"Nunca
é aconselhável seguir cegamente um autor que diz o que se deve fazer
para obter sucesso em determinada área." Cláudia
Fukumoto Uehara São Paulo, SP
A
vida com regras
A reportagem especial
"A vida com instruções" (9 de janeiro) foi um presente
para todos os que buscam entender a arte da convivência e superar os desafios
para iniciar 2008 de bem com a vida. Hugo
Lins Coelho Recife, PE
Okky
de Souza e Vanessa Vieira mostram como a vida, em todos os aspectos, pode ser
levada de forma mais harmônica quando estabelecemos uma conduta moderada,
com uma ordem de prioridades e planejamento na execução das ações.
Os livros de auto-ajuda nos fazem dar um passo atrás e nos permitem observar
nossa vida de um ângulo mais amplo, dando-nos métodos prontos para
atuarmos onde se faz necessário. Francisco
Hyppolito Neto Mogi-Guaçu, SP
A
reportagem é um excelente trabalho de pesquisa. Cabe salientar que a multiplicidade
de regras, guardadas as devidas proporções, é conseqüência
do processo de evolução da humanidade. A expectativa é que
o homem aprenda a selecionar o que é realmente bom e contemple sua existência
com o pleno exercício de cidadania e excelência moral. Helton
Júnio Sabará, MG
A
regra de ouro que precisamos para viver bem é o respeito ao outro. Sempre.
Em qualquer circunstância. Em todos os momentos. Seja em casa, no trabalho,
na rua. Não é necessário recorrer constantemente a livros
de auto-ajuda nem se perder entre mil ensinamentos. Helaine
Povoa Brasília, DF
A
regra é uma norma que pode ser aplicada sobre um grupo de pessoas visando
a um benefício comum. Na minha família, menores de 16 anos devem
estar em casa às 23 horas, por exemplo. Maiores de 18 já devem ter
iniciado um trabalho, podendo ser estágio, remunerado ou não. Já
uma instrução ajuda a elucidar um assunto pouco conhecido. Um texto
intitulado "Diversifique seus investimentos" pode ser uma boa leitura
para quem está começando a aplicar parte de sua renda. Seguir cegamente
um autor que diga "o que se deve fazer" em determinada situação,
quais "os mandamentos" para obter sucesso numa área, não
é aconselhável. Cláudia Fukumoto Uehara São
Paulo, SP
Ultimamente, as
pessoas têm recorrido a manuais comportamentais: como ter sucesso,
como fazer amigos, como ser feliz, como arranjar namorado. Acredito que o ser
humano age não só através do instinto como da educação
que obteve em casa. Cabe a ele diferenciar o que é certo do que é
errado. Na verdade, somos reflexo daquilo que vivemos. A verdadeira amizade acontece
naturalmente, assim como um relacionamento. A partir do momento em que a pessoa
busca esse tipo de ajuda em manuais, ela não só demonstra
insegurança como mostra que é também artificial. São
pessoas sem personalidade. Kelli Pedroso Porto Alegre, RS
Regras
são como promessas em início de ano. Entra ano, sai ano, e as pessoas
não mudam, muito menos seguem regras. Na verdade, nem ao menos tentam. Endrigo de Souza Cordeirópolis,
SP
Neste
mundo em que se corre em busca de sucesso a qualquer custo, eu prefiro ficar com
o ensinamento do filósofo de Xerém: deixo a vida me levar. Paulo
Ferreira da Silva Cruzeiro, SP
Impostos
Gostaria de deixar registrada
a minha indignação com a postura do governo Lula de mais uma vez
aumentar os impostos, sendo que, com a maior cara-de-pau, disse que não
iria fazê-lo, mas, sim, diminuiria os gastos públicos ("Pacote
de maldades", 9 de janeiro). Alexandre
Cavalcanti São Paulo, SP
O
presidente Lula está fazendo jus a sua declaração de que
é uma metamorfose ambulante. Tem mudado de idéia como as ondas do
mar. E quem sofre com essa mutação é o brasileiro.
