"Essa confusão dos grampos na questão das teles cheira a beicinho de uma oposição malcriada e golpista"
Gustavo Henrique de B. A. Freire,
Recife, PE


Grampo

Estou acompanhando desde a semana passada o caso dos grampos na presidência do BNDES e concordo plenamente quando, na reportagem ("No ninho dos espiões", 9 de junho), se afirma que isso não pode continuar. O grampo é um desrespeito à privacidade das pessoas. O pior de tudo é que isso vem sendo feito descaradamente. Grampear um telefone tornou-se algo comum e simples, mas não deixou de ser um fato espantoso.
Renata Carlos Steiner, 14 anos
Curitiba, PR

É importante debater quem grampeou e a ilegalidade desse ato, mas é ainda mais fundamental e urgente discutir a ética (ou a falta dela) revelada no conteúdo das gravações.
Carlos d'Andréa
Belo Horizonte, MG

Antonio Miguel Kater Filho

Achei muito oportuna e gratificante a entrevista com Antonio Miguel Kater Filho (Amarelas, 9 de junho). Realmente, a Igreja Católica precisa sair de seu conservadorismo e agir rapidamente com relação à modernidade de outras igrejas. Ou seja, oferecer mais conforto aos fiéis e saber como vender seu produto, a salvação.
Milton Alves de Andrade
Santos Dumont, MG

Sou católica não praticante pelos motivos que Kater defende. Concordo com tudo o que foi dito. Infelizmente, a atual Igreja Católica deixa muito a desejar para seus fiéis e não é à toa que está perdendo devotos para as igrejas evangélicas.
Soeli Rodrigues
Cascavel, PR

Radar

A Marinha realiza presentemente a modernização do Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais, de modo a possibilitar a operação das aeronaves AF-1 Skyhawk. Paralelamente à modernização do Minas Gerais, as aeronaves adquiridas pela Marinha estão recebendo manutenção preventiva no solo, indispensável para passar à fase operativa. No tocante ao pessoal, os pilotos vêm sendo preparados para, dentro das necessárias condições de segurança, após dois anos e meio de curso, conduzir com aptidão as referidas aeronaves. Com esses critérios, estima-se para o mês de novembro a realização dos primeiros vôos dos AF-1 Skyhawk com pilotos da Marinha brasileira ("Asas quebradas", 9 de junho).
Luiz Fernando Palmer Fonseca
Serviço de relações públicas da Marinha
Brasília, DF

Coluna Prestes

Quando se trata de episódios históricos, vividos por homens que deixaram seu nome no panteão da pátria e que as gerações passadas aprenderam a respeitar, não é justo transmitir, especialmente aos mais jovens, informações isoladas. Não tenho dúvida de que as cartas mencionadas e em parte transcritas mereceram respostas convincentes que não estão publicadas; e o afirmo com conhecimento de causa, porque, além de ter sido secretário de Juarez Távora no ministério, tive o privilégio e a honra da sua amizade.
Geraldo C. Gayoso Neves
Rio de Janeiro, RJ

Ponto de vista

De forma objetiva, Stephen Kanitz ("A origem da corrupção", 2 de junho) demonstra que a falta de investimentos nos pequenos quadros de fiscalização e os baixos salários pagos aos nossos auditores contribuem para o grande nível de sonegação fiscal neste país.
Luiz Gonzaga Alves de Souza
Presidente da Associação dos
Servidores Fiscais do Estado da Bahia
Salvador, BA

Executivos

Foi com desagradável surpresa que tomamos conhecimento da reportagem da edição 1601 de VEJA, intitulada "Salários de 1 milhão" (9 de junho), na qual os signatários aparecem como entrevistados. Nosso profundo descontentamento com essa reportagem está baseado nas seguintes razões: quando contatados por VEJA para as entrevistas, fomos informados de que o interesse da revista era destacar estratégias de sucesso de alguns executivos situados em posições de destaque em empresas líderes de mercado. Em nenhum momento, nem de longe, foi mencionado que a abordagem da referida reportagem poderia ser o que foi, com foco sobre os rendimentos pessoais dos entrevistados -- assunto de foro íntimo e sobre o qual nenhum dos signatários discorreu ou aceitaria discorrer em público. Na verdade, a dois dos entrevistados foi assegurado que no âmbito dessa reportagem não se tocaria no aspecto de remuneração. Anexamos cópia do questionário enviado pelo repórter a um dos entrevistados, que caracteriza muito bem a divergência entre o que se cobriu nas entrevistas e o infundado destaque dado aos rendimentos dos entrevistados. Consideramos lamentável a atitude do jornalista autor da reportagem, que nos procurou para, supostamente, colher depoimentos sobre um tema específico de gestão empresarial e dos negócios e colocou os entrevistados em um contexto totalmente diferente do originalmente proposto. O título da reportagem, além de não corresponder à realidade do grupo de entrevistados e obviamente buscar apenas impacto jornalístico, expõe irresponsavelmente os entrevistados, sob vários aspectos, inclusive no tocante à sua segurança pessoal e à de seus familiares.
Alcides Tápias, Alvaro de Souza, Deborah Wright, Maria Silvia B. Marques, Maurício Botelho, Mauro Molchansky, Nildemar Secches, Paulo Ferraz, Paulo Silveira
São Paulo, SP

Diogo Mainardi

Engana-se, em sua análise, o articulista Diogo Mainardi quando diz que qualquer pessoa teria o direito de se tornar escritor, mesmo que nunca tivesse escrito um livro. O projeto define como escritor "aquele que, individualmente ou em colaboração, houver criado obra intelectual escrita, de qualquer gênero ou natureza, publicada, sob qualquer forma ou processo técnico..." ("Quero uma carteirinha!", 2 de junho).
Antonio Carlos Pannunzio
Deputado federal
Brasília, DF

TRT

A respeito da reportagem "Tudo OK no TRT" (9 de junho), venho esclarecer que a Telebrasília comunica a existência de 25 e não de 48 chamadas do juiz Nicolau para telefones celulares usados eventualmente por mim, das quais 22 têm apenas segundos de duração, tempo insuficiente para qualquer conversa, confirmando minha informação de que havia falado com o juiz duas ou três vezes. Nunca neguei haver negócios do Grupo OK com o Grupo Monteiro de Barros nas áreas de agropecuária, empréstimos e empreendimentos imobiliários. Ao procurar o deputado Fassarella, o fiz atendendo à solicitação do Judiciário do DF, que buscava a transferência dos recursos cortados do TRT de São Paulo para a instalação de Juizados Especiais no DF. Pelas declarações irresponsáveis que fez, o deputado está sendo processado por danos morais.
Luiz Estevão
Senador
Brasília, DF

 


 
 


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