Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 773 - 16 de outubro de 2002
Artes e Espetáculos Cinema
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Eleições 2002
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
  Por um Sentido na Vida, com Jennifer Aniston
A Identidade Bourne, com Matt Damon
A Teia de Chocolate, de Claude Chabrol
Ássia, de Ivan Turguêniev
Alfabeto Literário, do caricaturista Cássio Loredano
Kim Cattrall, a estrela do seriado Sex and the City
A minissérie Cidade dos Homens

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

A loira do Brad

Com o tragicômico Por um Sentido
na Vida,
Jennifer Aniston investe
na carreira pós-Friends

Isabela Boscov

 
Divulgação
Jennifer, como a infeliz Justine: a inspiração foi sua mãe, com quem ela não fala há anos


Veja também
Estação VEJA: fotos e trailer do filme

Justine Last odeia o mundo, o emprego besta num supermercado e a vida com o marido, um pintor de paredes que só faz fumar maconha e assistir à televisão. Quando Justine anda, seus pés se arrastam e seus braços pendem como dois pesos. Não há sinal ali do passo leve e dos tiques de Rachel Green, a menina rica e estouvada de Friends. Com o seriado – um dos mais bem-sucedidos da televisão americana – em sua nona e última temporada, a Justine de Por um Sentido na Vida (The Good Girl, Estados Unidos, 2002), que estréia na sexta-feira no país, é a aposta de Jennifer Aniston para engatar uma carreira digna desse nome no cinema. Uma boa aposta: a imprensa americana adorou sua atuação e já começa a apontá-la como candidata ao Oscar. Jennifer ficou tão surpresa com o resultado quanto os críticos. Quando recebeu o roteiro enviado pelo diretor independente Miguel Arteta, achou que não saberia como fazer uma personagem tão cinzenta. Durante semanas, andou com pesos nos tornozelos para aprender a subtrair deles toda vivacidade. Também treinou falar sentada sobre as mãos, para não ceder ao impulso de gesticular. "Pedi a Miguel que desse um berro se me visse repetindo algum dos meus trejeitos. Em três dias, eu estava frustrada, cansada e pronta para torcer o pescoço dele", brinca Jennifer.

Graças a essa desintoxicação dramática, a atriz tornou Justine uma personagem crível – ainda que seu desempenho não seja nem de longe tão extraordinário quanto quer a crítica americana. Sentindo-se à morte com seu cotidiano, Justine se engraça com Holden (o excelente Jake Gyllenhaal), um rapaz mais jovem que trabalha no mesmo supermercado e é ainda mais tragicamente deprimido do que ela. Encantados com sua infelicidade mútua, eles embarcam num caso que leva Justine a fazer tudo o que nunca havia feito antes – mentir, trair e até cogitar se tornar cúmplice num roubo. O que parecia ser uma saída, porém, se revela um beco como todos os outros na vida de Justine. Nessa espécie de Madame Bovary do interior texano, só o conformismo sai vitorioso. "Esse tédio, essa falta de perspectiva são coisas que eu entendo bem", diz Jennifer.

A despeito de sua imagem ensolarada, do 1 milhão de dólares que ganha por episódio de Friends e do casamento com Brad Pitt, a atriz convive com um punhado de questões mal resolvidas. Seu pai, de origem grega – o Aniston é uma reformatação do sobrenome Anastassakis –, passou anos tentando uma chance como ator até se desiludir e levar a família para Atenas, quando Jennifer tinha 5 anos. Poucos meses depois, foi chamado de volta aos Estados Unidos para um papel na novela Days of Our Lives. O sucesso dele – a mãe de Jennifer também queria ser atriz – agravou a hostilidade entre o casal e levou ao divórcio. Jennifer ficou com a mãe, com quem sempre se deu muito mal e em cuja falta de horizonte diz ter se inspirado para compor Justine. Alguns anos atrás, ela escreveu um livro indiscreto sobre a filha e Jennifer rompeu relações. Nunca apresentou Pitt a ela, não fala com ela e não a convidou para seu casamento.

Não que a mãe da atriz tivesse algum escândalo para contar. A fama de Jennifer vem unicamente de Friends, dos penteados que viravam moda e do fato de ser afilhada de Telly Savalas. Ela só se tornou uma celebridade quando foi fotografada com Pitt num show, em 1998, pouco depois de ele ter rompido com Gwyneth Paltrow. Segundo Jennifer, sua vida virou de cabeça para baixo desde o casamento, há dois anos. "Nunca convivi com pessoas casadas. Eu nem sabia o que esperar", diz. O assédio dos paparazzi, claro, era uma certeza, mas até ele superou suas expectativas. Há alguns meses, a normalmente tranqüila e paciente Jennifer encerrou um processo contra uma revista que publicara fotos suas de topless. "Não ligo muito para os tablóides. Mas, quando alguém entra no meu quintal e me fotografa nua, acho que é a hora de impor um limite."

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS