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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
BANESTADO
Dinheiro sujo
O doleiro paranaense Antônio Pires de Almeida, envolvido
até a alma nas fraudes do Banestado, foi preso na semana
passada. Já seria uma boa notícia, mas o melhor vem
agora: numa operação inédita, realizada pelo
Departamento de Recuperação de Ativos Ilícitos
do Ministério da Justiça, pelo Ministério Público
Federal e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos,
foram bloqueadas duas contas correntes que o doleiro possuía
no exterior. Foi a primeira vez que o país conseguiu interditar
uma grana de vulto nos EUA um total de 8,2 milhões
de dólares, depositados no desconhecido European American
Bank e no MTB Bank, que ganhou notoriedade quando a lama do Banestado
subiu à tona.
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Arapongas na Petrobras
Paulo Jares
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| Petrobras: contratos complicados
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Chegou às mãos do presidente Lula o relatório
final de uma investigação feita pela Agência
Brasileira de Inteligência (Abin) na Petrobras.
Os agentes da Abin encontraram o que seriam indícios
de irregularidades em alguns contratos realizados pela
diretoria da estatal durante o governo FHC. A propósito,
a Abin está triplicando a verba e o pessoal que
emprega nas ações de combate ao terrorismo.
Que ninguém se assuste sem motivo: não
foi detectada nenhuma ameaça em especial, trata-se
apenas de um movimento preventivo.
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GOVERNO
O destino de Marina
Lula decide nesta semana se Marina Silva sai do Ministério
do Meio Ambiente e vira a candidata petista ao governo do Acre
ou se continua tudo como está. Os interlocutores mais freqüentes
da ministra dizem que ela se encontra dividida sobre seu destino
político.
Afrouxando o aperto
1
O aumento nos gastos do governo no ano passado custou caro.
Se as despesas com o funcionalismo e com a máquina pública
tivessem sido mantidas nos patamares de 2003, o superávit
primário teria sido de 5,6% do PIB, em vez dos 4,6%, e a
relação entre a dívida e o PIB teria fechado
o ano em 50,8%, também 1 ponto porcentual menor que o alcançado
pelo governo. Os cálculos foram feitos pelo ex-ministro Edward
Amadeo.
Afrouxando o aperto
2
Aliás, começa a causar preocupação
na equipe econômica uma certa tendência no afrouxamento
dos gastos.
Uma penca de padrinhos
Pelo menos até segunda ordem, o petebista Roberto
Jefferson, a quem caberá a nomeação do futuro
presidente do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), bateu o martelo:
decidiu-se pelo atual diretor de riscos e sinistros da estatal Luiz
Appolonio Neto, que vem a ser apadrinhado de Delfim Netto.
CÂMARA
Ainda faltam votos
Na sexta-feira, depois de checados e rechecados os mapas
de votação, a cúpula do governo dava como garantidos
somente os votos de 200 deputados em favor de Luiz Eduardo Greenhalgh
na eleição do dia 14 para a presidência da Câmara
o que jogaria a eleição para o segundo turno.
Poder de sedução
Os governistas, no entanto, contam com o não-comparecimento
de vários parlamentares comprometidos com os outros candidatos
e com o poder de sedução de última hora. Nunca
se deve duvidar da capacidade de sedução dos governos,
seja ele qual for, sobre os parlamentares numa hora dessas.
ECONOMIA
Céu de brigadeiro
Nem tudo está nublado no setor aéreo brasileiro.
O balanço de 2004 que a TAM publica nesta segunda-feira vai
registrar um lucro muito mais robusto que o do ano anterior.
Um carinho no Chávez
A Braskem, a maior petroquímica brasileira, assina
nesta semana com a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo,
um memorando de entendimento para um projeto conjunto o objetivo
é construir uma petroquímica no país do coronel
Hugo Chávez. Aliás, a Odebrecht, uma das controladoras
da Braskem, já é dona de uma razoável carteira
de obras na Venezuela.
ARTES
Agora, vai
O governo brasileiro pediu com jeitinho e a Fundação
Bienal de São Paulo topou pegar um rabo-de-foguete daqueles.
Vai patrocinar (com o apoio luxuoso da Fiesp) três importantes
exposições programadas para o Ano do Brasil na França,
que começa no mês que vem. Quem bancaria as mostras,
orçadas em cerca de 3 milhões de dólares, seria
a BrasilConnects, braço cultural do ex-mecenas Edemar Cid
Ferreira. A debacle do Banco Santos, contudo, acabou com a festa.
SEGURANÇA
Seqüestro na
praia
A comunidade judaica paulista está abalada com o
seqüestro de uma menina de 2 anos na praia de Maresias, Litoral
Norte de São Paulo. O crime ocorreu em pleno Carnaval. Os
seqüestradores já entraram em contato com o pai
um industrial , avisando que a criança está
bem.
CINEMA
O fracasso da loira
Não foi auspiciosa a estréia da apresentadora
infantil Eliana, da Record, nas telas. O filme tinha a ambição
de explodir nas bilheterias, mas em seu primeiro mês de exibição
Eliana em o Segredo dos Golfinhos levou aos cinemas apenas
240.000 incautos.
TELEVISÃO
Jabor até 2010
Arnaldo Jabor, que vinha sendo sondado pelo SBT para uma
possível transferência, renovou seu contrato com a
Globo por mais cinco anos.
Colaborou Leandra Peres
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Novo livro, novo recorde
Oscar Cabral
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| Coelho: mago contra os piratas
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Vem
aí a megaoperação de lançamento
de O Zahir, de Paulo Coelho o autor mais
vendido do mundo em 2003, com Onze Minutos. Entre
abril e novembro, estão previstas edições
em 36 línguas, em cerca de sessenta países.
Um total de 8 milhões de exemplares. No Brasil,
o livro sai pela Rocco com 320.000 cópias, a
maior tiragem inicial no país em todos os tempos.
Curiosamente, pela primeira vez um livro de Paulo Coelho
não terá seu lançamento mundial
no Brasil. No dia 1º de abril, véspera do
lançamento brasileiro, O Zahir chega às
livrarias do Irã. Não é uma excentricidade
ou superstição do mago carioca, mas uma
manobra legal para fugir da pirataria. No Irã,
os livros de Coelho são publicados por 27 editoras,
embora apenas uma seja autorizada por ele. Pela lei
iraniana de direito autoral, quando um livro é
editado em primeiro lugar no país, é considerado
uma obra local. Assim, só quem tem contrato com
o autor pode publicá-lo.
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