O presente de Natal durou pouco. Não se pode mais, mesmo, acreditar em
Papai Noel. Simoneto Paiva Apodi,
RN
Sinceramente,
não me lembro de outro governo composto de gente tão debochada
quanto o atual. Considero um insulto que o ministro Guido Mantega esteja se tornando
o mestre das "brincadeirinhas-fora-de-hora". O pacote anunciado leva
o sobrenome de quem o criou: retrocesso. Até quando Lula acha que o
doce manto de sua popularidade o protegerá? Geraldo
Rogério Silva Pinho Belém,
PA
Com
o fim da CPMF, eu tinha a esperança de que finalmente daríamos início
a uma reforma tributária, faríamos corte de gastos e iniciaríamos
reformas em vários âmbitos. Lula nem deixou oportunidades para a
oposição, já aplicou mais gastos, mais impostos, e a
situação piorou. Gostaria de lembrar que não basta ter uma
economia em alta se as áreas social, pública, educacional nunca
melhoram. Lucas DNillo Goiânia,
GO
É
com muita tristeza, porém sem nenhuma surpresa, infelizmente, que mais
uma vez vimos a que veio nosso governo. Como sempre faz, perdeu uma grande chance
de mostrar seriedade, compromisso e honestidade para com os cidadãos. Em
vez de enxugar e moralizar a máquina pública, fez o mais fácil
e conveniente: aumentou a carga tributária para compensar o fim da CPMF. Pablo Vasconcelos Pavan Goiânia,
GO
É
impressionante a irresponsabilidade do governo ao apostar tantas fichas em uma
"contribuição provisória". Beira o amadorismo.
São urgentes as reformas tributária e previdenciária, bem
como um plano de investimentos efetivo e sustentável, para que o Brasil
possa sair da classificação de Terceiro Mundo. Cesar
Divonsir Detzel Curitiba, PR
A
diferença entre o pagamento da CPMF extinta e o do IOF aumentado é
que o primeiro era feito pelos que tinham dinheiro, através da movimentação
financeira, e o segundo pelos que não têm, por meio da contratação
de dívidas. É mais um duro golpe contra os pobres, ao mesmo tempo
em que alivia a situação dos endinheirados. Clediney
Silva São José dos Pinhais,
PR
Acredito
que poucos foram os brasileiros que se assustaram com as medidas adotadas pelo
governo. A mentira anda junto com o governo atual: quando a boca dizia "não
aumentarei os impostos", os olhos refletiam "esperem só a poeira
baixar". Mas nem isso ocorreu. Aumentaram antes de baixar a poeira. O povo
só clama por responsabilidade nos gastos com o dinheiro público. Anderson Carlos de Souza Neves Espigão
do Oeste, RO
Marisa
Letícia
Ótima
a reportagem "A real metamorfose ambulante" (9 de janeiro), mostrando
as mudanças no visual da primeira-dama Marisa Letícia. Cumprimento
todos os profissionais responsáveis pelo seu visual, elegante e impecável. Juliana Alves Belo
Horizonte, MG
A
transformação que sofreu a senhora Marisa Letícia, depois
que passou a hospedar-se no Palácio do Planalto, é motivo de satisfação
dos brasileiros, que apreciam ver suas figuras públicas a brilhar. Para
a metamorfose ficar completa, esperamos que até o fim deste governo possamos
ouvir sua voz, desconhecida de todo o povo brasileiro, dizendo, pelo menos, um
"muito obrigada". Eduardo
Augusto de Campos Pires Por e-mail
Fiquei
impressionada com a velocidade com que dona Marisa se preocupou em melhorar sua
aparência e a cumprimento por isso. Mas, sinceramente, ficaria muito mais
impressionada se ela se preocupasse em estudar, em aprender sobre nosso país,
em se preparar para se engajar em projetos sociais, ainda que regionais. Elisabete de A. Vitrio São
Bernardo do Campo, SP
O
poder pode ser afrodisíaco, mas não embeleza. É o que se
conclui da leitura da reportagem. José
Maria Leal Paes Belém, PA
A
total futilidade e a falta de compromisso com os mais pobres são de lascar!
