Edição 1811 . 16 de julho de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
VEJA on-line
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas
VEJA Recomenda
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Cartas

"Interrompo até negócios para assistir à novela Mulheres Apaixonadas. Manoel Carlos é merecedor de todos os troféus. Um autor brilhante!"
Edson Xavier
São Paulo, SP

 

Mulheres Apaixonadas

Um autor que tem o poder de arrastar milhares de telespectadores para o sofá merece nosso aplauso. É muito raro um autor retratar de forma bonita e grandiosa o universo feminino, com todos os seus traumas e instintos. Eu realmente estou apaixonado pelas mulheres do Maneco ("Mulheres apaixonadas e apaixonantes", 9 de julho)!
Carlos J. Messias
Rio de Janeiro, RJ

Em todos os folhetins de Manoel Carlos meus compromissos noturnos se resumem em antes ou depois da novela. Como não se prender do início ao fim numa trama envolvente desde a abertura, com cenas ternas do cotidiano acompanhadas de uma música belíssima (aliás, a trilha sonora é muito bem selecionada), passando por paisagens magníficas da Cidade Maravilhosa, até frases de efeito, trechos de poemas e pequenas histórias para reflexão tão bem aproveitadas na fala dos seus personagens? Maneco, além de polêmico, é extremamente poético. Já estou esperando (porque com certeza virão) as lágrimas no último capítulo. Por isso, como mulher, mãe, profissional da educação e telespectadora assídua de Mulheres Apaixonadas, agradeço a VEJA por me presentear com a reportagem deliciosa sobre meu autor favorito.
Yany Mendes Verçosa
Manaus, AM

Somente Manoel Carlos poderia escrever, apaixonadamente, uma novela como Mulheres Apaixonadas. Com uma experiência existencial e cultural que lhe permite retratar com sabedoria os atritos que acontecem nas relações familiares e amorosas das classes privilegiadas da sociedade brasileira, ele mostra a todos que a Lua também tem o seu lado escuro.
Wilson Gordon Parker
Macaé, RJ

A TV já se utilizou de novelas como demonstração de arte, como no caso de Roque Santeiro. Infelizmente, o que se vê hoje é um emaranhado de cenas que cultuam e exaltam o que até há pouco tempo era considerado incorreto e imoral. Espero que VEJA volte a publicar reportagens que possam trazer crescimento pessoal, e não nos tome tanto tempo com uma novelinha que nada tem a agregar senão os fúteis comentários feitos por seus fiéis espectadores.
Elias de Lima Junior
São Paulo, SP

Houve exagero da parte de VEJA. O gancho da novela é aquele de sempre: quanto mais mulheres nuas, cenas de adultério, exibição de corpos sarados, melhor. Considero o senhor Manoel Carlos um Nelson Rodrigues baixinho.
Jonas Silva
Olinda, PE

Nem todo brasileiro perde tempo com essas bobagens. Eu por exemplo leio a revista VEJA, mas não assisto a novelas.
Hamilton José Zanon
Por e-mail

 

Governo

Em um país como o Brasil, dotado de uma economia extremamente vulnerável às oscilações do mercado financeiro e ao humor dos investidores internacionais, não há mais espaço para lideranças useiras e vezeiras em falar pelos cotovelos e, pior, que geralmente improvisam além do discurso escrito, não raras vezes dizendo o que não devem. Diplomaticamente é um costume ruim e politicamente, pior ainda ("Por que os discursos de Lula causam polêmica", 9 de julho).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

Nunca houve tantas expectativas entre os eleitores como as que se criaram em torno deste governo. Entretanto, com a geração de tantas promessas não cumpridas, é difícil saber até quando o otimismo dos discursos do presidente Lula contribuirá para sua aceitação entre os eleitores. A situação real do país é de recessão econômica e alta taxa de desemprego. Convencer a população que acredita na geração dos empregos prometidos por Lula com a velha história de esperar o porquinho engordar ficará cada vez mais difícil. Tantas promessas, se não forem medidas, farão com que o governo caia em total descrédito.
Camila Rita de Lima Dias
Itajubá, MG

 

