Edição 1892 . 16 de fevereiro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"A sutileza do autor e a precisão com que enfoca assuntos da vida cotidiana fazem de Senhora do Destino a trama mais vista de todos os tempos."
Mirna Machado
Atibaia, SP


Senhora do Destino

VEJA nos surpreendeu com uma capa merecedora de destaque. Meus parabéns ao autor Aguinaldo Silva por nos proporcionar o enorme prazer de ver seu folhetim e por colocar na sala de todos os brasileiros tantos assuntos polêmicos ("Acima do bem e do mal", 9 de fevereiro).
Eliel Queiroz Barros
São Paulo, SP

Aguinaldo Silva que me perdoe, mas Senhora do Destino se transformou no retumbante sucesso que é não tanto pela qualidade literária de seu texto (atente-se para o sotaque pseudonordestino da protagonista Suzana Vieira), que é bem ruim, mas pela abordagem altamente humana de temas como a gravidez na adolescência e o mal de Alzheimer, tratados sem nenhum estereótipo. O mesmo não se aplica à questão da homossexualidade, ainda um tabu para muitos.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

O único senão, a meu ver, foi o pouco destaque dado à personagem vivida pela atriz Renata Sorrah, que incendeia a novela, firmada na experiência de anos de trabalho como atriz. Ela consegue mudar as nuances de expressão com tal perícia que se acredita esteja mesmo vivendo aquela paranóia toda. É ela quem faz o dualismo do bem contra o mal se acentuar no folhetim, pois é atriz de talento.
Cédma Bueno Silveira
Tupã, SP

Gostei muito da reportagem. Vivemos no cotidiano a luta do bem contra o mal – e claro que bem e mal podem ter significados inversos para cada personagem das nossas vidas.
Adriana Borges
Palmas, TO

É lastimável saber que 45 milhões de brasileiros desperdiçam boa parte de seu tempo na estéril atividade de assistir a novelas. Enquanto eles se alienam da nossa cruel realidade, embevecidos pelo mundo fantasioso e letárgico dos folhetins, os candidatos do Partido dos Trabalhadores à presidência da Câmara prometem elevar o já absurdo custo de um deputado de 70.000 para 90.000 reais, a expensas do já exaurido e achincalhado contribuinte brasileiro. Pode-se dizer que a telenovela é o ópio que mantém a passividade do povo diante do despotismo petista.
Leonildo Libério Alves da Silva
Dourados, MS

Fico muito feliz por saber que faço parte dos 130 milhões de brasileiros que não assistem a essa novela.
Guido Gomes
Por e-mail

Admiro o trabalho de Aguinaldo Silva, que "descobriu" a fórmula do sucesso como autor de novelas. Entretanto, achei injusta e pretensiosa a afirmação de que os roteiristas de TV são melhores que os do cinema brasileiro. Eu, como integrante do público do cinema brasileiro, não concordo com essa antipática opinião.
Humberto Cavaliere
São Paulo, SP

 

Eleição na Câmara

Desperta profunda indignação constatar a leviandade com que são torrados os impostos entregues pela sociedade ao governo. Enquanto as pequenas empresas foram penalizadas com uma elevação da carga tributária no fim de dezembro, a Câmara gasta uma fortuna em sua eleição interna. Onde estão aqueles que pregavam a ética e a responsabilidade na gestão pública ("É pior que eleição de síndico", 9 de fevereiro)?
Friedbert Kroeger
Curitiba, PR

Só nos resta concordar com Millôr (na mesma edição): "Estamos em pleno baile da Ilha Fiscal. Sem fiscal".
Mário Sérgio D'Ottaviano
Maceió, AL

 

Pílula

A proteína Cs faz com que os espermatozóides se movimentem, e não o esperma, como está dito na nota "A pílula do homem" (9 de fevereiro).
Dr. Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP

 

Remédios

A reportagem "Estamos tomando remédio demais" (2 de fevereiro) prestou serviço inestimável aos leitores deste semanário ao abordar de forma clara e aprofundada problemas que desde sua criação a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem procurando enfrentar. Iniciativas editoriais como essa reforçam a certeza de que podemos contar com o importantíssimo reforço da imprensa em nosso trabalho cotidiano na defesa da saúde do cidadão brasileiro.
Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques
Diretor-presidente da Anvisa
Brasília, DF

Apenas a título de esclarecimento, gostaríamos de observar que não é correta a informação de que o conjunto de farmácias e drogarias existentes no Brasil corresponde ao "dobro do número máximo de estabelecimentos do tipo por habitante que a Organização Mundial de Saúde recomenda". De fato, a Organização Mundial de Saúde, em comunicação escrita à Abrafarma, informou que nunca houve, de sua parte, nenhuma sugestão sobre um número ideal de farmácias por habitante.
Sérgio Mena Barreto
Presidente executivo da Associação
Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias

 

Lya Luft

Lya Luft, com a lucidez de sempre, nos faz refletir sobre verdades e mitos, lembrando que o passado não era tão bom quanto gostamos de apregoar e o futuro poderá ser pior, se continuarmos banalizando a educação (Ponto de vista, 19 de fevereiro).
Léa Leite David
Supervisora de ensino
Taubaté, SP

 

