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Ancestrais de Charles Miller e Luis Fabiano "Excelente
reportagem sobre hereditariedade! Espero que Luis Fabiano evoque seus antepassados
na África, seja artilheiro da Copa de 2010 e ajude a trazer para a sua
terra natal a taça mais cobiçada do planeta." Parabéns pela reportagem "Unidos pelo futebol...
e pelo DNA" (9 de junho). Sempre discuti com aqueles que insistem em discriminar
os outros com base na cor da pele. Com essa reportagem brilhante de VEJA, baseada
em fatos científicos, não preciso mais discutir com ninguém:
vou apenas indicar sua leitura. A
poucos dias da Copa do Mundo na África do Sul, VEJA "mapeou"
a importância da carga genética no desenvolvimento de uma atividade
esportiva sem, contudo, desvalorizar o trabalho e o ambiente favorável
na formação desses craques. Parabéns. Li
com grande interesse a reportagem sobre o ancestral comum de Charles Miller e
Luis Fabiano. Imagino que daqui a alguns anos será possível fazer
um estudo evolutivo de uma cidade com grande diversidade cultural. Certamente,
o resultado mostraria que, em determinada época, os antepassados da população
vieram de um mesmo lugar, separando-se pelo planeta ao longo da história.
Entre as seleções dos 32 países participantes, temos jogadores
de diversas regiões do mundo, que voltam ao continente onde os seus antepassados
em comum iniciaram o caminho pela evolução do Homo sapiens. Ótima
reportagem sobre o mapeamento das migrações humanas com base no
DNA. Apenas gostaria de atentar para o fato de que os judeus vitimados no holocausto
foram 6 milhões, e não 5 milhões, como VEJA informou.
Centrais sindicais em campanha por Dilma Paulo Pereira da Silva, o Paulinho
da Força Sindical, sempre promovendo eventos sindicais com o dinheiro dos
trouxas ("Ao contribuinte, a conta", 9 de junho). Fez festa com os sindicalistas
para desviar a atenção de seus rolos, tentando desmoralizar outros
candidatos honestos e apoiando um dos governos mais corruptos deste país. A
promiscuidade entre o governo e o sindicalismo é mais uma faceta da farra
que Lula faz com o dinheiro público. O que se observa, além dessa
nefasta simbiose, é a proliferação de sindicatos sem representatividade
alguma, com a finalidade única de saquear o bolso do trabalhador por meio
das taxas obrigatórias de contribuição. Sem dúvida,
querem transformar o Brasil numa república sindicalista já
não bastasse a grande quantidade de ex-dirigentes sindicalistas que hoje
se beneficiam de polpudos salários no governo do PT.
Ação israelense contra a flotilha Apesar de concordar com a conclusão da reportagem
"Uma mão suja a outra" (9 de junho), fico chocado com a onda
de protestos anti-Israel que se espalha com cada vez mais vigor e virulência,
a ponto de influenciar decisões da ONU. Aquele conflito só terá
chance de caminhar para um acordo se, como diz o dito popular, "alguém
piscar". Como, aparentemente, ali ninguém está disposto a "piscar"
para o outro lado, é provável que um acordo só aconteça
depois de uma grande tragédia não deixar pedra sobre pedra. Concordo
plenamente com o artigo "O maior inimigo de Israel" (9 de junho), de
Gustavo Ioschpe. Israel deveria ter lançado mão de outros métodos
para impedir a chegada do comboio. A perda de vidas é inaceitável,
mais ainda quando se trata de civis. É lamentável a decisão
do governo de Israel de manter o bloqueio a Gaza e rejeitar a apuração
dos fatos. Somente uma investigação internacional imparcial, com
a participação de representantes de Israel, pode averiguar se os
manifestantes levavam armas e se tinham ou não ligação com
grupos terroristas. É fundamental que fatos como esse não mais se
repitam. Essa crítica não deve, contudo, ser confundida com qualquer
tolerância ao terror. O apoio a grupos que lutam pela destruição
do estado de Israel é incompatível com a paz e a democracia. Quando
ouvi a notícia pelo rádio, de manhã, a primeira coisa que
pensei foi: é provocação travestida de missão humanitária.
Gente lúcida sabe muito bem as reais intenções dos mentores
desse tipo de ação. Portanto, acho que o articulista Gustavo Ioschpe
não tem o direito de falar em nome de todos quando afirma que Israel "criou
vergonha entre seus apoiadores". Apreciei
muito o artigo de Gustavo Ioschpe sobre Israel e a situação do Oriente
Médio. Sou descendente de árabes, amigo do povo judeu e considero
excelentes essas opiniões lúcidas e equilibradas, equidistantes
dos radicalismos em conflito. Fronteiras certas e reconhecidas do estado hebreu,
formação do estado palestino em Gaza e na Cisjordânia e cessão
de uma parte de Jerusalém pelos envolvidos são requisitos indispensáveis.
Já é hora de findar-se o pesadelo da guerra sem fim, em favor de
uma paz duradoura.
Hebe Camargo e o câncer O
testemunho da apresentadora Hebe Camargo ("O câncer não é
um monstro", 9 de junho) não só serve como um alento a pacientes
portadores de câncer como ajuda os médicos oncologistas, pois cria
um exemplo real e maravilhoso para que se desmistifique o câncer
uma doença tratável, e não uma sentença de morte. Assim
como o diamante, o amor pela vida da apresentadora Hebe Camargo é eterno.
