Lauro
Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
ANP
Raposa no galinheiro 1
O que pensar de uma agência fiscalizadora que contrata
funcionários cujos salários são pagos justamente
pelas empresas que eles deveriam fiscalizar? Pois é, a ANP tem
em seus quadros dois funcionários da ativa da Petrobras. Mais:
ambos recebem, acredite, vencimentos dos dois empregadores.
Raposa
no galinheiro 2
O
diretor-geral da ANP, Sebastião do Rego Barros, afirma que a acumulação
é legal. Admite, contudo, que "não é bom" ter um
funcionário fiscalizando a empresa da qual é funcionário
da ativa. E quanto aos óbvios conflitos de interesses? A independência
da agência não fica em xeque? "Foi falta de opção",
diz. "Espero não ter de fazer outras contratações
assim."
GOVERNO
O mercadão dos cargos
Ao
PMDB foram oferecidas na semana passada uma diretoria de Furnas e duas
da Caixa Econômica Federal. A bancada peemedebista achou pouco.
Canal aberto
Não
é só com Antônio Palocci que Delfim Netto tem conversado.
Ele tem sido interlocutor de Lula também.
Canal
fechado
Em
compensação, Lula deixou de atender a diversos telefonemas
dados por Rosinha Garotinho nas últimas semanas.
Licitação
suspeita 1
Atrás
dos holofotes explodiu o primeiro caso de licitação sob
suspeita do governo Lula. Na quarta-feira passada, o TCU acolheu o parecer
do procurador-geral do Ministério Público, Lucas Furtado,
que trata da licitação do Ministério da Saúde
para a compra de medicamentos para hemofílicos no valor de 24 milhões
de dólares. No relatório, Furtado pede a suspensão
da licitação. Motivo: "índícios de fraude".
Uma perícia da Polícia Federal constatou ainda que "há
indícios de violação em um envelope" que continha
o valor das propostas apresentadas.
Licitação suspeita 2
Dois dias antes, a Justiça Federal
de Brasília já havia concedido uma liminar a uma empresa
que se sentiu prejudicada, suspendeu o contrato assinado entre o Ministério
da Saúde e a vencedora da concorrência ou seja, a
licitação subiu no telhado. A máfia do sangue voltou
a atacar?
Balança dos 100 dias
Não é impressão
Lula anda mais pesadão mesmo. Nestes seus primeiros 100
dias de governo, já engordou uns 4 quilos. É o peso do poder.
Aliás, desde que deixou o poder, FHC já se livrou exatamente
de 4 quilos.
Intérprete?
Para quê?
Antônio
Palocci desembarcou na sexta-feira passada em Washington para participar
da reunião semestral do FMI. Primeiro ministro da Fazenda que não
fala inglês em décadas, ele teve a ajuda de um intérprete
em suas conversas. Mas, de qualquer modo, Palocci não teria problemas:
mesmo em português, tem falado a mesma língua do FMI.
Ciro
politicamente correto
Ciro Gomes decidiu mudar o nome do quase centenário Departamento
Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs). A sigla continuará a
mesma, mas Ciro enquadrou a autarquia nos parâmetros da linguagem
politicamente correta. Vai virar Departamento Nacional de Convivência
com o Semi-Árido.
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É
contra ou não é?
O governo anda meio esquizofrênico quando o assunto é
transgênico. É contra, pero no mucho. Um exemplo
chocante dessa indefinição é a "avaliação
conclusiva" do Ministério da Agricultura que acompanhou uma
volumosa exportação de soja transgênica para
a China, em fevereiro. Assinado pelo ministro Roberto Rodrigues,
entre outros, o laudo diz textualmente que "não existem quaisquer
riscos relacionados a biossegurança associados com a soja
geneticamente modificada". Mais: garante que a avaliação
"leva em conta aspectos de meio ambiente e de saúde animal
e humana". É o caso de perguntar: será que não
faz mal só para os chineses?
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TUCANOS
Tarefa inglória
Mais
de cinco meses se passaram desde a eleição presidencial.
Ela já ficou para trás para todo mundo menos para
alguns tucanos abnegados que estão até hoje tentando cobrir
o buraco financeiro da campanha de José Serra. Em bom português,
ainda tem gente arrecadando.
ECONOMIA
Ronda interurbana
O
mexicano Carlos Slim, dono da Telecom Americas e da maior fortuna da América
Latina, começou a rondar a Embratel.
Ronda do peru
O
GP, capitaneado por Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira, voltou a rondar
a Perdigão. Mas o plano de Lemann & Cia é muito mais
ambicioso: com a experiência bem-sucedida da AmBev, ele não
tira da cabeça a idéia de atacar também a Sadia e
partir para uma AmBev do frango.
Abre
o olho, Palocci
A inflação está arrefecendo, mas todo o cuidado é
pouco: os produtores de arroz estão ensaiando um reajuste de 20%
nos preços do produto para este mês ainda.
Bye-bye,
Brasil
Está por um triz a venda do Banco Sudameris. O negócio pode
sair nesta semana.
Ainda
no ar
É impossível prever, hoje, se a aterrissagem da fusão
TAM/Varig será perfeita ainda persiste um sem-número
de zonas de turbulência no ar. Mas, na avaliação daqueles
que realmente pilotam a fusão, o projeto ainda está vivo.
GENTE
Ronaldinho muda
de celular
Dentro
de dois meses, termina o milionário contrato de Ronaldinho para
ser o garoto-propaganda número 1 da TIM. E não será
renovado.
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Chatô
no Maranhão
Roberto Valverde
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| Fontes:
agora vai? |
Finalmente, depois de oito anos desde o início da produção
e de milhões de reais captados, Guilherme Fontes pode estar
prestes a rodar a última tomada de Chatô, o Rei
do Brasil um momento várias vezes anunciado e
sempre adiado. Fontes está fechando um contrato de patrocínio
com o governo do Maranhão para que algumas cenas sejam filmadas
em São Luís.
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