Edição 1811 . 16 de julho de 2003

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Holofote

ELE FOI O MELHOR. E DAI?

Ana Araújo


Em geral, uma passagem bem-sucedida pelo governo dá prestígio ao ocupante do cargo. Raul Jungmann tem dito a amigos que a regra não funcionou no seu caso. Jungmann foi o ministro da Reforma Agrária no governo Fernando Henrique e, durante sua gestão, o governo assentou 525.000 famílias, um recorde. Eleito deputado federal por Pernambuco, o ex-ministro diz que o trabalho lhe rendeu uma injusta fama de ser anti-social. Seu projeto é dedicar-se a outros assuntos, como a promoção da mulher, por exemplo.

 

ELE DESMENTE A CRISE

Cláudio Rossi


Em apenas trinta anos, a Universidade Paulista (Unip) tornou-se a maior rede de ensino superior do Brasil, com quase 90.000 alunos. A notícia recente sobre a demissão de 288 professores levantou dúvidas sobre a saúde financeira da rede. O controlador da Unip, João Carlos Di Gênio, explica que não enfrenta crise alguma. Os professores, diz Di Genio, foram dispensados por razões pedagógicas. Alguns, informa, não se adaptaram à organização. Outros, afirma, não possuíam título de mestre ou doutor. Ele promete preencher as vagas.

 

SEM CARBOIDRATO, COM FEIJÃO

Ana Araújo


Primeiro foi o presidente Lula quem apareceu com alguns quilos a mais depois da eleição. Agora, chama atenção a silhueta do deputado federal João Paulo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. Desde que assumiu o cargo, ele já ganhou 4 quilos – segundo suas contas. Deputados do PFL e do PSDB acham que ele já ganhou 5 ou 6. Disposto a entrar em forma, Cunha anunciou que vai cortar os carboidratos. "Só vou manter o feijão", afirma. Essa dieta promete...

 

TRAFICANTES LIVRES PARA FALAR

Fabio Motta/AE


O mercado oferece às forças policiais vários modelos de aparelhos para monitorar as chamadas telefônicas de criminosos e terroristas. Os mais simples captam ligações de telefones fixos e celulares, e os mais sofisticados interceptam também ligações feitas por telefones via satélite e do tipo Nextel. A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, adquiriu um dos modelos mais simples, que custa 300.000 reais. A polícia descobriu que os traficantes migraram para os aparelhos não grampeáveis.

Editado por Alexandre Secco. Com reportagem de
José Eduardo Costa e Tiago Lethbridge

 

 
Foto AP



 
 
 
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