Edição 1858 . 16 de junho de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Lya Luft
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
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Cartas

 

"Com a reportagem pude perceber que ainda existem pessoas sensatas e coerentes tentando fazer com que o Brasil evolua. Obrigado, VEJA!"
Danillo Ferreira do Nascimento, 18 anos
Feira de Santana, BA

Antonio Palocci

Ao ler a esplêndida reportagem sobre o ministro Palocci, e observando a desavexada postura do ministro José Dirceu, foi inevitável a comparação: Palocci revive Maquiavel, ao passo que José Dirceu é o próprio Leviatã ("Ele venceu", 9 de junho).
Paulo de Almeida Santos
Teófilo Otoni, MG

Muito oportuna a reportagem de capa com o médico Antonio Palocci Filho, que, por sua serenidade e seriedade, se impôs como o mais importante ministro do governo Lula. Parabéns, senhor ministro, por sua determinação e coragem de dar continuidade aos trabalhos iniciados pela gestão anterior.
Luiz Thadeu Nunes e Silva
Por e-mail

Está provado que os discretos herdarão o reino dos céus! O ministro Palocci soube atravessar as adversidades com coerência e responsabilidade; assim sendo, o reconhecimento lhe é mais do que justo.
Cássio Marinho
Osasco, SP

Não entendi! Palocci venceu o quê? A miséria aumentou, o desemprego também, sem contar a violência. Ah, já tinha esquecido: as denúncias de corrupção de auxiliares de ministros do governo crescem acentuadamente. Onde então está a vitória?
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

O ministro Jaques Wagner gostaria de deixar claro que nunca fez nenhuma crítica ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ou à política econômica do governo que valha a pena ser incluída na matéria entre "...os que nem sempre ajudam". Pelo contrário. Jaques Wagner muito tem ajudado o ministro da Fazenda. Nas duas reuniões do CDES realizadas neste ano, ele colocou o conselho em defesa da política econômica do ministro Palocci. Na reunião de 11 de março, sobre a política industrial, insistiu na realização do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da política econômica, considerado um dos mais veementes já feitos, até hoje, pelo chefe do governo. E na última reunião, em 13 de maio, o próprio ministro Antonio Palocci passou cinco horas no CDES. Fez uma apresentação da sua política econômica e, depois, respondeu a perguntas dos conselheiros. Tudo ao lado de Jaques Wagner. Nessa reunião, Palocci contou com mais um discurso de apoio do presidente Lula e do próprio Jaques Wagner.
Sonia Carneiro
Assessora do ministro Jaques Wagner
Brasília, DF

 

Nancy Rigotti

Muito interessante a entrevista com a doutora Nancy Rigotti. Ela cita várias doenças provocadas pelo tabagismo. Como especialista em cirurgia da coluna vertebral (sou cirurgião de coluna com especialização nos Estados Unidos pela Twin Cities Spine Center, de Minneapolis, MN), gostaria de acrescentar à sua lista mais dois: a nicotina pode provocar dor nas costas. O efeito do cigarro sobre os discos intervertebrais é a diminuição de sua nutrição, que leva à desidratação e à instabilidade, provocando lombalgia. Outro problema é a pouca chance que o fumante tem de integração dos enxertos ósseos utilizados nos tratamentos cirúrgicos dessas instabilidades vertebrais. Isso é tão sério que nos Estados Unidos o fumante precisa abster-se do uso do cigarro por um período de até um ano antes de ter sua cirurgia de coluna realizada.
Rogério Kipper Picada
Cruz Alta, RS

Tenho estudado o tabagismo entre adolescentes desde 1998, sendo esse o tema da minha dissertação de mestrado na UFBA e meu atual projeto para o doutorado (tabaco, álcool e maconha). Observei que, quanto mais precoce a experimentação do tabaco, maior é a prevalência do tabagismo. Estudos têm mostrado que a nicotina é capaz de causar dependência por toda a vida, pois modifica as conexões cerebrais.
Adelmo Machado Neto
Salvador, BA

 

Carta ao leitor

Não há leitor consciente que não se orgulhe da capacidade de VEJA de sintetizar com tanta objetividade um assunto da magnitude do salário mínimo no Brasil. Por extensão, a revista denunciou o ridículo e demagógico espetáculo encenado pelos deputados que sabem que, de acordo com a Constituição de 1988, qualquer centavo a mais de aumento seria inconstitucional, levando à falência nosso frágil sistema previdenciário e comprometendo até o Tesouro Nacional. VEJA prestou mais um serviço de utilidade pública ("Muito barulho por nada", Carta ao leitor, 9 de junho).
Rufino Almeida
Belém, PA

 

