Edição 1896 . 16 de março de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"A reportagem nos mostra o caminho da prevenção de doenças graves, com a possibilidade de tratamentos antes mesmo do aparecimento de seus sintomas."
Regina Taulois
Rio de Janeiro, RJ

 

Medicina

Como urologista, com leituras técnicas freqüentemente direcionadas a minha especialidade, nunca começo a semana sem ler o que saiu sobre saúde, sob o risco de não responder com propriedade aos meus pacientes. Recebendo VEJA aos domingos, ainda há tempo de ir mais fundo nas novidades, para, na segunda-feira, poder continuar como interlocutor útil e bem abalizado. Aproveito para informar que o risco de arranhar o endotélio vascular deve ser imputado aos altos e persistentes índices de glicose, comuns nos diabéticos que não controlam seu nível glicêmico com hipoglicemiantes orais ou insulina, conforme a necessidade individual. Grato pela oportunidade de ser lido, pois o prazer tem sido egoisticamente meu, nos fins de semana ("A nova química do sangue", 9 de março).
Pedro Marcelo, urologista
Goiânia, GO  

Cumprimento VEJA pela extraordinária reportagem. Entretanto, como especialista, gostaria de destacar que, além da evolução notável nas análises sanguíneas e nos equipamentos utilizados, vivemos também uma importantíssima mudança cultural no que diz respeito aos conceitos na área laboratorial. Segundo estudos realizados nas universidades americanas, cerca de 60% dos resultados clínicos dependem diretamente da fase pré-analítica, até há pouco tempo bastante ignorada no Brasil. O conhecimento da fase pré-analítica contribui para a melhoria dos resultados dos exames, facilita sua interpretação, bem como garante a otimização dos equipamentos utilizados.
Doutor Welington dos Santos
Especialista em imunologia clínica laboratorial
São Paulo, SP  

Parabéns pela excelente reportagem. Gostaria de acrescentar que o plasma sanguíneo rico em plaquetas é utilizado em cirurgias odontológicas há mais de cinco anos, apressando a regeneração dos tecidos em três vezes em relação ao tempo normal. O Brasil teve o segundo livro especializado nessa área de plasma publicado no mundo.
Doutor Marco A.B. Pontual
www.drpontual.com.br

Gostaria de fazer uma pequena correção de natureza histórica: o médico grego Galeno, naturalizado cidadão romano, nasceu em 131 d.C, e não antes de Cristo, como consta no tópico "O sangue através da história".
Wilson Daher
Professor de história da medicina
da Faculdade de Medicina
de São José do Rio Preto
São José do Rio Preto, SP

 

Geração sanduíche

Fiquei muito emocionada com a reportagem "A geração sanduíche" (9 de março). Lembrei-me de minha infância e adolescência, período em que tive de dividir a atenção de minha mãe com os enormes cuidados que ela tinha com a sua própria. Aos preocupados pais, que se desdobram em mil, que se sentem culpados com essa realidade e com essa árdua tarefa, um alento. Crescemos, eu e minha irmã, com valores fortalecidos de respeito, entendimento e amor aos idosos. Se um dia nossos pais precisarem de nós, não iremos faltar. E ainda poderemos, com nossa experiência, ajudar marido e filhos a superar essa adversidade.
Lina Celia Lott Domenici
Belo Horizonte, MG  

Aos 6 anos vi mamãe cuidar de minha avó, sua sogra, com paciência e dedicação. Vivo a espinhosa porém emocionante aventura de cuidar de minha mãe, com seqüelas de derrame. Abdiquei do trabalho e de vida social. Por opção não me casei, não tive filhos. Não terei quem cuide de mim. É uma tarefa anônima, pois mamãe teve alguém a observá-la: eu. Foi bom, tive um exemplo. Mas vale a pena. Devido ao amor e à dedicação, minha mãe tem obtido resultados incríveis em seu tratamento.
Mari Angela Silva Carvalho
Santos, SP

Gostamos muito do assunto abordado. A Olívia Bertoletti, citada na reportagem, além do AVC, também foi vítima de atropelamento há quase um ano, teve seqüelas, e esse é um dos motivos pelos quais ela precisa de nossos cuidados 24 horas.
Zilda e Celso Moura
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Permita-me transmitir meus efusivos parabéns pelo artigo de Diogo Mainardi na última edição de VEJA ("Contra o desarmamento", 9 de março). Com a criminalidade crescendo como vem ocorrendo, é um absurdo que as autoridades responsáveis pela segurança pública estejam se preocupando apenas em desarmar o cidadão de bem. E o direito de defesa é fundamental, como já era estipulado por Benjamin Franklin: "Democracia é ter dois lobos e uma ovelha votando sobre o que será o almoço. Liberdade é uma ovelha bem armada contestando aquele voto" (Benjamin Franklin, 1759).
Diniz Esteves
Por e-mail  