Reforma agrária

O presidente Lula colocou o boné do MST, assim como fez o prefeito da cidade onde moro, Valdeci de Oliveira (do PT), e assim como tantos governantes o fazem para agradar a grupos e ideologias. Tomara que desta vez não fique só no boné e que vistam a camisa da reforma agrária propriamente dita, agradando a gregos e troianos ("O boné é apenas um detalhe", 9 de julho).
Carla Ibargoyen
Santa Maria, RS

O Brasil vive, com o encontro entre Lula e o MST, um dos maiores momentos de sua história, o movimento mais legítimo e importante da América Latina e a principal figura da esquerda. Essa reunião marca o início do fim do que há de mais excludente, que é o latifúndio. Para pensarmos em matar a fome de nosso povo, o primeiro passo é uma reforma agrária verdadeira que, agora, acredito que vá existir em nosso país. Moro em uma região onde não há desenvolvimento, onde há grande concentração de terras improdutivas. Não sou contra os "fazendeiros", apenas sou contra a grande concentração de terras improdutivas.
José Henrique Motta Kelbauskas
Santana do Livramento, RS

Vale aqui uma citação do doutor Roberto Campos: "É duplo o mal causado pelo MST. Ao invadir prédios públicos, desmoraliza as instituições. Ao incentivar invasões de propriedades rurais, desencoraja e intimida os lavradores legítimos, tornando precário seu direito de propriedade e expondo-os à depredação de equipamentos". Observem que o artigo foi escrito em 25 de maio de 1998, mas bem que poderia ter sido nos dias de hoje. Do livro Na virada do Milênio, Ensaios, A Tentação de Kerensky, página 379, Topbooks.
Zenaide Farnese de Assis
Brasília, DF

Usando o boné desordeiro do MST, o presidente compactua com o desrespeito à lei e com a impunidade. Só falta agora utilizar o do Comando Vermelho, o das Farc ou similar!
Rodrigo Suñé
Porto Alegre, RS

 

Carta ao leitor

Espero que o presidente da República tenha lido a Carta ao leitor ("Liturgia do cargo", 9 de julho) e se conscientize da necessidade de observar a chamada liturgia do cargo, não constrangendo os brasileiros com seu comportamento ao receber representantes do MST, organização que tem agido absolutamente à margem da lei. Fico ainda mais preocupado quando vejo, na mencionada seção da revista, o presidente Lula "vestindo" o boné do MST e segurando a bola, enquanto na seção Veja essa o senhor João Pedro Stédile, dirigente do MST, afirma: "O governo joga no nosso time". Emblemático, muito emblemático!
Osvaldo Luiz Baptista
São José do Rio Preto, SP

O Brasil já esteve filosófico, roxo, sociológico e agora está tatibitate. O que precisamos é de decisões para ir da economia macro para a economia real. Chega de improvisações. É hora de encontrar meios para reduzir (é ilusão pensar em acabar) a corrupção, a sonegação fiscal, a lavagem de dinheiro e a impunidade.
José Luiz de Jesus Salgado
Rio de Janeiro, RJ

 

Fareed Zakaria

É bem verdade que o lucro da venda do petróleo representa um grande obstáculo para o florescimento dos ideais democráticos no Oriente Médio, como afirmou o jornalista Fareed Zakaria (Amarelas, 9 de julho). O conceito de democracia precisa ser revisto. Seria a implantação, no Iraque, de um regime democrático, em que uma enorme fatia da população não tem acesso aos serviços essenciais, como saúde, educação e moradia, a exemplo do que acontece no Brasil, o que almejam os iraquianos?
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

Muito importante é a sugestão do professor Fareed Zakaria de que o governo do Iraque siga o exemplo proporcionado pelo Fundo Permanente do Alasca, que distribui dividendos a todos os habitantes daquele Estado americano. Trata-se de experiência sui generis de uma renda básica incondicional, a exemplo do que venho propondo para o Brasil em projeto de lei já aprovado unanimemente pelo Senado Federal. Essa proposição está agora tramitando na Câmara dos Deputados. A experiência do Alasca soma duas décadas e fez do Estado o mais igualitário dos cinqüenta Estados americanos.
Senador Eduardo Matarazzo Suplicy
Brasília, DF

 

