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DISCOS
Monk on Monk, T.S.
Monk (Abril Music) Para celebrar os oitenta anos
do nascimento de Thelonious Monk (1917- 1982), um dos
pianistas mais criativos da história do jazz
e nome seminal do estilo bebop, só mesmo juntando
os melhores instrumentistas do gênero. Foi o que
pensou o baterista T.S. Monk, filho de Thelonious. Ele
iniciou sua carreira na década de 70, tocando
no grupo do pai. Desde 1986, T.S. preside o Instituto
de Jazz Thelonious Monk, que se dedica a celebrar o
talento do pianista. Lançado originalmente em
1997, o disco traz músicos renomados, como o
pianista Herbie Hancock, o saxofonista Grover Washington
Jr., o baixista Ron Carter e a cantora Dianne Reeves.
Eles dão nova vida às composições
de Thelonious, entre elas uma que permanecia inédita,
Two Timer.
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Chant Down Babylon,
vários intérpretes (Island/Universal)
Na música pop, quase sempre os discos-tributo
destroem o legado do homenageado. Não é
o caso deste CD dedicado à obra do jamaicano
Bob Marley (1945-1981), principal nome do reggae. Esse
ritmo sacudiu o cenário pop mundial nos anos
70, com seu andamento manemolente e letras abordando
temas políticos e religiosos. O reggae perdeu
muito de sua força nas décadas seguintes,
mas a obra de Marley permanece um monumento. Esta coletânea
traz artistas de outros estilos musicais, como rap e
rock. Eles dividem os vocais com Bob por meio de um
recurso técnico que sobrepõe gravações
novas e antigas. Algumas versões do disco chegam
a superar a original. É o caso de Turn Your
Lights Down Low, interpretada pela cantora americana
Lauryn Hill. |
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LIVRO
Outras Histórias
de uma Cidade, de Armistead Maupin (tradução
de Vera Whately; Record; 460 páginas; 45 reais)
Este é o terceiro romance, de uma série
de seis, que a Record está lançando
no Brasil. Como os livros são independentes,
não é preciso ter lido um para apreciar
os outros. A cidade do título é San
Francisco, nos Estados Unidos: bela, divertida e meca
da cultura gay. É preciso mencionar esse fato,
pois as histórias têm um certo viés
homossexual. Maupin, no entanto, escreve para todo
mundo. Seu texto se dedica a retratar a sociedade
americana através de uma multidão de
personagens, sempre com muito humor. Os capítulos
são curtíssimos, como se fossem instantâneos
da realidade desde os anos 70 até hoje.
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TELEVISÃO
O Cinema
de Billy Wilder (treze filmes do diretor,
de 14 a 26 de fevereiro, às 22h, no Telecine
5) "Ninguém é perfeito", diz
um personagem na última cena de Quanto Mais
Quente Melhor, comédia estrelada por Marilyn
Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis. Só há
uma falha na lógica proposta pelo roteirista
e diretor do filme, Billy Wilder: ele, sim, era perfeito,
pelo menos atrás da câmara. Autor de
algumas das produções mais lembradas
do cinema americano, entre elas o drama Farrapo
Humano, o austríaco Wilder, hoje com 93
anos, sabia fazer filmes populares sem menosprezar
a inteligência da platéia. Os filmes
deste ciclo são prova disso.
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FILME
Divulgação

Buena
Vista Social
Club: excelente documentário de Wim Wenders
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Buena Vista
Social Club (Alemanha/Estados Unidos/França/
Cuba, 1999. Estréia sexta-feira no Rio de Janeiro)
Este documentário é uma grata
surpresa do cineasta alemão Wim Wenders. Em
vez de mostrar dilemas existenciais de anjos, Wenders
emociona o público ao contar histórias
de gente de carne e osso. Boa parte desse êxito
se deve aos protagonistas da história. O Buena
Vista Social Club é um grupo de músicos
cubanos que animavam os cassinos da ilha na década
de 50. Com a subida de Fidel Castro ao poder, em 1959,
eles ficaram sem emprego. Em 1996, foram resgatados
pelo guitarrista americano Ry Cooder e desde então
vêm mostrando a música cubana para o
mundo. Buena Vista Social Club registra apresentações
da trupe, entremeadas com depoimentos dos músicos.
O cantor Ibrahim Ferrer conta que, até há
pouco, trabalhava como engraxate para sobreviver.
Aos 92 anos e gaiatíssimo, o cantor Compay
Segundo diz estar disposto a gerar seu sexto filho.
Mesmo longe de seus dias de glória, essa turma
não perdeu a alegria de viver.
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