Surpreendeu-nos o artigo de Diogo Mainardi por, pelo menos, dois motivos. Primeiro, manifesta desconhecer pesquisas e estudos que vêm sendo feitos no Brasil há mais de anos a respeito do custo social provocado pelo uso de armas de fogo por parte de civis que, em sua imensa maioria, carecem de treinamento adequado para tal. Também parece desconhecer, tal como vem sendo considerado por muitos, que a fragilidade emocional provocada pelo stress de viver em grandes cidades torna os que carregam armas de fogo agressores potenciais – arruinando sua vida e a de sua família.
Lia Diskin
Co-fundadora da Associação Palas Athena
São Paulo, SP  

As autoridades que aprovaram essa absurda lei são as mesmas que não estão desarmando sequer o interior dos presídios. O desarmamento só funciona para pessoas ordeiras, que se vêem privadas do direito à legítima defesa.
Francisca Pena Ferreira Galvão
Santarém, PA  

Seria interessante se Diogo Mainardi perguntasse a um pai que perdeu o filho em conseqüência de acidente com arma de fogo se ele tem a mesma opinião sobre desarmamento.
Benjamin Eurico Malucelli
São Paulo, SP  

Como poucos, Diogo Mainardi consegue ver a polêmica do desarmamento com extrema lucidez. O governo não quer desarmar o cidadão contra o cidadão, e sim o cidadão contra o governo, e, assim, desviar o foco das atenções. Os criminosos soltos neste país não utilizam armas que saíram das lojas, e sim armas contrabandeadas, como também o são as toneladas de cocaína que chegam às ruas de nossas cidades sem deixar rastros.
Gilberto A. Villas Bôas
Tenente-coronel da reserva da PM paulista
São Paulo, SP

 

Severino Cavalcanti

Serei eleitor do excelentíssimo deputado Severino Cavalcanti (Amarelas, 9 de março) até os seus 100 anos que ele planeja viver. Parlamentar com visão política e flexibilidade para absorver concepções, mudar de idéias e depois torná-las prática está em extinção em nosso Parlamento.
Audo Vicente Sobreira
Jaboatão dos Guararapes, PE  

Realmente o senhor Severino está certíssimo ao afirmar que o que é ruim é fácil de proliferar. Basta ver a facilidade com que ocorreu seu triunfo político. Nem ratos de paiol abandonado se proliferam tanto quanto o espécime severiano. Se esse senhor passasse a ler jornais e revistas, já que afirmou que não o faz, saberia distinguir melhor o que é bom do que é péssimo. Pena que Odorico Paraguaçu seja apenas um personagem fictício. Com ele no poder pelo menos seria divertido, e não lamentável.
Fernando Fiamoncini
Mirim Doce, SC  

Estou abismado com o modo de pensar do senhor Severino Cavalcanti. Não estudou, não vai ao cinema e só lê um pouquinho de jornal, para ver se estão "falando mal dele". Desgraçadamente, Severino é o terceiro homem na linha de sucessão do governo brasileiro. Tomara que Deus não permita que ele assuma o cargo, pois vamos admitir que, acontecendo, ele ouça outra vez a sua "filha estudada", para tomar uma decisão importante.
José Augusto Faria de Sousa
Sete Lagoas, MG

 

MST

Parabéns aos profissionais de VEJA pela reportagem "Nós pagamos, eles invadem" (9 de março), sobre o MST. Um importante marco para desencadear outras matérias que exponham fatos ocultados, ou disfarçados, praticados em nome e por conta do governo. A sociedade espera que os que estão no poder, que deveriam defender os que produzem e geram riquezas, ajam em benefício dos que trabalham. Inclusive e principalmente que as autoridades respeitem o direito à propriedade privada. A sociedade que gera riquezas e paga impostos é refém do MST, porque esse segmento está respaldado pelas autoridades.
Vladimir Duarte Dias
Porto Alegre, RS  

Havia muito tempo eu já tinha uma suspeita: se quatro pessoas que roubam uma carrocinha de sanduíches são uma quadrilha; se quinze pessoas que roubam um banco são uma quadrilha; e assim por diante; por que centenas de pessoas roubando uma fazenda seriam um "movimento social"? Agora evapora nosso suado dinheirinho dos impostos. Se alguns defensores da lei parecem ter um tipo de torcicolo que os impede de olhar para a esquerda, fica uma pergunta: quem evitará que o povo brasileiro pague por mais esse descalabro?
Francisco José M. Junior
Campo Grande, MS  