Educação

A partir do estudo feito pela Unesco, fica evidente que o Ministério da Educação não está fazendo o dever de casa: fala-se muito em mudanças no vestibular e reserva de cotas em universidades para alunos oriundos de escolas da rede pública, mas é óbvio que o mais emergencial é mexer na base da educação, promovendo uma verdadeira revolução no ensino fundamental e no médio. Porém, isso não se faz do dia para a noite, além de envolver fatores extremamente complexos. Parece muito mais cômodo culpar o vestibular e criar um sistema de cotas que só irá colaborar para a formação de milhares de profissionais inaptos a exercer sua profissão ("A batalha pela qualidade", 9 de julho).
Professor Marcel Xavier de Souza
Santo André, SP

Fiquei impressionada, mas não surpresa, com a reportagem sobre o desempenho do Brasil na pesquisa sobre educação da Unesco. Sou professora e sinto na pele a causa de tamanha vergonha: classes superlotadas, falta de recursos, professores mal pagos. Isso sem falar na total falta de respeito e de valorização dos professores. Amo muito a minha profissão. Estou com treze anos de magistério, leciono em uma sala mista e com alunos de inclusão (portador de paralisia cerebral). Faço isso com muito amor. Mas gostaria de ver reportagens que falassem bem de nossa educação, do esforço de muitos professores para lidar com desafios cada vez maiores.
Professora Luciane C.S.C. Cardoso
Sorocaba, SP

 

África

A coragem do fotógrafo em ficar cara a cara com um assassino de apenas 11 anos, somente para trazer a informação até as pessoas, é digna de muito respeito. A matéria "Crianças que matam" (9 de julho) é muito chocante e atemorizante. E pensar que aqui no Brasil a situação não é muito diferente. Há crianças dispostas a cometer as mesmas atrocidades a mando dos traficantes de drogas que roubam e matam até mesmo por um par de tênis.

Sérgio Ditkun

Ponta Grossa, PR

 

Saúde

Muito importante a matéria "Diabetes: outra má notícia" (9 de julho). O diabetes é uma das doenças mais traiçoeiras que existem. Por não causar sintomas em grande parte das pessoas afetadas, é comum o doente menosprezá-la, e as conseqüências são todas as citadas no texto, mais a cegueira. É a principal causa de cegueira irreversível no mundo. O controle precoce é o meio mais eficaz para preservar a visão. Parabéns, VEJA.
Doutor Fernando Pacheco Veríssimo,

oftalmologista

Goiânia, GO

 

Turismo

Brilhante a reportagem "Férias para o bolso" (9 de julho), sobre os albergues da juventude. Mais do que apresentar ao povo brasileiro a possibilidade ímpar de conhecer o país pagando pouco, fazer novos amigos e crescer cultural e intelectualmente, a revista VEJA deu um show de competência, mostrando com objetividade e correção a face desse movimento. Como curiosidade, vale lembrar que na Alemanha e na Inglaterra o governo destina aproximadamente 15 milhões de dólares por ano para custear e desenvolver o movimento. Apesar de não reivindicarmos isso, afinal o Brasil tem problemas mais sérios e urgentes a ser enfrentados, o fato demonstra a importância que é dada ao movimento alberguista na formação dos cidadãos daqueles países.
Dominici Merari
Presidente da Associação Paulista de Albergues da Juventude (Apaj)
São Paulo, SP

 

Saúde 2

A Associação Nacional de Farmacêuticos de Manipulação gostaria de cumprimentar a revista VEJA pela reportagem "Perder peso é ótimo, mas cuidado" (25 de junho). É realmente muito importante alertar a população sobre a idoneidade das fórmulas de emagrecimento existentes no mercado. Receitas prescritas com códigos para farmácias de manipulação não devem, de forma alguma, ser utilizadas por pacientes. Nós, como entidade representativa do setor, estamos sempre preocupados com a qualidade de vida dos pacientes, tanto que lançamos no ano passado o Manual do Consumidor da Farmácia de Manipulação, que orienta a população sobre como escolher um estabelecimento idôneo e estar plenamente consciente dos direitos e das obrigações dos profissionais de saúde. O manual pode ser obtido gratuitamente nas mais de 5.000 farmácias associadas à entidade em todo o Brasil. Consumidores também podem ligar para a Anfarmag e pedir um exemplar: (11) 5539-0595. Outro dado importante: é direito do consumidor solicitar informações técnicas ao farmacêutico e ao médico sobre o medicamento, seu uso correto, interação e possíveis efeitos colaterais.
Vânia Regina de Sá
Presidente da Anfarmag