Stephen Kanitz

Gostaria de recomendar, entusiasticamente, a figura do administrador por Harvard Stephen Kanitz para o próximo Nobel de Economia pelo seu brilhante artigo "A razão da estagnação" (Ponto de vista, 9 de junho). A forma de calcular juros do senhor Kanitz certamente fará história.
Vítor F. Reichelt
Porto Alegre, RS

Oportuna e prazerosa a leitura do artigo do senhor Kanitz, a respeito da verdadeira taxa de juros e seu aspecto nominal no país. Uma aula de economês para os nossos olhos. Parabéns a VEJA e ao articulista. É por essas e outras que VEJA é indispensável no que se refere a informação, entretenimento e, principalmente, esclarecimento.
Elson Araújo da Silva
Brasília, DF

 

Ministério Público

Cumprimento VEJA pela conclusão de que há necessidade de o Ministério Público proceder à investigação, como sempre fez. Entendimento contrário significará um retrocesso não só para a instituição, mas também para a sociedade, destinatária de nosso serviço ("Pior que mordaça", 2 de junho).
Ivory Coelho Neto
Presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

 

Ministério da Saúde

Na reportagem "Vampiros no gabinete" (9 de junho) foi estampada minha foto ao lado do ministro Humberto Costa. A foto não tem nenhuma relação com os fatos e foi tirada em solenidade no Palácio do Planalto com o presidente da República, o ministro e os premiados da II Mostra Nacional de Produção e Saúde da Família.
Márcia Helena D. Nomelini
Uberaba, MG

 

STF

A propósito da matéria com que fui brindado por VEJA na edição de 9 de junho ("O Febeapá da OAB"), sinto-me no dever de prestar alguns esclarecimentos. VEJA considerou "um desatino" a menção à inconstitucionalidade do salário mínimo. Não se trata, porém, de juízo de valor, emitido arbitrariamente pelo presidente da OAB, mas de fato objetivo, constatável a quem se der ao trabalho de ler o inciso IV do artigo 7º da Constituição de 1988. Se há desatino, consiste em fazer vista grossa a um preceito constitucional. VEJA atribui-me a "grosseria" de ter criticado o salário mínimo de 260 reais perante o presidente Lula. Não fiz, porém, menção a esse ou nenhum outro valor. Mencionei a inconstitucionalidade do ponto de vista histórico. Não particularizei o governo Lula. Busquei chamar atenção para uma impropriedade social e jurídica que precisa ser corrigida e que confirma o vexame de sermos um país onde as leis – mesmo as normas constitucionais – "não pegam". Com relação à pecha de "grosseiro", é facilmente desmentível por quem se dispuser a ler o discurso.
Roberto Busato
Presidente do Conselho Federal da OAB
Brasília, DF

 

Superior Tribunal de Justiça

Metade dos cargos de confiança do Superior Tribunal de Justiça destina-se aos servidores do quadro permanente, conforme a lei nº 10475 de 2002. Depois de obedecida essa disposição, o presidente pode recrutar auxiliares no mercado de trabalho e em universidades ou requisitar profissionais do serviço público para as restantes 533 funções de confiança. Desse número, o ministro Edson Vidigal nomeou apenas 25 pessoas, cerca de 4% do total. E dentro da exigência legal de curso superior, competência e confiança, como faculta a lei. No Conselho da Justiça Federal, também presidido pelo ministro, a reserva para servidores do quadro é de 90% do pessoal. Das 183 funções de confiança restantes, foram nomeadas onze pessoas. Nada há de errado nem de oculto nessas nomeações, todas publicadas no Diário Oficial ("Vagas abertas", 2 de junho).
Luiz Adolfo Pinheiro
Coordenador de comunicação social do STJ
Por e-mail

 

Caso Ágora

Em virtude da reportagem "Quem precisa de inimigos?" (26 de maio), publicada na edição 1 855 desta revista, gostaria de esclarecer que eu, Paulo Kioji Takano, nada tenho a ver com a Takano Consultoria, empresa mencionada na referida reportagem. Muito embora na matéria tenha sido esclarecido que a Takano Consultoria, responsável pela emissão da nota fiscal, não existe, gostaria que fosse prestado este esclarecimento para que não haja reflexos na minha pessoa e na minha empresa, a União Auditores Independentes.
Paulo Kioji Takano
União Auditores Independentes
Brasília, DF

 

André Petry

Absolutamente fantástico, claro e realista o texto do articulista André Petry ("Estupidez em nome de Deus", 9 de junho). A maior parte das tragédias humanas nos últimos 2.000 anos está relacionada à religião. As Cruzadas, a Inquisição e a guerra santa dos muçulmanos são exemplos evidentes de que não precisamos de instituições intransigentes que só fazem atrasar o progresso e a felicidade humana. A vida é aqui, e a felicidade tem de ser agora. Não tenho pressa para chegar ao paraíso.
Marcos Wehmuth
Rio do Sul, SC

