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Tales
Alvarenga
A conspiração
"As mulheres sabem que são superiores
aos homens e afirmam essa verdade por
todos os meios, menos com a língua, outra
esperteza delas"
Foi comemorado na semana passada o Dia Internacional
da Mulher. Nesse dia, anúncios publicitários se dirigem
à fêmea da espécie com elogios e ofertas de
compras enquanto a mídia publica artigos que falam de suas
conquistas. Você já se perguntou por que os homens
até hoje não conseguiram criar um Dia Internacional
do Homem? No reino animal, é o macho que desfila as penas
mais coloridas, as jubas mais exuberantes e os chifres mais ameaçadores.
No reino do animal que fala, são as mulheres que têm
a juba e as unhas maiores e mais coloridas. São elas que
exibem fendas de causar vertigem no sexo oposto, entre seios sempre
erguidos pela natureza ou por sustentação artificial.
Enfeitam o nariz com diamante e a barriga com argolas. Usam saltos
altos sem se dar ao trabalho de disfarçar a pretensão
a uma estatura mais impressionante, mesmo que à custa de
um elevador no calcanhar.
Pobres machos. São tão patéticos
em sua luta para esconder o mais possível do corpo. Usam
cabelos inexpressivos, não pintam os lábios, vivem
a podar as unhas com medo de parecer sujos. Sentem pavor do ridículo.
Essa linguagem corporal só tem um significado. As mulheres
sabem que são superiores e reafirmam essa verdade por todos
os meios, menos com a língua, outra esperteza delas.
Desde que a espécie humana vivia nas
cavernas, as mulheres empurraram os homens para os perigos de caçar
na savana e ficaram em casa trocando fofocas da Idade da Pedra com
as vizinhas. Continuam as mesmas. Convenceram os homens de que eles
eram melhores para trabalhos que requerem vigor físico e
também para funções que exigem habilidade mental.
Adularam a vaidade masculina deixando que eles passassem a acreditar
que eram melhores em matemática, ciência, filosofia,
literatura, pintura, arquitetura, mecânica, música,
administração, culinária e alta-costura. É
irônico que os mais inteligentes entre os homens são
justamente aqueles que levam a vida mais miserável, trancados
entre quatro paredes diante de computadores, pianos, estantes de
livros ou instrumentos de pesquisa. A vastíssima maioria
das mulheres, podendo escolher, prefere passatempos mais amenos.
Os homens são escravos do sexo, ou
seja, da mulher. O assunto predileto deles é vangloriar-se.
O segundo assunto predileto é mulher. Já as mulheres
demonstram mais interesse a respeito de outras mulheres. Numa das
dezenas de edições especiais publicadas no Dia Internacional
da Mulher, há uma reportagem com o seguinte título:
"Sexo frágil tem voz forte em 80% das compras". Numa propaganda
de seus carros, a Volvo apareceu com o seguinte anúncio:
"Se você atende às expectativas das mulheres, você
supera as expectativas dos homens". O pessoal da Volvo sabe quem
está ao volante do mundo.
Elas criaram o mito da Mulher. É uma
espécie de ser cuja individualidade é esquecida em
benefício dos interesses da categoria. Daí decorrem
conceitos como a "luta da Mulher" por direitos iguais para ambos
os sexos. Nenhuma mulher sustentou até hoje a tese da superioridade
feminina no campo da inteligência. As mulheres não
querem que os homens percebam a conspiração em que
estão metidas desde o início dos tempos.
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