Edição 1 636 - 16/2/2000

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Nem a Funai daria jeito

Shirley Rocha, a Aigo do O+,
é demitida da Bandeirantes

Ricardo Valladares

 

João Raposo

Shirley: briga entre seu empresário e o apresentador abreviou-lhe a carreira

A escultural morena Shirley Cristina Rocha tinha tudo para ser a sucessora de Feiticeira e Tiazinha. No papel da índia Aigo, atração do programa O+, que substituiu o de Luciano Huck, a silvícola de butique elevava a audiência de 3 para 7 pontos. Registre-se que, no auge, Suzana Alves, a Tiazinha, chegava no máximo aos 6 pontos, e que Joana Prado, a Feiticeira, só consegue aumentar o ibope do O+ até 5. Aigo devia parte de seu sucesso a um par de belíssimos atributos: era a única que fazia topless no ar. Na exuberância de seus 23 anos, a moça apresentava-se vestida somente de tanga e penas. O sonho acabou na terça-feira passada. Shirley, que ganhava 2.500 reais por mês da Rede Bandeirantes, foi demitida. O motivo: as brigas entre o apresentador Otaviano Costa e o empresário e namorado de Aigo, Heveniuton Amaral, de 42 anos, que queria interferir no programa. Não foram poucas as vezes em que os dois bateram boca, em altos brados, nos corredores da emissora. Heveniuton chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Otaviano em uma ocasião em que ambos quase chegaram às vias de fato. "Shirley é uma boa garota. O problema é que ela está mal assessorada", acusa o apresentador do O+. "Otaviano e a Feiticeira, que tinham ciúme de Aigo, nos perseguem desde que chegamos à Bandeirantes", devolve o empresário.

Heveniuton começou a irritar a produção do O+ quando, no terceiro dia de sua contratada no programa, pleiteou um aumento de salário dizendo que ela havia recebido um convite da produção de Luciano Huck na Rede Globo. Era mentira e pegou mal. "Eu nem conheço essa menina, nunca falei com ela", irrita-se Luciano. Como Suzana Alves, Shirley Rocha vem de uma família humilde. Filha de um marceneiro de Cuiabá, já trabalhou em lavanderia, feira livre, lojas e lanchonetes. A personagem Aigo é invenção de seu empresário, que a descobriu quando ela foi pedir emprego como recepcionista num evento, há quatro anos. Heveniuton comprou para ela alguns cocares e flechas e criou suas "coreografias". Encarnando o papel, Shirley ganhava uns trocados – 500 reais por apresentação – fazendo shows em rodeios e pequenas casas noturnas. Projetada em escala nacional graças ao programa O+, Aigo chegou a usufruir algumas benesses da fama. Seu cachê subiu para 5.000 reais por apresentação. Vai sair no Carnaval deste ano numa escola de samba do Rio de Janeiro. Ela continuará no ar até o próximo mês em programas gravados, mas seu futuro é incerto. Mesmo dona de uma plástica invejável (1,75 metro, 58 quilos e 83 centímetros de busto), é duvidoso que consiga um bom contrato para posar para uma grande publicação masculina. Pelo simples motivo de que sua nudez não seria inédita, como as de Tiazinha e Feiticeira. Já apareceu sem roupa antes, na revista Sexy, para a qual deu uma entrevista para lá de picante.

 

Ricas. Até quando?

Paulo Jares

As musas: uma está no auge, a outra, na descendente


Suzana Alves, a Tiazinha, está cortando gastos. Desde que virou um nome nacional, ela não parou de esbanjar. Comprou um apartamento de 960 000 reais em São Paulo, tem doze funcionários e vive se dando "presentinhos" – o último foi um carro de 130 000 reais. A fonte para cobrir esses gastos, porém, já não verte tanta água. Seus shows diminuíram de vinte para seis por mês em média, o que representa uma queda nos rendimentos, embora o cachê tenha aumentado de 3 000 para 8 000 reais. Para que ela não fique inadimplente, seu empresário, Eriberto Monteiro, determinou que Suzana Alves abrisse mão da decoração de 300 000 reais que encomendara para seu apartamento e parasse de comprar vestidos de 15 000 reais. Como a apresentadora ainda deve embolsar um bom cachê quando sair de novo na Playboy, e mantém seu salário mais merchandising em cerca de 40 000 por mês na Bandeirantes, as contas podem se equilibrar. Já Joana Prado, a Feiticeira, ri à toa. A edição da Playboy que a trouxe na capa, lançada em dezembro, foi a mais vendida da história da revista, com mais de 1,2 milhão de exemplares. Feiticeira acaba de comprar uma cobertura em São Paulo no valor de 400 000 reais.