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Cartas
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"Interrompo
até negócios para assistir à novela Mulheres
Apaixonadas. Manoel Carlos é merecedor de todos
os troféus. Um autor brilhante!"
Edson Xavier
São
Paulo, SP |
Mulheres
Apaixonadas
Um autor que tem o poder de arrastar milhares de telespectadores
para o sofá merece nosso aplauso. É muito raro um
autor retratar de forma bonita e grandiosa o universo feminino,
com todos os seus traumas e instintos. Eu realmente estou apaixonado
pelas mulheres do Maneco ("Mulheres apaixonadas e apaixonantes",
9 de julho)!
Carlos
J. Messias
Rio de Janeiro, RJ
Em
todos os folhetins de Manoel Carlos meus compromissos noturnos se
resumem em antes ou depois da novela. Como não se prender
do início ao fim numa trama envolvente desde a abertura,
com cenas ternas do cotidiano acompanhadas de uma música
belíssima (aliás, a trilha sonora é muito bem
selecionada), passando por paisagens magníficas da Cidade
Maravilhosa, até frases de efeito, trechos de poemas e pequenas
histórias para reflexão tão bem aproveitadas
na fala dos seus personagens? Maneco, além de polêmico,
é extremamente poético. Já estou esperando
(porque com certeza virão) as lágrimas no último
capítulo. Por isso, como mulher, mãe, profissional
da educação e telespectadora assídua de Mulheres
Apaixonadas, agradeço a VEJA por me presentear com a
reportagem deliciosa sobre meu autor favorito.
Yany
Mendes Verçosa
Manaus, AM
Somente
Manoel Carlos poderia escrever, apaixonadamente, uma novela como
Mulheres Apaixonadas. Com uma experiência existencial
e cultural que lhe permite retratar com sabedoria os atritos que
acontecem nas relações familiares e amorosas das classes
privilegiadas da sociedade brasileira, ele mostra a todos que a
Lua também tem o seu lado escuro.
Wilson
Gordon Parker
Macaé, RJ
A
TV já se utilizou de novelas como demonstração
de arte, como no caso de Roque Santeiro. Infelizmente, o
que se vê hoje é um emaranhado de cenas que cultuam
e exaltam o que até há pouco tempo era considerado
incorreto e imoral. Espero que VEJA volte a publicar reportagens
que possam trazer crescimento pessoal, e não nos tome tanto
tempo com uma novelinha que nada tem a agregar senão os fúteis
comentários feitos por seus fiéis espectadores.
Elias
de Lima Junior
São Paulo, SP
Houve
exagero da parte de VEJA. O gancho da novela é aquele de
sempre: quanto mais mulheres nuas, cenas de adultério, exibição
de corpos sarados, melhor. Considero o senhor Manoel Carlos um Nelson
Rodrigues baixinho.
Jonas
Silva
Olinda,
PE
Nem
todo brasileiro perde tempo com essas bobagens. Eu por exemplo leio
a revista VEJA, mas não assisto a novelas.
Hamilton José Zanon
Por
e-mail
Governo
Em um país como o Brasil, dotado de uma economia extremamente
vulnerável às oscilações do mercado
financeiro e ao humor dos investidores internacionais, não
há mais espaço para lideranças useiras e vezeiras
em falar pelos cotovelos e, pior, que geralmente improvisam além
do discurso escrito, não raras vezes dizendo o que não
devem. Diplomaticamente é um costume ruim e politicamente,
pior ainda ("Por que os discursos de Lula causam polêmica",
9 de julho).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife,
PE
Nunca
houve tantas expectativas entre os eleitores como as que se criaram
em torno deste governo. Entretanto, com a geração
de tantas promessas não cumpridas, é difícil
saber até quando o otimismo dos discursos do presidente Lula
contribuirá para sua aceitação entre os eleitores.
A situação real do país é de recessão
econômica e alta taxa de desemprego. Convencer a população
que acredita na geração dos empregos prometidos por
Lula com a velha história de esperar o porquinho engordar
ficará cada vez mais difícil. Tantas promessas, se
não forem medidas, farão com que o governo caia em
total descrédito.
Camila
Rita de Lima Dias
Itajubá,
MG
Reforma
agrária
O presidente Lula colocou o boné do MST, assim como fez o
prefeito da cidade onde moro, Valdeci de Oliveira (do PT), e assim
como tantos governantes o fazem para agradar a grupos e ideologias.