Parabéns pela entrevista. Realmente, o câncer
não é um monstro se você o descobrir logo no início,
se não for tão agressivo e se você tiver condições
de pagar os melhores tratamentos para não depender do Sistema Único
de Saúde (SUS), no qual sempre há máquinas de radioterapia
quebradas ou inutilizadas por falta de profissionais que as operem. Para a grande
maioria das pessoas, o câncer é um monstro, sim. Fico feliz pela
Hebe, por ter conseguido vencê-lo. Pena que nós,
reles mortais, não tenhamos a sorte de Hebe ou de José Alencar.
Perdi há poucos dias uma irmã, internada no interior do Rio de Janeiro.
O diagnóstico era similar, mas lá não havia os medicamentos
necessários. O primeiro exame só foi realizado vinte dias após
a internação. Dependemos do SUS, e, para a gente, o câncer,
ou qualquer outra doença crítica, é um monstro.
Artigo de Lya Luft Sábias e tocantes as palavras de Lya Luft
("Os enigmas da adição", 9 de junho). Tenho um irmão
alcoólatra e sei quão difícil é para uma família
lidar com alguém que padece de tal vício, principalmente pelo fato
de o álcool ser uma droga lícita e altamente disseminada na sociedade
isso sem falar da avalanche mercadológica a que somos submetidos
diariamente para consumi-la. Lya
Luft, com clareza, simplicidade e sensatez, fala de algo tão complexo e
doloroso quanto a droga. Das drogas lícitas, inclusive. Fumei por longos
anos, mas estou há dezoito meses longe do cigarro e tenho a certeza de
que jamais voltarei a ele. Primeiramente, foi uma decisão firme, precedida
de um profundo diálogo entre minha alma e meu cérebro. Depois da
decisão, compensei meu coração com prazeres sem, contudo,
transformá-los em novos vícios. A vida sem o cigarro ficou mais
cheia de vida: mais intensa e prazerosa. Bastou-me tão somente coragem.
Os aloprados e a tentativa de espionagem Mais uma vez mostra-se
aos eleitores o modo de operar das campanhas petistas ("Era para levantar
tudo, inclusive coisas pessoais", 9 de junho). Os operadores do esquema estão
perfeitamente identificados pelo executor contratado, que não aceitou a
missão; o financiamento, como manda a tradição, seria com
dinheiro público, que enriqueceu um prestador de serviços do governo
Lula; e o beneficiado seria a candidata petista, que, ao estilo do seu criador,
não sabia de nada. Em cada ano eleitoral,
deparamos com a quadrilha do PT fabricando dossiês falsos para tentar alcançar
seus objetivos. Passando por cima da lei e tentando destruir a reputação
alheia. Cada vez mais o PT me convence de que ele precisa estar longe do poder.
Diplomacia brasileira Instigante
a reportagem "A cruzada do Itamaraty" (9 de junho), sobre a abertura
de 68 novas embaixadas e consulados pelo presidente Lula. O assunto, que em princípio
provocaria discussões sobre a real necessidade de o Brasil estar representado
em países de pouco significado econômico, começa a evidenciar
uma das mais perversas faces de nossa política clientelista e retrógrada.
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado
aprovou por unanimidade a indicação de um ex-deputado capixaba (José
Carlos da Fonseca Júnior) reprovado nas urnas e condenado por envolvimento
na "máfia dos sanguessugas". Ele ficará à frente
da embaixada em Mianmar, na Ásia.
Radar Com relação
à nota "Petrobras, paixão por eleição" (Radar,
9 de junho), a Petrobras esclarece que o aumento de anúncios da companhia
na mídia em 2010 se deve à contratação de pacotes
publicitários relacionados à Copa do Mundo. Os anúncios foram
publicados em revistas e exibidos na TV Bandeirantes. Também em 2010 foram
veiculados anúncios relativos aos Jogos Olímpicos de Inverno. Portanto,
não existe nenhuma relação entre investimentos em publicidade
da Petrobras e o ano eleitoral.
Gripe A equinácea
é um medicamento fitoterápico registrado na Anvisa e, de acordo
com a Instrução Normativa 05/2008, é "indicado como
preventivo e coadjuvante na terapia de resfriados e infecções do
trato respiratório e urinário". A produção de
medicamentos fitoterápicos segue normas empregadas na indústria
farmacêutica, é fundamentada em pesquisas clínicas e toxicológicas
e tem sua qualidade assegurada por meio de tecnologias analíticas avançadas
("O que ajuda (ou não) a resistir à estação da
gripe", Guia, 2 de junho).
Diversão Em
nome de SeaWorld Parks & Entertainment, o grupo que hoje administra dez parques
nos Estados Unidos, sendo três deles em Orlando, eu gostaria de informar
que, ao contrário do que foi publicado na reportagem "No reino de
Harry Potter" (9 de junho), o parque Aquatica não pertence ao complexo
Walt Disney World Parks & Resorts. Ele faz parte do portfólio da SeaWorld
Parks & Entertainment, que não possui nenhum vínculo com os
produtos e marcas Disney. Guia da Copa da África do Sul Nós, filhos do saudoso
Mauro Ramos de Oliveira, ficamos indignados com a citação "roubou
a vaga de titular e a braçadeira de capitão do amigo Bellini"
(Guia da Copa de 2010, 2 de junho). Ele conquistou a vaga em campo, ao ser titular
em todas as partidas amistosas pré-Copa de 1962. Quanto ao senhor Hideraldo
Luiz Bellini, ele e nosso pai não eram apenas amigos eram como irmãos.
Ainda hoje, quando existe algum impedimento de uma das famílias para representá-los
em determinado evento, fazemos questão de suprir essa ausência.
Correção: Na reportagem "Unidos pelo futebol... e pelo DNA" (9 de junho), o correto é: as variações genéticas que tendem a produzir pele clara só se firmaram como mutações vantajosas para os grupos humanos que foram povoar as latitudes mais altas, e não as mais baixas.
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