Já está mais do que na hora de nossa primeira-dama mostrar
a que veio! Sinto-me envergonhada de ver uma representante do nosso gênero
que, além de não fazer nada útil, passa o tempo gastando
com plásticas e Botox. Minha senhora, quase metade dos lares brasileiros
é chefiada e sustentada por mulheres trabalhadoras! Esta nação
merece mais apreço e atenção! Priscila
Scatena São Paulo, SP
Tenho
88 anos, sou de origem russa, mas me naturalizei, sou brasileira de corpo e alma,
e por isso hoje decidi escrever-lhes: que vergonha, essa senhora que se diz primeira-dama
e que não fez nada mais do que "esticar-se", cuidar-se e viajar...
muito! Será que ela tem idéia do que são projetos sociais?
Nina Romanovsky da Silva São Paulo, SP
Carta
ao leitor
Ao ler "É
pedir muito?" (9 de janeiro), vêm-me à memória como
um pesadelo as inúmeras reformas necessárias e engavetadas no Planalto
Central. E mais: em todos os níveis, o governo engendra mecanismos e ações
visando a sua reedição/reeleição. Joaquim
Medeiros de Souza Júnior Rio
Branco, AC
John
P. Mulhall
Tive a oportunidade
de participar de uma conferência com John Mulhall (Amarelas, 9 de janeiro).
Essa visão física, psíquica e social da sexualidade é
o que defendemos pelo mundo nos estudos da sexualidade humana. A união
entre psicologia e medicina mostra que disfunção sexual tem solução.
Qualquer trabalho sério deve necessariamente abordar aspectos físicos,
psíquicos e sociais, o que torna impossível separar as duas ciências
quando o ser humano é tudo isso e muito mais. Marlon
Mattedi Psicólogo, especialista
em sexualidade pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana Madri,
Espanha
Cartas
Quase
aos 60 anos, divorciada e só, concordo plenamente que a vida sexual é
vital à saúde mental. Não importa se para homens ou mulheres.
No entanto, acredito que o melhor remédio para o bom desempenho dos dois
gêneros é o sexo em clima de amor e de prazer. Não importa
se para jovens, maduros ou simplesmente velhos. Afinal, se a velhice biológica
é invencível, a velhice social é implacável. O cidadão
é velho não tanto porque o seja na idade. O cidadão é
velho porque assim é decretado. É a sociedade que diz que velha
só ama netos e repudia homens. É a sociedade que diz que velho só
ama jogos de cartas ou dominó e repudia mulheres. Maria das Graças
Targino Teresina, PI
Petróleo
Na
reportagem "O barril a 100 dólares" (9 de janeiro), além
de analisar os meandros do atual preço do petróleo, VEJA foi muito
feliz ao declarar que "o país já produz quase todo o petróleo
de que necessita ainda não atingiu a auto-suficiência festejada
pelo governo Lula na campanha eleitoral de 2006, mas está perto disso".
A essa informação, gostaria de acrescentar que, em razão
da falta de instalações para refino, o Brasil continua exportando
petróleo pesado (mais barato) e importando petróleo leve (mais caro).
Como resultado dessa morosidade em construir refinarias, entre janeiro e novembro
de 2007, de acordo com os números da Secex, o país teve uma receita
de 7,5 bilhões de dólares em exportações de petróleo
em bruto, mas gastou 10,7 bilhões em importações, o que dá
um saldo negativo de 3,2 bilhões, dinheiro suficiente para construir uma
refinaria do porte da Abreu e Lima, em Suape. Ou seja, do jeito que está
o atual panorama, a curto prazo poderemos ter auto-suficiência volumétrica
(produção em barris), mas não o superávit financeiro. Humberto
Viana Guimarães Salvador, BA
Narcoguerrilha
Todos queriam faturar com a palhaçada
encenada pela narcoguerrilha colombiana, especialmente Hugo Chávez. Pagaram
o maior mico ("Operação faz-de-conta", 9 de janeiro).
