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"A situação surpreendente – recuperação da economia versus queda de popularidade – é causada pelo próprio FHC, que não sabe comunicar-se."
Constantino Serafe Neto
serafe@zaz.com.br

 

Governo

Mesmo quando a situação está melhorando, com a economia retomando o crescimento, é lamentável que grande parcela da população, estimulada por um pessimismo contumaz de parte da oposição e de parte da imprensa, insista em "fabricar" uma nova crise, acreditando que quanto pior, melhor. Começo a dar razão a uma colega que costuma dizer que somos um povo hipocondríaco e masoquista, que gosta de sofrer, seja por fatos, seja por boatos ("Refém da crise", 9 de agosto).
Ellen Almeida Lopes

São Paulo, SP

Ninguém agüenta mais esse assunto da "crise" provocada pelo ex-secretário Eduardo Jorge. A verdadeira crise decorre de não termos um presidente com a hombridade e o dinamismo necessários para gerir o Brasil. Mesmo esse presidente fraco e preguiçoso, entretanto, não tem nada a temer, porque a oposição é tão pífia e patética que não consegue sequer se preparar para questionar um suspeito.
Paulo Seródio
São Paulo, SP

A crise pela qual passa nosso governo é exclusivamente moral. Recuperação? Restaurem-se a dignidade e a decência dos poderes constituídos, principalmente do Legislativo e do Executivo.
Romeu Carlos Lopes de Abreu
Rio de Janeiro, RJ

 

Luiz Francisco de Souza

Tenho verdadeiro asco por Torquemada, tal como tinham Alceu e outros escritores. Torquemada, se vivesse hoje, estaria ao lado dos Nicolau do DOI-Codi, defenderia a censura e as mordaças e ficaria sempre a favor do governo, mesmo quando este demolisse a ética pública e social. Torquemada era racista, anti-semita; por essas razões fundamentais, pediria que constasse publicamente que considero o nome de Torquemada um termo pejorativo. A Igreja, da qual tento ser parte, deve desculpas sinceras à humanidade e a Deus pelos atos de Torquemada e de outros com os quais não tenho identificação alguma. Como procurador, tenho de defender o regime democrático e repelir publicamente tais termos ofensivos ("O Torquemada da procuradoria", 9 de agosto).
Luiz Francisco de Souza

Procurador
Brasília, DF

O procurador Luiz Francisco de Souza, só por ter tido a coragem de botar o ex-deputado Hildebrando Pascoal na cadeia, sabendo o que acontece no Brasil a quem se atreve a mexer com esse tipo de gente, já merece um lugar no céu. Nós, aqui embaixo, pobres mortais pagadores de impostos, apoiamos sua luta.
Alberto de Assis Pena
Coronel Fabriciano, MG

São poucos os homens que demonstram a coragem de enfrentar os poderosos deste país. O procurador Luiz Francisco de Souza constitui um exemplo de competência, coragem e boa vontade para os profissionais de sua área. Se hoje ele é odiado pelos investigados, é porque está levando a público o que ninguém se arriscara a investigar.
Rammyro Leal
Almeida
Teresina, PI

  Tasso Jereissati

Como cearense e fã de Tasso Jereissati desde o primeiro momento, afirmo categoricamente: nosso governador é "blindado", silencioso, austero, visionário e estadista. Mantém, com sua mulher e filhos, uma postura irretocável. Certamente será um grande presidente da República; afinal tem experiência ampla e bem resolvida no mundo empresarial e político ("Tasso entra na sucessão", 9 de agosto).
Liana Maria Carneiro
Costa Lima
lianamaria.lima@bol.com.br

 

Luiz Felipe Alencastro

Informamos que as 75 aquarelas e desenhos de Jean-Baptiste Debret que compõem a exposição Jean-Baptiste Debret, um Francês na Corte do Brasil – 1816-1831 fazem parte do acervo dos Museus Castro Maya e que a exposição foi por nós organizada para uma itinerância que começou no Brasil (Paço Imperial), teve seqüência em Fribourg, Suíça (Musée d'Art et d'Histoire), e Lisboa, Portugal (Palácio da Ajuda), onde está no momento e de onde partirá para sua última etapa, em Paris, França (Centre Culturel Calouste Gulbenkian), devendo lá permanecer de 19 de setembro a 17 de outubro (Ponto de vista, 9 de agosto).
Vera de Alencar
Diretora
cmaya01@visualnet.com.br

 

