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VEJA Recomenda Televisão Mad Men (estréia no sábado, dia 19, na HBO) Numa cena de Mad Men, o publicitário Don Draper (Jon Hamm) enfrenta executivos da indústria do tabaco preocupados com uma ameaça: a notícia de que o cigarro causa câncer. Trata-se dos anos 50, quando fumar ainda não era visto como pecado inclusive pelos participantes da reunião. As feras da publicidade do período são os "homens loucos" de que fala a série de Matthew Weiner, roteirista de Família Soprano. Mad Men examina o mundo corporativo num momento em que as mudanças comportamentais do fim do século XX mal se prenunciavam. Os homens de negócios passavam o dia bebendo uísque e suas secretárias se resignavam em ser meros bibelôs sexuais. Os dramas de Draper e seus pares ensejam uma reflexão original sobre os costumes.
Exposição
O Florescer das Cores: a Arte do Período Edo (em cartaz a partir desta sexta na Pinacoteca de São Paulo) Entre o início do século XVII e o ano de 1867, o Japão foi dominado por um regime feudal que impôs ao país um isolamento radical em relação ao mundo. Em vez de se traduzir em estagnação, esse isolamento do chamado período Edo foi uma fase de paz e de florescimento cultural sem precedentes. Essa mostra com 160 peças vindas de quinze museus japoneses faz um belo apanhado da arte e do artesanato daquele momento histórico. Há desde peças de cerâmica até artefatos do enxoval das noivas da elite do período. O destaque do acervo são os quimonos ultracoloridos usados pelos atores do teatro kabuki e as relíquias dos samurais há armaduras, selas e espadas desses guerreiros.
Livros
Coleção
Por Que Ler (Globo) Dante, de Eduardo Sterzi (176
páginas; 21 reais), Shakespeare, de Barbara Heliodora (96
páginas; 18 reais) e Borges, de Ana Cecilia Olmos (120 páginas;
19 reais) Essa coleção oferece introduções
inteligentes aos escritores clássicos. Cada livro traz uma biografia do
autor e um ensaio sobre sua obra, além de uma breve seleção
de trechos do escritor. Os três primeiros nomes da coleção
são gigantes da literatura de suas respectivas eras: o italiano Dante Alighieri,
apresentado pelo crítico e poeta Eduardo Sterzi; o inglês William
Shakespeare, pela crítica de teatro Barbara Heliodora ela mesma
uma boa tradutora de peças do bardo; e o argentino Jorge Luis Borges, pela
professora de literatura hispano-americana da USP Ana Cecilia Olmos.
Discos
...De Árvores e Valsas, André Mehmari (Estúdio Monteverdi) Em dez anos de carreira, o pianista e compositor fluminense arregimentou uma legião de fãs que vai de artistas da MPB como Edu Lobo a feras do jazz caso da maestrina americana Maria Schneider, com quem já tocou. Mehmari também brilha no terreno erudito: já fez arranjos para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e trabalha como compositor residente da Banda Sinfônica do Estado. Sua especialidade é criar melodias tocantes e refinadas, com influências que vão de Egberto Gismonti ao compositor húngaro Ligeti. Em ...De Árvores e Valsas, seu primeiro trabalho autoral, estão presentes essas várias influências, como se pode notar nas eruditas Nasce um Anjo e Espelho ou em Ná, que bebe na fonte da MPB.
Encanto, Sérgio Mendes (Universal) Expoente da bossa nova, o instrumentista e compositor carioca radicado nos Estados Unidos nunca se contentou com o banquinho e o violão. Mendes combinou o estilo com outros gêneros, como o funk e a música pop, conferindo um acento mais internacional ao ritmo brasileiro. Dois anos atrás, ele se associou ao rapper e produtor Will.i.am para dar origem a uma espécie de "bossa rap". A nova linguagem deu o tom a Timeless, álbum no qual Sérgio Mendes recriou seus hits com batida hip hop. O novo lançamento, Encanto, segue na mesma toada. Há quatro composições de Tom Jobim, tocadas e cantadas por nomes distintos como o trompetista Herb Alpert e o grupo vocal Zap Mama. A maior surpresa fica por conta da cantora Fergie, que faz uma reinterpretação charmosa de The Look of Love, de Burt Bacharach.
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