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Edição 2056

16 de abril de 2008
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Radar

Lauro Jardim
e-mail: ljardim@abril.com.br

Governo

TV traço
O Repórter Brasil, da TV Brasil, ficou muito falado depois que o seu editor-chefe foi demitido e acusou a direção da emissora de apostar num noticiário chapa-branca. Muito falado, mas pouco visto, fique claro. Na semana da demissão do jornalista, a audiência média do telejornal foi de impressionante 0,7%. Ou traço, segundo a terminologia usada pelo Ibope. Só não dá para dizer que é muito barulho por nada porque, entre outras coisas, tem dinheiro público à beça envolvido na brincadeira – 350 milhões de reais por ano.

Lula em Pernambuco?
Na conversa que teve na semana passada com a bancada do PTD no Senado, Lula disse a Cristovam Buarque, em tom meio de brincadeira, meio a sério, que quer morar em Pernambuco quando acabar seu governo. "Olha, se eu convencer a Marisa, vou morar em Pernambuco", disse Lula. "Não na praia, mas num sítio." Será?

 

Aviação

Briga nos céus e na Bovespa
No pregão da Bovespa, na segunda-feira passada, pela primeira vez o valor de mercado da TAM ultrapassou o da Gol. Foi por uma margem mínima, de 0,2%. Na sexta-feira, essa diferença chegou a 3%. Ou, em reais, 5,5 bilhões contra 5,3 bilhões. Para efeito de comparação: em 2005, a diferença pró-Gol era de 114%.

 

Será que, depois de tudo,
ele ainda vai rir por último?

Patricia Santos/Folha Imagem
Cacciola: a decisão deve sair a qualquer momento


Foto do sem-banco Salvatore Cacciola sorrindo? Segundo informações que o governo brasileiro recebeu reservadamente na semana passada, é assim que Cacciola, preso desde setembro em Monte Carlo, deverá estar nos próximos dias. Passada a euforia inicial de que ele fosse extraditado para o Brasil, agora o governo trabalha com a possibilidade oposta: a decisão de sua libertação deverá ser anunciada nos próximos dias. A esperança é que o governo esteja mal informado. Cacciola fugiu do Brasil em 2000. Ele é acusado de fraudes de 1,5 bilhão de dólares em operações cambiais.

 

 

Câmara

Debates de alto nível entre deputados
O gabinete do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, na quarta-feira passada por pouco não virou um ringue de luta livre. Houve algumas altercações. Uma delas opôs Chinaglia e o deputado Sandro Mabel. Quase chegaram aos tapas. Mabel até chorou. A encrenca seguinte confrontou Chinaglia com o líder do PR, Luciano Castro. Em determinado momento, em tom ríspido, Castro disse ao presidente da Câmara: "Você é uma mala que tivemos de carregar e estamos arrependidos". O motivo da troca de amabilidades? A disputa pelo cargo de relator da reforma tributária, entre Antonio Palocci e Mabel. Lula quer que seja Palocci e vetou Mabel. Alguns partidos aliados não abrem mão da indicação de Mabel. Está instalada a confusão.

 

Economia

PDVSA dá petróleo...
e leite

A Parmalat acaba de fechar um contrato de venda de 15 milhões de quilos de leite em pó para a Venezuela. Até aí, beleza. O singular é quem está comprando o leite: a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo. Há algo de muito torto num país em que a compra de alimentos é feita pela estatal de petróleo.

Mudanças na Parmalat
A propósito, a Parmalat está prestes a anunciar o seu novo presidente. É André Mastrobuono, ex-presidente da Telemig Celular e da Amazônia Celular.

Quem vai ficar com a fábrica?
A Philips decidiu erguer uma fábrica de lâmpadas de baixo consumo de energia no Brasil. Vários estados, incluindo Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, se candidataram a receber o investimento. Aparentemente, Pernambuco estaria na frente – o governador Eduardo Campos inclusive assinou um protocolo de intenções com a empresa, na semana passada, em Amsterdã. A Philips não dirá nada agora, mas dentro da empresa todos os caminhos do investimento apontam para São Paulo.

 

Futebol

Os torcedores de poltrona
O carioca e o soteropolitano são os maiores torcedores de poltrona do país: assistem a uma média de 2,4 jogos de futebol por semana pela TV. O paulistano, com 2,1 partidas por semana, vem em seguida. A capital que menos vê futebol pela televisão é Florianópolis: 1,4 jogo por semana. Esses números fazem parte de uma pesquisa inédita que esquadrinhou os hábitos do torcedor brasileiro. Foi feita pela TNS Sport sob encomenda do Clube dos Treze, que a está usando para balizar as negociações dos direitos de transmissão do Brasileirão. A pesquisa foi realizada com 6 036 torcedores de doze capitais e no interior de seis estados.

Mineiro gosta é do Brasileirão
A pesquisa da TNS Sport revela ainda que 69% dos torcedores de Belo Horizonte apontam o Brasileirão como o seu campeonato preferido – é o índice mais alto do país. Em São Paulo, o Brasileirão também tem a preferência da maioria, mas num nível um pouco menor: 60%. Entre os cariocas, o quadro muda de figura: somente 47% indicam o campeonato como o seu predileto.

Ajustando o foco da concorrência

Tamires Kopp
Galló: máquina fotográfica em punho


A concorrência entre as grandes empresas tem lances que o consumidor nem imagina acontecer. No dia 27, o presidente da Renner, José Galló, entrou numa loja da C&A, num shopping em São Paulo. Passou quatro horas dentro da concorrente, fotografando tudo o que via pela frente. Essa filial da C&A é uma loja piloto, ainda em testes, voltada para um público de poder aquisitivo mais alto – daí o interesse de Galló, que depois levou as fotos para seus diretores. Galló entrou e saiu tranqüilamente da C&A. Teve mais sorte que Sam Walton, fundador do Wal-Mart e o maior mito do varejo americano. Numa visita ao Brasil, nos anos 80, Walton foi a uma loja do Carrefour no Rio de Janeiro e, de tanto medir espaços entre as prateleiras, acabou sendo abordado pelos seguranças, que queriam expulsá-lo do local.

 

 

 
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Foto Helcio Nagamine/Agência Isto É

 



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