Por que é preciso dizer NÃO

Depois de uma geração que
tudo permitia aos filhos, agora
educar é saber impor limites

Alice Granato

 

Fotos: Antônio Milena


O sim e o não em um dia de Helena

(1) Helena, de 1 ano e 9 meses, não aceitava dormir sozinha. Sempre escapava para a cama dos pais. Depois de muita relutância, eles decidiram dizer não. (2) Helena não pode brincar antes de escovar os dentes. (3) No café da manhã, pode comer bolo só depois da mamadeira. (4) Quando chega à escolinha, costuma chorar ao se despedir dos pais, mas é obrigada a ficar. (5) Minutos depois, aparece sorrindo entre coleguinhas de classe. Uma vitória dos pais.

Você, pai e mãe da virada do milênio, sabe quanto está difícil educar filhos. Na hora do banho, o pequeno chora e esperneia. Só come na frente da televisão. No shopping, quando vê um brinquedo novo na vitrine, faz birra até que mamãe decida comprá-lo. Para os pais de hoje, nascidos ou educados nos anos 60 e 70, lidar com essas situações é mais complicado do que se imagina. Dar uma palmada ou impor um castigo, nem pensar. Afinal, essa geração de pais cresceu ouvindo dizer que nada é mais saudável do que deixar as crianças exercitarem suas próprias emoções, limites e potencialidades. As idéias em voga na época em que esses pais estavam na universidade sustentavam que é assim que se formam adultos criativos, curiosos e críticos, mais habilitados a tomar decisões e mais tolerantes com idéias alheias. E agora? O que fazer com o adolescente que passa a madrugada na frente do computador, dorme até tarde e deixa as roupas espalhadas pelo quarto? E se a filha queridinha do papai aparece em casa de piercing no nariz?

Eu só digo sim

Leo Caldas/Lumiar

A comerciante Gleisy Pires foi criada numa família rígida. Nunca teve liberdade em casa. Hoje, tem medo de repetir a experiência com os filhos. É excessivamente liberal com eles. "Vivo num eterno dilema entre o sim e o não", afirma.

Dizer não é um desafio que está além das forças e convicções de muitos pais e mães. Veja o caso da comerciante Gleisy Pires, do Recife. Genuíno produto dos anos 60, Gleisy nasceu em 1963, numa família conservadora. "Eu não tinha liberdade para nada", conta ela. "Nunca pude discutir meus problemas com minha mãe. Meu pai não me deixava sair de casa, nem para ir a festinhas na casa dos amigos. E, se errasse ou desobedecesse, apanhava." Hoje, aos 36 anos, Gleisy é mãe de três filhos, uma adolescente, de 13 anos, e um casal de gêmeos, de 8. As crianças brigam, tiram os móveis do lugar, perseguem o cachorro em cima dos sofás, espalham roupas e brinquedos pela casa. "Eu vivo num eterno dilema", conta Gleisy. "Sei que é preciso colocar limites, mas não quero repetir com meus filhos o que os meus pais fizeram comigo. Tenho medo de que, no futuro, eles me vejam como uma pessoa que vivia gritando e cerceava tudo o que tentavam fazer."

Esse tipo de insegurança é mais do que natural. Milhões de pais e mães no mundo se sentem assim. Muitos chegam a ter medo de entrar em confronto com os filhos. Não sabem o que pode resultar de um embate. No passado, os pais acreditavam que os filhos lhes deviam obediência cega. Justificavam-se perante si próprios com a crença de que estavam impondo uma linha de comportamento rígida para o bem das crianças. Os jovens pais da geração que agora está vendo os filhos crescer não acreditam mais nisso. Aprenderam que, pelo velho modelo, os adultos corriam o risco de ser tiranos com as crianças, ser injustos e até mesmo usar os filhos como saco de pancada apenas para dar vazão às próprias frustrações. Acontece que muitos pais modernos se tornaram modernos em excesso. Não sabem dizer não para nada. Com isso, prejudicam os filhos. A liberdade excessiva, ensina agora um número crescente de psicólogos e pedagogos, produz adultos sem noção de limites e responsabilidades.

