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Os apagões podem gerar uma crise
social, política e econômica como só
os países em guerra enfrentam

Alexandre Secco

O Brasil tem um encontro marcado com o caos. No dia 1º de junho começa o plano de racionamento de energia. Primeiro serão atingidos os Estados do Sudeste, do Centro-Oeste e do Nordeste. Depois, a partir de agosto, podem entrar no apagão os Estados do Norte e do Sul. Plano de racionamento foi a expressão elegante que o governo encontrou para referir-se a um blecaute que vai apagar as cidades brasileiras por três, quatro ou cinco horas – todos os dias. As pessoas sabem como é desagradável enfrentar um apagão de horas. Alguns até já passaram por isso durante dias seguidos. Mas imagine o que significa ter a energia cortada nesse patamar durante seis meses, no mínimo. Só países em guerra em geral passaram por algo parecido.

 
Sérgio Dutti

JÁ ACONTECEU ANTES
Há três anos, o governo ignorou os alertas sobre um grande incêndio em Roraima. Deu-se o pior. O então ministro Lampreia jogou a culpa em São Pedro: "Foi um desastre natural"

Imagine o drama em casa. A carne pode estragar na geladeira; o freezer, transformar-se num armário inútil. Na hora do jogo, a televisão vai estar desligada e a cerveja, quente. (Aliás, esqueça o jogo. No dia em que tiver luz em sua casa, faltará na emissora. Quando as duas estiverem plugadas, o estádio estará na escuridão.) Quem usa chuveiro elétrico tomará banho frio. Quem mora ou trabalha em prédio vai subir ou descer de escada. Os portões de garagem serão abertos a mão. Os telefones celulares não poderão ser recarregados e o interfone e a campainha não vão funcionar. Serão substituídos pelas palmas e pelos gritos de "ô de casaaa!". Isso sem falar das pessoas que dependem de aparelhos elétricos para sobreviver, como as UTIs caseiras que mantêm a respiração e controlam os batimentos cardíacos.

Nas ruas, o blecaute produzirá dor de cabeça generalizada. As secretarias de Segurança do Rio de Janeiro e São Paulo pretendem reforçar o policiamento ao redor das delegacias e penitenciárias nos momentos do apagão. Já solicitaram o cronograma dos cortes de luz para recolher os presos às celas com certa antecedência. Várias cidades preparam brigadas para atuar nos momentos críticos como forma de minimizar o caos no trânsito. O que acontecerá com os semáforos? Para evitar colisões, uma das soluções é fechar o acesso a algumas avenidas nos entroncamentos mais movimentados.

 
Claudio Rossi
PLANO DE EMERGÊNCIA
Setores essenciais, como hospitais (ao lado) e polícia (abaixo), precisam de tratamento special no período de racionamento. Por essa razão, a Federação Brasileira de Hospitais pediu ao governo na semana passada o cronograma de blecautes previstos para o segundo semestre. As secretarias de Segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro tomaram atitudes semelhantes para poder reforçar o policiamento ao redor de delegacias e penitenciárias
Rogério Montenegro

Os hospitais merecem atenção especial. Boa parte deles possui geradores, mas só os maiores são potentes o bastante para manter o prédio inteiro aceso. O resultado é que pacientes poderão ficar no escuro. O desafio é manter o funcionamento das áreas críticas dos 6.200 hospitais do país, como berçários, UTIs e blocos cirúrgicos. A Federação Brasileira de Hospitais enviou na semana passada uma carta endereçada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) solicitando que todos os estabelecimentos sejam avisados com alguns dias de antecedência sobre os períodos de blecaute. Com esse calendário em mãos, pretende organizar a agenda das cirurgias que não são feitas em caráter de emergência. Os apagões podem interromper o sistema de atendimento eletrônico nos bancos, assim como as transações e compensações de cheque. Alguns bancos, como Bradesco e Itaú, já iniciaram seu próprio programa nacional de racionamento de energia. A medida inicial de ambos será a redução do horário de funcionamento de seus luminosos publicitários e das placas e sinalizadores das agências, bem como um reforço nos geradores.

O Brasil já passou por grandes crises. Enfrentou a quebradeira dos países da Ásia, a crise do México e a da Rússia. A crise do momento vem da Argentina. Sempre se disse a mesma coisa a respeito delas: que poderia haver desemprego, que elas poderiam derrubar as expectativas de crescimento econômico, que poderiam abalar a economia. Todas provocaram prejuízos, mas as previsões mais pessimistas nunca se realizaram. Pois bem. Em relação à crise energética a coisa é diferente. Apagões produzem desemprego e prejudicam o crescimento econômico. O que todas as outras crises tinham de possível essa tem de real. Ou seja, o país teve energia para suportar os efeitos da globalização, e pode cair de joelhos por causa de um problema prosaico como a falta de luz.


