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Cartas  | "A
reportagem nos mostra o caminho da prevenção de doenças graves,
com a possibilidade de tratamentos antes mesmo do aparecimento de seus sintomas." Regina
Taulois Rio de Janeiro, RJ |
Medicina
Como urologista, com leituras técnicas freqüentemente
direcionadas a minha especialidade, nunca começo a semana sem ler o que
saiu sobre saúde, sob o risco de não responder com propriedade aos
meus pacientes. Recebendo VEJA aos domingos, ainda há tempo de ir mais
fundo nas novidades, para, na segunda-feira, poder continuar como interlocutor
útil e bem abalizado. Aproveito para informar que o risco de arranhar o
endotélio vascular deve ser imputado aos altos e persistentes índices
de glicose, comuns nos diabéticos que não controlam seu nível
glicêmico com hipoglicemiantes orais ou insulina, conforme a necessidade
individual. Grato pela oportunidade de ser lido, pois o prazer tem sido egoisticamente
meu, nos fins de semana ("A nova química do sangue", 9 de março). Pedro
Marcelo, urologista Goiânia, GO
Cumprimento VEJA pela extraordinária reportagem.
Entretanto, como especialista, gostaria de destacar que, além da evolução
notável nas análises sanguíneas e nos equipamentos utilizados,
vivemos também uma importantíssima mudança cultural no que
diz respeito aos conceitos na área laboratorial. Segundo estudos realizados
nas universidades americanas, cerca de 60% dos resultados clínicos dependem
diretamente da fase pré-analítica, até há pouco tempo
bastante ignorada no Brasil. O conhecimento da fase pré-analítica
contribui para a melhoria dos resultados dos exames, facilita sua interpretação,
bem como garante a otimização dos equipamentos utilizados. Doutor
Welington dos Santos Especialista em imunologia
clínica laboratorial São Paulo, SP Parabéns
pela excelente reportagem. Gostaria de acrescentar que o plasma sanguíneo
rico em plaquetas é utilizado em cirurgias odontológicas há
mais de cinco anos, apressando a regeneração dos tecidos em três
vezes em relação ao tempo normal. O Brasil teve o segundo livro
especializado nessa área de plasma publicado no mundo. Doutor
Marco A.B. Pontual www.drpontual.com.br
Gostaria de fazer uma pequena correção de natureza
histórica: o médico grego Galeno, naturalizado cidadão romano,
nasceu em 131 d.C, e não antes de Cristo, como consta no tópico
"O sangue através da história". Wilson
Daher Professor de história da medicina
da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
São José do Rio Preto, SP Geração
sanduíche Fiquei muito emocionada com a reportagem
"A geração sanduíche" (9 de março). Lembrei-me de
minha infância e adolescência, período em que tive de dividir
a atenção de minha mãe com os enormes cuidados que ela tinha
com a sua própria. Aos preocupados pais, que se desdobram em mil, que se
sentem culpados com essa realidade e com essa árdua tarefa, um alento.
Crescemos, eu e minha irmã, com valores fortalecidos de respeito, entendimento
e amor aos idosos. Se um dia nossos pais precisarem de nós, não
iremos faltar. E ainda poderemos, com nossa experiência, ajudar marido e
filhos a superar essa adversidade. Lina
Celia Lott Domenici Belo Horizonte, MG
Aos 6 anos vi mamãe cuidar de minha
avó, sua sogra, com paciência e dedicação. Vivo a espinhosa
porém emocionante aventura de cuidar de minha mãe, com seqüelas
de derrame. Abdiquei do trabalho e de vida social. Por opção não
me casei, não tive filhos. Não terei quem cuide de mim. É
uma tarefa anônima, pois mamãe teve alguém a observá-la:
eu. Foi bom, tive um exemplo. Mas vale a pena. Devido ao amor e à dedicação,
minha mãe tem obtido resultados incríveis em seu tratamento.
Mari Angela Silva Carvalho Santos,
SP Gostamos muito do assunto abordado. A Olívia
Bertoletti, citada na reportagem, além do AVC, também foi vítima
de atropelamento há quase um ano, teve seqüelas, e esse é um
dos motivos pelos quais ela precisa de nossos cuidados 24 horas. Zilda
e Celso Moura Por e-mail
Diogo Mainardi Permita-me transmitir meus efusivos parabéns
pelo artigo de Diogo Mainardi na última edição de VEJA ("Contra
o desarmamento", 9 de março). Com a criminalidade crescendo como vem ocorrendo,
é um absurdo que as autoridades responsáveis pela segurança
pública estejam se preocupando apenas em desarmar o cidadão de bem.
