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Caberia à argentina Impsa produzir as dezoito turbinas que serão usadas na hidrelétrica de Belo Monte, um negócio estimado em 5 bilhões de reais. Ao menos, era isso que previa seu acordo com o consórcio vencedor da licitação, capitaneado pela estatal Chesf. Depois do leilão, a situação mudou. A liderança do grupo passou, de maneira nada usual, para a Eletronorte e ela decidiu exigir uma nova cotação de preços não só da empresa argentina como também da francesa Alstom e outros fabricantes. A Impsa, que teme que o acordo inicial não seja cumprido, engavetou os planos de ampliar sua fábrica sediada em Pernambuco. Há vinte dias, seu presidente, Enrique Pescarmona, relatou o caso ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos. No Congresso, a história já virou um imbróglio.
A grampolândia do Nordeste O Ceará virou a terra do grampo oficial. Lá, o governo Cid Gomes dispõe de, pelo menos, quatro sistemas Guardião, aquele que vai ampliando automaticamente a rede de escutas a partir de um único investigado. A Secretaria de Segurança tem um equipamento, o Ministério Público possui outro e a polícia estadual, um terceiro. Até a Secretaria da Fazenda dispõe do seu, para pegar sonegadores. As autoridades cearenses alegam que o sistema do Fisco é acionado apenas mediante autorização judicial e é operado por policiais. Desde que entrou em funcionamento, em 2009, o grampo ajudou a aumentar a receita do estado em 9,5%.
O homem de Lula O novo presidente do Conselho de Administração da Telebrás deverá ser César Alvarez, secretário particular do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A indicação de um homem de sua confiança para o lugar hoje ocupado por Ronaldo Dutra de Araújo reflete a decisão de alterar todo o comando da estatal antes do início do plano de popularização da banda larga. Atualmente, o conselho é composto de indicados do PMDB mineiro.
Nas asas do sucesso
O projeto do cargueiro militar da Embraer, o KC-390, atrai interesse internacional. O primeiro a pedir parceria foi o primeiro-ministro português José Sócrates. Ele tenta convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a construir partes do avião nos arredores de Lisboa. Na semana passada, a presidente argentina Cristina Kirchner avisou que seu país quer participar da construção do cargueiro, cujo protótipo está orçado em 1,3 bilhão de dólares e deverá decolar em 2015. Indústrias do Chile, Colômbia e África do Sul, com apoio dos respectivos governos, também bateram às portas da Embraer.
Sabotagem brasiliense Um grupo de aliados (mas nem tanto) do Planalto tenta nesta semana uma última cartada para implodir a aliança governista que dará apoio a Agnelo Queiroz petista que disputará o governo do Distrito Federal com Joaquim Roriz (PSC). O objetivo desse pessoal é impedir que o PT reproduza em Brasília o quadro plebiscitário da eleição federal com o lançamento de um único candidato ao governo. Se for bem-sucedida, a operação terá dois beneficiários. Um é o governador Rogério Rosso, do PMDB, que poderia concorrer à reeleição. O outro é o líder do PTB no Senado, Gim Argello, que tenta viabilizar seu próprio palanque.
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