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Edição 2068

16 de julho de 2008
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Red Morgan/WPN
Templeton: pioneiro entre os milionários dedicados à filantropia


Morreu:
o financista americano John Templeton, criador da fundação filantrópica que leva seu nome. Formado em economia, começou a trabalhar na Bolsa de Valores de Nova York em 1937. Na década de 50, montou seu próprio fundo de investimento, um dos pioneiros de Wall Street a investir fora dos Estados Unidos. Seu talento no mercado financeiro o tornou um dos homens mais ricos do mundo. Nos anos 70, Templeton foi um dos primeiros milionários americanos a dedicar seu tempo e sua fortuna à filantropia. Dia 8, aos 95 anos, de pneumonia, nas Bahamas.

Nasceu: a primeira filha biológica da atriz australiana Nicole Kidman, de 41 anos. O bebê, de 2,9 quilos, recebeu o nome de Sunday Rose, ou Rosa Dominical. Nicole tem dois filhos adotivos: Isabella, de 15 anos, e Connor, de 13. Eles foram adotados durante o casamento que ela manteve por dez anos com o ator Tom Cruise. Dia 7, nos Estados Unidos.

Apresentadas: pelo Banco Central da China as cédulas comemorativas dos Jogos Olímpicos de Pequim. As notas, de 10 iuanes, equivalem a 2,34 reais. Em uma das faces, terão a imagem do moderníssimo Estádio Nacional. Do outro, motivos esportivos. Elas quebram a hegemonia de Mao Tsé-tung (1893-1976). Há quase uma década, todas as cédulas chinesas estampavam a face do tirano. Dia 7, em Pequim.

Steven Shi/Reuters
A nota de 10 iuanes: os chineses começam a se livrar de Mao

Anunciada: pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a retomada da construção da usina nuclear Angra 3, paralisada desde 1986. A obra ainda precisa obter uma licença ambiental expedida pelo Ibama, mas o governo acredita que o trabalho poderá ser iniciado em setembro. Em 2013, quando estiver pronta, Angra 3 vai gerar 1 350 megawatts de energia, o suficiente para abastecer uma cidade de 5 milhões de habitantes. Dia 7, em Brasília.

Aprovada: pela Igreja Anglicana a ordenação de mulheres para ocupar o posto de bispo. As mulheres podiam atuar como sacerdotes, com o mesmo trabalho dos padres, mas eram impedidas de ascender a posições eclesiásticas superiores. O debate sobre a mudança foi acalorado na Inglaterra, país onde a Igreja Anglicana tem a chancela oficial e onde está a maior parte de seus 77 milhões de fiéis. Mais de 1 300 padres ameaçavam deixar a igreja caso a liberação fosse aprovada. Dia 7, em York.

Cardini/EFE
Englaro com o retrato de Eluana: eutanásia autorizada


Autorizada:
pela Corte de Apelações de Milão a eutanásia de Eluana Englaro, uma mulher de 33 anos que vem sendo mantida viva por aparelhos desde janeiro de 1992, quando um grave acidente de carro a levou ao estado de coma. Fazia nove anos que seu pai, Beppino Englaro, pedia à Justiça que a alimentação e a hidratação da filha fossem interrompidas. A decisão reacendeu a discussão sobre a eutanásia na Itália, onde a prática é proibida. Dia 9, em Milão.

Indenizada: depois de 25 anos, a farmacêutica Maria da Penha, cujo nome foi usado para batizar a lei que endureceu as penas para quem comete violência doméstica. Ela ficou paraplégica em 1983, depois que Marco Antonio Viveiros, que era seu marido, atirou em suas costas e tentou eletrocutá-la. Ele só foi para a cadeia vinte anos depois. Maria recebeu 60 000 reais do governo do Ceará. Dia 7, em Fortaleza.



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