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VEJA
Edição 2068

16 de julho de 2008
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NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Diogo Mainardi
Stephen Kanitz
Auto-retrato
André Petry
Millôr
Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas

"Quem sabe daqui a cinqüenta anos não lerei em meu celular holográfico, na capa da edição 4 668 de VEJA, o título: " ‘A vida recomeça aos 100!’ "
Romero Tori
São Paulo, SP


Colômbia

A cinematográfica ação que resultou na libertação de Ingrid Betancourt e dos demais reféns das covardes Farc é absolutamente emblemática ("Somos do Exército. Vocês estão livres", 9 de julho). Os narcoguerrilheiros dessa horrenda organização terrorista, responsáveis pelo cativeiro dos reféns, foram confundidos e traídos pela imagem de Che Guevara na camiseta dos militares colombianos, que, a propósito, estavam inteligentemente disfarçados com a indumentária que caracteriza dez entre dez esquerdistas bolorentos e enfadonhos. Que simbólica ironia! Che Guevara, um dos ícones decadentes e anacrônicos que atraíram esses (e outros) terroristas para uma causa inglória e veementemente repudiada mundo afora, é o mesmo que os confundiu e traiu.
Túllio Marco Soares Carvalho
Belo Horizonte, MG

A libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt foi um tapa de luva nos "intelectuais" brasileiros que ainda acreditam que as Farc estão na luta armada por causa de uma revolução socialista que não chegará nunca, e não pelo dinheiro do narcotráfico e dos seqüestros. Vemos a posição omissa do governo brasileiro em diversas situações graves: a violência das Farc, o desrespeito de Chávez à democracia verdadeira, a quase doação de refinarias à Bolívia e a não condenação da ditadura de Cuba e de alguns países da África. Um candidato à liderança do Hemisfério Sul não pode agir dessa forma. Pensando nesses fatos, lembro-me do rei da Espanha: governo brasileiro, por que te calas?
Diego Estevam
Belo Horizonte, MG

Uma das conseqüências mais notáveis desse evento será podermos testemunhar a irrelevância diplomática a que foi remetida a política externa brasileira nos últimos anos. Basta prestar atenção em quais reuniões internacionais o Brasil se fará representado. Celso Amorim tentará, como de costume, minimizar o fracasso de sua gestão à frente do Itamaraty, mas ele sabe que diante dos fatos não terá como contra-argumentar.
Nélio C. de Santana
Santa Maria, RS

 

Tribunal de Contas do Estado do Rio

Em relação à reportagem publicada na edição do último dia 2 de julho, envolvendo o município de Carapebus, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) reitera que, mesmo antes de ser procurado pela revista, o atual presidente do TCE-RJ, José Maurício Nolasco, havia determinado, no último dia 23 de junho, inspeção especial nos contratos entre o Grupo SIM e o município de Carapebus. Também foi determinada pela atual gestão uma auditoria em todos os processos de prestação de contas de Carapebus. O TCE julgou irregulares as contas de Ordenador do Município de Carapebus no ano de 2003. As contas de gestão de 2004, do mesmo prefeito, receberam parecer prévio contrário do corpo deliberativo do TCE. Todas as matérias submetidas ao TCE são precedidas de manifestação do corpo instrutivo e do Ministério Público Especial, como se pode constatar na documentação encaminhada à revista. Ainda em relação à reportagem, cabe ressaltar que, em 2005, o TCE emitiu ofício a todos os prefeitos e presidentes de câmaras municipais, além do secretário de estado de Segurança Pública, alertando e pedindo providências sobre o risco de pessoas utilizarem indevidamente o nome do tribunal. O TCE-RJ espera, dessa forma, esclarecer todas as questões em torno da atuação da corte, não só no episódio específico, mas em sua missão permanente de zelar pela correta aplicação dos recursos públicos.
Mauro Silveira
Coordenador de comunicação social
Tribunal de Contas do Estado
Rio de Janeiro, RJ

Em atenção ao questionamento proposto na seção Cartas (9 de julho), relacionado às denúncias de atos irregulares supostamente praticados por alguns membros de tribunais de contas, na qualidade de presidente da Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), informo que essas cortes estão passando por uma reformulação através do Programa de Modernização do Controle Externo (Promoex). Dentro desse contexto insere-se um anteprojeto de lei processual, atualmente em análise no TCU, destinado a uniformizar a atuação de todos os TCs, para evitar distorções regionalizadas no exame e julgamento das contas públicas. Outro fator relevante é que já existe um Código de Ética orientando a postura dos conselheiros.
Victor José Faccioni
Presidente da Atricon
Porto Alegre, RS