O que temos de reconhecer é que Lula mandou para a "festa" o
homem certo, Marco Aurélio Garcia. Sim, porque, diante do fracasso da operação,
ele deveria olhar bem para Chávez e fazer aquilo que todos sabemos que
ele faz muito bem: "Top, top, top!". Josué Luiz Hentz São
João da Boa Vista, SP
Na encenação
montada pelas Farc e capitaneada pelo companheiro Hugo Chávez, o Brasil
mandou o assessor especial da Presidência da República, o Marco Aurélio
Top Top Garcia. Não é que o governo brasileiro estivesse mal representado
na marquetagem, mas, como a ação se desenvolveria direto com uma
organização criminosa e ligada ao narcotráfico, o governo
poderia, via indulto de ano-novo, ter enviado nosso especialista nesse tipo de
ação, Fernandinho Beira-Mar, que, inclusive, tem bom trânsito
por lá. João Pedro Rodrigues Rio de Janeiro, RJ
Britney
Spears
Fiquei muito triste pela maneira como
foi tratado o problema ocorrido com a cantora Britney Spears (Datas, 9 de janeiro).
Acho que foi totalmente desnecessário o comentário: "O show
foi um sucesso, com centenas de fotógrafos e cinegrafistas acompanhando
tudo". Robson Silva Salvador, BA
As
pessoas estão cada vez mais obcecadas por ver a queda de Britney do mais
alto pedestal pop e estão se esquecendo de que ela conquistou tudo trabalhando
como qualquer um. Britney podia ter escolhido o caminho mais fácil e virado
política, que hoje renderia muito à sua conta bancária. Larissa
Ramos de Sá Belo Horizonte, MG
Não
sou fã da cantora, mas sei que uma pessoa que vive com centenas de fotógrafos
à sua volta não precisa de atenção. Britney raspou
a cabeça para chamar atenção? Britney não se preparou
para um show para chamar atenção? Separou-se para chamar atenção?
Com certeza a artista sabe que isso diminui sua popularidade, fazendo-a perder
fãs e, conseqüentemente, dinheiro. João Vitor Neto Nascimento Rio
de Janeiro, RJ
É errado querer
ficar um tempo com os filhos e ter de abaixar a cabeça para o verdadeiro
cafetão, que é o marido? Matheus Moreira, 13 anos Unaí,
MG
Glória Maria
A jornalista
Glória Maria realizou um trabalho dos mais brilhantes na TV. Está
mais jovem do que nunca. Seu espírito empreendedor e aventureiro garantiu
ao Fantástico e a nós, brasileiros, excelentes momentos
de lazer e aprendizagem. Seu passado de família humilde e negra demonstra
sua energia, perseverança e atitude positiva diante das adversidades da
vida. Sua história exemplifica uma carreira de luta e sucesso ("O
domingo perde sua veterana", 9 de janeiro). Silvia Rosa Blumberg Rio
de Janeiro, RJ
Nada surpreende e tampouco
se contesta nos tempos de Glória que chegam ao fim. A reportagem
só confirma o que os telespectadores já percebiam. Hermilio
Pinheiro de M. Filho Taguatinga, DF
Seja
bem-vinda, Patrícia Poeta! Com toda a sua simplicidade e simpatia, com
certeza conquistará facilmente os telespectadores. Glória Maria, seja
feliz em suas férias, e que elas durem mais que os anos programados. Pedro
Sergio Ronco Ribeirão Bonito, SP
Difícil
é acreditar que uma profissional tão mal-humorada tenha feito as
maiores e melhores reportagens do Fantástico. De qualquer forma,
resta um consolo: nem as estrelas são eternas. Sérgio Emiliano Campo
Maior, PI
Lya Luft
Ledor
de Ponto de vista, cumprimento Lya Luft pela proficiência e sensibilidade
sempre demonstradas. O artigo "A dignidade humana" (9 de janeiro) escancara
a decadência de nosso sistema penitenciário. É hora de pensar
na recuperação de quem errou na vida, dando-lhe uma esperança.
Mais dia menos dia, o teremos no convívio social. Marco Aurélio
Mello Ministro do STF
Brasília,
DF
Os textos da Lya têm o dom de
penetrar na alma de seus leitores e escancarar as idiossincrasias ("A dignidade
humana", Ponto de vista, 9 de janeiro). O ser humano, quando desprovido de
bons princípios, é capaz de atos de crueldade impensáveis.
Todos nós podemos nos tornar usurpadores. Todo cuidado é pouco em
cada esquina da vida. Por isso, precisamos insistentemente cultivar o amor. O
coração humano necessita da chama do amor para encontrar a realização
e a felicidade. Nossa alma precisa da luz do amor para achar seu verdadeiro caminho.
