Edição 1 636 - 16/2/2000

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"A reportagem com o senhor Wagner Canhedo mostra de forma competente a verdadeira face do Brasil, 500 anos depois."
Bruno Bezerra de Souza Pereira
Santa Cruz do Capibaribe, PE

 

Bernardino Tranchesi Júnior

Por que os pacientes do doutor Tranchesi vão acreditar que fumar faz mal, se ele, com todo o conhecimento que tem, fuma cigarro e charuto? Se os médicos fossem formados dentro da noção de que preservar e expandir a saúde, a começar pela sua própria, constitui sua missão, haveria menos doenças, menos dinheiro seria gasto em tratamentos e menos dias de trabalho seriam perdidos (Amarelas, 9 de fevereiro).
Roberto Doglia Azambuja
Brasília, DF

 

Roberto Campos

A colocação de Roberto Campos é perfeita. Chega a parecer burrice ou ingenuidade de nossas autoridades investir no desarmamento da população. Granadas, bazucas e metralhadoras, não é da população comum que os bandidos obtêm (Ponto de vista, 9 de fevereiro).
Fábio Shigueo Abe Mota
fsam@zipmail.com.br

 

Claudio de Moura Castro

Ao ler o artigo "Banheiros e desenvolvimento" (2 de fevereiro) me deu um clique. Estou em crise existencial desde o final de curso na faculdade, em dezembro, e sem saber o que fazer. Minha casa e minha vida andam como um banheiro bem desorganizado. Ainda não sei como agir, mas depois de ler o artigo resolvi começar por organizar minha casa – e quem sabe assim ponho em ordem minha vida também.
Priscila Ono Pedrotti
Juína, MT

 

Bernardino Tranchesi Júnior 2

Citado nominalmente, vejo-me obrigado a declarar que a versão dada pelo doutor Bernardino Tranchesi Júnior (Amarelas, 9 de fevereiro) para sua saída do Incor além de ofensiva é incorreta. Na verdade, por se ausentar com freqüência da unidade coronariana do instituto foi advertido várias vezes e acabou por perder a chefia, que exigia tempo integral. Em conseqüência, solicitou afastamento de dois anos para tratar de interesses particulares, findos os quais decidiu solicitar demissão. As mentes pretensiosas e confessadamente vaidosas criam versões fantasiosas para encobrir faltas. Prefiro a modéstia, humildade, competência e ética de Bernardino Tranchesi, seu pai, e de João Tranchesi, seu tio, aos quais muito deve a cardiologia brasileira.
Adib Domingos Jatene
São Paulo, SP

 

Cinema nacional

Na reportagem "Onde está o dinheiro?" (2 de fevereiro), VEJA acertou quando informa a seus milhares de leitores que o Ministério da Cultura cumpriu a lei e o dever de zelar pela boa aplicação dos recursos públicos. Em um caso, rejeitou prestação de contas considerada irregular e remeteu a matéria para o órgão próprio, o TCU. Em outro, não aprovou pretendida elevação de valores para a captação de recursos incentivados, exigindo que o interessado comprove a regularidade das despesas até aqui efetuadas. VEJA errou, porém, na parte opinativa, que inclui críticas inconsistentes e denúncias fantasiosas — nada mais de que revides à ação enérgica e saneadora do doutor Álvaro Moisés à frente da Secretaria do Audiovisual, reprimindo abusos e impedindo a aplicação irregular de recursos públicos. A lamentável contradição entre a reportagem e a opinião revela uma idiossincrasia do repórter.
Luciano Ramos
Assessoria de comunicação social
Brasília, DF

VEJA mantém o que publicou (sobre o assunto, leia reportagem na página 136).

 

Wagner Canhedo

O Banco do Brasil não detém nenhum crédito com a Vasp. Com relação às obrigações de crédito externo da Vasp vencidas no decorrer dos anos 80 e honradas pelo Tesouro Nacional, o Banco do Brasil foi designado, como agente financeiro da União, para cobrar ao devedor no período de setembro de 1990 a junho de 1999, quando a cobrança foi suspensa por medida liminar concedida pelo Poder Judiciário ("A receita de Canhedo", 9 de fevereiro). Carlos Alberto Barretto de Carvalho
Assessor de imprensa
Brasília, DF

 

Esclarecimento

Os medicamentos que evitam os picos de pressão no início da manhã são os tomados no dia anterior, podendo ser à noite, se seu nível ótimo ocorre doze horas depois, cobrindo assim as primeiras horas da manhã. Alguns remédios estendem sua ação igualmente por 24 horas. Somente os de efeito rápido, como a nifedipina, com restrições de um bom número de cardiologistas, de uso sublingual, agem minutos após ser tomados e se destinam a crises de pressão alta já instaladas. A medicação de manutenção que protege é a tomada no dia anterior ("Horário do remédio", Guia, 2 de fevereiro). Haroldo Pinheiro
Belém, PA

 

Pílulas de farinha

As pílulas de placebo foram produzidas na Schering para testes de embalagem. Assim que se realizaram os testes, foram encaminhadas para incineração. As investigações que apuram os responsáveis pela distribuição de uma pequena quantidade dessas pílulas não se encontram concluídas, portanto, não se sabe ainda quem as colocou no mercado ("Caros demais?", 2 de fevereiro).
Gladis Henne Eboli

Gerente de comunicações corporativas
São Paulo, SP

 

 
DIRETO DE

O Fórum de Debates de VEJA na internet perguntou na semana passada: O empresário Wagner Canhedo, dono da Vasp, deve 2 bilhões de reais ao governo e continua à frente de suas empresas. Na sua opinião, como é possível que situações assim persistam no Brasil? Veja o que alguns leitores responderam:

 

"Gostaria de saber o que acontece a um contribuinte que faz compra a prazo e não paga porque perdeu o emprego e tem de optar entre alimentar a família e honrar a dívida."
Adriana Gusmão
adrigusmao@bol.com.br
São Paulo, SP

"Se esse tipo de situação persiste em nosso país é porque infelizmente quem deveria estar punindo tal procedimento está em conluio com o contraventor."
Luciana Baliero
luciana@boldrini.org.br
Campinas, SP

"Como o governo permite uma dívida de 2 bilhões? São 2 e não 1, e se fosse 1 já seria uma vergonha."
Liliana Quirino P. Bifulco
Bifulcos@uol.com.br
São Paulo, SP

"E ainda vemos ministros (militares, quem diria?) dizendo na televisão que não podem cobrar a dívida porque 8 500 funcionários perderiam seu emprego. Por esse raciocínio nenhuma empresa poderia quebrar, uma vez que qualquer empresa falida provoca o fim de postos de trabalho."
Gilberto Alckmin Magalhães
galckmin@hiway.com.br
Valinhos, SP