 

Temporão e o PMDB

A reportagem "Pelos motivos errados" (9 de julho), que trata da provável substituição do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, mostra que esse importante cargo é objeto, meramente, de negociações partidárias, e que pouco importa a competência do escolhido. A saúde e a educação do povo brasileiro não podem ser objeto de barganha. São inegociáveis, devendo ser escolhidos sempre os melhores, independentemente da filiação partidária.
Alberto Murray Neto
São Paulo, SP

A reportagem me atribuiu afirmações difamatórias em conversa que teria sido mantida num café-da-manhã com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, culminando por tachar-me de "especialista em fisiologismo". Repudio e refuto o publicado, por total improcedência, uma vez que o PMDB do meu estado, do qual sou dirigente, por coerência política e independência, optou por não participar nem indicar ninguém para cargos no governo federal nesta gestão. Quem representa e representou a bancada do PMDB em tal café foi seu líder. Não reclamei. Não solicitei nem solicitarei cargos ao ministro Temporão. Não participo do governo. Apenas ofereci o café-da-manhã em meu apartamento funcional.
Eliseu Padilha
Deputado federal
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Quando o esquema da Gautama estourou, o TSE informou que a empreiteira Andrade Gutierrez teria sido a maior doadora da campanha de Lula em 2006 (com 6 milhões; 2 deles depois da campanha). A doação foi ignorada pela imprensa, pelo Congresso, pelo povo. Só um abordou o tema: Diogo. Agora, o mesmo Diogo quer saber o motivo da ignorância generalizada a respeito do "Lula — ?" encontrado na lista do empreiteiro Zuleido Veras ("O país do Zé Pretinho", 9 de julho). Acho que o Brasil continua a se acotovelar, não mais para lamber as botas do ditador, mas para escondê-las debaixo do tapete junto com toda a sua imundície.
Patrick Gleber
Cajazeiras, PB

 

Holofote

A nota sobre o Sistema Geral de Preferências dos EUA da coluna Holofote (9 de julho) revela desconhecimento injustificado do trabalho desenvolvido pelo governo brasileiro e pela Embaixada do Brasil em Washington. Temos não somente mantido estreita coordenação com o setor privado, mas também realizado recorrentes gestões no âmbito do Executivo e do Congresso americanos em favor da manutenção das preferências que beneficiam o país. A Fiesp e a Câmara de Comércio Americana enviarão duas missões aos EUA em julho corrente, que contarão como sempre com o pleno apoio da embaixada. Na recente revisão anual para inclusão ou exclusão de produtos específicos, gestionamos de forma exitosa pela manutenção do produto filme PET da empresa Terphane Brasil, que estava sob risco de perder isenção tarifária por solicitação de seus concorrentes nos EUA. Relevante igualmente para a renovação do SGP será o Brazil Caucus, grupo parlamentar bipartidário na Casa de Representantes de apoio às relações entre os dois países, recentemente reativado em razão de esforços que envolveram participação ativa da embaixada. Estou em contato freqüente com os co-presidentes do Caucus para estabelecer prioridades e planejar ações conjuntas: a manutenção do SGP está no topo de nossa agenda. Neste momento em que começa a se intensificar o debate sobre a renovação do SGP em Washington, é especialmente importante mantermos uma cooperação construtiva entre todos os atores interessados, para maximizar nossas chances de êxito.
Antonio de Aguiar Patriota
Embaixador do Brasil em Washington
Washington, DC

 

Cinqüentões empreendedores

Em 2008, renovamos nossa 14ª assinatura anual de VEJA. Temos dois filhos universitários que fazem grande uso das informações da revista. Nesta semana, em particular, venho expressar minha satisfação ao ler a reportagem de capa "A aurora dos cinqüentões". Apesar de ter me aposentado com 45 anos, foi a partir daí que busquei a pós-graduação e a especialização. Hoje, aos 57 anos, me sinto altamente produtiva na educação, área em que atuo. Recentemente, recebi duas propostas de trabalho que levaram em conta justamente a experiência acumulada. A educação é o maior investimento que podemos fazer em nós mesmos, além do prazer que a atividade pode proporcionar. Basta ter a perspectiva de uma maior longevidade.
Tânia Maria Ledoux Gava
Joinville, SC

Completo 50 anos de idade no próximo dia 17, e recebo a reportagem como um presente de aniversário. Tenho o perfil das pessoas citadas, ou seja, aposento-me na carreira do magistério em outubro deste ano e estou engajada na busca de uma nova atividade profissional, a fim de realizar o que não pude quando mais jovem. Cumprimento VEJA pela excelente maneira como esclareceu à sociedade que nessa idade ainda somos ativos e capazes de realizações pessoais.
Mírtala Delmondez
Brasília, DF