Oscar Cabral
AUTO-SUFICIENTE
Entre as maiores empresas do país, a Companhia Siderúrgica Nacional é uma exceção. Auto-suficiente, ela pode até vender o excedente de energia que produz para outras indústrias


Na semana passada, a Fundação Getúlio Vargas divulgou um estudo simulando o impacto do racionamento para a economia. Trabalhou com cinco cenários, prevendo cortes de 5% até 25% no suprimento de energia. No mais pessimista, se o corte for da ordem de 25%, o produto interno bruto não vai mais crescer 4,5% neste ano, mas 2,5%. Segundo alguns especialistas, essa redução tem um impacto sobre a economia brasileira mais forte que o provocado por uma eventual quebra da Argentina. Mais de 1 milhão de postos de trabalho deixariam de ser criados, haveria um déficit na balança comercial da ordem de 2 bilhões de reais e o governo perderia 8 bilhões na arrecadação de impostos.

Num ambiente de falta de energia, a produção industrial cai e os preços dos produtos tendem a subir (leia-se inflação). Para reequilibrar o mercado, é preciso reforçar as importações, o que significa aumentar as despesas do país em dólar. Os especialistas acreditam que o corte no suprimento de força deve situar-se entre 15% e 20%, mas há quem aposte num apagão da ordem de 35%. São especulações. O governo só deve definir o patamar no fim do mês. "Agora não adianta reclamar, o estrago foi feito e isso vai nos atingir seriamente", diz o empresário Antônio Ermírio de Moraes.

O Brasil sempre foi a terra da energia abundante e barata. As pessoas se acostumaram tanto com essa fartura que nunca passou pela cabeça de ninguém que seria preciso mandar a sociedade apagar a luz. Muita gente sabe o que é um apagão. Em 1999, o país sofreu o blecaute mais abrangente e prolongado de sua história. Dez Estados e o Distrito Federal ficaram sem luz por quatro horas entre 10 da noite e 2 da manhã. O trânsito parou nas maiores cidades, os bombeiros receberam centenas de chamados de pessoas presas em elevadores e houve acidentes. Alguns analistas têm comparado o que vai acontecer por aqui a partir de 1° de junho com o que está ocorrendo na Califórnia, onde os habitantes vêm sofrendo cortes programados de energia elétrica. Os casos são semelhantes nas causas.

O racionamento americano é conseqüência de um desastrado programa de privatizações que deixou as duas principais empresas de energia do Estado à beira da falência. Lá, o governo privatizou as geradoras de energia, mas engessou as tarifas de tal forma que as empresas não investiram em geração enquanto o consumo subia. No Brasil, o colapso começou um pouco antes, com a opção por uma matriz energética concentrada em hidrelétricas, responsáveis por 97% da energia consumida. A maior parte dos países mantém uma matriz diversificada, com termelétricas e usinas nucleares. A concentração hidrelétrica fragiliza o país, pois passa-se a depender mesmo das chuvas. Outra razão para o colapso está no volume de investimentos feitos no setor. Até o início da década de 90, aplicavam-se 20 bilhões de reais por ano no sistema. Nos últimos anos, o investimento caiu a menos da metade. No processo de privatização, o governo cometeu diversas falhas, entre elas a mesma restrição tarifária que provocou o blecaute americano. A diferença entre os casos está na fase de execução do apagão. Lá, os cortes não são diários e apenas grupos de 300.000 pessoas ficam no escuro a cada vez. Além disso, a luz é desligada por um tempo relativamente reduzido, entre trinta minutos e uma hora e meia.

André Valentim
A REAÇÃO DO CAPITAL E A DE FIDEL
O presidente da Volkswagen do Brasil, Herbert Demel (foto), ficou tão assustado com a perspectiva de enfrentar um blecaute que ameaçou mudar a fábrica do Brasil. O governo recebeu com ironia: "É bom ele inventar uma fábrica com rodinhas para facilitar a volta", disse uma autoridade do setor energético. Em Cuba, os blecautes são tão comuns que o presidente Fidel Castro criou um tipo de discurso próprio para abordar o assunto. Ele diz: "O apagão? O que é o apagão?" E continua: "O coração do verdadeiro revolucionário tem sua própria luz"

A falta de investimentos no Brasil fez com que o sistema apresentasse uma série de buracos. O maior deles é irônico. Os reservatórios do Sul e do Norte estão transbordando. No entanto, não há linhas de transmissão de alta capacidade para levar a energia de onde ela está sobrando para onde ela falta. Foi só no meio da crise da semana passada que a equipe econômica autorizou a construção de uma nova linha de transmissão a partir da usina de Tucuruí.