É uma triste previsão, mas em no máximo dez anos teremos guerrilha armada formada por braços de militantes do MST, bons alunos da Escola Florestan Fernandes. Com os Tupamaros, o Sendero Luminoso e as Farc, extintas ou atuantes, essa tropa de choque garantirá ainda por um bom tempo o status de América Latina terceiro-mundista. E, o pior, esse novo grupo armado tem o apoio do governo do Brasil.
Eduardo Xavier
Maceió, AL

 

Cirurgia do estômago

Ser obeso mórbido é ruim. Operar e desenvolver distúrbios é ruim. Mas existem aqueles que operam, como eu, e vivem muito bem depois. Consegui equilíbrio, auto-estima de volta e sou feliz depois de emagrecer 101 quilos. Operei o estômago há um ano e sete meses. Pesava 185 quilos. Agora peso 84. Estou bem, resolvi meu problema e sou feliz. Nada de transtornos após a cirurgia. Fiz uma troca. Comia demais. Hoje como pouco, mas tenho saúde, beleza, auto-estima no céu ("Menos gordura, mais neurose", 9 de março).
Denise Santana
Brasília, DF  

Para que se diminua a incidência de problemas emocionais após a cirurgia bariátrica, o paciente deve se submeter a uma boa avaliação psicológica, alguns meses antes da cirurgia, para que seja apreciado seu estado mental. E deve ter um acompanhamento psicoterápico eficiente e eficaz durante alguns meses no período pós-cirúrgico.
Edson F. Nascimento
Psiquiatra e psicoterapeuta
Ribeirão Preto, SP

 

Chico Buarque e a morena

A revista VEJA, no episódio sobre a nova companhia de Chico Buarque ("Operação abafa", 9 de março), deu uma demonstração de que a função da imprensa séria, honesta, ética e isenta é mostrar fatos. E contra fatos não existem argumentos. Que VEJA brinda o país com jornalismo de alto nível não é novidade para ninguém. Mas o que impressionou foi a revelação corajosa, inclusive "dando nome aos bois", de que parte da chamada grande imprensa brasileira deixou de cumprir com a função de informar, ignorando o assunto em nome da "amizade". Mil pontos para VEJA, da qual tenho orgulho de ser assinante há mais de dez anos.
José Carlos Clementino
Professor universitário
Itu, SP  

Se Chico Buarque quiser me dar uns beijos numa tarde ensolarada, em pleno mar do Leblon, eu topo! E o meu marido? Deixe que com ele eu me entendo!
Lúcia Amorim
Brasília, DF  

Chico Buarque que me desculpe, mas amar é preciso! Desmentir é bobagem. Principalmente (coisa que ele entende tão bem) quando a emenda sai pior que o soneto.
Mirna Machado
Atibaia, SP  

 

CORREÇÃO: Os genes MSH2 e MLH1 são responsáveis por 90% dos casos de câncer de cólon hereditário, e não os genes MSH1 e MLH2, como publicado ("A nova química do sangue", 9 de março).

 

 

Não era um jato

O Fairchild: dois motores a hélice

O leitor Geraldo Costa, de Howell, Michigan, nos Estados Unidos, escreve para corrigir uma informação da reportagem "A maior moratória e o maior calote" (9 de março). "O avião envolvido no acidente de 13 de outubro de 1972 nos Andes era um Fairchild F-227, bimotor turboélice, e não um jato comercial, como foi publicado", diz Costa. "A aeronave não era de nenhuma companhia aérea comercial. Pertencia à Força Aérea Uruguaia", completa José Paulo Golob, de Porto Alegre.

 

Com quem fica VEJA

Médica homeopata, 44 anos, a leitora Laura C. Prôa escreve para a redação levantando um problema interessante: "Logo após se extinguirem os últimos focos do incêndio que é uma separação, o casal depara com muitas questões, entre elas esta: com quem fica VEJA? Depende de quem ateou o fogo ou em nome de quem está a assinatura?", pergunta. Recém-separada, ela desabafa: "Faz parte da minha segurança ficar com a revista. Ela faz parte da minha vida. Lembro-me do meu pai trazendo a primeira VEJA e me incentivando a lê-la. VEJA é a minha manhã de domingo. Hoje é domingo, mas o meu café-da-manhã não é mais o mesmo sem a minha VEJA", lamenta-se. Os problemas gerados pela separação de casais foram tratados em profundidade na reportagem "Duelo na separação" (13 de junho de 2001). É por essas e outras que recomendamos às leitoras: tenham sempre uma assinatura em seu nome.

 
 
 
 
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