Tomara que desta vez não fique só no boné e
que vistam a camisa da reforma agrária propriamente dita,
agradando a gregos e troianos ("O boné é apenas um
detalhe", 9 de julho).
Carla Ibargoyen
Santa
Maria, RS
O
Brasil vive, com o encontro entre Lula e o MST, um dos maiores momentos
de sua história, o movimento mais legítimo e importante
da América Latina e a principal figura da esquerda. Essa
reunião marca o início do fim do que há de
mais excludente, que é o latifúndio. Para pensarmos
em matar a fome de nosso povo, o primeiro passo é uma reforma
agrária verdadeira que, agora, acredito que vá existir
em nosso país. Moro em uma região onde não
há desenvolvimento, onde há grande concentração
de terras improdutivas. Não sou contra os "fazendeiros",
apenas sou contra a grande concentração de terras
improdutivas.
José Henrique Motta Kelbauskas
Santana
do Livramento, RS
Vale
aqui uma citação do doutor Roberto Campos: "É
duplo o mal causado pelo MST. Ao invadir prédios públicos,
desmoraliza as instituições. Ao incentivar invasões
de propriedades rurais, desencoraja e intimida os lavradores legítimos,
tornando precário seu direito de propriedade e expondo-os
à depredação de equipamentos". Observem que
o artigo foi escrito em 25 de maio de 1998, mas bem que poderia
ter sido nos dias de hoje. Do livro Na virada do Milênio,
Ensaios, A Tentação de Kerensky, página
379, Topbooks.
Zenaide
Farnese de Assis
Brasília,
DF
Usando
o boné desordeiro do MST, o presidente compactua com o desrespeito
à lei e com a impunidade. Só falta agora utilizar
o do Comando Vermelho, o das Farc ou similar!
Rodrigo
Suñé
Porto
Alegre, RS
Carta
ao leitor
Espero que o presidente da República tenha lido a Carta ao
leitor ("Liturgia do cargo", 9 de julho) e se conscientize da necessidade
de observar a chamada liturgia do cargo, não constrangendo
os brasileiros com seu comportamento ao receber representantes do
MST, organização que tem agido absolutamente à
margem da lei. Fico ainda mais preocupado quando vejo, na mencionada
seção da revista, o presidente Lula "vestindo" o boné
do MST e segurando a bola, enquanto na seção Veja
essa o senhor João Pedro Stédile, dirigente do MST,
afirma: "O governo joga no nosso time". Emblemático, muito
emblemático!
Osvaldo Luiz Baptista
São
José do Rio Preto, SP
O
Brasil já esteve filosófico, roxo, sociológico
e agora está tatibitate. O que precisamos é de decisões
para ir da economia macro para a economia real. Chega de improvisações.
É hora de encontrar meios para reduzir (é ilusão
pensar em acabar) a corrupção, a sonegação
fiscal, a lavagem de dinheiro e a impunidade.
José Luiz de Jesus Salgado
Rio
de Janeiro, RJ
Fareed
Zakaria
É
bem verdade que o lucro da venda do petróleo representa um
grande obstáculo para o florescimento dos ideais democráticos
no Oriente Médio, como afirmou o jornalista Fareed Zakaria
(Amarelas, 9 de julho). O conceito de democracia precisa ser revisto.
Seria a implantação, no Iraque, de um regime democrático,
em que uma enorme fatia da população não tem
acesso aos serviços essenciais, como saúde, educação
e moradia, a exemplo do que acontece no Brasil, o que almejam os
iraquianos?
Hugo Lins Coelho
Recife,
PE
Muito
importante é a sugestão do professor Fareed Zakaria
de que o governo do Iraque siga o exemplo proporcionado pelo Fundo
Permanente do Alasca, que distribui dividendos a todos os habitantes
daquele Estado americano. Trata-se de experiência sui generis
de uma renda básica incondicional, a exemplo do que venho
propondo para o Brasil em projeto de lei já aprovado unanimemente
pelo Senado Federal. Essa proposição está agora
tramitando na Câmara dos Deputados. A experiência do
Alasca soma duas décadas e fez do Estado o mais igualitário
dos cinqüenta Estados americanos.
