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VEJA Recomenda EXPOSIÇÃO
Divulgação
 | | Miró:
200 gravuras em exposição |
Mirabolante
Miró (A partir desta sexta-feira no
Santander Cultural, em Porto Alegre) Um dos grandes pintores modernistas,
o catalão Joan Miró (1893-1983) criou um estilo inconfundível,
marcado por cores fortes e formas abstratas. Essa mostra reúne o mais abrangente
panorama de sua produção em gravura já exibido no país.
São mais de 200 obras que remontam, em sua maioria, às duas últimas
décadas de vida de Miró, quando ele explorou com maestria o gênero
e suas várias técnicas. Há trabalhos de grandes dimensões,
trazidos da Galeria Lelong, de Paris. De uma coleção particular
brasileira vem uma das preciosidades da exposição: um livro do poeta
João Cabral de Melo Neto sobre o artista, ilustrado pelo próprio.
Veja
fotos.
LIVROS
Juventude,
de J.M. Coetzee (tradução de José Rubens Siqueira; Companhia
das Letras; 192 páginas; 35 reais) Nesse romance autobiográfico,
o sul-africano Coetzee, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2003,
narra a sua formação como escritor. O personagem central, John (como
o autor: J.M. é abreviação de John Maxwell), deixa a conturbada
África do Sul, nos anos 60, para tentar a vida como poeta em Londres
mas só o que consegue é um emprego de programador de computadores.
Diferentemente das autobiografias tradicionais, a narrativa de Juventude é
em terceira pessoa, como se o autor quisesse guardar distância de si mesmo.
Coetzee sabe o que faz: seu estilo seco só confere mais contundência
aos dilemas de seu alter ego. Leia
trecho. Sobre
a Vida Feliz, de Sêneca (tradução
de João Teodoro d'Olim Marote; Nova Alexandria; 104 páginas; 26
reais) Esse clássico latino em edição bilíngüe
bem poderia ser um precursor dos livros de auto-ajuda: é, muito literalmente,
uma "lição de vida". Recomenda a simplicidade e o desprezo à
volúpia. Seu autor, Sêneca (4 a.C.-65 d.C.), foi uma figura influente
na Roma de seu tempo. Dramaturgo, político e um dos principais pensadores
da escola estóica que almejava a impassibilidade diante da dor e
do infortúnio , tornou-se conselheiro de Nero. Acabaria caindo em
desgraça com o imperador, que então ordenou a Sêneca que cometesse
suicídio. Coerente com a sua filosofia, o filósofo cumpriu a ordem.
DVD O Reverso da
Fortuna (Reversal of Fortune, Estados Unidos/Inglaterra, 1990. PlayArte)
Em 1979, a socialite americana Sunny von Bülow entrou em coma. Seu
marido, o aristocrata Claus, foi acusado de ter tentado assassiná-la. Julgado
duas vezes, Claus foi absolvido, mas o veredicto nunca dissipou a suspeita do
público de que ele tenha de fato cometido o crime. Narrado por Sunny (Glenn
Close) de seu leito hospitalar, esse filmaço do diretor Barbet Schroeder
não se propõe a conjeturar sobre a culpa ou inocência de Claus
(soberbamente interpretado por Jeremy Irons). O que o torna especial é
a maneira como conduz o espectador pelos meandros dessa história até
demonstrar que, às vezes, quanto mais se procura a verdade mais ela se
oculta. Veja
cenas. DISCOS Divulgação
 |  | | A
cantora Tori Amos: baladas confessionais | |
The
Beekeeper, Tori Amos (Sony) A cantora e instrumentista americana
Tori Amos é aquilo que os críticos costumam chamar de artista "confessional".
Sua discografia é marcada por baladas derramadas e não raro autobiográficas.
Em seu caso, isso está longe de significar chatice. Oitavo álbum
da cantora, The Beekeeper não fica aquém de seus trabalhos
anteriores. Um dos belos momentos do CD é a faixa Jamaica Inn, em
que ela fala sobre seu dia-a-dia no litoral da Inglaterra, onde vive. Outro destaque
é a música The Power of Orange Knickers, que tem participação
do cantor Damien Rice, uma das revelações do pop irlandês
atual. Divulgação
 |  | | Moby:
eletrônico e introspectivo | |
Hotel,
Moby (EMI) O americano Moby é uma das figuras mais inquietas da
música eletrônica. Descendente do escritor Herman Melville, autor
do clássico Moby Dick (daí seu nome artístico), ele
é um artista versátil. Lançou discos influenciados pelo tecnopop
dos anos 80 e pelo heavy metal. Pacifista, no ano passado Moby entrou de cabeça
na campanha do democrata John Kerry à Presidência dos Estados Unidos.
O baque da derrota de Kerry contribuiu para o clima introspectivo de Hotel.
A eletrônica ainda dá o tom do disco, mas num ritmo mais lento. Moby
faz uma versão de arrepiar de Temptation, clássico dançante
do grupo inglês New Order. Já a faixa Spiders é digna
dos melhores discos de David Bowie a quem, aliás, a canção
é dedicada. |