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Edição 2056

16 de abril de 2008
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Televisão

Mad Men (estréia no sábado, dia 19, na HBO) – Numa cena de Mad Men, o publicitário Don Draper (Jon Hamm) enfrenta executivos da indústria do tabaco preocupados com uma ameaça: a notícia de que o cigarro causa câncer. Trata-se dos anos 50, quando fumar ainda não era visto como pecado – inclusive pelos participantes da reunião. As feras da publicidade do período são os "homens loucos" de que fala a série de Matthew Weiner, roteirista de Família Soprano. Mad Men examina o mundo corporativo num momento em que as mudanças comportamentais do fim do século XX mal se prenunciavam. Os homens de negócios passavam o dia bebendo uísque e suas secretárias se resignavam em ser meros bibelôs sexuais. Os dramas de Draper e seus pares ensejam uma reflexão original sobre os costumes.

 

Exposição

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Armadura de samurai: tesouros do Japão

O Florescer das Cores: a Arte do Período Edo (em cartaz a partir desta sexta na Pinacoteca de São Paulo) – Entre o início do século XVII e o ano de 1867, o Japão foi dominado por um regime feudal que impôs ao país um isolamento radical em relação ao mundo. Em vez de se traduzir em estagnação, esse isolamento do chamado período Edo foi uma fase de paz e de florescimento cultural sem precedentes. Essa mostra com 160 peças vindas de quinze museus japoneses faz um belo apanhado da arte e do artesanato daquele momento histórico. Há desde peças de cerâmica até artefatos do enxoval das noivas da elite do período. O destaque do acervo são os quimonos ultracoloridos usados pelos atores do teatro kabuki e as relíquias dos samurais – há armaduras, selas e espadas desses guerreiros.

 

Livros

Coleção Por Que Ler (Globo) – Dante, de Eduardo Sterzi (176 páginas; 21 reais), Shakespeare, de Barbara Heliodora (96 páginas; 18 reais) e Borges, de Ana Cecilia Olmos (120 páginas; 19 reais) – Essa coleção oferece introduções inteligentes aos escritores clássicos. Cada livro traz uma biografia do autor e um ensaio sobre sua obra, além de uma breve seleção de trechos do escritor. Os três primeiros nomes da coleção são gigantes da literatura de suas respectivas eras: o italiano Dante Alighieri, apresentado pelo crítico e poeta Eduardo Sterzi; o inglês William Shakespeare, pela crítica de teatro Barbara Heliodora – ela mesma uma boa tradutora de peças do bardo; e o argentino Jorge Luis Borges, pela professora de literatura hispano-americana da USP Ana Cecilia Olmos.
Leia trechos:
- Por que ler Borges
- Por que ler Dante
- Por que ler Shakespeare

Nosso GG em Havana, de Pedro Juan Gutiérrez (tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman; Objetiva/Alfaguara; 128 páginas; 25,90 reais) – O autor cubano celebrizou-se por obras como Trilogia Suja de Havana – incursões pelo submundo sórdido da ilha de Fidel Castro, com suas prostitutas e marginais. Mas seu novo livro escapa da Cuba contemporânea e retrocede até 1955, antes da revolução. O GG do título é o escritor inglês Graham Greene, célebre por livros que cruzavam dilemas morais e dramas políticos. Gutiérrez criou uma divertida versão ficcional da viagem que Greene de fato fez a Cuba nos anos 50. A história, com ritmo de thriller policial, envolve a KGB, o FBI e até caçadores de nazistas. Leia trecho.

 

Discos

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André Mehmari: um pianista que trafega com brilho do erudito à MPB 

...De Árvores e Valsas, André Mehmari (Estúdio Monteverdi) – Em dez anos de carreira, o pianista e compositor fluminense arregimentou uma legião de fãs que vai de artistas da MPB como Edu Lobo a feras do jazz – caso da maestrina americana Maria Schneider, com quem já tocou. Mehmari também brilha no terreno erudito: já fez arranjos para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e trabalha como compositor residente da Banda Sinfônica do Estado. Sua especialidade é criar melodias tocantes e refinadas, com influências que vão de Egberto Gismonti ao compositor húngaro Ligeti. Em ...De Árvores e Valsas, seu primeiro trabalho autoral, estão presentes essas várias influências, como se pode notar nas eruditas Nasce um Anjo e Espelho ou em Ná, que bebe na fonte da MPB.

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O carioca Sérgio Mendes: outro belo CD de bossa nova com acento internacional 

Encanto, Sérgio Mendes (Universal) – Expoente da bossa nova, o instrumentista e compositor carioca radicado nos Estados Unidos nunca se contentou com o banquinho e o violão. Mendes combinou o estilo com outros gêneros, como o funk e a música pop, conferindo um acento mais internacional ao ritmo brasileiro. Dois anos atrás, ele se associou ao rapper e produtor Will.i.am para dar origem a uma espécie de "bossa rap". A nova linguagem deu o tom a Timeless, álbum no qual Sérgio Mendes recriou seus hits com batida hip hop. O novo lançamento, Encanto, segue na mesma toada. Há quatro composições de Tom Jobim, tocadas e cantadas por nomes distintos como o trompetista Herb Alpert e o grupo vocal Zap Mama. A maior surpresa fica por conta da cantora Fergie, que faz uma reinterpretação charmosa de The Look of Love, de Burt Bacharach.

 

 
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Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Laselva, Fnac; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva; Salvador: Saraiva; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva, Martins Fontes; Ribeirão Preto: Paraler; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Nobel, Leitura, Saraiva, Submarino.


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