Lauro
Jardim
| Ique |
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GOVERNO
Divergência oculta
Paira um visível desconforto na equipe econômica
com as últimas investidas de FHC e de parte do governo
para congelar e tabelar preços.
Na hora certa
Até o fim do mês, FHC baixa um detalhado código
de conduta que valerá para a elite dos servidores públicos.
Trata de lobby (mas não de "lobby ao contrário")
e regula a relação do funcionário com o governo
depois que ele vai para a iniciativa privada. Cria também
uma quarentena (remunerada) de quatro meses para os que saem.
Pode parecer, mas não é um decreto feito às
pressas por causa do caso Eduardo Jorge.
Gênios do marketing
O governo vive lamentando que não consegue comunicar-se
direito. Mas, às vezes, extrapola. Há duas semanas,
lançou um programa social contra a pobreza que abrange
catorze Estados. Beleza. Só que resolveram batizá-lo
de IDH-14. Um nome apropriado para xampu anticaspa ou remédio
contra doença contagiosa. O mais patético é
que o governo recebeu de duas agências de publicidade uma
lista com diversos nomes para o programa. E tem ministro que garante
que IDH-14 foi o melhor. Pode-se imaginar o quilate das outras
sugestões.
ECONOMIA
O xerife
Parte do ministro Alcides Tápias a instrução
para que o BNDES jogue o mais duro possível com Benjamin
Steinbruch nas negociações de financiamento que
o banco oficial fará com o empresário para que ele
compre as participações do Bradesco e da Previ na
CSN.
O chinês da Embraer
A Embraer acaba de roubar da Vale do Rio Doce um executivo precioso.
É o chinês Guan Dongyuan, que durante anos chefiou
o escritório da Vale em Xangai. Guan conjuga características
que não se encontram em qualquer esquina: fala chinês
e português, tem bom trânsito no complicado mundo
dos negócios da China e conhece o modo brasileiro de operar.
É mais um lance da renhida disputa que a Vale e a Embraer
travam para ver quem é o maior exportador brasileiro.
De volta
Gesner Oliveira, ex-presidente do Cade, está a um passo
de virar sócio do ex-ministro Mailson da Nóbrega
na consultoria Tendências.
Trombadas
e trombadinhas
São cada vez menos elegantes as ações de
certos advogados em defesa de seus clientes. Na semana passada,
depois de uma tensa reunião entre os fundos de pensão
e o banco Opportunity que andam se estapeando em público
há meses , Francisco da Costa e Silva, advogado da Previ
e ex-presidente da CVM, surrupiou a ata do encontro e se mandou.
Supõe-se que ele saiba que o que fez é proibido
pela legislação.
POLÍTICA
"Fernando
Henrique
de quê?"
O Centro de Políticas Sociais da FGV/RJ realizou um levantamento
baseado em dados do IBGE para medir o grau de ignorância
política do brasileiro. Claro que os mais informados são
os mais letrados: 95% das pessoas que completaram pelo menos o
ensino médio sabem o nome do presidente da República
e de seus respectivos governadores e prefeitos. Até aí,
nenhuma novidade. Mas chama a atenção que entre
os analfabetos apenas 36% consigam dizer quem os governa. Na mesma
pesquisa, uma curiosidade na medida para atiçar bairrismos.
Em São Paulo, 77% da população foi capaz
de cravar o nome de seus governantes. É o maior índice.
INTERNET
Não pegou
Os sites de investimentos pessoais que pipocaram na internet brasileira
estão com um problemaço: ninguém aplica seu
dinheirinho ali. Tem site com 30.000 pessoas cadastradas mas
investimento que é bom, nada. Já tem gente desesperada.
JUSTIÇA
A hora da verdade
O ex-deputado Sérgio Naya sempre jurou não ter um
dólar em contas no exterior. Na terça-feira, a Receita
Federal poderá comprovar se isso é verdade. Com
autorização da Justiça, serão abertos
seis envelopes do banco americano Sun Trust endereçados
a ele. A papelada foi apreendida num dos apartamentos do ex-deputado,
em Brasília.
CINEMA
Warner Bros.
banca Xuxa
Xuxa, a campeã de bilheteria do cinema nacional, deixou
em branco as telas nas férias de meio de ano, mas garantiu
apoio estrangeiro para seu novo filme, que estréia em dezembro.
Nesta semana, ela anuncia um acordo com a Warner Bros. Os americanos
vão distribuir e bancar parte da fita, que custará
2 milhões de dólares. Assim como Requebra,
o último filme da loira, o público-alvo será
o pré-adolescente.
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Na
mira de Tanure
Oscar Cabral
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| Copacabana
Palace: cobiçado |
O
baiano Nelson Tanure é um mestre em grandes tacadas.
A mais recente foi um processo judicial em que infernizou
a vida dos antigos controladores do Banco Boavista e botou
no bolso mais de 100 milhões de reais. Agora ele
pretende unir glamour e muito dinheiro: quer um belo naco
do Copacabana Palace. Para isso, vai acionar o americano
James Sherwood, que há onze anos comprou o hotel
mais famoso do Brasil. Tanure é hoje dono da Docas,
uma empresa que detinha 44% do hotel nos tempos em que pertencia
à família Guinle. E vai questionar na Justiça
os aumentos de capital que Sherwood promoveu, fazendo com
que a participação da Docas no hotel virasse
pó.
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