Edição 1892 . 16 de fevereiro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Guia

Hambúrguer, sim, mas com limites

Estudos no Brasil e no exterior constataram que o colesterol não é um problema exclusivo de adultos. O cardiologista mineiro Robespierre Costa Ribeiro pesquisou os hábitos alimentares de crianças e adolescentes de Belo Horizonte e concluiu que o colesterol está fora dos limites saudáveis em um de cada três crianças e jovens. "O principal motivo é a alimentação baseada em junk food", diz Ribeiro. Isso não significa que se deva proibir os filhos de entrar na lanchonete. O objetivo, mais que controlar o colesterol em idade precoce, é criar hábitos saudáveis que a criança mantenha na vida adulta.

Não há um número "certo" de vezes em que se pode comer hambúrguer na semana. Mas convém reservar esse tipo de lanche para ocasiões especiais, como festas e passeios com a família.

Regimes de poucas calorias são contra-indicados para crianças pequenas. A hipótese de uma dieta deve ser discutida com o pediatra em caso de excesso de peso.

Outro favorito das crianças, o chocolate não é responsável pelo aumento do colesterol. Mas contém açúcar e gordura suficientes para que se recomende moderação.

 

Um novo medidor do risco

Médicos americanos vêm recomendando um novo exame, além da medição do colesterol, para definir o risco de problemas cardiovasculares: a avaliação do nível da proteína C-reativa, ou PCR. Descobriu-se que vítimas de infarto que não apresentavam os fatores de risco mais comuns tinham doses elevadas de PCR no sangue. Um grande laboratório farmacêutico americano está testando um tratamento com estatinas para pacientes com índice alto de PCR. Mas os especialistas advertem que são necessárias mais pesquisas antes de recomendar o novo exame. Continua a ser importante controlar os fatores de risco "clássicos". "A imensa maioria dos casos de doenças cardiovasculares decorre dos fatores já conhecidos", diz Marcelo Bertolami, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.

 

 
 
 
 
topovoltar