Poças,
que trabalhou com o grupo infantil Balão Mágico na década
de 80. Burilou seu estilo depois de estudar canto lírico e se apresentar
nos bares de jazz de Nova York. O disco de estréia de Céu tem apenas
duas regravações: Concret Jungle, de Bob Marley, e O Ronco
da Cuíca, de João Bosco e Aldir Blanc. O restante foi composto
por ela e tem boa qualidade. É o caso da faixa Bobagem, em que ela
canta: "Minha beleza não é efêmera / Como a que vejo em bancas
por aí..." LIVROS No
Sufoco, de Chuck Palahniuk (tradução de Paulo Reis e Sergio
Moraes Rego; Rocco; 264 páginas; 37 reais) Chuck Palahniuk é
um dos mais ácidos jovens autores americanos. A ânsia de consumo
e de status, a hipocrisia e a violência no cotidiano dos Estados Unidos
estão entre seus temas principais. Seu livro mais conhecido é Clube
da Luta, que rendeu um filme com Brad Pitt e Edward Norton e termina com a
destruição de Los Angeles numa série de explosões
coordenadas. Em No Sufoco, Palahniuk conta a história de Victor
Mancini, um escroque especializado no truque de engasgar-se em restaurantes para
tirar proveito de quem vem socorrê-lo. É assim que ele sustenta sua
mãe, internada com Alzheimer. A
Face Oculta do Pontificado de João Paulo II, de John Cornwell (tradução
de Álvaro Cabral; Imago; 360 páginas; 55 reais) O escritor
inglês John Cornwell celebrizou-se com O Papa de Hitler, livro em
que examinava as ligações entre a Alemanha nazista e o Vaticano
do papa Pio XII. No novo livro, ele revisa o legado de João Paulo II, que
morreu em abril deste ano. A centralização do poder no Vaticano,
a política conservadora em relação ao controle de natalidade,
a demora na reação aos escândalos de pedofilia na Igreja americana
os temas mais polêmicos do pontificado de João Paulo II são
examinados nessa reportagem de fôlego. Leia
trecho.
10
Reportagens que Abalaram a Ditadura, vários autores (Record; 368
páginas; 44,90 reais) Apesar da censura, a imprensa brasileira conseguiu
publicar matérias críticas e ousadas durante o regime militar instaurado
com o golpe de 1964. Organizado pelo jornalista Fernando Molica, esse livro traz
dez das reportagens mais marcantes do período peças jornalísticas
que ganharam importância histórica. Os temas principais são
a tortura, os problemas sociais e a corrupção. Dois desses textos
foram publicados em VEJA: um dossiê sobre a tortura no Brasil, de 1969,
e uma reportagem sobre o seqüestro de exilados uruguaios pelas forças
da repressão brasileira, de 1978. Leia
trechos.
O
Corretor, de John Grisham (tradução de A.B. Pinheiros de
Lemos; Rocco; 360 páginas; 39,50 reais) Mestre dos thrillers jurídicos,
o americano John Grisham desta vez deixou os tribunais de lado para compor uma
envolvente intriga internacional. Derrotado em sua campanha pela reeleição,
um presidente americano concede, em seus últimos momentos na Casa Branca,
o perdão para Joel Backman, um lobista de Washington que cumpria pena por
tentar vender tecnologia secreta de vigilância por satélite. Conduzido
à Itália, onde passa a viver sob uma nova identidade, Backman não
sabe que caiu em uma armadilha da CIA, que quer vê-lo morto.
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