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• Televisão: O foco na mentira, em Lie to MeImagem da SemanaDois em umEle foi um dos chefes do 11 de Setembro e virou a cara do outro
Oito anos se passaram desde o 11 de Setembro e tudo, como sempre, saiu ao contrário das previsões. As mudanças telúricas que se esperavam não foram tão monumentais assim. Feridos de morte com 3 000 vítimas, os Estados Unidos sofreram, revoltaram-se, foram para as duas invasões, mexeram em algumas garantias imexíveis. Como é próprio dos grandes, autocriticaram-se e corrigiram o curso. Os radicais muçulmanos ficaram mais do mesmo e o inspirador dos ataques, Osama bin Laden, ao que se saiba, continuou igual, só que escondidíssimo. Mudança para valer aconteceu com Khalid Sheikh Mohammed, o cérebro operacional dos atentados. Preso no Paquistão em 2003, ele era como aparece na foto menor, gordo e bigodudo. Um sobrinho dele, sob suas ordens, havia praticado o atentado original, de 1993, contra o World Trade Center. Mohammed achou que também teria julgamento convencional e avisou que só falaria quando chegasse aos Estados Unidos, com advogado de defesa. Foi levado para uma prisão secreta da CIA na Polônia. Um agente habilidoso o interrogava; outros o submetiam a métodos violentos como o afogamento simulado. No caso dele, 183 vezes. Transferido para Guantánamo, assumiu tudo, com orgulho, incluindo atentados frustrados com armas biológicas e tentativas de assassinato contra Jimmy Carter, Bill Clinton e João Paulo II. A foto à esquerda foi tirada pela Cruz Vermelha. Mostra como Mohammed, um ultrarradical de etnia baluque, nascido no Kuwait e formado em engenharia mecânica na Carolina do Norte, conseguiu por fim o que sempre quis: virou Bin Laden. |