São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

O artigo "O mato não é treva" (Ponto de vista, 9 de julho) é preciso e precioso. A herança do colonialismo português permanece atavicamente ditando os rumos da destruição ambiental. O mato, a nossa rica e bela vegetação, tornou-se estorvo para os interesses mercantis, representando assombrações e fomentando lendas que até hoje se perpetuam.
José Romero Araújo Cardoso
Por e-mail

 

Ambiente

Como leitor e ambientalista, cumprimento-os pela oportuna reportagem "A agonia dos mares" (9 de julho). VEJA mostrou com competência científica e jornalística o perigo que a pesca irresponsável e incontrolada representa à vida nos oceanos e seus reflexos para a humanidade.
Antonio Silveira R. dos Santos
Programa Ambiental: A Última Arca de Noé
www.aultimaarcadenoe.com

Excelente a reportagem "A agonia dos mares" e o alerta para a exaustão dos "supostamente" inesgotáveis recursos marinhos. Lamentável saber que espécies como o salmão do Atlântico e do Pacífico, assim como variedades de atum, correm grave risco de extinção, quando existem comitês internacionais específicos para tratar do assunto e regular a pesca desenfreada. Aqui no Brasil, particularmente no litoral sul da Bahia, pode ser constatada com tristeza a ação predatória da pesca na modalidade "arrastão", literalmente raspando todo o fundo do oceano e capturando tudo aquilo que nada ou se arrasta no mar.
Franklin Albagli

Ilhéus, BA

 

Homem americano

Gostaria que VEJA me dissesse em que conferências declarei ter "recolhido evidências" de que o homem vivia aqui no Nordeste há 100 000 anos, embora um dia isso até venha a ser demonstrado, pois já chegamos a datações de 57 000 anos e temos algumas mais antigas, atualmente sendo testadas. A pesquisa arqueológica é um processo complexo de caráter científico, que procura multiplicar os fundamentos da prova. Há mais de duas décadas os pesquisadores da Fundação Museu do Homem Americano, entidade que presido e que é conhecida e respeitada internacionalmente, trabalham com um rigor científico que os leva a confrontar suas hipóteses com procedimentos diversificados. Até agora, os arqueólogos, especialistas em registros rupestres, não se pronunciaram sobre o problema das datações por estimar que se trata de uma pesquisa em curso, portanto inacabada ("Há 100.000 anos na América", Holofote, 9 de julho).
Niède Guidon

Diretora-presidente da
Fumdham
São Raimundo Nonato, PI

 

Diogo Mainardi

O Brasil precisa de idéias, de concepções que possam tirar nosso povo da miséria que nos assusta. Mas me assusta também o artigo "A bomba do boi-bumbá" (9 de julho), banal, para não dizer medíocre. Falar do boi-bumbá não é falar apenas por falar, ou achar que deve falar o que der na telha. Relatar o boi-bumbá é falar da arte, do talento, da criatividade e dos intelectos que fazem a mais bela, cobiçada e majestosa festa popular da Região Norte de teu país.
Jonas Santos
Parintins, AM

O enredo do boi-bumbá, infinitamente estúpido, é sempre o mesmo, mas repete-se uma vez por ano. Já o enredo do Diogo Mainardi repete-se 52 vezes por ano. O boi-bumbá tem mais personagens que os dois – Lula e Gilberto Gil – do enredo semanal de Diogo. Acho que Araci de Almeida criava polêmicas mais consistentes no programa de calouros de Silvio Santos.
Ismael Benigno Neto

Manaus, AM

Acho que o Negro Francisco (do boi-bumbá de Parintins) deveria cortar o cérebro, a língua e os dedos do senhor Diogo Mainardi, para que ele parasse de pensar, falar e escrever bobagens. A fala do presidente Lula ao se referir aos intelectuais que deveriam aprender um pouco mais com a festa dos bois de Parintins se dá pelo fato de que é uma festa que nasce estritamente da manifestação de um povo, muito longe, portanto, dos pensamentos intelectualóides elitizantes como outras festas pelo Brasil – Carnaval no meio.
Ronaldo Amazonas
Manaus, AM

