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Guia Hambúrguer,
sim, mas com limites Estudos no Brasil e no
exterior constataram que o colesterol não é um problema exclusivo
de adultos. O cardiologista mineiro Robespierre Costa Ribeiro pesquisou os hábitos
alimentares de crianças e adolescentes de Belo Horizonte e concluiu que
o colesterol está fora dos limites saudáveis em um de cada três
crianças e jovens. "O principal motivo é a alimentação
baseada em junk food", diz Ribeiro. Isso não significa que se deva proibir
os filhos de entrar na lanchonete. O objetivo, mais que controlar o colesterol
em idade precoce, é criar hábitos saudáveis que a criança
mantenha na vida adulta.
Não há um número "certo" de vezes em que se pode comer hambúrguer
na semana. Mas convém reservar esse tipo de lanche para ocasiões
especiais, como festas e passeios com a família.
Regimes
de poucas calorias são contra-indicados para crianças pequenas.
A hipótese de uma dieta deve ser discutida com o pediatra em caso de excesso
de peso.
Outro favorito das crianças, o chocolate não é responsável
pelo aumento do colesterol. Mas contém açúcar e gordura suficientes
para que se recomende moderação. Um
novo medidor do risco Médicos americanos
vêm recomendando um novo exame, além da medição do
colesterol, para definir o risco de problemas cardiovasculares: a avaliação
do nível da proteína C-reativa, ou PCR. Descobriu-se que vítimas
de infarto que não apresentavam os fatores de risco mais comuns tinham
doses elevadas de PCR no sangue. Um grande laboratório farmacêutico
americano está testando um tratamento com estatinas para pacientes com
índice alto de PCR. Mas os especialistas advertem que são necessárias
mais pesquisas antes de recomendar o novo exame. Continua a ser importante controlar
os fatores de risco "clássicos". "A imensa maioria dos casos de doenças
cardiovasculares decorre dos fatores já conhecidos", diz Marcelo Bertolami,
cardiologista do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo. |