Esse é o assunto do momento entre especialistas em educação no mundo inteiro. No catálogo da Amazon.com, a maior livraria da internet, existem nada menos que dezesseis títulos de livros sobre dizer não aos filhos. Eles tratam de tudo, do sono dos recém-nascidos à prevenção ao uso de drogas. Na Inglaterra, um dos maiores sucessos editoriais nos últimos meses é um livro chamado Saying No Why It's Important for You and Your Child (Dizer Não Por que Isso É Importante para Você e Seu Filho). A autora, a psicoterapeuta Asha Phillips, afirma que desde os primeiros meses de vida dos bebês os pais devem estabelecer claramente certos limites. "Pais que se recusam a dizer não nos momentos apropriados estão roubando de seus filhos a capacidade de exercitar suas emoções", escreve a terapeuta.

Asha Phillips também diz que cabe aos pais escolher a hora e a forma adequada de dizer não. Espancar ou impor castigos físicos é, evidentemente, um comportamento absurdo e inaceitável nos dias de hoje. "Mas um tapinha simbólico, bem de leve, num momento de birra, pode ser uma atitude saudável dos pais", afirma a terapeuta. Segundo ela, é errado permitir que uma criança faça escândalo no supermercado ou no meio da rua porque se cansou de acompanhar os pais nas compras. Da mesma forma, os adolescentes precisam ter horários para chegar em casa e saber respeitar os demais membros da família. "Quem diz sim o tempo todo, para não passar a imagem de autoritário, está criando uma situação fantasiosa e perigosamente distante da vida real", explica Asha Phillips. "Frustração, raiva, ódio, disputa e privação fazem parte do aprendizado de uma criança tanto quanto o amor, o carinho e o afeto que ela deve receber dos pais" (veja quadro).

É curioso observar como as idéias a respeito da educação dos filhos vão mudando. Até a metade deste século, a criança era encarada como um selvagem a ser civilizado. Essa noção serve de roteiro ao filme Karakter, atualmente nas locadoras. É uma produção holandesa, ganhadora do Oscar de melhor filme estrangeiro no ano passado, na qual um pai tenta moldar a personalidade do filho e transformá-lo num adulto bem-sucedido usando uma receita que mistura desafios, castigos e a mais completa ausência de afeto. Essa idéia, por incrível que pareça, prevaleceu até bem poucas décadas atrás. O pai era o senhor absoluto da casa, ao qual os filhos deviam prestar respeito e obediência. Dele não se esperava nenhuma demonstração de carinho ou emoção, especialmente em relação aos filhos homens.

De repente, tudo mudou. Nos revolucionários anos 60 e 70, ficou-se sabendo que amor, e só amor, era a fórmula infalível para que uma criança crescesse feliz e emocionalmente estável. All you need is love (tudo o que você precisa é amor), anunciava uma célebre canção dos Beatles. Em casa e na escola, as surras de palmatória, cintos e vara imediatamente deram lugar à liberdade quase absoluta. Alguns pais chegaram ao ponto de não incutir seus princípios religiosos nos filhos, sob o argumento de que a escolha de uma religião ou nenhuma deveria ser tomada pelo próprio filho quando ele tivesse a idade adequada para isso. Nas chamadas escolas alternativas, surgidas nessa época, os alunos não precisavam fazer provas nem tinham notas ou regras de conduta. Com isso, a geração que cresceu sob o domínio de pais autoritários fazia um esforço sincero de dar mais liberdade aos filhos, para que a espontaneidade das crianças florescesse sem ser abafada pela opressão dos mais velhos. Em muitos casos, o resultado foi desastroso. Está aí uma geração de adolescentes e jovens entre os quais muitos se sentem despreparados para enfrentar um mundo que cobra eficiência, respeito e disciplina.