Seu artigo foi muito caprichoso e com sucesso garantido aqui em casa.
Alberto Bastos
Cardoso de Carvalho

Cotia, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Buffalo Bill realmente assumiu a postura de um herói, mesmo interpretando a si mesmo. Não é esse, decididamente, o caso do presidente Lula. Aliás, para ele, que é carente de uma postura adequada, isso é uma missão impossível. Na entrevista que deu aos membros dirigentes do MST, ele interpretou, mais uma vez, aquela postura populista indicada pelos marqueteiros de plantão. Diante do visto e ocorrido no palco, percebeu-se que o papel que lhe cai bem é o de pierrô, a personagem da máscara ingênua e triste das pantomimas ensaiadas, que a trupe, todavia, procura fazer com que pareçam improvisadas. Está na hora de arrancar a máscara da face para exibir tudo: a que veio e pelo que veio, sem direção, sem espetáculo, sem improvisação, sem "sombra" de dúvidas ("Os perigos de virar Buffalo Bill", Ensaio, 9 de julho).
Pedro Luís de Campos Vergueiro
São Paulo, SP

 

Guia

Como filho orgulhoso, agradou-me em cheio a declaração do festejado Anselmo Duarte a respeito do livro Santos Dumont e a Conquista do Ar (já na quinta edição), de autoria de meu pai, o embaixador Aluizio Napoleão, na seção "O que estou lendo" da edição 1 806 de VEJA (11 de junho).
Hugo Napoleão
Por e-mail

Na matéria "Dá para acreditar" (9 de julho) fui citado como autor do poema Mude – o que realmente sou. Esse poema foi utilizado pela agência Leo Burnet, em julho de 2002, no comercial dos 25 anos da Fiat no Brasil. O comercial ficou belíssimo e foi veiculado na Globo, no SBT etc. Sem minha autorização. E, o que parece incrível, diz a Fiat, através da Leo Burnet, que os direitos autorais foram pagos aos herdeiros de Clarice Lispector. Estou tentando reabrir esse processo.
Edson Marques
Por e-mail

 

Moda

Não entendo nossas leis nem o Juizado de Menores. Não permitem o trabalho infantil, inclusive em ambiente doméstico, mas permitem que adolescentes de 15 anos, como a modelo Tanara Burim, desfilem seminuas nas passarelas da São Paulo Fashion Week ("Nova fronteira", 9 de julho).
Maria das Graças S. Silva
Goiânia, GO

 

Katharine Hepburn

Não é 100% correta a informação de que, indicada doze vezes ao Oscar, Katharine Hepburn nunca compareceu a uma festa da Academia (Datas, 9 de julho). Ela "soube abrir uma expressiva exceção: subiu ao palco do Dorothy Chandler Pavillion, em 2 de abril de 1974, para entregar o prêmio honorário da Academia (Prêmio Irving Thalberg) ao produtor Lawrence Weingarten, amigo e responsável por vários de seus filmes" (Astros e Estrelas e Seus Filmes Em Vídeo, Editora Nova Cultural, 1990, pág. 218).
Luiz Tanamati Jr.

São Paulo, SP

 

Música

Sempre achei Roberto Frejat um dos melhores músicos da atualidade brasileira, desde os tempos do Barão Vermelho com o Cazuza. Além de excelente vocalista, também é ótimo instrumentista. O que me intrigou e decepcionou profundamente, e julguei oportuno o momento de dizer isso, já que a reportagem é cheia de apupos e elogios, é o fato de que a canção Segredos, do álbum Amor para Recomeçar, não passa de plágio (ou uma versão) claríssimo da canção Lookin' for a Love, do músico canadense Neil Young, gravada juntamente com a banda Crazy Horse, no ano de 1975, no álbum Zuma. Qualquer pessoa que ouça reconhecerá imediatamente, sobretudo nos refrões, a mesma melodia, e, se conhecer inglês, verá que o primeiro verso é praticamente uma tradução, e o refrão quase isso ("O Tony Ramos do rock", 9 de julho).
João Marquetti Neto

