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Edição 1 700 - 16 de maio de 2001
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]

FUTEBOL

Teixeira intervém na seleção

Ricardo Teixeira resolveu baixar a mão forte na convocação da seleção para o próximo e decisivo jogo para as eliminatórias da Copa, no dia 1º de julho, contra o Uruguai. Na lista a ser anunciada por Leão estarão todos os que Teixeira julgar com a experiência necessária para a partida. Isso significa que Cafu, Mauro Silva e Djalminha estão com lugar garantido entre os 22 convocados. Pelo menos nas eliminatórias, ele não quer mais experiências com novatos. E mais: o grupo ficará quinze dias treinando duro antes do jogo.

 

PETRÓLEO

A boa nova de Reichstul

Enfim, Henri Philippe Reichstul dará uma boa notícia aos brasileiros: nos próximos dias, será anunciada a descoberta pela Petrobras de um novo campo petrolífero na Bacia de Campos.

 

ECONOMIA

Doce demissão

O ex-presidente do Banco do Brasil Paolo Zaghen está proibido de reclamar da vida. Há pouco mais de um mês, foi demitido da presidência do BB pelo ministro Pedro Malan. Sem alarde, o governo aninhou-o como o número 1 da Brasilcap. Parece um cargo de menor importância, quando cotejado ao posto máximo do BB. É, pode ser. Mas do bolso de Zaghen nunca se ouvirá uma queixa. Aos números: seu salário passou de 8.000 para 23.000 reais; fora o bônus, que no ano passado chegou a 200.000 reais na Brasilcap, enquanto no BB foi de 25.000.

A farra dos advogados

O banco Opportunity, do baiano Daniel Dantas, gastou no ano passado 12 milhões de dólares com advogados. Tem sob contrato pelo menos duas dúzias de escritórios de advocacia trabalhando duro para descascar seus abacaxis. Nossa, quanta encrenca!

Escalada milionária

A remuneração de altos executivos, que já anda pela estratosfera, ganhou mais um recheio, segundo nota o headhunter Antônio Carlos Martins. É a chamada taxa de retenção, que serve para que as empresas segurem os executivos top em seu quadro. Funciona assim: além de tudo que oferece, a companhia dá o equivalente a um salário anual por um prazo de três anos, em que o executivo se compromete a ficar na empresa. A idéia é evitar que eles sejam seduzidos pelas luvas milionárias ofertadas por concorrentes. Um dos que acabaram de assinar um contrato assim foi Manoel Horácio da Silva, número 1 da Telemar.

Avanço francês

A L'Oréal quer comprar a Bozzano, que pertence à Revlon. O processo de due diligence já começou.

Estrangeiros de araque

A investigação da Receita Federal sobre fraudes na CPMF está identificando centenas de casos de investidores estrangeiros que utilizam CPFs falsos em suas contas. Mas o faro apurado dos técnicos da Receita indica que há uma travessura por trás disso: a maioria desses "estrangeiros" são na verdade brasileiros que mantêm contas no exterior.

 

"A CPI da Nique"

Joedson Alves/Ag. Estado
Rebelo: coerência mantida a qualquer custo


Além de autor do projeto que prevê a restrição do uso de palavras estrangeiras no Brasil, o deputado paulista Aldo Rebelo é também o presidente da CPI da Nike. Bem, é aí que mora o problema. Para manter a coerência a qualquer custo, Rebelo só se refere à CPI como "da Nique" – assim mesmo, horrivelmente aportuguesado. Parece mentira, mas é sério.

 

POLÍTICA

Jatinhos de campanha

O comandante Rolim Amaro, dono da TAM, decidiu dar um desconto de 30% aos presidenciáveis (e suas respectivas entourages) que alugarem os jatinhos de sua companhia na eleição do ano que vem. Nada mau para aqueles que não conseguirem descolar um jatinho com um empresário caridoso, daqueles que surgem aos borbotões nas campanhas.

Operação abate

José Serra tem trabalhado ativamente nos bastidores pela cassação de ACM e José Roberto Arruda.

 

RACIONAMENTO

Brincadeira perigosa

Quando foi divulgado que poderia constar do plano de racionamento um cálculo da média de energia utilizada nos três meses anteriores ao início do programa, gente graúda da indústria de brinquedos mandou um recado malandro às empresas: usem a energia na capacidade máxima. O objetivo era que suas médias ficassem mais altas e, de acordo com o plano em estudo, obtivessem descontos durante o racionamento. É a velha máxima de "levar vantagem em tudo" ultrapassando os limites da civilidade.

Quando energia é ouro

Auto-suficiente em geração de energia elétrica, a Paraibuna Metais puxou a calculadora, fez as contas e chegou a uma conclusão óbvia: no meio dessa crise toda, bom negócio mesmo é vender energia. E tomou uma decisão inusitada. Vai diminuir a produção de zinco e vender a terceiros a energia que sua usina produz. Simplesmente porque a margem de lucro com a venda de zinco é muitíssimo menor.


O maior de todos

Terminou na semana passada um silencioso leilão internacional que durava mais de um mês. O lance final resultou no maior contrato de adiantamento por um livro na história do mercado editorial brasileiro. Por algo como 120.000 dólares, a editora Mandarim bateu a Globo, a Rocco e a Objetiva, entre outras, e ficou com os direitos de publicação da nova obra do inglês Stephen Hawking, o nome mais importante do mundo na área da astrofísica e da cosmologia. O valor do negócio é prova de que o setor é cada vez mais coisa para gente grande. O livro sai em outubro nos EUA e no mês seguinte por aqui. Sua primeira obra lançada no Brasil, Uma Breve História do Tempo, vendeu 400 000 exemplares no país.

 

TELEVISÃO

Gugu negocia seu canal de TV

Gugu Liberato pode estar prestes a concretizar o sonho de repetir os passos do patrão, Silvio Santos. Ele está negociando com o empresário João Carlos Di Genio a CBI, ex-TV Jovem Pan, que hoje funciona apenas para São Paulo mas que está autorizada a transmitir para Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte. Depois que a Globo desistiu do canal, na semana passada – as negociações eram feitas diretamente por Marluce Dias da Silva –, Gugu passou a ser o candidato mais forte. Mas não está sozinho no páreo. O grupo venezuelano Cisneros e a dupla Opportunity/Nizan Guanaes estão conversando com Di Genio.

 
 

 

 

 

   
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