Edição 1 636 - 16/2/2000

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OLHO VIVO

Jorge Butsuem
Trocar de médico ou procurar a opinião de um segundo especialista sobre determinado diagnóstico é sempre um problema. Para que possa haver continuidade no tratamento (ou não, se o novo médico assim decidir), é preciso que o paciente forneça um histórico detalhado do que já foi tentado no seu caso. Como um leigo evidentemente não é capaz de fazer isso por conta própria, é obrigação do médico preparar, se lhe for solicitado, um relatório por escrito do tratamento. Alguns profissionais ficam bravos, mas a norma está no código de ética da profissão. "Entregar todos os exames ao paciente também é dever do médico, embora muitos não façam isso", diz Pedro Paulo Roque Monteleone, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

 

Executivos da bola

Wander Mendes
A profissionalização do futebol vem transformando o marketing esportivo em carreira promissora. A Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, uma das mais tradicionais escolas para administradores do país, já mantém um curso de administração para profissionais do esporte. Com duração de quatro meses, vale como extensão universitária.

 

 

 

Pergunta da semana


Trecho de anúncio: cuidado com o aparelho


Os aparelhos que prometem enrijecer os músculos por meio de choques elétricos funcionam?

Funcionam, mas nem de longe realizam os milagres prometidos nas propagandas. O resultado também varia conforme a intensidade da corrente elétrica emitida pelo aparelho. "As microcorrentes elétricas estimulam os nervos e provocam contrações musculares, mas os ganhos estéticos não se comparam aos obtidos com um programa de ginástica", afirma o ortopedista Victor Matsudo, presidente do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul.

A partir da próxima edição a revista VEJA estará ampliando a coluna "A perguna da semana", na seção Guia. Responderá duas ou três dúvidas de interesse geral dos leitores. Esse espaço não tratará de questões pessoais, problemas burocráticos ou no ambiente de trabalho. Você pode enviar suas sugestões para o e-mail parausar@abril.com.br, ou preenchendo o formulário aqui.

 

Qual é o sexo frágil, afinal?

Estudos recentes apontam que a mulher sabe melhor do que o homem como tirar vantagem de sentimentos como o ódio e a raiva. Enquanto eles costumam reprimir a agressividade, elas preferem expressá-la. Sobre essa diferença, os especialistas dizem que:

Marcelo Capovilla

Ela

Em geral inicia as brigas e recupera-se delas mais rápido.
Embora prefira expressar-se, não sofre tanto se é obrigada a reprimir o ódio.
Torna-se agressiva porque os sentimentos mandam, e não para se afirmar.

Ele

Evita conflitos e, se eles acontecem, sofre mais depois.
Costuma reprimir a raiva a ponto de se sentir estressado com isso.
Expressar ódio com atitudes agressivas é uma forma de afirmação.

 

 

Saúde

Boa notícia

Gordo, mas em forma

Atenção, turma que briga com a balança. Finalmente os pesquisadores fizeram uma descoberta que não condena totalmente aqueles (muitos) centímetros a mais na linha de cintura. Um estudo publicado no jornal da Associação Médica Americana constatou que um obeso que se exercita corre o mesmo risco de desenvolver doenças do coração que pessoas magras que não praticam exercício.

 

Má notícia

O trauma e o cigarro

Há uma relação direta entre experiências negativas vividas na infância e o vício de fumar. É o que afirma uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que chegou a essa conclusão depois de acompanhar 9.000 fumantes nos Estados Unidos. Entre os fatores que contribuem para aumentar as probabilidades de uma criança recorrer ao cigarro no futuro podem estar episódios traumáticos como o divórcio dos pais.

 

Família

Agressividade biológica  

O comportamento anti-social e agressivo de garotos entre 7 e 12 anos pode estar ligado não à educação dada pelos pais, apenas, mas à falta de um hormônio encontrado na saliva. Segundo pesquisadores americanos da Universidade de Chicago, a substância seria responsável por fazer com que o menino tema ser castigado.

 

Pais separados, filhos bem casados

Há 25 anos, um filho de pais separados tinha, em comparação a crianças educadas em famílias estáveis, 2,5 vezes mais possibilidade de vir a se divorciar. Hoje, afirma pesquisa recente, a propensão a ter destino idêntico ao dos pais no casamento caiu pela metade. Motivo: o aumento do número de divórcios diminuiu o impacto da decisão dos filhos.

 

 

Editado por Christian Schwartz. Colaborou Monica Gailewitch
e-mail: parausar@abril.com.br