Os pais dos anos 90 estão empenhados em buscar um ponto de equilíbrio entre aquela autoridade opressiva do pai-patrão e a noção de liberdade sem fronteiras que a sucedeu. O psicoterapeuta José Ernesto Bologna, consultor dos colégios Bandeirantes e Santa Cruz, em São Paulo, costuma contar a história de Ícaro, um mito grego de mais de 3.000 anos, nas suas palestras sobre a importância dos limites na educação dos filhos. Nessa história, Ícaro é um garoto que, na adolescência, recebe do pai, Dédalo, um par de asas feitas de penas de aves coladas com cera. Com elas, Ícaro poderia voar, desde que observasse determinadas regras, como não se aproximar demais do sol. Pois foi exatamente isso que aconteceu. Ícaro voou tão alto que o calor solar derreteu a cera de suas asas e ele caiu e morreu. "No mito há uma lição simples: os pais devem estimular seus filhos a fazer coisas novas, como voar no caso de Ícaro, mas antes é necessário ter certeza de que o filho é capaz de respeitar limites", observa Bologna. "É preciso ser sempre muito claro e até intransigente quanto às regras e condutas a ser seguidas."

Aprendi a dizer não

Selmy Yassuda
A atriz Maria Valentim, de 21 anos, é filha de uma típica hippie dos anos 60. Cresceu com liberdade total em casa. Hoje, mãe de uma menina de 1 ano e meio, ela tenta fazer diferente. "A falta de limite é ruim", diz. "Quero encontrar um meio-termo".

Filha de uma geração mais repressora, a fotógrafa Loris Machado, de 48 anos, tornou-se hippie na adolescência. Era militante da onda flower power, ala fundamentalista do movimento. "Cheguei a morar com índios embaixo de um jatobá à beira do Rio Araguaia", conta. Sua forma de vestir-se e comportar-se em público renderam-lhe muitas críticas dos filhos, que agiam como se fossem seus pais. "Eu me lembro que vivia pedindo para ela se comportar", diz a atriz Maria Valentim, de 21 anos, filha de Loris, que mora no Rio de Janeiro. "Dava bronca mesmo: suas roupas pareciam uma fantasia. Eu sou mais certinha." Maria é hoje mãe de Luana, de 1 ano e meio, e quer encontrar um meio-termo entre a educação liberal que teve dos pais e a autoritária que sua mãe recebeu dos avós. "Quero mostrar tudo o que pode, mas também o que não pode."

Como tudo na vida, impor limites é também uma questão de bom senso. Castigos e reprimendas não têm utilidade alguma se na relação entre pais e filhos também não houver diálogo, compreensão, amor e carinho. Quando se diz não, é preciso explicar claramente por quê. "Não adianta nada os pais castigarem uma criança proibindo-a de fazer algo que não tem nada a ver com o erro cometido", afirma o professor Nílson José Machado, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, USP. Nesse caso, o não pode ser entendido como arbitrariedade ou vingança. E isso não tem utilidade pedagógica alguma. "Às vezes um choro, ou uma bagunça exagerada, é apenas um pedido de ajuda do filho", explica a psicóloga infantil Anair Mello, do Recife. "Nessas situações, as crianças pedem limites. Se os pais cedem, elas ficam sem parâmetros para a vida."

Aos 32 anos, mãe de uma menina de 1 ano e 9 meses e grávida de sete meses, a psicóloga paulista Christiana Cunha Freire imaginou que seria mais fácil educar sua filha. "Estabelecer limites é difícil", reconhece. "Nem sempre consigo manter o não até o fim, mas agora estou tentando ser mais firme. Isso é importante para o futuro da minha filha." Outro exemplo é o da professora de inglês para crianças Ana Luisa Carneiro de Mendonça. Mãe de Leo, de 1 ano e 10 meses, ela prefere ser parcimoniosa nas repreensões e negociar de maneira mais cuidadosa os limites com o filho. "Proibir tudo sem motivo pode frustrar a criança", raciocina ela. "Só uso o não quando é realmente necessário."

 

 
Fotos: Antonio Milena

O que Leo pode e o que não pode fazer

(1) Depois da escola, Leo, de 1 ano e 10 meses, pode assistir a desenho animado. (2) Fazer bagunça na sala com a mãe também é permitido, desde que ele ajude a guardar tudo no final. (3) Subir em cadeira com perigo de cair não pode. Mesmo que se jogue no chão e faça birra. (4) Molhar as mãos na piscina com os pais ao lado não tem problema. (5) Proibido é deixar de lavar a cabeça no banho: pode berrar à vontade.

