Edição 1896 . 16 de março de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• PETROBRAS

Mudanças à vista
Logo após a reforma ministerial ser, enfim, anunciada virão por aí mudanças na diretoria da Petrobras. Está-se costurando a ida do atual presidente da BR Distribuidora, Rodolfo Landim, para a diretoria de Exploração e Produção – a mais importante da Petrobras. Landim, funcionário de carreira e um dos técnicos de maior reputação da estatal, é considerado pelo governo o homem certo para desemperrar a área.

O destino da Braskem
Estão fervendo os bastidores do bilionário setor petroquímico: no dia 1° de abril vence a opção que a Petrobras tem para aumentar sua participação na Braskem, a maior petroquímica do país. Segundo o acordo de acionistas, a Petrobras poderá igualar sua participação à da Odebrecht, atual controladora. O mercado acha que a Petrobras não exercerá essa opção pelo receio de ser acusada de promover a reestatização do setor. E a baiana Odebrecht tem rezado a todos os santos que assim seja.


• GOVERNO

 

Ataque às fraudes

 
Dida Sampaio/AE
Lula: choque de gestão no Ministério da Previdência

Lula deve anunciar nos próximos dias uma minirreforma na Previdência, destinada a combater a má gestão. Para o governo, parte do déficit de 36 bilhões de reais da Previdência neste ano se deve a gargalos administrativos. As mudanças começam pelo auxílio-doença, concedido a pessoas temporariamente incapacitadas para o trabalho. Nos últimos três anos, graças a um bem urdido esquema de fraudes, esses benefícios saltaram de 3 bilhões para 9 bilhões de reais. Havia algumas semanas, por ordem do Planalto, o choque de administração vinha sendo preparado, enquanto o presidente Lula escolhia o novo titular da pasta – que, muito provavelmente, será o senador Romero Jucá.

A hora do cafezinho
A Presidência da República abriu uma licitação para a compra de 4,5 toneladas de café moído e torrado para abastecer as salas do Palácio do Planalto.

Na paz
O ministro José Dirceu não está mais praticando tiro ao alvo.

A autocrítica de Gushiken
A recente mexida na área de comunicação do governo levou o ministro Luiz Gushiken a reunir na quarta-feira passada um grupo de sessenta assessores de imprensa dos ministérios para uma longa sessão de autocrítica. Em resumo, afirmou que o governo é tímido nessa área e que a imprensa não está sendo bem atendida nas informações de que necessita. Disse que a unificação das funções de porta-voz e secretário de Imprensa foi o primeiro passo para uma virada. Quem sabe agora o ministro e o novo secretário de Imprensa, André Singer, conseguem convencer Lula a dar, enfim, sua primeira entrevista coletiva à imprensa.

 

• ELEIÇÕES 2006

Em campanha
ACM jantou duas semanas atrás com Geraldo Alckmin, em São Paulo. Em princípio, prometeu apoio ao tucano na corrida presidencial do ano que vem.

Mito eleitoral
Há uma lenda eleitoral que reza o seguinte: Eduardo Suplicy é um candidato imbatível para a disputa do Senado em São Paulo. Nem tanto. Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos revela que se as eleições fossem hoje Suplicy seria batido de longe por Geraldo Alckmin, por exemplo. O governador paulista teria 62% dos votos, contra 30% de Suplicy.

 

• BRASIL

Cheque de Gisele vira água
Lembra-se do cheque de 50.000 reais que Gisele Bündchen doou ao Fome Zero há dois anos, no início do projeto? Pois ele virou água. Ou melhor, com o dinheiro foram construídas 35 cisternas (tanques para a captação e armazenagem da água das chuvas que cai nos telhados das casas) no semi-árido nordestino.

 

• ECONOMIA

Autonomia, não
Geraldo Alckmin não se entusiasma com a idéia de autonomia do Banco Central. Tem dito a interlocutores mais próximos que o PT é que precisa disso, porque ainda tem o que "provar" ao mercado.

Guerra das lâminas
A Bozzano, líder nacional em cremes e espumas de barbear, vai promover uma extensão natural de seus produtos – está lançando sua primeira linha de aparelhos descartáveis de barbear. Baterá de frente com a líder Gillette.

 

• TELECOMUNICAÇÕES

Concorrência feroz
A Vivo é, de longe, a maior operadora de telefonia celular do país. Mas não dá para brincar em serviço porque a concorrência é feroz. Em janeiro, pela primeira vez na história, a Claro ultrapassou a Vivo na venda de celulares. Segundo dados da Nielsen, foram comercializados 630.000 aparelhos no Brasil. A Claro foi responsável por 32% desse total, enquanto a Vivo ficou com 28,6%.

 

• CINEMA

Caetano e Milton juntos
Caetano Veloso e Milton Nascimento voltarão a compor juntos, 29 anos depois da última parceria. A dupla fará a trilha sonora de O Coronel e o Lobisomem. O filme, dirigido por Guel Arraes e produzido por Paula Lavigne, estréia em setembro.

 

"Você está demitido"

Raphael Falavigna
Justus continua sócio, mas fora do comando da Y&R

A frase não foi a do título, mas seu sentido é semelhante. Roberto Justus, de certa forma, acaba de provar do próprio veneno. O apresentador do reality show O Aprendiz e sócio da maior empresa de publicidade brasileira acaba de ser obrigado a deixar o comando do negócio por seu sócio estrangeiro – a inglesa WPP. Justus continua sócio da Newcomm, a holding que possui cinco empresas na área de propaganda, marketing direto e eventos. Mas vai deixar o comando da jóia da coroa, a agência Young&Rubicam, que detém 85% do faturamento do grupo. Justus fica à frente das outras quatro companhias da holding, abrindo caminho para que o publicitário Silvio Matos toque a Y&R. O que pesou na decisão foi a dedicação de Justus ao seu novo xodó – apresentar reality shows.

Colaborou Felipe Patury

 




 
 
 
topovoltar