A energia consumida no Brasil é distribuída em terços: um terço residencial, um terço industrial e um terço comercial e público, aproximadamente. Num primeiro momento, o governo pensou em ordenar um racionamento linear que obrigasse a todos cortar 20% do consumo. Haveria até uma multa para quem não cumprisse a meta. Num gesto de lucidez do presidente Fernando Henrique Cardoso, a punição foi eliminada. Surgiu em seu lugar a figura de uma bonificação a quem reduza o consumo, mas tudo pode mudar. Segundo informações dos técnicos do setor, dificilmente o governo vai aplicar uma contenção linear. Pode, por exemplo reduzir o consumo de energia com a iluminação pública, desligando metade das lâmpadas das ruas. Essa atitude geraria uma economia da ordem de 2%. Pode obrigar os grandes consumidores de energia a interromper a produção durante um mês, dando férias coletivas. Haveria outra redução significativa. Pode ainda restringir o horário do comércio. Nos shopping centers, discute-se a possibilidade de alterar o horário de funcionamento desde já. Vários shoppings estão incrementando esquemas de economia, como aumentar a temperatura dos aparelhos de ar condicionado de 22 para 25 graus Celsius. Só então se promoveriam os apagões.

Na semana passada, o governo se comportava como se tivesse sido pego de surpresa pela necessidade de recorrer ao apagão. "Nossa parte nós fizemos. Retomamos as obras paradas e estamos fazendo investimentos. O problema é que choveu muito pouco", afirmou José Mário Abdo, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na última quinta-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, encarregado de chefiar um grupo de trabalho para orientar o apagão, avisou: "É muito mais grave do que imaginávamos". Repare bem. O Estado possui três órgãos que cuidam de energia: além da Aneel, há o Ministério das Minas e Energia e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), empresa que monitora a rede física que permite à eletricidade viajar por todo o Brasil. Pois nenhuma das três anteviu o problema. Como isso é possível? Aliás, fizeram mais do que isso. Prometiam um céu de brigadeiro para este ano. "Eu garanto: vamos chegar a 2001 sem racionamento e com mais energia", afirmou o engenheiro pernambucano Mário Santos, presidente do ONS, em novembro do ano passado. Até a sexta-feira, desvendado o erro de avaliação e conhecidos os estragos que o apagão pode gerar, nenhum dos três titulares se sentia envergonhado o bastante para pedir demissão.

Entre os especialistas, o racionamento é um risco antigo. Do ponto de vista objetivo, desde 1997 o nível dos reservatórios brasileiros vem baixando em virtude da falta de chuvas. O país atravessa a fase de mais baixo índice pluviométrico dos últimos sessenta anos. Além disso, não faltaram alertas. Em 1995, o diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, entregou um relatório ao vice-presidente da República, Marco Maciel, afirmando que o modelo de privatização das elétricas não previa a expansão do setor, o que poderia acarretar a falta de abastecimento no futuro. Em setembro daquele ano, a Eletrobrás alertou o Ministério das Minas e Energia sobre os riscos de um racionamento da ordem de 10% a partir de 2001. "Se o governo tivesse aumentado os investimentos na ocasião, a situação seria outra", diz o engenheiro elétrico João Mamede Filho, que na época era diretor da Companhia Energética do Ceará.

Em janeiro de 1999, o Rio Grande do Sul teve 31 cortes de luz. Na ocasião, a secretária de Energia do Estado alertou autoridades do governo federal para o fato de que o problema fatalmente se estenderia para o resto do país. Numa reunião ocorrida em Brasília alguns meses depois, o então ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, foi apresentado a fatos que relacionavam o apagão à vulnerabilidade do sistema. Em abril do ano passado, na reunião do conselho de administração do ONS, o presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul, Vicente Sauber, propôs um racionamento de energia para aquele ano no país. A proposta de racionamento não foi aprovada. Em setembro, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Horácio Lafer Piva, divulgou uma "mensagem de alerta à indústria paulista" prenunciando uma eventual escassez de energia elétrica no Estado. Por que, com tantos alertas, o governo não tomou providências? A resposta é que ele contava com os céus, com os deuses da chuva.

Não é a primeira vez que o governo age tardiamente e atribui a responsabilidade às forças da natureza. Há três anos, houve um incêndio monstro em Roraima. Normalmente úmida e imune ao fogo, a floresta ficou vulnerável em virtude da seca, do vento e das temperaturas recordes. Mais de 15% do Estado foi destruído, uma área maior que a Bélgica. A exemplo do risco de blecaute, o governo vinha sendo alertado para o perigo das queimadas em Roraima. Quando isso ocorreu, ele mostrou-se surpreso. Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores era Luiz Felipe Lampreia. "O que aconteceu foi um desastre natural, e não um problema de gerenciamento ecológico", afirmou o ministro, também responsabilizando a natureza.