Ao completar 50 anos de idade e 25 de casada, senti-me homenageada com a reportagem de capa de VEJA. A vida aos 50 é um reinventar-se constante, um renovar-se permanente, pois estamos no auge de nossas atividades físicas e intelectuais, em processo de construção contínuo e com grandes projetos de futuro.
Heloisa Helena Costa e Silva
São Luís, MA

Aos 50 anos, inicia-se a segunda juventude: corpo sarado, metas determinadas, busca de satisfação profissional, e, na bagagem um troféu: experiência de vida.
Miyoko Onishi
Nagoya, Japão

 

Gustavo Ioschpe

Cumprimento Gustavo Ioschpe pelo excelente artigo "De pais e professores" (9 de julho). Dos bons artigos sobre o tema que tenho lido ultimamente nenhum retrata tão bem a realidade das escolas públicas e do ensino em nosso país. Falta, sim, civismo, e que os que colocam os filhos em escolas particulares ajudem seus concidadãos menos afortunados a clamar por uma escola pública de melhor qualidade.
Joanita Artigas
Professora
Jaraguá do Sul, SC

Muito pertinente o artigo ao abordar o despreparo dos pais no acompanhamento de seus filhos em tarefas e atividades escolares. À instituição escola cabe a educação formal dos nossos jovens, o que só será possível com o constante aperfeiçoamento dos nossos mestres que, mais que especialistas em sua disciplina, devem ter conhecimento pleno das constantes transformações que o mundo que nos cerca sofre a cada milésimo de segundo. Porém, é chegada a hora de termos a participação da família na formação humana desses jovens, para que a essência da instituição família não se torne obsoleta e continue sendo uma referência de valores éticos e morais, papel que muitas vezes é legado à escola.
Ana Paula Rodrigues Barbosa Santos
Educadora
Joinville, SC

Uma das medidas que ajudariam a minimizar a pouca colaboração que os pais menos instruídos podem dar aos filhos seria aumentar a duração das aulas. Se os alunos passarem a manhã e a tarde na escola e se houver mecanismos lá mesmo para que eles sejam ajudados nas tarefas para casa, a cobrança aos pais diminuirá. Outro problema que essa medida ajudaria a evitar é a influência de vizinhanças com alto grau de criminalidade sobre a formação das crianças.
Arthur Ribeiro
Natal, RN

A escola de tempo integral melhoraria muito a condição do ensino no Brasil, mas essa não é uma premissa para nossos governantes, que alegam falta de recursos financeiros, o que nem sempre é verdade.
Luiz César Pessoa Pinto
Formiga, MG

Até mesmo uma mãe analfabeta pode ajudar na educação escolar de seus filhos. Ela só precisa ter interesse, ir à escola para saber das dificuldades dos filhos, cobrar-lhes a tarefa. Mas, infelizmente, o que se vê é que a educação não é mais responsabilidade da família, e sim da escola. O pensamento é: vamos fazer filhos que o estado (escola) educa. Daqui a pouco o estado vai também criá-los.
Flávia Fernandes
Manaus, AM

 

Lei Seca

Não é a lei que deve ser rigorosa, mas sua aplicação. Leis excessivamente rigorosas só servem para incentivar a corrupção e infernizar a vida dos cidadãos de bem. O objetivo deve ser pegar bêbados perigosos, não inocentes que comeram um bombom de licor ("Lei Seca, a missão", 9 de julho).
Aldo Felicio Naletto Junior
São Paulo, SP

Este país é realmente um contínuo espetáculo circense. Enquanto mensaleiros e "traficantes" de dólares em cuecas continuam livres para degustar taças de champanhe e celebrar a vida, o cidadão comum que tomar um copo de cerveja na hora do almoço ou do jantar e voltar para casa ou para o trabalho dirigindo corre o risco de perder sua habilitação e quase 1.000 reais de sua conta bancária. Inversão de valores? Não: completa embriaguez e abuso legislativos.
Bruna Azevedo de Castro
Londrina, PR

Toda lei rigorosa demais é injusta. Dirijo e bebo há mais de dez anos e nunca atropelei ninguém. Além disso, nem em casa poderei mais degustar um bom vinho, pois tenho parentes cardíacos que podem precisar ser levados a qualquer momento para o hospital e eu não posso ficar dependendo de táxis em tal emergência. Na prática, a Lei Seca, ao nivelar os consumidores prudentes de bebidas alcoólicas com bêbados irresponsáveis, me força a parar de beber. Já os políticos que aprovaram essa lei draconiana, com seus motoristas particulares, permanecerão livres para enfiar o pé na jaca. Bela democracia!
Fernando José Cavalcanti Carneiro
Recife, PE

