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Cartas
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"A sutileza do autor e a precisão
com que enfoca assuntos da vida cotidiana fazem de Senhora do Destino a
trama mais vista de todos os tempos." Mirna
Machado Atibaia, SP | Senhora
do Destino
VEJA nos surpreendeu com uma capa merecedora
de destaque. Meus parabéns ao autor Aguinaldo Silva por nos proporcionar
o enorme prazer de ver seu folhetim e por colocar na sala de todos os brasileiros
tantos assuntos polêmicos ("Acima do bem e do mal", 9 de fevereiro). Eliel
Queiroz Barros São Paulo, SP
Aguinaldo Silva que me perdoe, mas Senhora do Destino se transformou no
retumbante sucesso que é não tanto pela qualidade literária
de seu texto (atente-se para o sotaque pseudonordestino da protagonista Suzana
Vieira), que é bem ruim, mas pela abordagem altamente humana de temas como
a gravidez na adolescência e o mal de Alzheimer, tratados sem nenhum estereótipo.
O mesmo não se aplica à questão da homossexualidade, ainda
um tabu para muitos. Gustavo Henrique de Brito
Alves Freire Recife, PE O
único senão, a meu ver, foi o pouco destaque dado à personagem
vivida pela atriz Renata Sorrah, que incendeia a novela, firmada na experiência
de anos de trabalho como atriz. Ela consegue mudar as nuances de expressão
com tal perícia que se acredita esteja mesmo vivendo aquela paranóia
toda. É ela quem faz o dualismo do bem contra o mal se acentuar no folhetim,
pois é atriz de talento. Cédma Bueno
Silveira Tupã, SP
Gostei muito da reportagem. Vivemos no cotidiano a luta do bem contra o mal
e claro que bem e mal podem ter significados inversos para cada personagem das
nossas vidas. Adriana Borges Palmas,
TO É lastimável saber que
45 milhões de brasileiros desperdiçam boa parte de seu tempo na
estéril atividade de assistir a novelas. Enquanto eles se alienam da nossa
cruel realidade, embevecidos pelo mundo fantasioso e letárgico dos folhetins,
os candidatos do Partido dos Trabalhadores à presidência da Câmara
prometem elevar o já absurdo custo de um deputado de 70.000 para 90.000
reais, a expensas do já exaurido e achincalhado contribuinte brasileiro.
Pode-se dizer que a telenovela é o ópio que mantém a passividade
do povo diante do despotismo petista. Leonildo
Libério Alves da Silva Dourados,
MS Fico muito feliz
por saber que faço parte dos 130 milhões de brasileiros que não
assistem a essa novela. Guido Gomes Por e-mail
Admiro o trabalho de Aguinaldo Silva, que "descobriu" a fórmula do sucesso
como autor de novelas. Entretanto, achei injusta e pretensiosa a afirmação
de que os roteiristas de TV são melhores que os do cinema brasileiro. Eu,
como integrante do público do cinema brasileiro, não concordo com
essa antipática opinião. Humberto Cavaliere São
Paulo, SP Eleição
na Câmara Desperta profunda indignação
constatar a leviandade com que são torrados os impostos entregues pela
sociedade ao governo. Enquanto as pequenas empresas foram penalizadas com uma
elevação da carga tributária no fim de dezembro, a Câmara
gasta uma fortuna em sua eleição interna. Onde estão aqueles
que pregavam a ética e a responsabilidade na gestão pública
("É pior que eleição de síndico", 9 de fevereiro)? Friedbert
Kroeger Curitiba, PR
Só nos resta concordar com Millôr (na mesma edição):
"Estamos em pleno baile da Ilha Fiscal. Sem fiscal". Mário
Sérgio D'Ottaviano Maceió,
AL Pílula
A proteína Cs faz com que os espermatozóides se movimentem, e não
o esperma, como está dito na nota "A pílula do homem" (9 de fevereiro). Dr.