E o direito de defesa é fundamental, como já era estipulado por
Benjamin Franklin: "Democracia é ter dois lobos e uma ovelha votando sobre
o que será o almoço. Liberdade é uma ovelha bem armada contestando
aquele voto" (Benjamin Franklin, 1759). Diniz
Esteves Por e-mail Surpreendeu-nos
o artigo de Diogo Mainardi por, pelo menos, dois motivos. Primeiro, manifesta
desconhecer pesquisas e estudos que vêm sendo feitos no Brasil há
mais de anos a respeito do custo social provocado pelo uso de armas de fogo por
parte de civis que, em sua imensa maioria, carecem de treinamento adequado para
tal. Também parece desconhecer, tal como vem sendo considerado por muitos,
que a fragilidade emocional provocada pelo stress de viver em grandes cidades
torna os que carregam armas de fogo agressores potenciais arruinando sua
vida e a de sua família. Lia Diskin Co-fundadora
da Associação Palas Athena São Paulo, SP
As autoridades que aprovaram essa absurda lei são as
mesmas que não estão desarmando sequer o interior dos presídios.
O desarmamento só funciona para pessoas ordeiras, que se vêem privadas
do direito à legítima defesa. Francisca
Pena Ferreira Galvão Santarém,
PA Seria interessante se Diogo Mainardi
perguntasse a um pai que perdeu o filho em conseqüência de acidente
com arma de fogo se ele tem a mesma opinião sobre desarmamento. Benjamin
Eurico Malucelli São Paulo, SP
Como poucos, Diogo Mainardi consegue ver
a polêmica do desarmamento com extrema lucidez. O governo não quer
desarmar o cidadão contra o cidadão, e sim o cidadão contra
o governo, e, assim, desviar o foco das atenções. Os criminosos
soltos neste país não utilizam armas que saíram das lojas,
e sim armas contrabandeadas, como também o são as toneladas de cocaína
que chegam às ruas de nossas cidades sem deixar rastros. Gilberto
A. Villas Bôas Tenente-coronel da
reserva da PM paulista São Paulo, SP
Severino Cavalcanti Serei eleitor do excelentíssimo
deputado Severino Cavalcanti (Amarelas, 9 de março) até os seus
100 anos que ele planeja viver. Parlamentar com visão política e
flexibilidade para absorver concepções, mudar de idéias e
depois torná-las prática está em extinção em
nosso Parlamento. Audo Vicente Sobreira Jaboatão
dos Guararapes, PE Realmente o senhor Severino
está certíssimo ao afirmar que o que é ruim é fácil
de proliferar. Basta ver a facilidade com que ocorreu seu triunfo político.
Nem ratos de paiol abandonado se proliferam tanto quanto o espécime severiano.
Se esse senhor passasse a ler jornais e revistas, já que afirmou que não
o faz, saberia distinguir melhor o que é bom do que é péssimo.
Pena que Odorico Paraguaçu seja apenas um personagem fictício. Com
ele no poder pelo menos seria divertido, e não lamentável.
Fernando Fiamoncini Mirim
Doce, SC Estou abismado com o modo de pensar
do senhor Severino Cavalcanti. Não estudou, não vai ao cinema e
só lê um pouquinho de jornal, para ver se estão "falando mal
dele". Desgraçadamente, Severino é o terceiro homem na linha de
sucessão do governo brasileiro. Tomara que Deus não permita que
ele assuma o cargo, pois vamos admitir que, acontecendo, ele ouça outra
vez a sua "filha estudada", para tomar uma decisão importante. José
Augusto Faria de Sousa Sete Lagoas, MG
MST Parabéns aos
profissionais de VEJA pela reportagem "Nós pagamos, eles invadem" (9 de
março), sobre o MST. Um importante marco para desencadear outras matérias
que exponham fatos ocultados, ou disfarçados, praticados em nome e por
conta do governo. A sociedade espera que os que estão no poder, que deveriam
defender os que produzem e geram riquezas, ajam em benefício dos que trabalham.
Inclusive e principalmente que as autoridades respeitem o direito à propriedade
privada. A sociedade que gera riquezas e paga impostos é refém do
MST, porque esse segmento está respaldado pelas autoridades. Vladimir
Duarte Dias Porto Alegre, RS
Havia muito tempo eu já tinha uma suspeita: se quatro
pessoas que roubam uma carrocinha de sanduíches são uma quadrilha;
se quinze pessoas que roubam um banco são uma quadrilha; e assim por diante;
por que centenas de pessoas roubando uma fazenda seriam um "movimento social"?