Tenho 42 anos e com certeza fui um sobrevivente na minha adolescência. Inúmeras noites em claro meus pais devem ter passado quando eu estava na balada, em uma idade de auto-afirmação em que precisava beber para chegar às meninas. Mesmo mais velho, ainda freqüentava bares com amigos regado a cerveja. Quantos acidentes eu vi ao longo do caminho e certamente devo ter escapado de tantos outros. Por isso, vejo com bons olhos a Lei Seca no trânsito. Podemos discutir o rigor, mas não o mérito da lei.
Marcelo do Vale Nunes
Porto Alegre, RS

O motorista, ao dirigir alcoolizado, está sim praticando um crime denominado de perigo abstrato ou presumido, uma vez que está expondo a risco um bem jurídico (vida). A novel lei, a meu ver, é leniente ao prever apenas medidas administrativas para aqueles que forem flagrados com taxa inferior a 0,6 grama de álcool por litro de sangue.
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

 

Edwin Aldrin

Depois de ler a mais bela reportagem sobre o universo, na semana retrasada, senti que a entrevista com Edwin Aldrin (Amarelas, 9 de julho) foi como uma magnífica sobremesa. Jamais duvidei das alunissagens da década de 70 (principalmente pelas evidências, como o refletor laser), mas havia anos duvidava da primeira delas, em 1969. Entretanto, as palavras convictas do senhor Aldrin e a divulgação de sua comunhão na Lua convenceram-me. VEJA, com essas reportagens, conseguiu superar as publicações especializadas na divulgação científica. Parabéns!
Euder Monteiro
Itaúna, MG


CORREÇÕES: o texto original da Constituição de 1988 não tinha apenas 95 artigos, mas 245 (Holofote, 9 de julho).A rede de supermercados Angeloni é de Santa Catarina, e não do Paraná, como informou a nota "Varejo concentrado" (Radar, 9 de julho).

 

 

Silas Malafaia se enganou

Roberto Setton
Malafaia: "Escrevam para VEJA"


O leitor Luiz Alberto envia um e-mail indignado com o que viu na televisão: "Assistindo ao programa do pastor Silas Malafaia, fiquei desapontado ao vê-lo insuflando seus seguidores a se colocar contra VEJA, por ela ter publicado um artigo que seria contra os conceitos de sua crença. Ele deu o endereço do correio eletrônico de VEJA para que todos se manifestassem contra o artigo ‘A fé dos homofóbicos’, publicado na revista. Disse o pastor: ‘Escrevam todos para VEJA, que é inimiga dos evangélicos, expressando a nossa indignação’". Malafaia, segundo diz o leitor, referia-se à coluna de André Petry, publicada na edição de 2 de julho, em que o colunista e correspondente de VEJA em Nova York dizia: "Os evangélicos estão anunciando o apocalipse caso o Senado faça o que a Câmara já fez: aprovar lei punindo a homofobia com prisão". Um total de 1 452 leitores atenderam ao chamado de Malafaia e escreveram a VEJA, embora nem todos protestando contra o artigo. Em meio a uma enxurrada de mensagens agressivas, muitas eram de evangélicos que apóiam o projeto e outras de evangélicos que, mesmo sendo contra o projeto, trataram o assunto de forma sóbria e razoável, como é o caso de Monica da Silva Santos, que escreveu: "De maneira nenhuma odiamos ou desprezamos os homossexuais, pois a Bíblia revela que o maior mandamento é amar ao próximo como a nós mesmos. Respeitamos esse segmento, só não concordamos com suas práticas". O pastor Malafaia conseguiu seu objetivo, mas montado num engano. VEJA não é contra os evangélicos e já o ouviu em reportagens sobre temas religiosos. Os colunistas de VEJA têm liberdade para opinar e seus artigos não refletem necessariamente o pensamento da revista. Por seu lado, os leitores, evangélicos ou não, têm todo o direito de escrever para expressar seu ponto de vista, mesmo sem o incentivo do pastor.



Quem fiscaliza o fiscal?

Funcionário da BHtrans ao celular: cadê a multa?

O leitor Francisco Fernandes, de Belo Horizonte, flagrou um funcionário da BHtrans, responsável pela disciplina do trânsito na capital mineira, falando ao celular enquanto dirigia. O ato, punido com o rigor das multas pelos próprios fiscais da BHtrans, deixou Fernandes perplexo: "Só o cidadão comum pode ser multado?".



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