Não se pode dizer que a crise energética nasceu com Fernando Henrique. Em 1968, o economista Roberto Campos já fazia alertas sobre a fragilidade do sistema nacional de geração de energia. Vinte anos depois, em 1988, outro economista, João Paulo dos Reis Velloso, escreveu um artigo lembrando que todos os sonhos de crescimento do país se frustrariam sem mais investimentos no setor elétrico. Nada se fez. A mais evitável das crises se tornou inevitável. Agora, juntamente com a gestão do racionamento, o governo prepara-se para acelerar um programa de obras capaz de evitar que a crise se estenda mais do que o necessário. Uma das prioridades é concluir a construção de 49 termelétricas. As usinas haviam sido prometidas em solenidade no Palácio do Planalto, mas apenas nove delas estão dentro do cronograma. Outra prioridade é retomar a construção de algumas hidrelétricas. Além disso, o governo estuda iniciar um plano de racionalização do uso da energia. Faz sentido. Uma geladeira velha gasta 40% mais energia que os modelos mais novos. As lâmpadas incandescentes podem ser substituídas por fluorescentes, que consomem metade da energia. Desafio maior é vencer o chuveiro elétrico. Presente em mais da metade das residências brasileiras, o chuveiro elétrico é o sistema de aquecimento de água usado por 90% das pessoas que tomam banho quente no país. Tanto sucesso se deve basicamente a dois fatores: é a solução mais barata e simples sob qualquer ponto de vista. Enquanto um aquecedor a gás não sai por menos de 800 reais e a instalação de um sistema de aquecimento solar custa 1.500 reais, pode-se comprar no mercado um chuveiro elétrico a partir de 15 reais. O problema: gerar energia nova para um chuveiro funcionar durante uma hora por dia, todos os dias, ao longo de um mês, exige investimentos em geração e distribuição de 10.000 reais. Gastar é simples e barato. Gerar é caro e complexo.

Em tempo: O termo blackout popularizou-se na língua inglesa no início do século passado. Era usado no teatro para designar o momento em que se apagavam as luzes para separar as cenas. A palavra ficou famosa durante a II Guerra, quando os militares mandavam apagar todas as luzes da cidade para dificultar a ação dos bombardeiros inimigos. Pode ficar mais famosa ainda no Brasil como blecaute, que já está dicionarizado.

 

 

 

AS RAZÕES DO COLAPSO...

O modelo brasileiro é baseado quase que exclusivamente em hidrelétricas, que produzem 97% da energia consumida no país. Sem chuva, entra em colapso

Até 1989, investiam-se mais de 20 bilhões de reais por ano no setor energético. Nos últimos anos, esse valor caiu para 8 bi

O processo de privatização foi feito de forma estabanada. Não se exigiu que as concessionárias gerassem energia nova, o que aumentou a defasagem entre produção e consumo

Embora o Estado mantenha sob seu controle 80% da geração e 30% da distribuição, a equipe econômica proibiu as estatais de energia de fazer investimentos

Houve atraso na licitação de novas usinas

O governo criou um programa de termelétricas que previa a construção de 49 usinas, mas apenas nove ficarão prontas no prazo

Há uma visível confusão administrativa entre a agência reguladora, a Aneel, e o Ministério das Minas e Energia

A tarifa média cobrada do consumidor está num patamar que dificulta novos investimentos em geração de energia

A energia produzida em excesso numa região não pode ser aproveitada em outra por falta de linhas de transmissão

O nível dos reservatórios da Região Sudeste está em declínio há anos, chegando a apenas 33% de sua capacidade

 

...E SUA CONSEQÜÊNCIA

Celio Junior/AE

Blecaute em São Paulo, em 1999


De 1990 até hoje, o consumo de energia elétrica cresceu 4,1%, mas a geração só aumentou 3,3%. Para se equilibrar, o sistema precisaria de uma nova hidrelétrica de Tucuruí, que custou 11 bilhões de reais

Estudo da FGV mede o impacto do racionamento de energia sobre a economia brasileira em determinados cenários. Observe o que acontece em alguns deles se o governo cortar 20% da energia durante seis meses:

PIB
Em vez de crescer 4,5% em 2001, a economia vai crescer apenas 3,5% – efeito quase equivalente ao que teria para o Brasil a quebra da Argentina

EMPREGO
Por causa do apagão, mais de 850 000 empregos deverão deixar de ser criados

BALANÇA COMERCIAL
O racionamento deverá provocar um déficit adicional de 1,6 bilhão de dólares

IMPOSTOS
O governo perde 7 bilhões de reais em arrecadação – algo como meio ano de CPMF

 

Com reportagem de Adriano Ceolin, José Edward, Lia Abbud,
Ricardo Mendonça e Vanessa Guerreiro, de São Paulo,
e
Lourenço Flores, de Brasília, com sucursais

 
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