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Música
Hímem
e imagem
Britney Spears confessa que não é
mais virgem.
Agora ela precisa faturar com isso

Sérgio
Martins
AP
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Britney
na capa da W: tentativa de reposicionar a sua marca
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Agora é oficial: a cantora americana Britney Spears, de 21
anos, não é mais virgem. Ela deu essa declaração
à revista americana W na semana passada. Tratava-se,
claro, de um segredo de polichinelo. Em outubro de 2002, o ex-namorado
de Britney, o também cantor Justin Timberlake, já
revelara num dos programas de televisão mais populares dos
Estados Unidos que, durante o romance, os dois haviam feito sexo
e não apenas trocado beijinhos e carinhos sem ter fim. A
estrela pop se recusava a confirmar a história, mas nem os
seus fãs mais ingênuos duvidavam de que ela fosse verdadeira.
Mesmo sendo uma das confissões menos surpreendentes já
feitas por qualquer celebridade à imprensa, a confissão
de Britney não deixa de ter interesse. Para usar uma expressão
cara aos marqueteiros, trata-se de um lance capital de uma campanha
de "reposicionamento de marca". Depois de muito uso, a imagem de
virgem assanhada transmitida por Britney Spears perdeu força,
o que se refletiu em seus negócios. Enquanto os dois primeiros
discos da loirinha venderam mais de 9 milhões de cópias
cada um, o terceiro não chegou à metade disso. Às
vésperas de lançar seu quarto CD no qual conta
com a colaboração de produtores da moda como P. Diddy
e Moby , Britney precisava oferecer um novo espetáculo
ao público.
É
difícil dizer se Britney Spears vai conseguir compor um bom
personagem daqui para a frente. Foi graças à ambigüidade
que a cantora angariou boa parte de sua popularidade: ela usava
roupas provocantes, dançava de maneira provocante, dava gritinhos
sexies, mas era casta. Como dizia uma de suas letras mais famosas,
ela "não era uma menina, nem ainda uma mulher". Agora que
a ambigüidade se foi, vai ser preciso estabelecer uma identidade
nova. Por enquanto, a cantora parece estar apenas confusa. "Eu e
Justin namoramos muito tempo e eu tinha a idéia de que passaríamos
a vida toda juntos. Mas agora percebo que preciso de um tempo sozinha.
Eu tenho de fazer as minhas coisas", disse ela à W.
Uma alternativa para Britney seria adotar o gênero rebelde.
O problema é que ele já foi ultra-explorado por cantoras
como Pink e Avril Lavigne. Quanto ao tipo desavergonhado, ele já
tem dona: a arqui-rival de Britney, Christina Aguilera, saiu na
frente, passando de "santa" diretamente a "cachorra". Do ponto de
vista comercial, adotar o figurino "perturbadinha" também
não é recomendável. Mas é o caminho
que Britney está começando a trilhar, talvez inadvertidamente:
segundo a W, uma Britney nervosíssima fumou um cigarro
depois do outro enquanto dava a entrevista. E em mais de uma festa
ela já foi flagrada na maior bebedeira.
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