Agora evapora nosso suado dinheirinho dos impostos. Se alguns defensores da lei
parecem ter um tipo de torcicolo que os impede de olhar para a esquerda, fica
uma pergunta: quem evitará que o povo brasileiro pague por mais esse descalabro? Francisco
José M. Junior Campo Grande, MS
É uma triste previsão, mas
em no máximo dez anos teremos guerrilha armada formada por braços
de militantes do MST, bons alunos da Escola Florestan Fernandes. Com os Tupamaros,
o Sendero Luminoso e as Farc, extintas ou atuantes, essa tropa de choque garantirá
ainda por um bom tempo o status de América Latina terceiro-mundista. E,
o pior, esse novo grupo armado tem o apoio do governo do Brasil. Eduardo
Xavier Maceió, AL
Cirurgia do estômago Ser obeso mórbido é
ruim. Operar e desenvolver distúrbios é ruim. Mas existem aqueles
que operam, como eu, e vivem muito bem depois. Consegui equilíbrio, auto-estima
de volta e sou feliz depois de emagrecer 101 quilos. Operei o estômago há
um ano e sete meses. Pesava 185 quilos. Agora peso 84. Estou bem, resolvi meu
problema e sou feliz. Nada de transtornos após a cirurgia. Fiz uma troca.
Comia demais. Hoje como pouco, mas tenho saúde, beleza, auto-estima no
céu ("Menos gordura, mais neurose", 9 de março). Denise
Santana Brasília, DF
Para que se diminua a incidência de problemas emocionais
após a cirurgia bariátrica, o paciente deve se submeter a uma boa
avaliação psicológica, alguns meses antes da cirurgia, para
que seja apreciado seu estado mental. E deve ter um acompanhamento psicoterápico
eficiente e eficaz durante alguns meses no período pós-cirúrgico. Edson
F. Nascimento Psiquiatra e psicoterapeuta Ribeirão
Preto, SP Chico Buarque e a morena A
revista VEJA, no episódio sobre a nova companhia de Chico Buarque ("Operação
abafa", 9 de março), deu uma demonstração de que a função
da imprensa séria, honesta, ética e isenta é mostrar fatos.
E contra fatos não existem argumentos. Que VEJA brinda o país com
jornalismo de alto nível não é novidade para ninguém.
Mas o que impressionou foi a revelação corajosa, inclusive "dando
nome aos bois", de que parte da chamada grande imprensa brasileira deixou de cumprir
com a função de informar, ignorando o assunto em nome da "amizade".
Mil pontos para VEJA, da qual tenho orgulho de ser assinante há mais de
dez anos. José Carlos Clementino Professor
universitário Itu, SP Se Chico
Buarque quiser me dar uns beijos numa tarde ensolarada, em pleno mar do Leblon,
eu topo! E o meu marido? Deixe que com ele eu me entendo! Lúcia
Amorim Brasília, DF
Chico Buarque que me desculpe, mas amar é preciso!
Desmentir é bobagem. Principalmente (coisa que ele entende tão bem)
quando a emenda sai pior que o soneto. Mirna
Machado Atibaia, SP
CORREÇÃO: Os genes MSH2 e MLH1 são
responsáveis por 90% dos casos de câncer de cólon hereditário,
e não os genes MSH1 e MLH2, como publicado ("A nova química do sangue",
9 de março). 
Não era um jato  | | O
Fairchild: dois motores a hélice |
O leitor
Geraldo Costa, de Howell, Michigan, nos Estados Unidos, escreve para corrigir
uma informação da reportagem "A maior moratória e o maior
calote" (9 de março). "O avião envolvido no acidente de 13 de outubro
de 1972 nos Andes era um Fairchild F-227, bimotor turboélice, e não
um jato comercial, como foi publicado", diz Costa. "A aeronave não era
de nenhuma companhia aérea comercial. Pertencia à Força Aérea
Uruguaia", completa José Paulo Golob, de Porto Alegre. | |
Com quem fica VEJA Médica
homeopata, 44 anos, a leitora Laura C. Prôa escreve para a redação
levantando um problema interessante: "Logo após se extinguirem os últimos
focos do incêndio que é uma separação, o casal depara
com muitas questões, entre elas esta: com quem fica VEJA? Depende de quem
ateou o fogo ou em nome de quem está a assinatura?", pergunta. Recém-separada,
ela desabafa: "Faz parte da minha segurança ficar com a revista. Ela faz
parte da minha vida. Lembro-me do meu pai trazendo a primeira VEJA e me incentivando
a lê-la. VEJA é a minha manhã de domingo. Hoje é domingo,
mas o meu café-da-manhã não é mais o mesmo sem a minha
VEJA", lamenta-se. Os problemas gerados pela separação de casais
foram tratados em profundidade na reportagem "Duelo na separação"
(13 de junho de 2001). É por essas e outras que recomendamos às
leitoras: tenham sempre uma assinatura em seu nome. | |
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