Justiça

Diante da reportagem "Armação ilimitada" (9 de agosto), faço o seguinte esclarecimento em nome do governo de Alagoas: ao assumir, o governador Ronaldo Lessa recebeu como um dos grandes abacaxis a maldita operação das Letras do Tesouro, realizada por seu antecessor. Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que estava para ser sancionada pelo presidente da República, Lessa ouviu representantes do Congresso Nacional e autoridades econômicas do governo. A solução encontrada representou um alívio para o Estado, pois a rolagem da suposta dívida ficou condicionada ao julgamento de sua legalidade pela Justiça brasileira. Além de preservar a isenção do governo, observa-se a intenção de garantir o esforço pelo saneamento financeiro de Alagoas, que deseja ver tudo passado a limpo, em nome da gestão fiscal ética e responsável.
Joaldo Cavalcante
Secretário de Comunicação Social
Maceió, AL

A emenda que eu apresentei visava única e exclusivamente a apoiar Alagoas. A prova de que agi a pedido do governo de Alagoas, e em solidariedade a um companheiro de partido, e ao Estado que dirige, é a carta que recebi do próprio governador, Ronaldo, em que fez questão de registrar a gratidão pela minha conduta parlamentar em relação à matéria. O caso de Alagoas sempre foi considerado por mim e pela maioria do Senado um caso que exigia solução específica, diferenciada, pela pobreza extrema em que vive seu povo, agora abatido por mais uma tragédia provocada pelas enchentes, com a morte de dezenas de pessoas.
Antônio Carlos Valadares
Senador
Brasília, DF

No caso do Senado, devo lembrar que, além de amplas discussões em uma das comissões da Casa, a deliberação final foi da maioria do plenário. Ressalve-se que, na interpretação dessa maioria, o projeto de resolução do Senado era necessário para defender legítimos interesses de Estados e municípios ameaçados de cobrança judicial. Condenei e condeno a emissão ilegal de letras de pagamento de precatórios inexistentes. Desconheço e condeno a ação de grupos que tentam transformar títulos podres em moeda boa a fim de obter lucros indevidos.
Geraldo Althoff
Senador
Brasília, DF

No caso citado na reportagem, o governador Amin, com nosso apoio, não assinou o contrato de refinanciamento tal como lhe permitia a Resolução do Senado. Não há divergência em nosso comportamento. "A emenda feita pelos senadores Bornhausen e Althoff visa a defender os interesses de Estados e municípios que estavam sob ameaça de cobrança judicial", disse Amin, a respeito da proposta aprovada no Senado.
Jorge Bornhausen
Senador
Brasília, DF

Em relação à matéria intitulada "Armação ilimitada", cabe-nos esclarecer: o sistema eletrônico de distribuição adotado pela Justiça Federal é absolutamente aleatório, o que torna impossível o direcionamento de processos para qualquer das Varas Federais; a doutora Márcia de Barros, citada na reportagem, ocupou a titularidade da 8ª Vara Federal entre 25 e 27 de outubro de 1999 (em razão do afastamento temporário da juíza titular), período em que despachou o processo de nº 9900241533, cuja distribuição aleatória foi realizada anteriormente, em 21 de outubro, não havendo, dessa forma, a suposta "coincidência" apontada pela revista.
Carmen Varella
Seção de Comunicação Social da
Justiça Federal de Primeira Instância
Rio de Janeiro, RJ

VEJA não apontou suposta coincidência. Houve realmente forte coincidência de os dois únicos casos do gênero terem caído nas mãos da mesma juíza, em varas diferentes, quando ela assumia interinamente.

 

Veja essa

A frase de autoria do juiz Humberto Manes, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, publicada na coluna Veja essa (9 de agosto), é ofensiva a minha pessoa e informo que vou processá-lo. Fui relatora da Reforma do Poder Judiciário na Câmara Federal, que já foi aprovada pelo plenário e representa um avanço na transparência e no controle dos atos administrativos, financeiros e funcionais de juízes e promotores, que a população brasileira merece e aplaude, porém não aceita por alguns juízes.
Zulaiê Cobra Ribeiro
Deputada
Brasília, DF

 

CORREÇÕES: Diferentemente do que foi publicado na seção Para usar (Guia, 9 de agosto), a operação, batizada LTK, é para curar casos de hipermetropia, e não de miopia. Quem aparece na foto da nota "Ficha limpíssima" (Holofote, 9 de agosto) é Marco Aurélio Alencar, e não Marco Antonio Alencar. A presidente da International Stress Management Association (Isma) no Brasil é a doutora Ana Maria Rossi (Amarelas, 26 de julho).

 


 

 

 

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