Panorama
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• Televisão: O foco na mentira, em Lie to MeLeitor
Alcoolismo"Abençoada a reportagem, pois chega num momento delicado
de minha comunicação com meu filho, que não consegue ver
que está entre os bebedores de risco. VEJA, como sempre, me ajudando
a resolver os problemas da minha família e de todas as famílias
brasileiras."
A irretocável "A boia da prevenção" foi uma
das melhores reportagens que li nos últimos tempos. Precisa, completa,
didática e, sobretudo, pertinente. Mostrou experiências relacionadas
ao álcool, às angústias, aos arrependimentos e às
motivações para a superação. Apontou estatísticas,
o funcionamento do organismo humano e os malefícios causados pela bebida
alcoólica. Em minha atividade profissional, já presenciei dezenas
de casamentos destruídos pelo álcool. E o pior: o sofrimento dos
filhos. Tive um cunhado alcoólatra. Bebia todas e ficava superengraçado.
A turma do copo então pagava mais uma rodada, garantindo assim horas
de diversão. O que essa turma não sabia é que ele só
era engraçado numa roda de bar. Quando chegava bêbado em casa,
batia no pai, na mãe e quebrava tudo. Quando vinha a ressaca, trancava-se
no quarto e, por vergonha, não saía de lá por três
dias. Claro, perdeu o emprego. A bebida acaba com a dignidade, o respeito e
o amor-próprio. Acaba com a família. Surpreendente a reportagem. Totalmente inovadora e, sobretudo, assustadora a
abordagem sobre os bebedores de risco. A prevenção ainda é
o melhor remédio, como bem destaca a matéria. Acho que ninguém
havia pensado nisso, pois, historicamente, a preocupação
sempre foi com quem já tinha o problema. Essa doença, que infelizmente atinge toda a família,
é pior quando a doente é a mulher, que deveria ser o alicerce
do lar. Minha mãe, hoje com 78 anos, é alcoólatra desde
os 40. A família desistiu de querer ajudá-la, já que ela
sempre se negou a reconhecer o problema. Nós, os filhos, felizmente pudemos
contar com a ajuda de um pai amoroso e extremamente presente em meio ao caos
que foi a nossa adolescência, cheia de brigas e garrafas de pinga. Nós
nos consideramos sobreviventes.
José AlencarSenti-me profundamente tocada pela entrevista do vice-presidente
José Alencar ("Estou preparado para a morte", 9 de setembro). É
incrível como podemos torcer e sofrer por uma pessoa que nem conhecemos. O
senhor José Alencar tem enorme carisma e é uma pessoa generosa,
porque consegue transmitir com seu sofrimento uma segurança enorme em
tudo o que diz. A entrevista com José Alencar nos remete a um assunto que
em pleno século XXI ainda é considerado tabu: a morte. De forma
clara, lúcida e realista, o vice-presidente aborda temas evitados até
mesmo por aqueles que gozam de perfeita saúde. Aplaudo de pé nosso vice-presidente, José Alencar.
Um exemplo ímpar de força, coragem e dignidade. Um batalhador
que nos inspira na maneira como enfrenta as adversidades da vida. Cada vez que leio uma reportagem sobre o vice-presidente José
Alencar, mais o admiro. É uma pessoa iluminada, que aceita os percalços
da vida com muita humildade, coragem e resignação. É um
exemplo de vida, de perseverança, de fé e de otimismo. PetróleoBelíssima a foto que abre a reportagem "O Brasil é
a quinta potência" (9 de setembro). Ilustra perfeitamente os atos de Lula
para a disputa sucessória: Dilma, menina dos olhos do presidente, ao
lado de José Sarney, peça-chave para que haja eficiência
na campanha da ministra. Depois de ficar dois anos sem dar satisfação à
sociedade do que estava sendo planejado a respeito do assunto, o presidente
Lula, mais preocupado em eleger a ministra Dilma Rousseff, exige que projetos
de tal envergadura sejam aprovados a toque de caixa, o que é um verdadeiro
acinte. Parabéns pela didática reportagem sobre o pré-sal.
Mostrou com clareza que o assunto, por representar grande avanço
para nossa economia e para o país, deve ser tratado com responsabilidade.
Uma pena que mais uma vez o senhor Lula e sua choldra se utilizem de algo tão
importante para satisfazer ambições eleitorais, impondo ao país
o retrocesso do monopólio. Não se espantem se ouvirem de Lula: "O petróleo
é meu!". Lya LuftPor força da profissão de médica, ao contrário
do que relata a escritora Lya Luft, que nunca vira uma criancinha morta ("Quando
morre uma criança", 9 de setembro), já presenciei inúmeras
dessas situações dolorosas em todas as classes sociais.
Em muitas ocasiões, pude reanimar vidas. Em várias outras, acompanhei,
impotente e solidária, a perda de recém-nascidos a adolescentes
e de muitos deles me lembrei ao ler o relato sensível de Lya. Apenas
uma situação se compara à dor de perder um filho por uma
doença, ou a ultrapassa: a morte violenta. Morte por vezes anunciada
pelo descaso, que empurra os jovens para as drogas e para desatinos comportamentais.
Espero que as palavras da escritora ecoem com a imensa força de sua sensibilidade,
multiplicando o alerta. Belíssimo o texto "Quando morre uma criança", pois por meio dele pude ver meu desejo verbalizado: alertar os pais das
obrigações para com os filhos. Como professora, sinto-me angustiada
em sala de aula ao deparar com seres que não recebem atenção
nem amor dos pais. O resultado disso são jovens com poucos objetivos
e quase nenhum compromisso para com a vida. Ao lado dela, pergunto também:
onde estão os pais? CubaAchei fantástica a reportagem sobre a utilização
pelos cubanos das publicações comunistas como papel higiênico
("Até que enfim serviram para algo", 9 de setembro). Cuba é um
estado que se vangloria tanto da medicina avançada e desenvolvida, mas
nem sequer dá ao povo as condições mínimas de higiene
e saúde. Mas como? Então falta papel higiênico no perfeito
paraíso socialista da devoção do PT, de Zé Dirceu,
de Lula, de Franklin Martins, de Ziraldo, de Marilena Chauí, de Walter
Pomar, de João Pedro Stedile, de Luis Fernando Verissimo? Quer dizer que está faltando papel sanitário em
Cuba? E os defensores de Fidel Castro no Brasil, não têm nada a
declarar? Faltar papel higiênico é o cúmulo de todos os
absurdos. Tratado Brasil-FrançaPara que submarinos? O inimigo não está fora. Ele
mora aqui mesmo, dentro do país, e se chama corrupção,
falta de ética, falta de amor à pátria, falta de educação
e saúde, falta de civismo, falta de exemplo e de cumprimento das leis
("O fim de uma batalha aérea", 9 de setembro).
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