O que não se deve permitir é que, em nome de uma pseudojustiça,
fechemos os olhos para a dignidade humana. Luiz Adriano Prezia Carneiro São
Bernardo do Campo, SP
Caminhos
do Coração
Concordo plenamente
com a reportagem "Bizarro é pouco" (9 de janeiro), de Marcelo
Marthe, sobre a novela Caminhos do Coração. Sou professor
universitário e mestre em teledramaturgia e fico abismado e espantado com
essa novela. O texto é ridículo, ou melhor, nem texto tem, e os
atores, que são maravilhosos, acabam se sujeitando a fazer personagens
sem nenhuma sustentação, de forma inverossímil, caindo no
patético. Saudade de Ivani Ribeiro, Geraldo Vietri e Dias Gomes, que devem
estar rolando na tumba de tanta besteira numa novela só. Ruvin Ber
Jose Singal São Paulo, SP
Internet
Fiquei
contente em ver o artigo sobre o Kiva na revista ("O Orkut da filantropia",
9 de janeiro). Realmente, o conceito deles é muito interessante. Tomei
conhecimento do website há um ano aproximadamente e desde então
já fiz três empréstimos a empreendedores de países
distantes. Os dois primeiros foram quitados antes mesmo do vencimento. O terceiro
iniciou-se duas semanas atrás. Não tem juros nem correção
monetária, mas a satisfação de poder ajudar compensa
muito mais. Mark Pinheiro Curitiba, PR
Saúde
A
reportagem "Tragédia na virtude" (9 de janeiro), sobre morte
ocasionada pelo excesso de trabalho no Japão (karoshi), está muitíssimo
interessante e nos remete à situação dos médicos no
Brasil. Nossa carga horária encontra-se entre as maiores dentre todas as
categorias profissionais, fruto do contínuo desprestígio da categoria,
fazendo com que tenhamos de acumular inúmeros empregos, recebendo
baixa remuneração. A carga horária do médico no Brasil
chega próximo das sessenta por semana. Estudo divulgado recentemente pelo
Conselho Federal de Medicina identificou que são comuns casos de stress, transtornos
mentais e cardiovasculares, além do abuso de medicamentos entre os médicos.
Alguém precisa cuidar de quem presta cuidados. Parabéns a VEJA pela
excelente matéria. Felipe de Medeiros Tavares Caratinga, MG
Holofote
A
atitude do ministro Márcio Fortes, portando a senha de velho com 66 anos
("Aeromoça, eu sou velho!", Holofote, 9 de janeiro),
sugere a revisão da legislação para mudar o conceito de idoso.
As estatísticas detectaram que a idade média de sobrevivência
dos brasileiros passou para 72 anos. Com a cara e os 66 anos do ministro, não
dá para passar por idoso. Elizio Nilo Caliman Brasília,
DF
Ambiente
Parabéns
a VEJA pela excelente reportagem "O revolucionário e o reacionário"
(9 de janeiro), sobre os equívocos de alguns "ativistas ecológicos",
que, pela força e em desrespeito ao processo democrático, tentam
impor à sociedade uma visão contrária à evolução
da ciência e ao interesse dos pobres. É o caso de Bové, um
dos ícones da lamentável onda do fundamentalismo ambiental, que
tantos males tem causado ao verdadeiro desenvolvimento sustentável, inclusive
no Brasil. Jerson Kelman Brasília, DF
Norman
Borlaug, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e cientista responsável
pela Revolução Verde, ninguém conhece. Esse charlatão
do José Bové, que estava fora da mídia e agora volta com
greve de fome que, por sinal, está virando moda , todo mundo
conhece. Será que ele não sabe o valor pago para produzir sementes
convencionais e o custo das transgênicas? As transgênicas reduzem
o desmatamento e o uso de defensivos, que são extremamente prejudiciais
ao meio ambiente. Luiz Buzetti Filho Paranaíba, MS
Mais
uma vez VEJA sai na frente ao registrar que a esquerda internacional, depois da
queda do comunismo e do Muro de Berlim, mudou de tática e vem aparelhando
os movimentos ambientalistas e utilizando-os para atacar a globalização
e o capitalismo. Fabio Mestriner Por e-mail
André
Petry
O artigo "Será mais um basta?"