Belíssimo o artigo que André Petry nos proporcionou na semana passada. É disso que precisamos, informação e um Estado laico, ético e saudável. Proibir as pesquisas com células-tronco embrionárias é dizer sim à evolução natural das doenças degenerativas e à morte. Regulamentá-las é dizer sim à saúde, à medicina responsável, à vida. Em 2001, o Nobel de Medicina David Baltimore publicou um artigo dizendo justamente isso, o perigo que seria estagnar as pesquisas com células-tronco embrionárias. Milhões de pessoas serão beneficiadas com a pesquisa científica, que, além de salvar vidas, colocará o Brasil num patamar de avanço tecnológico competitivo e producente.
Andréa Bezerra de Albuquerque
Presidente do Movimento em Prol da Vida
São Paulo, SP

 

Demografia

Parabéns pela reportagem sobre demografia ("A multiplicação da pobreza", 9 de junho). É incrível como esse aspecto é tão escondido nas matérias sobre os problemas brasileiros. Espero que a reportagem de VEJA aumente a consciência dos brasileiros e gere a necessária pressão para que nossos políticos tomem medidas para educar a população no sentido da paternidade responsável.
Daniel Druwe Araújo
São José dos Campos, SP

 

Veja essa

Na página 37 da edição 1 857, está escrito: "Do jornal portenho El Clarín..." (Veja essa, 9 de junho). Esse jornal, que já circula há 58 anos, dezoito dos quais trabalhei nele, tem por título simplesmente Clarín, sem o artigo El.
Manuel Epelbaum
Por e-mail

 

CORREÇÕES: Diferentemente do que foi publicado na edição especial VEJA Porto Alegre – O Melhor da Cidade (12 de maio), a rede Feira da Fruta mantém esse nome. Somente a loja da Rua dos Andradas alterou sua denominação para Essência da Fruta. As lojas Feira da Fruta funcionam no Shopping Praia de Belas e no Bourbon Ipiranga. Emerson Fittipaldi é bicampeão de Fórmula 1, e não tricampeão brasileiro de F1 (Veja essa, 9 de junho).

 

 
PIONEIROS DO EVEREST

A nota "Novo recorde nas alturas" (2 de junho), sobre o feito do nepalês Pemba Dorjie Sherpa, que atingiu no mês passado o cume do Monte Everest em oito horas e dez minutos, o menor tempo registrado até hoje, informou que "o primeiro montanhista a chegar ao topo do Everest foi o inglês Edmund Hillary, em 1953". Os leitores Rory Cordeiro e Silva, de Curitiba, e Bernardo Valle Moura (por e-mail), fizeram duas importantes observações: "Na verdade, Edmund Hillary é neozelandês, nascido em Auckland, e chegou ao topo do Everest junto com o xerpa Tenzing Norgay. O mérito de ser os primeiros cabe aos dois montanhistas", diz Cordeiro e Silva. Hillary e Norgay alcançaram o cume do Everest às 11h30 do dia 29 de maio de 1953, pelo lado sul, a 8.848 metros de altitude. Saiba um pouco mais sobre a conquista dos dois montanhistas.


DA INTERNET: Mais sobre a conquista dos montanhistas
www.hillarytrust.co.nz
www.tenzing-norgay.com
www.nationalgeographic.com/
everest
ARQUIVO VEJA
Mistério no topo do mundo (12/5/1999)

 

O KREMLIN

Na reportagem "O dono de Moscou" (2 de junho), a foto identificada como sendo do Kremlin é, na verdade, da Catedral de São Basílio. O leitor Victor Manzini Bulamah notou o engano: "O Kremlin é uma espécie de triângulo murado, com 750 metros de extensão de cada lado, erguido no século XI. A Catedral de São Basílio foi construída no século XVI, sob as ordens do czar Ivã IV, o Terrível". O Kremlin é um complexo de palácios (entre eles o Grande Palácio do Kremlin e o Palácio Estatal do Kremlin), igrejas (da Deposição do Manto de Virgem, de Terem, dos Doze Apóstolos) e catedrais (de São Miguel Arcanjo, da Anunciação, da Dormição). A Catedral de São Basílio fica do lado de fora da muralha leste do Kremlin, na Praça Vermelha. A revista on-line Tchekhov apresenta um mapa detalhado do lugar (http://www.tchekhov.com.br/anterior/Torre_ map.htm).
 
 
 
 
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