Senador
Eduardo Matarazzo Suplicy
Brasília,
DF
Educação
A partir do estudo feito pela Unesco, fica evidente que o Ministério
da Educação não está fazendo o dever
de casa: fala-se muito em mudanças no vestibular e reserva
de cotas em universidades para alunos oriundos de escolas da rede
pública, mas é óbvio que o mais emergencial
é mexer na base da educação, promovendo uma
verdadeira revolução no ensino fundamental e no médio.
Porém, isso não se faz do dia para a noite, além
de envolver fatores extremamente complexos. Parece muito mais cômodo
culpar o vestibular e criar um sistema de cotas que só irá
colaborar para a formação de milhares de profissionais
inaptos a exercer sua profissão ("A batalha pela qualidade",
9 de julho).
Professor Marcel Xavier de Souza
Santo
André, SP
Fiquei
impressionada, mas não surpresa, com a reportagem sobre o
desempenho do Brasil na pesquisa sobre educação da
Unesco. Sou professora e sinto na pele a causa de tamanha vergonha:
classes superlotadas, falta de recursos, professores mal pagos.
Isso sem falar na total falta de respeito e de valorização
dos professores. Amo muito a minha profissão. Estou com treze
anos de magistério, leciono em uma sala mista e com alunos
de inclusão (portador de paralisia cerebral). Faço
isso com muito amor. Mas gostaria de ver reportagens que falassem
bem de nossa educação, do esforço de muitos
professores para lidar com desafios cada vez maiores.
Professora
Luciane C.S.C. Cardoso
Sorocaba,
SP
África
A coragem do fotógrafo em ficar cara a cara com um assassino
de apenas 11 anos, somente para trazer a informação
até as pessoas, é digna de muito respeito. A matéria
"Crianças que matam" (9 de julho) é muito chocante
e atemorizante. E pensar que aqui no Brasil a situação
não é muito diferente. Há crianças dispostas
a cometer as mesmas atrocidades a mando dos traficantes de drogas
que roubam e matam até mesmo por um par de tênis.
Sérgio
Ditkun
Ponta Grossa, PR
Saúde
Muito importante a matéria "Diabetes: outra má notícia"
(9 de julho). O diabetes é uma das doenças mais traiçoeiras
que existem. Por não causar sintomas em grande parte das
pessoas afetadas, é comum o doente menosprezá-la,
e as conseqüências são todas as citadas no texto,
mais a cegueira. É a principal causa de cegueira irreversível
no mundo. O controle precoce é o meio mais eficaz para preservar
a visão. Parabéns, VEJA.
Doutor Fernando Pacheco Veríssimo,
oftalmologista
Goiânia, GO
Turismo
Brilhante a reportagem "Férias para o bolso" (9 de julho),
sobre os albergues da juventude. Mais do que apresentar ao povo
brasileiro a possibilidade ímpar de conhecer o país
pagando pouco, fazer novos amigos e crescer cultural e intelectualmente,
a revista VEJA deu um show de competência, mostrando com objetividade
e correção a face desse movimento. Como curiosidade,
vale lembrar que na Alemanha e na Inglaterra o governo destina aproximadamente
15 milhões de dólares por ano para custear e desenvolver
o movimento. Apesar de não reivindicarmos isso, afinal o
Brasil tem problemas mais sérios e urgentes a ser enfrentados,
o fato demonstra a importância que é dada ao movimento
alberguista na formação dos cidadãos daqueles
países.
Dominici Merari
Presidente
da Associação Paulista de Albergues da Juventude (Apaj)
São Paulo, SP
Saúde
2
A
Associação Nacional de Farmacêuticos de Manipulação
gostaria de cumprimentar a revista VEJA pela reportagem "Perder
peso é ótimo, mas cuidado" (25 de junho). É
realmente muito importante alertar a população sobre
a idoneidade das fórmulas de emagrecimento existentes no
mercado. Receitas prescritas com códigos para farmácias
de manipulação não devem, de forma alguma,
ser utilizadas por pacientes. Nós, como entidade representativa
do setor, estamos sempre preocupados com a qualidade de vida dos
pacientes, tanto que lançamos no ano passado o Manual
do Consumidor da Farmácia de Manipulação,
que orienta a população sobre como escolher um estabelecimento
idôneo e estar plenamente consciente dos direitos e das obrigações
dos profissionais de saúde. O manual pode ser obtido gratuitamente
nas mais de 5.000 farmácias associadas à entidade
em todo o Brasil. Consumidores também podem ligar para a
Anfarmag e pedir um exemplar: (11) 5539-0595. Outro dado importante:
é direito do consumidor solicitar informações
técnicas ao farmacêutico e ao médico sobre o
medicamento, seu uso correto, interação e possíveis
efeitos colaterais.