São raros os pais que conseguem dosar direito essa fórmula. Geralmente, começam a ceder quando o filho ainda é recém-nascido. Basta que chore no berço antes de dormir e eles prontamente acendem a luz, pegam-no no colo e o levam para dormir na cama do casal. Mais tarde, cedem novamente quando ele, mais crescidinho, se recusa a comer o que os pais lhe oferecem e transforma a hora de desligar a televisão num pesadelo doméstico. Aos poucos, perdem o pé da situação, criando em casa um pequeno déspota. Muitas vezes o resultado dessa ausência de limites dentro de casa só vai aparecer na escola, ocasião em que a criança ou o adolescente começam a dar sinais de problemas emocionais.

Hoje, é enorme a quantidade de instituições que dispõem de serviços especiais para atendimento de alunos com problemas de disciplina e falta de parâmetros de comportamento. E a procura costuma ser grande. "Em muitas famílias, liberdade é confundida com abandono", adverte a psicóloga Andréa Capelato, do Instituto Paulista de Adolescência. "Infelizmente, muitos pais nunca se preocuparam com seus filhos, nem para ajudá-los nos problemas nem para corrigi-los nos erros." Nesse caso, como o Dédalo do mito grego, acabam superestimando o poder de avaliação dos próprios filhos. "Só definir os limites não basta", afirma Andréa. "É preciso observar como os filhos administram a própria autonomia."

"É muito comum os pais não terem a menor idéia do que se passa com os filhos", diz a pedagoga Angela de Azevedo Antunes, coordenadora do departamento de orientação educacional do Colégio Bandeirantes, escola tradicional de São Paulo. "Muitas vezes as crianças e os jovens têm sérios problemas para encarar as mais básicas regras do convívio social", constata. Desde fevereiro, o serviço que ela coordena já realizou aproximadamente 700 atendimentos, de cerca de 2.800 alunos matriculados na escola. Os casos incluem desde dificuldades de concentração e atenção na sala de aula até o uso de drogas e indisciplina. "A maioria dos pais trabalha dez, doze horas por dia e mal consegue ver o filho, que passa a maior parte do tempo na escola", explica Angela. "Tivemos de assumir, pelo menos parcialmente, o papel da família, sob pena de vermos nosso trabalho educacional comprometido."

A ausência dos pais na educação dos filhos é também responsável pelo aumento da clientela nos consultórios psicológicos. É cada vez maior o número de crianças e adolescentes que precisam desse tipo de ajuda. O psicoterapeuta Eugenio Chipkevitch fez uma pesquisa informal sobre o assunto em escolas particulares de São Paulo. Constatou que, em algumas turmas, um terço dos alunos já tinha passado por algum tipo de terapia. "Estamos vivendo uma excessiva medicalização e psicologização das dificuldades das crianças", afirma ele. "Os pais preferem pagar para que seus filhos resolvam essas questões em consultórios psicológicos, em vez de assumir eles próprios a tarefa de ajudar."

Chipkevitch acredita que o problema de autoridade e imposição de limites está particularmente ligado à figura paterna. Tradicionalmente investido da última palavra quando o assunto diz respeito aos filhos, o pai moderno está muito mais preocupado com o trabalho, com as formas de ampliar os rendimentos e com a realização pessoal do que com a educação dos filhos. "O adolescente que flerta com o perigo e com a violência está em busca da figura do pai, investida de autoridade", diz ele. "Às vezes, acaba encontrando-a num delegado de polícia." Por essa razão, segundo ele, pais e filhos precisam ter um relacionamento de respeito e amor mútuos. Outro aspecto crucial é a integridade. O filho deve identificar coerência nos conselhos e orientações que recebe. "Os pais não podem ensinar uma coisa e fazer outra muito diferente", ensina Nílson Machado, professor da Universidade de São Paulo. É preciso também haver alguma afinidade entre as orientações dadas pelo pai e pela mãe. Mesmo casais separados devem fazer um esforço para estar de acordo nesse aspecto. "É muito ruim para os filhos quando recebem dos pais orientações muito diferentes e contraditórias", afirma Machado.

