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BAGDÁ
Só
Hugo Chávez visita o ditador
Reuters
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| Chávez
e Hussein: passeio em Bagdá |
Com seu mandato referendado pelas urnas, o presidente
venezuelano, Hugo Chávez, lançou-se numa ousada
operação internacional: quer ressuscitar a Opep,
o cartel dos produtores de petróleo, e impor preços
mais salgados aos compradores. Na semana passada, se pôs
a percorrer as nações petrolíferas. Sem ligar
para a cara feia dos Estados Unidos, tornou-se o primeiro chefe
de Estado a furar o boicote internacional e pisar em Bagdá.
Agradecido, o ditador Saddam Hussein o levou a passear de carro
pela capital iraquiana.
NOVA
YORK
Morte
é brincadeira
Todd McFarlane Productions
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O brinquedinho é recomendado para adolescentes,
mas é preciso estômago de veterano para enfrentar
o mau gosto. Já à venda nos Estados Unidos, o Marv
é um boneco sentado numa cadeira elétrica. Ao apertar
o botão, ele revira os olhos vermelhos, se contorce e diz:
"Você não tinha nada melhor para fazer, seu...?"
INDONÉSIA
Silêncio,
chefe dormindo
Reuters
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Abdurrahman
Wahid foi eleito presidente da Indonésia há um ano
para substituir o corrupto ditador Suharto. Seu mérito
era a reconhecida honestidade. Seu defeito: de saúde delicada,
é quase cego. Logo se viu que também não
tinha paciência para os deveres do poder. Em geral, delega
a assessores a leitura de seus discursos. Na semana passada, Wahid
transferiu as tarefas do dia-a-dia para a vice-presidente, Megawati
Sukarnoputri. E tirou um cochilo.
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MOSCOU
Atrocidades
em praça pública
AFP
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A
explosão ocorreu numa passagem subterrânea
na Praça Pushkin, no centro de Moscou, no horário
de maior movimento. Oito pessoas morreram na hora, estraçalhadas,
dezenas ficaram feridas, muitas delas mutiladas para sempre.
A praça, onde no passado se reuniam os dissidentes,
é hoje o coração nervoso da nova economia
e do comércio elegante da capital russa. Ninguém
assumiu a autoria do atentado, mas o Kremlin acusa os separatistas
da Chechênia. A suspeita é natural, pois essa
republiqueta no Cáucaso está sendo massacrada
pelo Exército russo mas uma coisa não justifica
a outra. A bomba é um argumento que tira a legitimidade
da mais justa das causas.
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