Vânia
Regina de Sá
Presidente
da Anfarmag
São
Paulo, SP
Claudio
de Moura Castro
O
artigo "O mato não é treva" (Ponto de vista, 9 de
julho) é preciso e precioso. A herança do colonialismo
português permanece atavicamente ditando os rumos da destruição
ambiental. O mato, a nossa rica e bela vegetação,
tornou-se estorvo para os interesses mercantis, representando assombrações
e fomentando lendas que até hoje se perpetuam.
José
Romero Araújo Cardoso
Por
e-mail
Ambiente
Como
leitor e ambientalista, cumprimento-os pela oportuna reportagem
"A agonia dos mares" (9 de julho). VEJA mostrou com competência
científica e jornalística o perigo que a pesca irresponsável
e incontrolada representa à vida nos oceanos e seus reflexos
para a humanidade.
Antonio
Silveira R. dos Santos
Programa
Ambiental: A Última Arca de Noé
www.aultimaarcadenoe.com
Excelente
a reportagem "A agonia dos mares" e o alerta para a exaustão
dos "supostamente" inesgotáveis recursos marinhos. Lamentável
saber que espécies como o salmão do Atlântico
e do Pacífico, assim como variedades de atum, correm grave
risco de extinção, quando existem comitês internacionais
específicos para tratar do assunto e regular a pesca desenfreada.
Aqui no Brasil, particularmente no litoral sul da Bahia, pode ser
constatada com tristeza a ação predatória da
pesca na modalidade "arrastão", literalmente raspando todo
o fundo do oceano e capturando tudo aquilo que nada ou se arrasta
no mar.
Franklin Albagli
Ilhéus,
BA
Homem
americano
Gostaria
que VEJA me dissesse em que conferências declarei ter "recolhido
evidências" de que o homem vivia aqui no Nordeste há
100 000 anos, embora um dia isso até venha a ser demonstrado,
pois já chegamos a datações de 57 000 anos
e temos algumas mais antigas, atualmente sendo testadas. A pesquisa
arqueológica é um processo complexo de caráter
científico, que procura multiplicar os fundamentos da prova.
Há mais de duas décadas os pesquisadores da Fundação
Museu do Homem Americano, entidade que presido e que é conhecida
e respeitada internacionalmente, trabalham com um rigor científico
que os leva a confrontar suas hipóteses com procedimentos
diversificados. Até agora, os arqueólogos, especialistas
em registros rupestres, não se pronunciaram sobre o problema
das datações por estimar que se trata de uma pesquisa
em curso, portanto inacabada ("Há 100.000 anos na América",
Holofote, 9 de julho).
Niède Guidon
Diretora-presidente
da Fumdham
São
Raimundo Nonato, PI
Diogo
Mainardi
O
Brasil precisa de idéias, de concepções que
possam tirar nosso povo da miséria que nos assusta. Mas me
assusta também o artigo "A bomba do boi-bumbá" (9
de julho), banal, para não dizer medíocre. Falar do
boi-bumbá não é falar apenas por falar, ou
achar que deve falar o que der na telha. Relatar o boi-bumbá
é falar da arte, do talento, da criatividade e dos intelectos
que fazem a mais bela, cobiçada e majestosa festa popular
da Região Norte de teu país.
Jonas
Santos
Parintins,
AM
O
enredo do boi-bumbá, infinitamente estúpido, é
sempre o mesmo, mas repete-se uma vez por ano. Já o enredo
do Diogo Mainardi repete-se 52 vezes por ano. O boi-bumbá
tem mais personagens que os dois Lula e Gilberto Gil
do enredo semanal de Diogo. Acho que Araci de Almeida criava polêmicas
mais consistentes no programa de calouros de Silvio Santos.
Ismael Benigno Neto
Manaus,
AM
Acho
que o Negro Francisco (do boi-bumbá de Parintins) deveria
cortar o cérebro, a língua e os dedos do senhor Diogo
Mainardi, para que ele parasse de pensar, falar e escrever bobagens.
A fala do presidente Lula ao se referir aos intelectuais que deveriam
aprender um pouco mais com a festa dos bois de Parintins se dá
pelo fato de que é uma festa que nasce estritamente da manifestação
de um povo, muito longe, portanto, dos pensamentos intelectualóides
elitizantes como outras festas pelo Brasil Carnaval no meio.
