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Ternura zero
Na combalida Califórnia, as candidatas republicanas prometem
virar a mesa

Lizia Bydlowski
Reed Saxon/AP
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Quando um estado está atolado em problemas financeiros
e à beira da falência, a ponto de nem Arnold Schwarzenegger conseguir
tirá-lo do buraco, a quem se deve apelar? A um executivo com boa ficha
corrida no ramo da administração de empresas. Ou, no caso, a uma
executiva. Uma não - duas. Foi seguindo essa linha de raciocínio
que o Partido Republicano da Califórnia indicou, pela primeira vez na
história, duas candidatas mulheres às vagas de governador e senador,
a ser disputadas em novembro. E que mulheres: Meg Whitman, 53 anos, por
dez anos (até 2008) CEO do site de leilões eBay, negócio
que pegou com trinta funcionários e 4 milhões de dólares
e entregou com 15 000 empregados e 8 bilhões de dólares; e Carly
Fiorina, 55 anos, por seis anos (até 2005) CEO da Hewlett-Packard
e nesse período destaque de toda e qualquer lista de mulheres mais poderosas
do mundo. "Políticos profissionais, tremam, pois vão ter
de encarar seu pior pesadelo: duas mulheres de negócios do mundo real
que sabem criar empregos, equilibrar orçamentos e fazer as coisas acontecer",
proclamou a loira Meg na noite da vitória, que dividiu com Carly, de
cabelos escuros por ainda estarem crescendo depois de um período de quimioterapia
para tratar um câncer de mama. Além de duronas com muito orgulho,
Carly, que só de indenização ao ser dispensada ganhou 20
milhões de dólares, e principalmente Meg, patrimônio avaliado
em 1,4 bilhão de dólares, já puseram milhões do
próprio bolso na campanha, e prometem mais. Califórnia, prepare-se.
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