Edição 1892 . 16 de fevereiro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

BANESTADO

Dinheiro sujo
O doleiro paranaense Antônio Pires de Almeida, envolvido até a alma nas fraudes do Banestado, foi preso na semana passada. Já seria uma boa notícia, mas o melhor vem agora: numa operação inédita, realizada pelo Departamento de Recuperação de Ativos Ilícitos do Ministério da Justiça, pelo Ministério Público Federal e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, foram bloqueadas duas contas correntes que o doleiro possuía no exterior. Foi a primeira vez que o país conseguiu interditar uma grana de vulto nos EUA – um total de 8,2 milhões de dólares, depositados no desconhecido European American Bank e no MTB Bank, que ganhou notoriedade quando a lama do Banestado subiu à tona.

 

Arapongas na Petrobras

Paulo Jares
Petrobras: contratos complicados


Chegou às mãos do presidente Lula o relatório final de uma investigação feita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Petrobras. Os agentes da Abin encontraram o que seriam indícios de irregularidades em alguns contratos realizados pela diretoria da estatal durante o governo FHC. A propósito, a Abin está triplicando a verba e o pessoal que emprega nas ações de combate ao terrorismo. Que ninguém se assuste sem motivo: não foi detectada nenhuma ameaça em especial, trata-se apenas de um movimento preventivo.

 

GOVERNO

O destino de Marina
Lula decide nesta semana se Marina Silva sai do Ministério do Meio Ambiente e vira a candidata petista ao governo do Acre – ou se continua tudo como está. Os interlocutores mais freqüentes da ministra dizem que ela se encontra dividida sobre seu destino político.

Afrouxando o aperto 1
O aumento nos gastos do governo no ano passado custou caro. Se as despesas com o funcionalismo e com a máquina pública tivessem sido mantidas nos patamares de 2003, o superávit primário teria sido de 5,6% do PIB, em vez dos 4,6%, e a relação entre a dívida e o PIB teria fechado o ano em 50,8%, também 1 ponto porcentual menor que o alcançado pelo governo. Os cálculos foram feitos pelo ex-ministro Edward Amadeo.

Afrouxando o aperto 2
Aliás, começa a causar preocupação na equipe econômica uma certa tendência no afrouxamento dos gastos.

Uma penca de padrinhos
Pelo menos até segunda ordem, o petebista Roberto Jefferson, a quem caberá a nomeação do futuro presidente do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), bateu o martelo: decidiu-se pelo atual diretor de riscos e sinistros da estatal Luiz Appolonio Neto, que vem a ser apadrinhado de Delfim Netto.

 

CÂMARA

Ainda faltam votos
Na sexta-feira, depois de checados e rechecados os mapas de votação, a cúpula do governo dava como garantidos somente os votos de 200 deputados em favor de Luiz Eduardo Greenhalgh na eleição do dia 14 para a presidência da Câmara – o que jogaria a eleição para o segundo turno.

Poder de sedução
Os governistas, no entanto, contam com o não-comparecimento de vários parlamentares comprometidos com os outros candidatos e com o poder de sedução de última hora. Nunca se deve duvidar da capacidade de sedução dos governos, seja ele qual for, sobre os parlamentares numa hora dessas.

 

ECONOMIA

Céu de brigadeiro
Nem tudo está nublado no setor aéreo brasileiro. O balanço de 2004 que a TAM publica nesta segunda-feira vai registrar um lucro muito mais robusto que o do ano anterior.

Um carinho no Chávez
A Braskem, a maior petroquímica brasileira, assina nesta semana com a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, um memorando de entendimento para um projeto conjunto – o objetivo é construir uma petroquímica no país do coronel Hugo Chávez. Aliás, a Odebrecht, uma das controladoras da Braskem, já é dona de uma razoável carteira de obras na Venezuela.

 

ARTES

Agora, vai
O governo brasileiro pediu com jeitinho e a Fundação Bienal de São Paulo topou pegar um rabo-de-foguete daqueles. Vai patrocinar (com o apoio luxuoso da Fiesp) três importantes exposições programadas para o Ano do Brasil na França, que começa no mês que vem. Quem bancaria as mostras, orçadas em cerca de 3 milhões de dólares, seria a BrasilConnects, braço cultural do ex-mecenas Edemar Cid Ferreira. A debacle do Banco Santos, contudo, acabou com a festa.

 

SEGURANÇA

Seqüestro na praia
A comunidade judaica paulista está abalada com o seqüestro de uma menina de 2 anos na praia de Maresias, Litoral Norte de São Paulo. O crime ocorreu em pleno Carnaval. Os seqüestradores já entraram em contato com o pai – um industrial –, avisando que a criança está bem.

 

CINEMA

O fracasso da loira
Não foi auspiciosa a estréia da apresentadora infantil Eliana, da Record, nas telas. O filme tinha a ambição de explodir nas bilheterias, mas em seu primeiro mês de exibição Eliana em o Segredo dos Golfinhos levou aos cinemas apenas 240.000 incautos.

 

TELEVISÃO

Jabor até 2010
Arnaldo Jabor, que vinha sendo sondado pelo SBT para uma possível transferência, renovou seu contrato com a Globo por mais cinco anos.

Colaborou Leandra Peres

 

Novo livro, novo recorde

Oscar Cabral
Coelho: mago contra os piratas


Vem aí a megaoperação de lançamento de O Zahir, de Paulo Coelho – o autor mais vendido do mundo em 2003, com Onze Minutos. Entre abril e novembro, estão previstas edições em 36 línguas, em cerca de sessenta países. Um total de 8 milhões de exemplares. No Brasil, o livro sai pela Rocco com 320.000 cópias, a maior tiragem inicial no país em todos os tempos. Curiosamente, pela primeira vez um livro de Paulo Coelho não terá seu lançamento mundial no Brasil. No dia 1º de abril, véspera do lançamento brasileiro, O Zahir chega às livrarias do Irã. Não é uma excentricidade ou superstição do mago carioca, mas uma manobra legal para fugir da pirataria. No Irã, os livros de Coelho são publicados por 27 editoras, embora apenas uma seja autorizada por ele. Pela lei iraniana de direito autoral, quando um livro é editado em primeiro lugar no país, é considerado uma obra local. Assim, só quem tem contrato com o autor pode publicá-lo.

 

 



 
 
 
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