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Gente
Aventura baiana com final feliz
Inacio
Teixeira/AP
 | | Mykensie,
com Marcos: ajuda |
Menina (americana)
foge da casa onde está fazendo intercâmbio. Menina se mete em encrenca.
Menina é salva por nativo pobre e gentil. Parece até filme para
adolescentes a história de Mykensie Martin, 17 anos, que saiu do
trepidante Oregon para Carmo do Parnaíba a calmaria da cidade mineira,
imaginem, foi apontada como causa da inadaptação. "Foi planejado.
Ela já saiu daqui com artigos de toalete e um short", diz Lineu Cardoso,
o preocupado "pai" brasileiro, sobre a rota que levou Mykensie de um culto mórmon
a Salvador. Chegou à capital baiana de carona e de ônibus porque
"queria viajar, conhecer lugares", conta o policial federal Rodrigo Kolbe, que
tomou seu depoimento. Quase assaltada na praia, foi salva por Marcos Alves, 26
anos, que trabalha como garçom numa barraca. Marcos lhe deu apoio, arranjou
um lugar modesto mas generoso para acomodá-la e, quando ela foi localizada,
acompanhou-a à polícia. "Ela disse que queria ser independente dos
pais e viver em outro lugar", conta. Despediram-se com beijos calorosos e troca
de e-mails. Mykensie foi levada para a embaixada americana em Brasília,
onde se encontrou com os pais verdadeiros. Já pode vender os direitos da
história. Desigualdade social é
isso aí Timothy
A. Clary/AFP
 | AFP
 | Timothy
A. Clary/AFP
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Gisele, pós-Leo, Heidi, pós-parto, e Tyra, pós-dieta:
notou? |
O desfile da Victoria's Secret
deste ano deixou evidente: ninguém sobe impunemente na passarela, de lingerie,
em companhia de Gisele Bündchen. Soberbamente em forma, sem nem um
sinalzinho de dor-de-cotovelo pelo rompimento com Leonardo DiCaprio, Gisele vestiu
as asas nada angelicais que caracterizam o desfile e deixou a concorrência
mal na foto, literalmente. Heidi Klum, a loira mulher do cantor Seal, ainda
tem desculpa: teve bebê há apenas dois meses. Já Tyra Banks
mostrou que a "rigorosa dieta" no último mês não adiantou
muita coisa. Tyra anunciou que esse foi seu último desfile agora
vai se dedicar ao novo talk-show em que, vejam só, faz críticas
ao culto à beleza: já apareceu sem maquiagem e em breve dará
uma aula prática sobre celulite no próprio corpo. Material não
vai faltar. Calma que o leão é (quase)
manso Robson
Fernandes
 | | Tyson
chega à delegacia: simpatia e fotos com todo mundo |
Procedente de Buenos Aires, onde deu entrevista paga a Maradona, o pugilista americano
Mike Tyson veio fazer turismo dirigido no Brasil. Dirigidíssimo,
aliás: escolheu São Paulo para visitar, se se pode dizer assim,
onde passou os dias dormindo e as noites freqüentando boates nas quais as
moças só sobem no ringue contra pagamento. Deixou impressão
quase unânime: é um doce de pessoa. "Ele é um ser humano sensível
e interessante. Só fala muito palavrão", disse Oscar Maroni, empresário
(de boate), sobre o homem que já arrancou com os dentes um pedaço
de orelha do adversário. Tyson só foi Tyson quando implicou com
um cinegrafista (em uma boate), destruiu sua câmera, acabou detido (na boate
seguinte) e prestou depoimento numa delegacia. Onde, aliás, o lado doce
reaflorou. "Ele foi amável e simpático e tirou foto com todo mundo,
até com as faxineiras", conta o delegado Roberto Calaça.
Pablo
Sousa
 | | Ana/Anita:
pé no chão, marmita e olhos castanhos |
Linda,
porém disfarçada
Serva devota da arte, a
atriz Ana Paula Arósio, 30 anos, vive uma luta inglória,
diga-se de passagem contra a natureza: tenta ficar mais feia. Para interpretar
Anita Garibaldi no filme Garibaldi in America, título provisório
do longa-metragem do diretor italiano Roberto Rondali, Ana emagreceu 7 quilos
e escondeu os olhos cor de esmeralda atrás de lentes castanhas. Assim disfarçada,
de pés descalços e marmita embrulhada no pano de prato, ela se esforça
por expressar todas as nuances da brava catarinense. "Na minha pesquisa, descobri,
por exemplo, que depois do nascimento do seu primeiro filho Anita começou
a manifestar uma defesa selvagem de sua cria", relata, entusiasmada.
No Amazonas, como os amazonenses Ribamar
O Caboclo
 | | Claudia
e Polanski: o cocar não foi para a França |
Estrelas do anglicístico Amazonas Film Festival, a atriz Claudia Cardinale
e o diretor Roman Polanski caíram na farra amazonense (é
desnecessário, visto que ele aprecia companhias com um quarto ou menos
da idade dela, mas esclareça-se: cada um para seu lado). Ela passeou e,
principalmente, caiu na dança. Ele nadou no Rio Negro, deu peixe para boto,
brincou (com todo o respeito) com crianças caboclas e, no boi-bumbá,
ganhou um enorme cocar que, por sinal, pertencia ao cantor Wilson Nobre.
"Mandei fazer há três anos. É de pena de pato e custou 1.000
reais. Mas a organização pediu e eu dei", suspira Nobre. O pior
é que Polanski, até compreensivelmente, não levou o gigantesco
presente para a França, onde mora. Encarregou a organização
de mandar "depois". Editado
por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui, Daniela Leone, Laura Ming,
Ronaldo França e Sandra Brasil |