Senhora do Destino 2

Imprópria no conteúdo e acintosa na forma, a declaração do ator Eduardo Moscovis a VEJA de que seu personagem na novela Senhora do Destino "é uma homenagem à governadora Rosinha Garotinho e ao seu marido, Anthony Garotinho", merece vigoroso repúdio público. Leviano e inconseqüente, o senhor Moscovis incorre em crime de calúnia e difamação ao estabelecer essa torpe comparação com o prefeito mau-caráter da fictícia Vila São Miguel. Definitivamente, o senhor Moscovis parece estar incorporando na vida real o caráter de Reginaldo. Se no folhetim tem conseguido se livrar das acusações, aqui será processado pelo descalabro de suas declarações.
Ricardo Bruno
Secretário de Comunicação Social do Governo do Estado do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Concordo na íntegra com o artigo do excelente Diogo Mainardi "Super Mario vence outra vez" (9 de fevereiro). Onde há coisa errada deve ter algum petista por trás. Veja a situação em que a petista Marta deixou a capital de São Paulo: um mar de dívidas e de lama, pior até do que fez Celso Pitta. Pior que o PT só o PT!
Marta Sandra Patrício
São Bernardo do Campo, SP

 

Guia

Na nota "Casa sempre nova em folha" (Guia, 9 de fevereiro), VEJA recomenda o uso de soda cáustica na tubulação da cozinha. O produto, além de ser altamente tóxico ao meio ambiente, é muito corrosivo para as redes de esgoto, cujas caixas de passagem são de alvenaria.
Marcia Guidorizzi
Arquiteta
Por e-mail

 

Amigo imaginário

Meu filho, hoje com 6 anos, tinha, até pouco tempo atrás, um amigo imaginário que batizou de "Rodinário" (tinha pai, mãe e irmãos). Funcionava como um "diabinho", pois tudo o que meu filho fazia de errado ele dizia que Rodinário havia mandado ou ensinado. Tratamos o fenômeno com naturalidade, entrando na brincadeira, fazendo comentários como se falássemos de qualquer outra criança sapeca, pois foi essa direção que Lucas nos apontou ("Amigos, mas não para sempre", 9 de fevereiro).
Ana Cristina Paradeda Muhle Vila Serra
Salvador, BA

 

Republicanos

VEJA oferece importante contribuição ao debate de um tema de grande relevância no Estado de direito democrático: a República. O certo, porém, é que sempre será motivo de alento e tranqüilidade para os cidadãos a garantia de que o princípio republicano presida todas as ações dos governantes, nas diferentes esferas de poder. A propósito, entendemos que o tema em foco merece ser também examinado à luz do direito constitucional. Nesse quadro, a partir do entendimento do brilhante e saudoso professor Geraldo Ataliba, temos que o princípio republicano é "posto como básico e fundamental de todo o sistema jurídico brasileiro, agora reiterado pela Constituição de 1988" ("República e Constituição", 2ª edição) ("Eles agora são 'republicanos'", 9 de fevereiro).
Cezar Miola
Procurador-geral do MP Especial junto ao TCE/RS
Porto Alegre, RS

 

Rodrigo Collaço

A respeito da entrevista com o excelentíssimo juiz Rodrigo Collaço (Holofote, 9 de fevereiro), é aceitável que ele e todos os outros juízes do país sintam necessidade de se proteger, pois, ao cumprir com rigor seus papéis, eles colecionam inimigos. Permitir-lhes, no entanto, o privilégio de não se submeter aos mesmos rigores da Lei de Desarmamento é inaceitável. Antes de serem juízes, eles são cidadãos como todos nós, e como tal devem cumprir a lei.
Patrícia Alexandra Gonçalves
Curitiba, PR

 

Floresta

Quantos sentimentos tristes não levanta a matéria "A revolução verde" (9 de fevereiro)? O atraso do Brasil está na falta de percepção das oportunidades de trabalho latentes na preservação e recuperação dos biomas, inclusive da Amazônia. O desenvolvimento econômico poderia se beneficiar mais da proteção e da recuperação que da destruição. Pergunta-se se o Ibama não é conivente.
Harald Hellmuth
Por e-mail

 

Celso Pitta

Venho discordar de forma veemente da maneira pejorativa como o Instituto Pronegro foi tratado na reportagem "Barraco no Leblon" (9 de fevereiro). Uma instituição criada no fim de 2004 não teria tempo suficiente para estar realizando trabalhos em larga escala para a população negra do Brasil. Já foram realizadas e documentadas, na sede do Instituto, no Leblon, reuniões com representantes da sociedade negra americana, em que foram definidas normas de trabalho e condutas, no sentido de tirar da miséria social e cultural os negros brasileiros. O doutor Celso Pitta é o único homem negro brasileiro com condições reais provadas academicamente e politicamente adaptadas a cumprir esse trabalho.
Mauro Justino
Vice-presidente do Instituto Pronegro
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÕES: O ministro Edson Vidigal é presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não do Supremo Tribunal Federal (STF) (Veja essa, 9 de fevereiro).

 

 

A ave do PFL

A seção Veja essa de 19 de janeiro publicou a frase "O tucano é menos popular. E tem um bico muito grande", dita pelo presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, ao justificar a escolha do canário-da-terra como símbolo de seu partido. Segundo o leitor Curt Nees, de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, a escolha da ave como símbolo do PFL preocupa: "É preciso que o Ibama fique alerta, pois, aos cuidados de caciques como ACM, Bornhausen, Cesar Maia, Zé Agripino e mais a indiarada do segundo escalão pefelista, é bem capaz de o pobre bichinho tornar-se vítima de uma flecha perdida, entrando para a lista dos pássaros em extinção". O catarinense Elói Inácio Carmezini, de Biguaçu, achou a escolha do canário-da-terra no mínimo injusta com o animalzinho. Para Carmezini, "um chupim seria mais adequado e ofereceria mais equilíbrio com o tucano do PSDB, de boca grande, que vive na bagueira e assalta ninhos de outros pássaros para comer-lhes os filhotes".

 
 
 
 
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