Edson F. Nascimento Ribeirão Preto, SP
Remédios
A reportagem "Estamos tomando remédio demais"
(2 de fevereiro) prestou serviço inestimável aos leitores deste
semanário ao abordar de forma clara e aprofundada problemas que desde sua
criação a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) vem procurando enfrentar. Iniciativas editoriais como essa reforçam
a certeza de que podemos contar com o importantíssimo reforço da
imprensa em nosso trabalho cotidiano na defesa da saúde do cidadão
brasileiro. Cláudio Maierovitch Pessanha
Henriques Diretor-presidente da Anvisa
Brasília, DF Apenas a título
de esclarecimento, gostaríamos de observar que não é correta
a informação de que o conjunto de farmácias e drogarias existentes
no Brasil corresponde ao "dobro do número máximo de estabelecimentos
do tipo por habitante que a Organização Mundial de Saúde
recomenda". De fato, a Organização Mundial de Saúde, em comunicação
escrita à Abrafarma, informou que nunca houve, de sua parte, nenhuma sugestão
sobre um número ideal de farmácias por habitante. Sérgio
Mena Barreto Presidente executivo da Associação Brasileira
de Redes de Farmácias e Drogarias
Lya Luft Lya Luft, com a lucidez de sempre, nos
faz refletir sobre verdades e mitos, lembrando que o passado não era tão
bom quanto gostamos de apregoar e o futuro poderá ser pior, se continuarmos
banalizando a educação (Ponto de vista, 19 de fevereiro). Léa
Leite David Supervisora de ensino Taubaté,
SP Senhora do Destino
2 Imprópria no conteúdo e acintosa
na forma, a declaração do ator Eduardo Moscovis a VEJA de que seu
personagem na novela Senhora do Destino "é uma homenagem à
governadora Rosinha Garotinho e ao seu marido, Anthony Garotinho", merece vigoroso
repúdio público. Leviano e inconseqüente, o senhor Moscovis
incorre em crime de calúnia e difamação ao estabelecer essa
torpe comparação com o prefeito mau-caráter da fictícia
Vila São Miguel. Definitivamente, o senhor Moscovis parece estar incorporando
na vida real o caráter de Reginaldo. Se no folhetim tem conseguido se livrar
das acusações, aqui será processado pelo descalabro de suas
declarações. Ricardo Bruno Secretário
de Comunicação Social do Governo
do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro,
RJ Diogo Mainardi
Concordo na íntegra com o artigo do excelente Diogo Mainardi "Super Mario
vence outra vez" (9 de fevereiro). Onde há coisa errada deve ter algum
petista por trás. Veja a situação em que a petista Marta
deixou a capital de São Paulo: um mar de dívidas e de lama, pior
até do que fez Celso Pitta. Pior que o PT só o PT! Marta
Sandra Patrício São Bernardo
do Campo, SP
Guia Na nota "Casa sempre nova em folha"
(Guia, 9 de fevereiro), VEJA recomenda o uso de soda cáustica na tubulação
da cozinha. O produto, além de ser altamente tóxico ao meio ambiente,
é muito corrosivo para as redes de esgoto, cujas caixas de passagem são
de alvenaria. Marcia Guidorizzi Arquiteta Por
e-mail Amigo imaginário
Meu filho, hoje com 6 anos, tinha, até pouco
tempo atrás, um amigo imaginário que batizou de "Rodinário"
(tinha pai, mãe e irmãos). Funcionava como um "diabinho", pois tudo
o que meu filho fazia de errado ele dizia que Rodinário havia mandado ou
ensinado. Tratamos o fenômeno com naturalidade, entrando na brincadeira,
fazendo comentários como se falássemos de qualquer outra criança
sapeca, pois foi essa direção que Lucas nos apontou ("Amigos, mas
não para sempre", 9 de fevereiro). Ana
Cristina Paradeda Muhle Vila Serra Salvador,
BA Republicanos
VEJA oferece importante contribuição ao debate de um tema de grande
relevância no Estado de direito democrático: a República.