Ronaldo
Amazonas
Manaus,
AM
Seu
artigo foi muito caprichoso e com sucesso garantido aqui em casa.
Alberto
Bastos
Cardoso de Carvalho
Cotia,
SP
Roberto
Pompeu de Toledo
Buffalo
Bill realmente assumiu a postura de um herói, mesmo interpretando
a si mesmo. Não é esse, decididamente, o caso do presidente
Lula. Aliás, para ele, que é carente de uma postura
adequada, isso é uma missão impossível. Na
entrevista que deu aos membros dirigentes do MST, ele interpretou,
mais uma vez, aquela postura populista indicada pelos marqueteiros
de plantão. Diante do visto e ocorrido no palco, percebeu-se
que o papel que lhe cai bem é o de pierrô, a personagem
da máscara ingênua e triste das pantomimas ensaiadas,
que a trupe, todavia, procura fazer com que pareçam improvisadas.
Está na hora de arrancar a máscara da face para exibir
tudo: a que veio e pelo que veio, sem direção, sem
espetáculo, sem improvisação, sem "sombra"
de dúvidas ("Os perigos de virar Buffalo Bill", Ensaio, 9
de julho).
Pedro
Luís de Campos Vergueiro
São
Paulo, SP
Guia
Como filho orgulhoso, agradou-me em cheio a declaração
do festejado Anselmo Duarte a respeito do livro Santos Dumont
e a Conquista do Ar (já na quinta edição),
de autoria de meu pai, o embaixador Aluizio Napoleão, na
seção "O que estou lendo" da edição
1 806 de VEJA (11 de junho).
Hugo
Napoleão
Por
e-mail
Na
matéria "Dá para acreditar" (9 de julho) fui citado
como autor do poema Mude o que realmente sou. Esse
poema foi utilizado pela agência Leo Burnet, em julho de 2002,
no comercial dos 25 anos da Fiat no Brasil. O comercial ficou belíssimo
e foi veiculado na Globo, no SBT etc. Sem minha autorização.
E, o que parece incrível, diz a Fiat, através da Leo
Burnet, que os direitos autorais foram pagos aos herdeiros de Clarice
Lispector. Estou tentando reabrir esse processo.
Edson
Marques
Por
e-mail
Moda
Não
entendo nossas leis nem o Juizado de Menores. Não permitem
o trabalho infantil, inclusive em ambiente doméstico, mas
permitem que adolescentes de 15 anos, como a modelo Tanara Burim,
desfilem seminuas nas passarelas da São Paulo Fashion Week
("Nova fronteira", 9 de julho).
Maria
das Graças S. Silva
Goiânia,
GO
Katharine
Hepburn
Não
é 100% correta a informação de que, indicada
doze vezes ao Oscar, Katharine Hepburn nunca compareceu a uma festa
da Academia (Datas, 9 de julho). Ela "soube abrir uma expressiva
exceção: subiu ao palco do Dorothy Chandler Pavillion,
em 2 de abril de 1974, para entregar o prêmio honorário
da Academia (Prêmio Irving Thalberg) ao produtor Lawrence
Weingarten, amigo e responsável por vários de seus
filmes" (Astros e Estrelas e Seus Filmes Em Vídeo, Editora
Nova Cultural, 1990, pág. 218).
Luiz Tanamati Jr.
São
Paulo, SP
Música
Sempre
achei Roberto Frejat um dos melhores músicos da atualidade
brasileira, desde os tempos do Barão Vermelho com o Cazuza.
Além de excelente vocalista, também é ótimo
instrumentista. O que me intrigou e decepcionou profundamente, e
julguei oportuno o momento de dizer isso, já que a reportagem
é cheia de apupos e elogios, é o fato de que a canção
Segredos, do álbum Amor para Recomeçar,
não passa de plágio (ou uma versão) claríssimo
da canção Lookin' for a Love, do músico
canadense Neil Young, gravada juntamente com a banda Crazy Horse,
no ano de 1975, no álbum Zuma. Qualquer pessoa que
ouça reconhecerá imediatamente, sobretudo nos refrões,
a mesma melodia, e, se conhecer inglês, verá que o
primeiro verso é praticamente uma tradução,
e o refrão quase isso ("O Tony Ramos do rock", 9 de julho).
