Bancos

No martelo

BC leiloa obras de arte que pertenciam ao Econômico

Jesus Cristo, de Vicente
do Rego Monteiro, e
escultura de José Roberto
Hoflin: boas obras de
artistas de segunda linha
Fotos: Rogerio Voltan  

O Banco Econômico foi liquidado pelo Banco Central em 1995, deixando uma dívida que só em ações trabalhistas chega a 200 milhões de reais. Na semana passada o BC recebeu a primeira parcela de dinheiro vivo da venda de bens que pertenciam ao banco. Foram para o martelo as 230 obras de arte que adornavam a sede do Econômico em Salvador, um acervo avaliado em 1 milhão de reais. No primeiro dia de leilão foi alcançado o valor de 240.000 reais com a venda de apenas a metade das obras. O leilão prosseguiu na noite de sexta. O acervo do banco possuía bons quadros de pintores de segunda e obras menores de artistas de primeira. Entre as principais estava uma gravura de Jean-Baptiste Debret, o francês que retratou a vida do país no século XIX, e uma marinha de Pancetti. Havia também quadros de artistas como Carybé, Manabu Mabe, Cícero Dias e Vicente do Rego Monteiro. Desde o início do processo de liquidação, apenas um bem do Econômico havia sido leiloado — um frigorífico em Manaus, em março último. Mas a transação está emperrada porque o BNDES ainda não forneceu o aval para o comprador.




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