Radar

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Lauro Jardim

Ique

 

GOVERNO

Divergência oculta

Paira um visível desconforto na equipe econômica com as últimas investidas de FHC e de parte do governo para congelar e tabelar preços.

 

Na hora certa

Até o fim do mês, FHC baixa um detalhado código de conduta que valerá para a elite dos servidores públicos. Trata de lobby (mas não de "lobby ao contrário") e regula a relação do funcionário com o governo depois que ele vai para a iniciativa privada. Cria também uma quarentena (remunerada) de quatro meses para os que saem. Pode parecer, mas não é um decreto feito às pressas por causa do caso Eduardo Jorge.

 

Gênios do marketing

O governo vive lamentando que não consegue comunicar-se direito. Mas, às vezes, extrapola. Há duas semanas, lançou um programa social contra a pobreza que abrange catorze Estados. Beleza. Só que resolveram batizá-lo de IDH-14. Um nome apropriado para xampu anticaspa ou remédio contra doença contagiosa. O mais patético é que o governo recebeu de duas agências de publicidade uma lista com diversos nomes para o programa. E tem ministro que garante que IDH-14 foi o melhor. Pode-se imaginar o quilate das outras sugestões.

 

ECONOMIA

O xerife

Parte do ministro Alcides Tápias a instrução para que o BNDES jogue o mais duro possível com Benjamin Steinbruch nas negociações de financiamento que o banco oficial fará com o empresário para que ele compre as participações do Bradesco e da Previ na CSN.

O chinês da Embraer

A Embraer acaba de roubar da Vale do Rio Doce um executivo precioso. É o chinês Guan Dongyuan, que durante anos chefiou o escritório da Vale em Xangai. Guan conjuga características que não se encontram em qualquer esquina: fala chinês e português, tem bom trânsito no complicado mundo dos negócios da China e conhece o modo brasileiro de operar. É mais um lance da renhida disputa que a Vale e a Embraer travam para ver quem é o maior exportador brasileiro.

De volta

Gesner Oliveira, ex-presidente do Cade, está a um passo de virar sócio do ex-ministro Mailson da Nóbrega na consultoria Tendências.

Trombadas e trombadinhas

São cada vez menos elegantes as ações de certos advogados em defesa de seus clientes. Na semana passada, depois de uma tensa reunião entre os fundos de pensão e o banco Opportunity – que andam se estapeando em público há meses –, Francisco da Costa e Silva, advogado da Previ e ex-presidente da CVM, surrupiou a ata do encontro e se mandou. Supõe-se que ele saiba que o que fez é proibido pela legislação.

 

POLÍTICA

"Fernando Henrique de quê?"

O Centro de Políticas Sociais da FGV/RJ realizou um levantamento baseado em dados do IBGE para medir o grau de ignorância política do brasileiro. Claro que os mais informados são os mais letrados: 95% das pessoas que completaram pelo menos o ensino médio sabem o nome do presidente da República e de seus respectivos governadores e prefeitos. Até aí, nenhuma novidade. Mas chama a atenção que entre os analfabetos apenas 36% consigam dizer quem os governa. Na mesma pesquisa, uma curiosidade na medida para atiçar bairrismos. Em São Paulo, 77% da população foi capaz de cravar o nome de seus governantes. É o maior índice.

INTERNET

Não pegou

Os sites de investimentos pessoais que pipocaram na internet brasileira estão com um problemaço: ninguém aplica seu dinheirinho ali. Tem site com 30.000 pessoas cadastradas – mas investimento que é bom, nada. Já tem gente desesperada.

 

JUSTIÇA

A hora da verdade

O ex-deputado Sérgio Naya sempre jurou não ter um dólar em contas no exterior. Na terça-feira, a Receita Federal poderá comprovar se isso é verdade. Com autorização da Justiça, serão abertos seis envelopes do banco americano Sun Trust endereçados a ele. A papelada foi apreendida num dos apartamentos do ex-deputado, em Brasília.

 

CINEMA

Warner Bros. banca Xuxa

Xuxa, a campeã de bilheteria do cinema nacional, deixou em branco as telas nas férias de meio de ano, mas garantiu apoio estrangeiro para seu novo filme, que estréia em dezembro. Nesta semana, ela anuncia um acordo com a Warner Bros. Os americanos vão distribuir e bancar parte da fita, que custará 2 milhões de dólares. Assim como Requebra, o último filme da loira, o público-alvo será o pré-adolescente.

 

Na mira de Tanure

Oscar Cabral
Copacabana Palace: cobiçado


O baiano Nelson Tanure é um mestre em grandes tacadas. A mais recente foi um processo judicial em que infernizou a vida dos antigos controladores do Banco Boavista e botou no bolso mais de 100 milhões de reais. Agora ele pretende unir glamour e muito dinheiro: quer um belo naco do Copacabana Palace. Para isso, vai acionar o americano James Sherwood, que há onze anos comprou o hotel mais famoso do Brasil. Tanure é hoje dono da Docas, uma empresa que detinha 44% do hotel nos tempos em que pertencia à família Guinle. E vai questionar na Justiça os aumentos de capital que Sherwood promoveu, fazendo com que a participação da Docas no hotel virasse pó.

 

 

 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco