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Edição 1 798 - 16 de abril de 2003
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Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


 
"O Iraque não representa perigo nem mesmo se quiser invadir um morro do Rio para controlar as bocas-de-fumo."
Bernardo Baère Lomba de Araujo Santos
Rio de Janeiro, RJ


Guerra

VEJA ofereceu em sua capa a mais eloqüente imagem desta guerra fratricida e que enluta toda a humanidade. A expressão do soldado iraquiano traduz a que ponto chegamos nos degraus mais inferiores da natureza humana (edição 1 797, 9 de abril).
Carlos J. G. Gomes de Sá
Brasília, DF

A capa de VEJA da edição 1 797 me fez lembrar minha infância, quando adorava me fantasiar de soldado, fingindo que era herói. O equipamento de plástico era o mesmo.
Thiago Hausner de Macedo
Pedralva, MG

É de dar pena a expressão do soldado iraquiano que ilustrou a capa de VEJA. Nessa situação, parece mais uma vida em vão por um regime que mal consegue lhe dar condições de luta.
Marcos Warley Silva Borges
Goiânia, GO

Será que a guerra de Bush e Saddam é diferente daquela com a qual estamos acostumados a conviver no Brasil? Será que mata mais que a ausência de pão no prato do nordestino das Vidas Secas e dos Grandes Sertões Veredas?
Gracinéia Araújo
Salamanca, Espanha

As guerras estão evoluindo, concordo, mas para pior, incluindo cada vez mais mulheres e crianças entre as vítimas. O que o mundo precisa é de menos desenvolvimento militar e mais compromisso real com a paz e os problemas sociais e ambientais do planeta.
Sergio D. Goldfeder
Buenos Aires, Argentina

Parabéns ao jornalista Jaime Klintowitz pela excelente reportagem sobre a guerra no Iraque. Com lucidez e objetividade, ele fez uma análise muito clara da situação atual. Não adianta tapar o sol com a peneira, ignorar a realidade e apenas gritar pela paz, como se por milagre fosse possível de repente parar a história e congelar um processo que começou há tanto tempo e que um dia, inevitavelmente, acabaria numa situação de conflito armado.
Sara Besen
São Paulo, SP

 

Michael Schumacher

Na entrevista a VEJA (Amarelas, 9 de abril), o piloto Michael Schumacher mostrou uma face até então desconhecida do povo brasileiro. Vimos que ele é uma pessoa simples, que reconhece seu talento e o dos outros e que tem uma vida bem definida psicologicamente.
James Oliveira dos Santos
Manaus, AM

Schumacher sabe que é o melhor piloto da atualidade, e, mesmo quando questionado se seria o melhor piloto de todos os tempos, vem a resposta mais modesta que se poderia dar: nunca! Então respondo no lugar dele e sem modéstia: você é o melhor piloto de todos os tempos!
Luciana Pires de Carvalho
São Paulo, SP

 

A Igreja e o sexo

Acho que a Igreja Católica está totalmente certa em banir o sexo fora do casamento. O problema da juventude está totalmente relacionado à péssima educação oferecida pela maioria dos pais. Quer sexo seguro? Faça-o em seu casamento ("A bomba do Vaticano" e Carta ao leitor, 9 de abril)!
Rodrigo Deusdará de Salvi
Carapicuíba, SP

Em pleno século XXI, o homem é obrigado a deparar com cenas do período medieval. O massacre e a bestial truculência do Vaticano contra os gays são um trágico exemplo disso.
Darcy de Mattos
Niterói, RJ

As normas de comportamento sexual ditadas pela Igreja Católica não são "claramente inaplicáveis na vida real das pessoas". Existem milhões de pessoas que as vivem. Concordo que talvez não lhes seja fácil, mas o conseguem com consciência, autodomínio, equilíbrio e até alegria, sem que isso lhes acarrete problema algum de ordem física ou emocional.
Pedro M. Piccoli
Curitiba, PR

A Igreja Católica aplica as teorias freudianas para explicar suas posições, mas esquece todo o conjunto de sua obra. Doutores católicos, deixemos de ambigüidade. Ciência é ciência, e religião é religião.
Antonio Cesar de Souza
Jundiaí, SP

As palavras da Igreja se dirigem ao mundo, porém ninguém é obrigado a segui-las. Segue quem quiser, como é o meu caso.
Andrea Fernandes Bresolin, 16 anos
Brasília, DF

Seria bom que a Igreja Católica reavaliasse seus conceitos, começando por eliminar de seu corpo superior pessoas frustradas, frígidas e reprimidas. Essas atitudes extremistas fazem com que as pessoas em geral, hétero ou homossexuais, se afastem da Igreja Católica, procurando outras religiões ou seitas que as aceitem e não as reprimam tanto.
Jenner Rêgo
Natal, RN

Ninguém é obrigado a ser católico. Há cerca de 2.000 anos a Igreja defende "a relação sexual monogâmica no matrimônio" e a abstenção de relações sexuais antes do casamento. A posição quanto à homossexualidade também não mudou.
Bernardo Cunha
Lisboa, Portugal

A Igreja Católica chamou os homossexuais de doentes para justificar, diante do mundo, o "hábito" da pedofilia em seus sacerdotes.
Washington Luiz Valero Fernandes
São Paulo, SP

 

Radar

A nota "Um cargo de estimação", publicada na coluna Radar (2 de abril), não corresponde à realidade. Portanto, convém esclarecer: o presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto, não indicou nenhum nome para a inspetoria da Receita Federal do aeroporto de Cumbica.
Vladimir Porfírio
Assessor de imprensa do PL
Brasília, DF

A nova logomarca do governo federal é uma vergonha! Desta vez Duda Mendonça se perdeu no riscado. Parece um anúncio de pousada litorânea, onde o dono nunca ouviu falar de publicidade. Que péssimo gosto ("A psicodélica marca do governo Lula", Radar, 9 de abril).
André Miranda
Natal, RN

Boicotar produtos americanos é impensável. Não podemos prejudicar milhares de empregos por capricho burro de um homem ("A Coca-Cola entra na guerra", Radar, 9 de abril).
Henrique Luis D'Agostino Tavares
Santo André, SP

 

Guia

A nota sobre auxílio-doença (Pergunte ao Guia, 9 de abril) deixou de esclarecer que a Previdência Social computa integralmente o período de fruição desse benefício no cálculo do tempo de contribuição para a aposentadoria. A interrupção da contagem de tempo de serviço se dá apenas para fins trabalhistas.
Salustiano Luiz de Souza
Joinville, SC

 

Diogo Mainardi

É estranha, porque totalmente sem nexo, a comparação feita pelo colunista Diogo Mainardi entre as cidades de Bagdá (depois de recuperada) e Teresina. A capital do Piauí é uma cidade nova, de apenas 150 anos, que já nasceu planejada. Suas ruas e avenidas se destacam pela limpeza e conservação. A cidade está entre as mais arborizadas do país e oferece boa qualidade de vida não só a seus 750.000 habitantes mas também aos habitantes de outros Estados, como Maranhão, Pará e Tocantins, que vêm para cá à procura da excelência de nossos serviços médicos, que já se tornaram referência em toda a região ("A comédia da fome", 9 de abril).
Cláudia Brandão
Secretária municipal de Comunicação Social
Teresina, PI

Estou na torcida de Mainardi: que o Iraque, após a guerra, fique igual ao Brasil. Com uma capital como Teresina e duas de suas principais cidades como Francinópolis e Guaribas, talvez o Iraque se torne uma potência mundial como os Estados Unidos. Essa afirmação é tão verdadeira quanto a de que o Iraque ainda possa vencer essa guerra!
Tiago Leal Catunda Martins
Teresina, PI

 

Arc

Arc, gostaria muito de acordar amanhã e descobrir que esta guerra foi apenas um pesadelo. Mas, infelizmente, tudo isso é real. Vendo aí de perto, deve ser ainda mais impressionante. A gente aqui de longe fica lamentando e rezando pelos inocentes mortos, pelas crianças que desde cedo deparam com tal violência. Sabe o que é pior, Arc? O mundo assiste calado. Tenho medo de que as pessoas estejam se acostumando à agressão.
Sílvia Regina de Carvalho
Belo Horizonte, MG

Você é o único que pode ser correspondente no campo de batalha da atual guerra sem correr o risco de morte. Como você é invisível, nem americanos, nem iraquianos, nem britânicos vão te acertar. Ah, certifique-se de que os americanos não desenvolveram uma arma contra a invisibilidade.
Leandro Coelho
Resende Costa, MG

 

Governo

A matéria "Bom desempenho na lua-de-mel" (9 de abril) contém imprecisões no infográfico "O caminho da doação". O programa Fome Zero só prevê a distribuição de cestas básicas em caráter emergencial e apenas para os quilombolas, os índios e os acampados que estejam em situação de risco alimentar. Não passei a defender o leilão dos alimentos e/ou dos produtos doados. Temos incentivado as empresas a distribuir as doações às entidades assistenciais mais próximas para evitar o custo de transporte. O leilão está previsto apenas quando os produtos doados não forem processados. À Conab caberá receber somente doações superiores a 12 toneladas para leiloar. O mutirão contra a fome, que envolve as contribuições em dinheiro e a doação de alimentos, é apenas uma das várias ações do Fome Zero. Em Guaribas e Acauã, pilotos do projeto, foi implantado o cartão-alimentação para 1.000 famílias, foram alfabetizados mais de 600 jovens e adultos, construídas hortas urbanas e várias cisternas e também criadas feiras livres para a venda direta dos produtos da própria comunidade. Apenas em Guaribas 400 documentos de registro civil e outros foram emitidos no mutirão do registro civil.
José Graziano da Silva
Ministro extraordinário da Segurança
Alimentar e Combate à Fome
Brasília, DF

Na reportagem "Bom desempenho na lua-de-mel", o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, é citado apenas como "ex-presidente do PT em Nova Friburgo", sem nenhuma informação sobre seu trabalho na Petrobras, onde começou em 1965. Ele foi gerente de exploração da Braspetro no Iraque, chefe dos setores de interpretação de bacias da costa leste do Brasil, de geoquímica orgânica e da divisão de exploração, superintendente de pesquisa e desenvolvimento em exploração, perfuração e produção e superintendente-geral do centro de pesquisas da empresa.
Mirian Guaraciaba
Assessoria de imprensa
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÕES: O crédito correto da foto publicada na página 84 da edição 1.786 é Silvia Salek/BBC BRASIL ("100 churrascarias brasileiras na China" – "A China no centro do mundo", 22 de janeiro). Em 1945, em Dresden, na Alemanha, bombas de aviões americanos e britânicos mataram de 35 000 a 135 000 civis ("O desafio de conquistar a capital", 2 de abril).

 

 

ONDE FICA PALMITAL?

A referência à cidade de Palmital, no interior do Paraná, na reportagem "A guerra aqui é de outro tipo" (26 de março), provocou uma pequena confusão entre alguns leitores. André Shioga, professor de turismo nas Faculdades Integradas de Ourinhos, em São Paulo, escreveu: "O município de Palmital está localizado no Estado de São Paulo, com acesso pela Rodovia Raposo Tavares". A informação do leitor é correta, mas a Palmital paranaense, de que falava a reportagem, fica na Serra do Piquiri, entre Guarapuava e Cascavel, a 390 quilômetros de Curitiba. A homônima paulista está entre Ourinhos e Assis, a 430 quilômetros de São Paulo. Há em outros três Estados, além de São Paulo e Paraná, municípios com o mesmo nome. Detalhes sobre as duas cidades em www.palmital.sp.gov.br e www.paranacidade.org.br/base/municipio.asp.

 

DADÁ MARAVILHA E ODORICO PARAGUAÇU

A respeito da frase de Carlos Eduardo Moreira Ferreira, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, publicada na seção Veja essa (2 de abril), que atribuía ao ex-jogador de futebol Dario, o Dadá Maravilha, a expressão "chega de entretantos, vamos aos finalmentes!", Paulino da Silva Parreira, de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, escreveu: "Esse era um bordão de Paulo Gracindo, vivendo Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, na novela da Globo O Bem-Amado". Parreira foi um dos sete leitores que escreveram para a redação fazendo essa observação. A expressão ganhou popularidade quando do lançamento da novela de Dias Gomes, em 1973. "A frase de Dario é outra: 'Não me venha com a problemática, que eu tenho a solucionática'", escreveu Fernando Assis, de Betim, em Minas Gerais. Ouvido por VEJA, Dadá confirma essa e outras frases que marcaram seu estilo bem-humorado. Embora não reivindique a paternidade da fala de Odorico, ele garante que já a pronunciava mesmo antes de a novela entrar no ar: "Em 1969 eu já dizia essa frase". O escritor José Cândido de Carvalho acusava Dias Gomes de inspirar todas as falas de Odorico no coronel Ponciano de Azeredo Furtado, personagem principal de seu romance O Coronel e o Lobisomem, de 1964.

 

 
 
   
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