João Marquetti Neto
Curitiba,
PR
Um
levante baiano
O
quadro "O
placar Mainardi" (Cartas, 25 de junho)
mostrou que o polêmico artigo "Menos
deus, por favor" (Diogo Mainardi, 11 de junho)
provocou 387 cartas dos leitores, 67% delas apoiando
o autor. Outro artigo bastante polêmico, "Gil
é muito Logun-edé" (2 de julho
de 2003), teve menor repercussão: 162 cartas.
Mas mesmo assim foi o campeão de cartas dos leitores
na semana. Leitores baianos cobram o placar de Diogo
para esse novo artigo, desconfiados de que desta vez
o colunista não teve o mesmo apoio. Estão
certos: 83% dos leitores (134 cartas) escreveram para
reclamar do artigo e apenas 17% (28 cartas) concordaram
com Mainardi.
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"O
texto é meu"
A
nota "Dá para acreditar?" (Guia, 9 de julho)
informou que nem tudo o que vem pela internet é
autêntico e citou alguns casos de falsa autoria
na rede. Alguns dos textos citados foram atribuídos
a autor desconhecido. Martha Medeiros, de Porto Alegre,
escreveu: "O texto 'A morte devagar' (citado na nota
como 'Quem morre?', atribuído a Pablo Neruda)
é de minha autoria. Foi publicado pela primeira
vez em 1º de novembro de 2000, em minha coluna
no jornal Zero Hora, e está também
impresso em meu livro Non-Stop Crônicas
do Cotidiano (editora L&PM)". Marta diz ainda
que já viu textos dela atribuídos a Miguel
Falabella, Mário Quintana e outros autores, além
de Neruda. Cozete Gelli Toledo, de São Paulo,
autora do texto "Faz parte", atribuído na internet
a Arnaldo Jabor, também apareceu: "Escrevi esse
texto (com o título original 'Vergonha de ser
brasileira') no fórum do programa Big Brother
Brasil I, no site da Globo.com. Algum tempo atrás,
recebi por e-mail meu próprio texto assinado
por Arnaldo Jabor. Descobri que ele mesmo já
havia esclarecido não saber sua origem", informou
a autora. Adriana Brasil, de Teresina, Piauí,
encontrou uma pista para um desses equívocos:
"Eu mesma já enviei por e-mail a crônica
'Ter ou não ter namorado' (citada na nota do
Guia), do jornalista Artur da Távola. Tirei essa
crônica de um livro da 8ª série, que
o atribuía a Carlos Drummond de Andrade. Pode
ter partido daí o meu erro e o de alguns internautas
também".
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Os
dinossauros da política
O
juiz titular Décio de Moura Notarangeli, da 1ª
Vara Criminal do Foro Regional de Pinheiros, em São
Paulo, rejeitou a queixa-crime proposta pelo ex-governador
Orestes Quércia contra a Editora Abril, a direção
de redação de VEJA e os autores da reportagem
"O Parque dos Dinossauros barrados pelas urnas"
(16 de outubro de 2002). Em sua sentença, de
dezoito laudas, o juiz julgou pela total ausência
de justa causa, entendendo que "inexiste difamação
ou injúria, mas mera crítica política
inspirada no interesse público". Disse também
que "tratando-se de fato político atual, da mais
alta relevância para a sociedade, a abordagem
do tema, longe de ser apenas um direito dos órgãos
de imprensa, constituía um dever, uma obrigação
para com os leitores". No início do mês
de junho, o ex-governador Orestes Quércia já
havia perdido ação de indenização
por danos morais pela mesma reportagem.
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CORREÇÕES: Depois de nove provas da atual temporada
da Fórmula 1, o líder Michael Schumacher tinha 7 pontos,
e não 8, à frente do segundo colocado. O alemão
sagrou-se pentacampeão na temporada de 2002, seis corridas
antes, e não quatro, da última prova ("Neste ano,
está mais difícil", 9 de julho). * A banda
mineira Skank é um quarteto, e não um quinteto (Veja
recomenda, 9 de julho). * O ator Jim Carrey é canadense,
e não americano (Veja essa, 2 de julho). * Diferentemente
do que foi publicado no especial VEJA Viver Melhor em Salvador
(junho de 2003), a Baía de Todos os Santos é a maior
baía do Brasil, com 1 100 quilômetros quadrados de
área.
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