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VEJA
Recomenda
DVD
Fotos divulgação
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| Grant
e Irene: comédia abilolada |
Cupido É Moleque Teimoso (The Awful Truth,
Estados Unidos, 1937. Columbia) Jerry e Lucy são casados,
mas morrem de desconfiança um do outro. O divórcio
é inevitável, e a entrada de novos pares na vida deles
também. Só que, enquanto a papelada da separação
corre, Jerry faz de tudo para frustrar o romance da ex, e vice-versa.
O diretor Leo McCarey fez desse enredo um dos mais afinados e divertidos
exemplares de um gênero que estava em seu auge, a chamada
"comédia abilolada". Como Jerry, Cary Grant, em seu primeiro
papel de grande sucesso, é desafiado lance a lance em sua
capacidade de improvisação pela excelente Irene Dunne
que, por ter uma beleza e um talento mais sutis que os de
suas contemporâneas, ficou imerecidamente de fora do panteão
das divas dos anos 30 e 40.
Divulgação
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| Os
Thornberrys: uma família
sui generis |
Os
Thornberrys O Filme (The Wild Thornberrys Movie,
Estados Unidos, 2002. Paramount) Maior sucesso do canal Nickleodeon
desde que começou a ser exibido, em 1998, esse desenho trata
de uma família sui generis: papai e mamãe (ele é
inglês e ela, americana) produzem documentários sobre
a vida selvagem. O caçula é um moleque encontrado
durante as viagens deles, que ainda não se sociabilizou.
A filha do meio sonha com a vida civilizada da América, e
a mais velha, Eliza, tem o dom que deve manter em segredo
de falar com os animais. O longa-metragem equivale a uma
versão esticada dos episódios televisivos, mas preserva
todas as qualidades desses: animação simples, mas
inventiva, muito senso de humor e um jeito saudavelmente despojado
de tratar dos pequenos conflitos familiares. Assista
ao trailer
LIVROS
Naufrágios,
de Akira Yoshimura (tradução de Sylvio Monteiro Deutsch;
Best Seller; 191 páginas; 27 reais) O público
brasileiro já teve contato indireto com a obra do japonês
Yoshimura graças ao filme A Enguia, dirigido por Shohei
Imamura em 1997 e baseado num de seus romances. Yoshimura é
um autor de grande renome em seu país e Naufrágios
mostra que sua força está na austeridade e na
maestria com que maneja recursos tradicionais da ficção
japonesa, como a sugestão de sentimentos por meio de descrições
da natureza. A história se passa no período medieval
e é narrada por uma criança, Isaku, que mora numa
aldeia pesqueira. Paupérrimos, os habitantes do lugar provocam
de tempos em tempos o naufrágio de um navio que passa ao
largo, para pilhar seus despojos. Até o dia em que um desses
navios traz consigo uma epidemia de varíola. Leia
trecho do livro
Dezembros
Selvagens, de Edna O'Brien (tradução de Cyana
Leahy; Bertrand Brasil; 304 páginas; 39 reais) A irlandesa
Edna O'Brien é considerada uma das maiores autoras de língua
inglesa da atualidade. Tem entre seus fãs escritores do quilate
do americano Philip Roth. Dezembros Selvagens é o
último livro de uma trilogia em que a escritora fala do embate
entre a velha Irlanda, rural e atrasada, e o país atual,
que se moderniza à medida que se integra à União
Européia. No centro da trama está uma disputa pela
posse de terras. De um lado, encontra-se um fazendeiro tradicionalista,
que se coloca como rei absoluto dos campos que habita. De outro,
um jovem ambicioso, que volta do exterior disposto a reclamar as
terras a que tem direito, e para isso começa a ará-las
com um trator. Ao narrar o choque entre ambos, Edna trafega, com
destreza, do humor à tragédia.
Bandeira
e Lilás, de John Berger (tradução de
Roberto Grey; Rocco; 195 páginas; 24,50 reais) John
Berger é uma figura lendária no meio literário
inglês. Deixou o país há mais de quarenta anos
para morar num vilarejo dos Alpes. Ajudou a compor sua imagem de
rebelde o fato de ter dedicado todo o dinheiro que ganhou com o
Prêmio Booker, em 1972, ao grupo revolucionário Black
Panthers. Mas sua fama também se apóia na excelência
artística, como demonstra esse romance. Ele põe fim
a uma trilogia composta ainda dos livros Terra Nua e Uma
Vez in Europa (já lançados pela Rocco), que aborda
o choque entre a cultura tradicional e a cultura urbana moderna.
Bandeira e Lilás passa-se numa cidade imaginária,
batizada de Tróia, onde um casal jovem, descendente de camponeses,
tenta sobreviver.
Discos
The
Sound of, Style Council (Universal) O cantor e guitarrista
Paul Weller flertou com uma enorme variedade de gêneros musicais
ao longo de sua prolífica carreira. Depois de fazer história
à frente do grupo punk The Jam, nos anos 70, ele resolveu
testar a mão no jazz, na soul music, na bossa nova e em outros
estilos "refinados". Criou, então, o Style Council ao lado
do pianista Mick Talbot. A banda tornou-se expoente do "pop chique"
dos anos 80, juntamente com a cantora Sade Adu e com a banda Simply
Red. De todos esses artistas, Weller talvez seja o mais talentoso,
como bem ilustra essa compilação, boa tanto nas faixas
dançantes (Shout
to the Top, Walls Come Tumbling Down) quanto nas
baladas (You're the Best Thing, My Ever Changing Moods).
Oscar Cabral
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Ramiro
Musotto:
o
berimbau redimido
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Sudaka,
Ramiro Musotto (MCD) O instrumentista Ramiro Musotto é
uma figura surpreendente. Ele nasceu na Argentina, mas possui mais
suingue do que muitos batuqueiros da Bahia. No início da
carreira, chegou até a participar de diversos discos ao vivo
de bandas de axé music. Musotto também redimiu o berimbau,
instrumento que perde em chatice apenas para a gaita-de-foles escocesa.
Ele o utiliza na música tecno com resultados inusitados
vide a batida contagiante da faixa La Danza del Tezcatlipoca
Rojo. Sudaka é a estréia-solo do músico,
que trabalhou ao lado de artistas do primeiro time, como Lulu Santos,
Skank e Kid Abelha. Muitos deles colaboram no álbum. Lulu,
por exemplo, capricha nos efeitos de guitarra na faixa Antônio
das Mortes, que também traz o saxofonista argentino de
jazz Gato Barbieri.
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