Educar sempre envolveu erros e acertos. Nenhum pai ou mãe tem a receita infalível para transformar os filhos em pessoas felizes e bem-sucedidas. Essa é uma experiência que vem sendo testada e aperfeiçoada desde que a humanidade existe. Tão errado quanto abandonar os filhos é achar que eles devem seguir à risca as fórmulas idealizadas pelos pais. "Os pais não se devem julgar onipotentes", diz Machado. "Nem tudo depende deles. Por melhor que sejam as intenções, não podem obrigar os filhos a ser exatamente o que eles querem." A única receita segura, que jamais deu errado, é fazer tudo com amor e carinho. A pior coisa que pode acontecer com uma criança é ser deixada à própria sorte. Nenhuma pessoa, por mais inteligente e genial que seja, tem a capacidade de educar a si mesma e preparar-se sozinha para os desafios da vida adulta. Essa é uma tarefa dos pais com o natural apoio da escola, dos parentes, dos amigos e de quem mais puder ajudar nesse fascinante desafio que é preparar uma nova geração.

 

Pais devem orientar e proteger

The Guardian
Asha Phillips: "Pais com sentimento de culpa não conseguem dizer não"


Há quatro anos, a psicoterapeuta Asha Phillips, de 45 anos, começou a estudar a falta de limites na educação de crianças e adolescentes. Professora na Clínica Tavistock, de Londres, ela constatou que um número alarmante de pais não consegue dizer não aos filhos. Decidiu então escrever Dizer Não Por que Isso É Importante para Você e Seu Filho, um livro em que ela diz ser possível conciliar disciplina e liberdade. Alguns trechos de sua entrevista ao repórter Eduardo Salgado, para VEJA, em Londres:

Veja Por que muitos pais não conseguem impor limites aos filhos?

Asha Somos de uma geração que cresceu defendendo a liberdade. Tudo que era disciplinador passou a ter um ar militar, autoritário. Não queríamos isso para nós nem para nossos filhos. Só que na educação esse ponto de vista foi nefasto. Já ouvi professores dizerem que não é preciso ensinar os alunos, pois eles aprenderiam naturalmente. Isso é um absurdo. Passamos de um extremo de rigidez para outro, completamente sem limites.

Veja É ruim permitir que os filhos tomem decisões?

Asha Depende da idade da criança e da situação. Em alguns casos, ela pode tomar certas decisões e aprender com os acertos e os erros. O que não está certo é passar-lhe a responsabilidade de todas as decisões. Cabe aos pais protegê-la e orientá-la.

Veja Por que pais têm tanto medo de dizer não?

Asha Porque os filhos reagem como se os pais fossem terrivelmente cruéis. Gritam e choram tanto que muitos pais ficam desesperados, acham que realmente estão fazendo algo errrado.

Veja A ausência de pais que trabalham muito prejudica o desenvolvimento dos filhos?

Asha Mais importante do que a quantidade é a qualidade do tempo que a família passa junta. Pais cansados e sem paciência não ajudam em nada. Pais com sentimento de culpa não conseguem impor limites nem dizer não.

Veja Um pai vê a filha chegar em casa com o cabelo pintado de azul e um brinco no nariz. Isso quer dizer que ela precisa de ajuda?

Asha Caso ela esteja descontrolada, em situação de perigo ou em crise, sim. Mas se for só uma loucura de adolescente, não. É muito pior ter uma filha que nunca sai de casa e está sempre deprimida.

Veja Quando os pais devem dizer não a si mesmos?

Asha Eles não podem dominar a vida de seus filhos. Há pais que querem estar junto em todas as atividades, conhecer todos os amigos. Nessas horas, é necessário se controlar.

 

Colaboraram Daniel Hessel Teich e Juliana De Mari

 

 




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