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A catedral gay
Igreja
só para cristãos homossexuais vai
erguer
megatemplo nos Estados Unidos
Eduardo Salgado
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| O
projeto da catedral e o arquiteto Johnson: 36 milhões de dólares |
A Catedral
da Esperança tem uma história similar à de muitas
igrejas evangélicas. Foi criada em 1970 por um grupo de doze amigos
no Estado do Texas, nos Estados Unidos. Nessas três décadas,
conquistou novos fiéis, comprou uma sede própria na cidade
de Dallas e acaba de dar início à construção
de um megatemplo que custará 36 milhões de dólares,
digno da denominação. Sua característica inusitada
é o fato de que seus fiéis são homossexuais. Com
o novo templo, a Catedral da Esperança se torna o membro com o
maior glamour entre as filiadas das Igrejas Comunitárias Metropolitanas
(MCC, na sigla em inglês), movimento evangélico que reúne
300 congregações gays, com 40.000
fiéis espalhados por dezoito países. O projeto da sede da
Catedral da Esperança foi entregue ao badalado arquiteto Philip
Johnson, também gay. Com uma torre de 34 metros de altura, quase
a mesma do Cristo Redentor, e capacidade para 2.200
pessoas sentadas, a catedral é uma demonstração de
força da religião entre os gays dos Estados Unidos.
Na última
década, os homossexuais americanos organizaram ONGs influentes,
conquistaram o direito de não ser discriminados no local de trabalho
e até ganharam papéis, quase sempre positivos, nos seriados
da TV americana. O próprio Partido Republicano, do presidente George
W. Bush, tem uma ala de gays conservadores. A tolerância é
menor no meio religioso. A Igreja Católica aceita fiéis
homossexuais, mas exige deles abstinência sexual. Muitas denominações
pentecostais os consideram pecadores sem chance de redenção.
É natural que homossexuais, educados em famílias religiosas,
não vejam nenhuma contradição entre sua sexualidade
e o exercício da fé são eles que enchem os
templos das igrejas da MCC. "O motor do nosso crescimento é a intolerância
que gays e lésbicas enfrentam nas igrejas tradicionais", disse
a VEJA Jim Birkitt, diretor da MCC.
AP
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Missa
especial para gay em templo
luterano nos EUA
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As congregações gays surgiram na Califórnia em meio
à onda dos hippies, nos anos 60. Expulso da Igreja Batista em 1968
por ser gay, o reverendo Troy Perry primeiro tentou o suicídio.
Depois fundou a própria igreja dedicada a homossexuais a
Igreja Comunitária Metropolitana de Los Angeles, a precursora da
MCC. Seus cultos são um híbrido cristão. As missas
são similares às católicas, os sermões se
parecem aos protestantes e os cânticos lembram os evangélicos.
Uma diferença é a ênfase dada às dificuldades
de relacionamento entre os casais. "As igrejas alternativas são
um dos poucos espaços em que os homossexuais podem discutir abertamente
suas relações amorosas", explicou a VEJA Michael Piazza,
pastor da Catedral da Esperança.
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