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Guerra das bonecas
Comoção
no mundo das fashion dolls:
a Driks, afinal, é cópia da Bratz?
Fotos J. Miranda
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A
Driks (à esq.), a Bratz (à dir.) e três
de suas colegas fashion: conceito para seguidores, plágio
para os pioneiros
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Veja também |
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Um embate
de saltos plataforma ameaça a harmonia deste Dia das Crianças.
De um lado estão Yasmin, Cloe, Sasha e Jade, as quatro bonecas
que integram a coleção Bratz, distribuída no Brasil
pela empresa Gulliver. De outro, Duda, Rebeca, Iza e Kika, as Driks da
Estrela. No centro da disputa, o promissor mercado das fashion dolls,
como são chamadas as bonecas moderninhas dirigidas a meninas
que já largaram Susis e Barbies por serem coisa de criança.
As Bratz (do inglês brat, criança do tipo pestinha),
importadas da fabricante americana MGA, chegaram primeiro: fenômeno
de venda nos Estados Unidos, onde em um ano se tornaram o quarto brinquedo
mais vendido, elas ocuparam as lojas brasileiras em junho. Dois meses
depois, vieram as Driks (adaptação de Dri, apelido de sua
musa inspiradora, a apresentadora Adriane Galisteu), com um lançamento
bem agitado: no dia da festa, a MGA obteve liminar para apreensão
do produto, alegando ser a boneca da Estrela cópia deslavada da
sua. Antes que a apreensão começasse na prática,
a liminar foi cassada, e a Driks continua a ser vendida.
No curto
prazo, a guerra de liminares prossegue. No longo, a MGA quer remover as
Driks do mercado, sob acusação de plágio. A Estrela
alega que não copiou nada, simplesmente aderiu ao "conceito" das
fashion dolls com um produto próprio como, aliás,
também fizeram a Mattel, gigante que fabrica a Barbie e entrou
na briga com sua coleção Diva Starz, e outros fabricantes.
A MGA discorda. "Aceitamos a idéia de conceito, tanto que nunca
processamos nenhuma outra empresa. Mas a Driks é cópia,
daquelas que confundem o público", diz Flavio Pigatto Monteiro,
advogado da MGA no Brasil. As Driks, de fato, são parecidíssimas
com as Bratz, no tamanho, nos traços, nos acessórios e até
na embalagem. Nas lojas, por enquanto, a americana ganha da brasileira,
apesar de as duas custarem quase igual (por volta de 60 reais). Nos dez
primeiros dias de outubro, a Ri Happy, rede de 61 lojas, contabilizou
500 Bratz e 230 Driks vendidas. Passado o Dia das Crianças, vem
aí o Natal. A luta continua.
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