|
|
Carta
ao leitor
Duas
capas, a mesma VEJA
 |
 |
| A
versão para assinantes e a versão de banca: o
conteúdo é o mesmo |
VEJA
é a maior e a mais influente revista do Brasil. Com cerca
de 1 milhão de assinantes e mais de 200.000 exemplares vendidos
em banca todas as semanas, firmou-se também como a quarta
maior revista de informação do mundo em circulação.
Nesta semana, pela primeira vez em sua história, VEJA decidiu
publicar sua edição regular com duas capas diferentes.
Uma delas foi enviada para os assinantes e a outra, para as bancas.
O conteúdo das duas é rigorosamente o mesmo, da primeira
à última página. Nada muda, a não ser
a imagem estampada na capa.
Por que VEJA fez isso? Para testar uma hipótese. O assinante,
aquele que recebe a edição em casa todas as semanas,
tem uma relação especial com a revista. Por experiência,
espera um cardápio invariavelmente rico de reportagens, qualquer
que seja o assunto escolhido para a fachada da publicação.
Entre os leitores de banca, uma boa parte age da mesma forma. Muitos
dos compradores de banca, no entanto, se incluem entre aqueles que
escolhem revistas por impulso.
Pois bem: nesta semana, a capa dirigida ao público de banca
trata de um traço humano o gosto pelo risco
que se verifica tanto entre os investidores mais agressivos quanto
entre os praticantes dos esportes radicais, da mesma forma que pode
ser observado no romance, na seleção de roteiros de
viagens e até na concorrência no ambiente de trabalho.
A idéia é verificar até onde a compra por impulso
pode ser influenciada pela escolha de um tema relacionado ao comportamento
humano como esse. O número dirigido aos assinantes traz também
essa reportagem, mas a capa é dedicada ao estado de estagnação
em que mergulhou a economia do país. Como mostra VEJA, o
Brasil precisa preservar a estabilidade das contas públicas
e a vitória contra a inflação, sem se esquecer
do crescimento. Para crescer é preciso, em primeiro lugar,
estabelecer um projeto claro de desenvolvimento para o longo prazo.
Em seguida, será necessário convencer a nação
de que ele é viável, para desatar a onda de confiança
sem a qual o crescimento não se inicia. Nesse aspecto, o
governo pode exercer um papel decisivo, coisa que até agora
ainda não conseguiu fazer.
|