O certo, porém, é que sempre será motivo de alento e tranqüilidade
para os cidadãos a garantia de que o princípio republicano presida
todas as ações dos governantes, nas diferentes esferas de poder.
A propósito, entendemos que o tema em foco merece ser também examinado
à luz do direito constitucional. Nesse quadro, a partir do entendimento
do brilhante e saudoso professor Geraldo Ataliba, temos que o princípio
republicano é "posto como básico e fundamental de todo o sistema
jurídico brasileiro, agora reiterado pela Constituição de
1988" ("República e Constituição", 2ª edição)
("Eles agora são 'republicanos'", 9 de fevereiro). Cezar
Miola Procurador-geral do MP Especial
junto ao TCE/RS Porto Alegre, RS
Rodrigo Collaço
A respeito da entrevista com o excelentíssimo juiz Rodrigo Collaço
(Holofote, 9 de fevereiro), é aceitável que ele e todos os outros
juízes do país sintam necessidade de se proteger, pois, ao cumprir
com rigor seus papéis, eles colecionam inimigos. Permitir-lhes, no entanto,
o privilégio de não se submeter aos mesmos rigores da Lei de Desarmamento
é inaceitável. Antes de serem juízes, eles são cidadãos
como todos nós, e como tal devem cumprir a lei. Patrícia
Alexandra Gonçalves Curitiba, PR
Floresta
Quantos sentimentos tristes não levanta
a matéria "A revolução verde" (9 de fevereiro)? O atraso
do Brasil está na falta de percepção das oportunidades de
trabalho latentes na preservação e recuperação dos
biomas, inclusive da Amazônia. O desenvolvimento econômico poderia
se beneficiar mais da proteção e da recuperação que
da destruição. Pergunta-se se o Ibama não é conivente. Harald
Hellmuth Por e-mail
Celso Pitta
Venho discordar de forma veemente da maneira pejorativa como o Instituto Pronegro
foi tratado na reportagem "Barraco no Leblon" (9 de fevereiro). Uma instituição
criada no fim de 2004 não teria tempo suficiente para estar realizando
trabalhos em larga escala para a população negra do Brasil. Já
foram realizadas e documentadas, na sede do Instituto, no Leblon, reuniões
com representantes da sociedade negra americana, em que foram definidas normas
de trabalho e condutas, no sentido de tirar da miséria social e cultural
os negros brasileiros. O doutor Celso Pitta é o único homem negro
brasileiro com condições reais provadas academicamente e politicamente
adaptadas a cumprir esse trabalho. Mauro Justino Vice-presidente
do Instituto Pronegro Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES: O ministro
Edson Vidigal é presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
e não do Supremo Tribunal Federal (STF) (Veja essa, 9 de fevereiro).

A ave do PFL
 A
seção Veja essa de 19 de janeiro publicou a frase "O tucano é
menos popular. E tem um bico muito grande", dita pelo presidente nacional do PFL,
Jorge Bornhausen, ao justificar a escolha do canário-da-terra como símbolo
de seu partido. Segundo o leitor Curt Nees, de Jaraguá do Sul, em Santa
Catarina, a escolha da ave como símbolo do PFL preocupa: "É preciso
que o Ibama fique alerta, pois, aos cuidados de caciques como ACM, Bornhausen,
Cesar Maia, Zé Agripino e mais a indiarada do segundo escalão pefelista,
é bem capaz de o pobre bichinho tornar-se vítima de uma flecha perdida,
entrando para a lista dos pássaros em extinção". O catarinense
Elói Inácio Carmezini, de Biguaçu, achou a escolha do canário-da-terra
no mínimo injusta com o animalzinho. Para Carmezini, "um chupim seria mais
adequado e ofereceria mais equilíbrio com o tucano do PSDB, de boca grande,
que vive na bagueira e assalta ninhos de outros pássaros para comer-lhes
os filhotes". | | |