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OLHO
VIVO
Jorge Butsuem
Trocar
de médico ou procurar a opinião de um
segundo especialista sobre determinado diagnóstico
é sempre um problema. Para que possa haver
continuidade no tratamento (ou não, se o novo
médico assim decidir), é preciso que
o paciente forneça um histórico detalhado
do que já foi tentado no seu caso. Como um
leigo evidentemente não é capaz de fazer
isso por conta própria, é obrigação
do médico preparar, se lhe for solicitado,
um relatório por escrito do tratamento. Alguns
profissionais ficam bravos, mas a norma está
no código de ética da profissão.
"Entregar todos os exames ao paciente também
é dever do médico, embora muitos não
façam isso", diz Pedro Paulo Roque Monteleone,
presidente do Conselho Regional de Medicina de São
Paulo.
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Executivos da bola
Wander Mendes
A profissionalização do futebol vem transformando
o marketing esportivo em carreira promissora. A Fundação
Getúlio Vargas, em São Paulo, uma das mais
tradicionais escolas para administradores do país,
já mantém um curso de administração
para profissionais do esporte. Com duração
de quatro meses, vale como extensão universitária.
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Pergunta
da semana
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Trecho de anúncio:
cuidado com o aparelho
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Os aparelhos que prometem enrijecer os músculos
por meio de choques elétricos funcionam?
Funcionam, mas nem de longe realizam os milagres
prometidos nas propagandas. O resultado também
varia conforme a intensidade da corrente elétrica
emitida pelo aparelho. "As microcorrentes elétricas
estimulam os nervos e provocam contrações
musculares, mas os ganhos estéticos não
se comparam aos obtidos com um programa de ginástica",
afirma o ortopedista Victor Matsudo, presidente do
Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão
Física de São Caetano do Sul.
A partir da próxima
edição a revista VEJA estará
ampliando a coluna "A perguna da semana",
na seção Guia. Responderá duas
ou três dúvidas de interesse geral dos
leitores. Esse espaço não tratará
de questões pessoais, problemas burocráticos
ou no ambiente de trabalho. Você pode enviar
suas sugestões para o e-mail parausar@abril.com.br,
ou preenchendo o formulário
aqui.
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Qual é o sexo frágil,
afinal?
Estudos recentes apontam que a mulher sabe melhor do que
o homem como tirar vantagem de sentimentos como o ódio
e a raiva. Enquanto eles costumam reprimir a agressividade,
elas preferem expressá-la. Sobre essa diferença,
os especialistas dizem que:
Marcelo Capovilla
Ela
Em geral inicia as brigas e recupera-se
delas mais rápido.
Embora prefira expressar-se, não
sofre tanto se é obrigada a reprimir o ódio.
Torna-se agressiva porque os sentimentos
mandam, e não para se afirmar.
Ele
Evita conflitos e, se eles
acontecem, sofre mais depois.
Costuma reprimir a raiva a
ponto de se sentir estressado com isso.
Expressar ódio com
atitudes agressivas é uma forma de afirmação.
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Saúde
Boa
notícia
Gordo, mas em forma
Atenção,
turma que briga com a balança. Finalmente os
pesquisadores fizeram uma descoberta que não
condena totalmente aqueles (muitos) centímetros
a mais na linha de cintura. Um estudo publicado no
jornal da Associação Médica Americana
constatou que um obeso que se exercita corre o mesmo
risco de desenvolver doenças do coração
que pessoas magras que não praticam exercício.
Má
notícia
O trauma e o cigarro
Há uma relação direta entre
experiências negativas vividas na infância
e o vício de fumar. É o que afirma uma
pesquisa do Centro de Controle e Prevenção
de Doenças, que chegou a essa conclusão
depois de acompanhar 9.000
fumantes nos Estados Unidos. Entre os fatores que
contribuem para aumentar as probabilidades de uma
criança recorrer ao cigarro no futuro podem
estar episódios traumáticos como o divórcio
dos pais.
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Família
Agressividade biológica
O comportamento anti-social e agressivo de garotos
entre 7 e 12 anos pode estar ligado não à
educação dada pelos pais, apenas, mas
à falta de um hormônio encontrado na
saliva. Segundo pesquisadores americanos da Universidade
de Chicago, a substância seria responsável
por fazer com que o menino tema ser castigado.
Pais separados, filhos
bem casados
Há 25 anos, um filho de pais separados tinha,
em comparação a crianças educadas
em famílias estáveis, 2,5 vezes mais
possibilidade de vir a se divorciar. Hoje, afirma
pesquisa recente, a propensão a ter destino
idêntico ao dos pais no casamento caiu pela
metade. Motivo: o aumento do número de divórcios
diminuiu o impacto da decisão dos filhos.
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Editado
por Christian Schwartz. Colaborou Monica Gailewitch
e-mail:
parausar@abril.com.br
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