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Nem a Funai daria jeito
Shirley Rocha, a Aigo do O+,
é demitida da Bandeirantes
Ricardo Valladares
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João Raposo

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Shirley: briga entre seu empresário
e o apresentador abreviou-lhe a carreira
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A escultural morena Shirley Cristina Rocha tinha tudo
para ser a sucessora de Feiticeira e Tiazinha. No papel
da índia Aigo, atração do programa
O+, que substituiu o de Luciano Huck, a silvícola
de butique elevava a audiência de 3 para 7 pontos.
Registre-se que, no auge, Suzana Alves, a Tiazinha, chegava
no máximo aos 6 pontos, e que Joana Prado, a Feiticeira,
só consegue aumentar o ibope do O+ até
5. Aigo devia parte de seu sucesso a um par de belíssimos
atributos: era a única que fazia topless no ar. Na
exuberância de seus 23 anos, a moça apresentava-se
vestida somente de tanga e penas. O sonho acabou na terça-feira
passada. Shirley, que ganhava 2.500
reais por mês da Rede Bandeirantes, foi demitida.
O motivo: as brigas entre o apresentador Otaviano Costa
e o empresário e namorado de Aigo, Heveniuton Amaral,
de 42 anos, que queria interferir no programa. Não
foram poucas as vezes em que os dois bateram boca, em altos
brados, nos corredores da emissora. Heveniuton chegou a
registrar um boletim de ocorrência contra Otaviano
em uma ocasião em que ambos quase chegaram às
vias de fato. "Shirley é uma boa garota. O problema
é que ela está mal assessorada", acusa o apresentador
do O+. "Otaviano e a Feiticeira, que tinham ciúme
de Aigo, nos perseguem desde que chegamos à Bandeirantes",
devolve o empresário.
Heveniuton começou a irritar a produção
do O+ quando, no terceiro dia de sua contratada no
programa, pleiteou um aumento de salário dizendo
que ela havia recebido um convite da produção
de Luciano Huck na Rede Globo. Era mentira e pegou mal.
"Eu nem conheço essa menina, nunca falei com ela",
irrita-se Luciano. Como Suzana Alves, Shirley Rocha vem
de uma família humilde. Filha de um marceneiro de
Cuiabá, já trabalhou em lavanderia, feira
livre, lojas e lanchonetes. A personagem Aigo é invenção
de seu empresário, que a descobriu quando ela foi
pedir emprego como recepcionista num evento, há quatro
anos. Heveniuton comprou para ela alguns cocares e flechas
e criou suas "coreografias". Encarnando o papel, Shirley
ganhava uns trocados 500 reais por apresentação
fazendo shows em rodeios e pequenas casas noturnas.
Projetada em escala nacional graças ao programa O+,
Aigo chegou a usufruir algumas benesses da fama. Seu cachê
subiu para 5.000 reais por apresentação.
Vai sair no Carnaval deste ano numa escola de samba do Rio
de Janeiro. Ela continuará no ar até o próximo
mês em programas gravados, mas seu futuro é
incerto. Mesmo dona de uma plástica invejável
(1,75 metro, 58 quilos e 83 centímetros de busto),
é duvidoso que consiga um bom contrato para posar
para uma grande publicação masculina. Pelo
simples motivo de que sua nudez não seria inédita,
como as de Tiazinha e Feiticeira. Já apareceu sem
roupa antes, na revista Sexy, para a qual deu uma
entrevista para lá de picante.
Ricas. Até quando?
Paulo Jares
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As musas: uma
está no auge, a outra, na descendente
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Suzana Alves, a Tiazinha, está cortando gastos.
Desde que virou um nome nacional, ela não parou
de esbanjar. Comprou um apartamento de 960 000 reais
em São Paulo, tem doze funcionários
e vive se dando "presentinhos" o último
foi um carro de 130 000 reais. A fonte para cobrir
esses gastos, porém, já não verte
tanta água. Seus shows diminuíram de
vinte para seis por mês em média, o que
representa uma queda nos rendimentos, embora o cachê
tenha aumentado de 3 000 para 8 000 reais. Para que
ela não fique inadimplente, seu empresário,
Eriberto Monteiro, determinou que Suzana Alves abrisse
mão da decoração de 300 000 reais
que encomendara para seu apartamento e parasse de
comprar vestidos de 15 000 reais. Como a apresentadora
ainda deve embolsar um bom cachê quando sair
de novo na Playboy, e mantém seu salário
mais merchandising em cerca de 40 000 por mês
na Bandeirantes, as contas podem se equilibrar. Já
Joana Prado, a Feiticeira, ri à toa. A edição
da Playboy que a trouxe na capa, lançada
em dezembro, foi a mais vendida da história
da revista, com mais de 1,2 milhão de exemplares.
Feiticeira acaba de comprar uma cobertura em São
Paulo no valor de 400 000 reais.
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