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Edição 2008

16 de maio de 2007
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Alegorias e adereços

Os especialistas são unânimes ao afirmar que nem mesmo o melhor equipamento de home theater do mundo é capaz de criar ambiente de cinema sem dois ingredientes básicos: tratamento acústico e iluminação adequada. O que eles indicam

Ivan Hunter/Digital Vision/Getty Images

JANELAS
Persianas e cortinas melhoram a acústica e reduzem a iluminação natural. Se a TV fica na parede oposta à da janela, considere a compra de um blecaute

LUMINÁRIAS
Não devem ficar próximas à televisão, sob o risco de produzir reflexos na tela

PAREDES
Para fugir de ecos, escolha revestimentos como papel de parede texturizado, palha natural ou tecidos

PISO
Prefira tapete ou carpete. Materiais lisos, como mármore e cerâmica, também refletem demais o som e provocam eco



O teste dos chineses

Novas marcas de eletrônicosà venda no Brasil, como Digistar, Simz, GPX e Regente, têm pelo menos duas características em comum: vêm da China e são completas desconhecidas da maioria dos brasileiros. Elas chamam atenção basicamente por oferecer preços mais baixos que os dos concorrentes. A pedido de VEJA, os especialistas fizeram uma apreciação sobre os aparelhos de TV de tais marcas. Eis as conclusões a que chegaram.

QUALIDADE
A diferença das TVs chinesas para as das marcas conhecidas é praticamente imperceptível aos leigos, embora seja notada pelos especialistas: elas perdem um pouco na definição da imagem e na pureza do som

ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Não há, salvo nos casos (raros) de lojas que, para conquistar a clientela, fazem convênios com empresas especializadas em manutenção de aparelhos

GARANTIA
No caso das TVs chinesas, é de apenas três meses – contra uma média geral de um a três anos

PREÇO*
As chinesas custam 3600 reais, na comparação com os modelos de TV da concorrência, que custam em média 4 000 reais – ambas de 42 polegadas e tela de plasma

Conclusão dos especialistas: o preço 10% mais baixo das TVs chinesas não compensa a curtíssima garantia nem as futuras dores de cabeça com o conserto dos aparelhos



O aprendizado do engenheiro

Fabiano Accorsi


O que o engenheiro civil EUGÊNIO SUPLICY, 48 anos, descobriu com o seu home theater

1. Vale a pena testar o sistema com cinco caixas – antes de comprar um com seis ou até sete caixas – mesmo numa sala espaçosa. Sai mais barato e em alguns casos funciona. O engenheiro, que optou pelo modelo mais simples, não sentiu diferença no resultado

2. Não trazer o equipamento dos Estados Unidos. Custa menos, mas pode causar dor de cabeça na hora do conserto. É difícil encontrar quem preste assistência técnica



*Preços médios apurados em lojas de varejo
Fontes consultadas por VEJA: Denis Chinmei (da Fnac); Ignácio Herrero (do Home Theater Center); Josias Cordeiro (da Josias Studio); e Roberto Molnar (da Roberto Molnar)

Com reportagem de Flávia Pinho

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