Curitiba, PR

 

Um levante baiano

O quadro "O placar Mainardi" (Cartas, 25 de junho) mostrou que o polêmico artigo "Menos deus, por favor" (Diogo Mainardi, 11 de junho) provocou 387 cartas dos leitores, 67% delas apoiando o autor. Outro artigo bastante polêmico, "Gil é muito Logun-edé" (2 de julho de 2003), teve menor repercussão: 162 cartas. Mas mesmo assim foi o campeão de cartas dos leitores na semana. Leitores baianos cobram o placar de Diogo para esse novo artigo, desconfiados de que desta vez o colunista não teve o mesmo apoio. Estão certos: 83% dos leitores (134 cartas) escreveram para reclamar do artigo e apenas 17% (28 cartas) concordaram com Mainardi.

 

"O texto é meu"


A nota "Dá para acreditar?" (Guia, 9 de julho) informou que nem tudo o que vem pela internet é autêntico e citou alguns casos de falsa autoria na rede. Alguns dos textos citados foram atribuídos a autor desconhecido. Martha Medeiros, de Porto Alegre, escreveu: "O texto 'A morte devagar' (citado na nota como 'Quem morre?', atribuído a Pablo Neruda) é de minha autoria. Foi publicado pela primeira vez em 1º de novembro de 2000, em minha coluna no jornal Zero Hora, e está também impresso em meu livro Non-Stop – Crônicas do Cotidiano (editora L&PM)". Marta diz ainda que já viu textos dela atribuídos a Miguel Falabella, Mário Quintana e outros autores, além de Neruda. Cozete Gelli Toledo, de São Paulo, autora do texto "Faz parte", atribuído na internet a Arnaldo Jabor, também apareceu: "Escrevi esse texto (com o título original 'Vergonha de ser brasileira') no fórum do programa Big Brother Brasil I, no site da Globo.com. Algum tempo atrás, recebi por e-mail meu próprio texto assinado por Arnaldo Jabor. Descobri que ele mesmo já havia esclarecido não saber sua origem", informou a autora. Adriana Brasil, de Teresina, Piauí, encontrou uma pista para um desses equívocos: "Eu mesma já enviei por e-mail a crônica 'Ter ou não ter namorado' (citada na nota do Guia), do jornalista Artur da Távola. Tirei essa crônica de um livro da 8ª série, que o atribuía a Carlos Drummond de Andrade. Pode ter partido daí o meu erro e o de alguns internautas também".

 

Os dinossauros da política

O juiz titular Décio de Moura Notarangeli, da 1ª Vara Criminal do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, rejeitou a queixa-crime proposta pelo ex-governador Orestes Quércia contra a Editora Abril, a direção de redação de VEJA e os autores da reportagem "O Parque dos Dinossauros – barrados pelas urnas" (16 de outubro de 2002). Em sua sentença, de dezoito laudas, o juiz julgou pela total ausência de justa causa, entendendo que "inexiste difamação ou injúria, mas mera crítica política inspirada no interesse público". Disse também que "tratando-se de fato político atual, da mais alta relevância para a sociedade, a abordagem do tema, longe de ser apenas um direito dos órgãos de imprensa, constituía um dever, uma obrigação para com os leitores". No início do mês de junho, o ex-governador Orestes Quércia já havia perdido ação de indenização por danos morais pela mesma reportagem.


CORREÇÕES: Depois de nove provas da atual temporada da Fórmula 1, o líder Michael Schumacher tinha 7 pontos, e não 8, à frente do segundo colocado. O alemão sagrou-se pentacampeão na temporada de 2002, seis corridas antes, e não quatro, da última prova ("Neste ano, está mais difícil", 9 de julho). * A banda mineira Skank é um quarteto, e não um quinteto (Veja recomenda, 9 de julho). * O ator Jim Carrey é canadense, e não americano (Veja essa, 2 de julho). * Diferentemente do que foi publicado no especial VEJA Viver Melhor em Salvador (junho de 2003), a Baía de Todos os Santos é a maior baía do Brasil, com 1 100 quilômetros quadrados de área.


 



 
 
 
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