Edição 1811 . 16 de julho de 2003

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Carta ao leitor
Duas capas, a mesma VEJA


A versão para assinantes e a versão de banca: o conteúdo é o mesmo

VEJA é a maior e a mais influente revista do Brasil. Com cerca de 1 milhão de assinantes e mais de 200.000 exemplares vendidos em banca todas as semanas, firmou-se também como a quarta maior revista de informação do mundo em circulação. Nesta semana, pela primeira vez em sua história, VEJA decidiu publicar sua edição regular com duas capas diferentes. Uma delas foi enviada para os assinantes e a outra, para as bancas. O conteúdo das duas é rigorosamente o mesmo, da primeira à última página. Nada muda, a não ser a imagem estampada na capa.

Por que VEJA fez isso? Para testar uma hipótese. O assinante, aquele que recebe a edição em casa todas as semanas, tem uma relação especial com a revista. Por experiência, espera um cardápio invariavelmente rico de reportagens, qualquer que seja o assunto escolhido para a fachada da publicação. Entre os leitores de banca, uma boa parte age da mesma forma. Muitos dos compradores de banca, no entanto, se incluem entre aqueles que escolhem revistas por impulso.

Pois bem: nesta semana, a capa dirigida ao público de banca trata de um traço humano – o gosto pelo risco – que se verifica tanto entre os investidores mais agressivos quanto entre os praticantes dos esportes radicais, da mesma forma que pode ser observado no romance, na seleção de roteiros de viagens e até na concorrência no ambiente de trabalho. A idéia é verificar até onde a compra por impulso pode ser influenciada pela escolha de um tema relacionado ao comportamento humano como esse. O número dirigido aos assinantes traz também essa reportagem, mas a capa é dedicada ao estado de estagnação em que mergulhou a economia do país. Como mostra VEJA, o Brasil precisa preservar a estabilidade das contas públicas e a vitória contra a inflação, sem se esquecer do crescimento. Para crescer é preciso, em primeiro lugar, estabelecer um projeto claro de desenvolvimento para o longo prazo. Em seguida, será necessário convencer a nação de que ele é viável, para desatar a onda de confiança sem a qual o crescimento não se inicia. Nesse aspecto, o governo pode exercer um papel decisivo, coisa que até agora ainda não conseguiu fazer.

 
 
 
 
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