(9 de janeiro) ratifica o que penso. O vilão deste país é
a impunidade. Ela permeia todos os setores de nossa sociedade. O exemplo de Edmundo,
e de muitos outros, estimula a violência, a corrupção,
o crime, o vandalismo, o roubo e os demais tipos de transgressão às
leis. João Serpa Teresina, PI
Roberto
Pompeu de Toledo
É maravilhoso saber
que muitas coisas boas não mudam, como o pensamento crítico de Roberto
Pompeu de Toledo, que tem como contraponto uma sensibilidade tão aguçada
quanto a exposta no Ensaio "Feliz ano novo" (9 de janeiro). À maneira
de Rilke, Brecht, Manoel Bandeira, Cecília Meirelles, entre tantos outros,
ele versou sobre o tempo com uma percepção irrepreensível,
isolando-o da visão maniqueísta de bem e mal, compreendendo-o
como tão-somente inexorável. Que venha 2008! Uma vez mais vamos
saudá-lo e, no limite do possível, fazê-lo transcorrer suavemente... Maria
Tereza Mascarenhas Baneário Camboriú, SC
A
vida com regras 2
Houve um pequeno equívoco
na reportagem especial "A vida com instruções" (9
de janeiro), na qual está dito que o compositor barroco Johann Sebastian
Bach (1685-1750) escreveu obras para piano. Na verdade, ele não escreveu
peças para piano, até porque esse instrumento nem sequer fora aperfeiçoado
naquela época. Suas obras originais foram escritas principalmente para
cravo, um instrumento muito utilizado na época, e para órgão.
Com o passar do tempo, essas obras foram sendo transcritas para o piano devido ao desuso
do cravo e à ascendência do piano (pianoforte). Gustavo
Girão Braga Por e-mail
Enzimas
Sobre
a reportagem "Glossário dos rótulos" (Guia, 9 de janeiro),
faz-se necessário esclarecer que as enzimas são catalisadores
biológicos naturais 100% biodegradáveis e não permanecem
nas roupas nem nos tecidos após a lavagem. As enzimas atuam especificamente
nos substratos (como, por exemplo, resíduos de amido ou molhos, manchas
de sangue, entre outros), sem causar danos às roupas nem aos tecidos, e,
sendo ambientalmente corretas, não agridem o meio ambiente e reduzem significativamente
o consumo de energia durante o processo de lavagem. Victor Manuel
Gonçalves Barbosa Araucária, PR
Fumantes
passivos
Gostaríamos de cumprimentá-los
pela reportagem "A prova que faltava" (12 de dezembro), que tratou da
incidência de enfisema pulmonar entre os fumantes passivos. Trata-se de
um problema causado pelo tabagismo que, juntamente com a bronquite crônica,
constitui a doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc). Nós,
da Associação Brasileira de Portadores de Dpoc, lutamos continuamente
para divulgar o conceito da doença e chamar a atenção da
sociedade, dos médicos e do poder público para a importância
desse problema, que chega a matar quatro brasileiros por hora, segundo o Datasus.
Iniciativas como a de VEJA são de valor inestimável para a conscientização
da sociedade. Manoel de Souza Machado Junior Associação
Brasileira de Portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica www.dpoc.org.br São
Paulo, SP
Santos Dumont
Sobre
a reportagem "O vôo sem volta do inventor" (26 de dezembro), ao
contrário do que se afirma, desde 1907 a primorosa concepção de
uma das invenções de Santos Dumont, o SD Nº 19, Demoiselle
um belíssimo monoplano com empenagem (conjunto de leme e estabilizadores
a ré) , é o exemplo mais utilizado pelos aviões em
série, tanto de uso comercial quanto militar. Marcus Vinitius Mendonça
Galvão de Souza
Curitiba,
PR
A reportagem "O vôo
sem volta do inventor" afirma que a versão mais aceita para o suicídio
de Alberto Santos Dumont, a angústia de ver o uso militar do avião
exatas duas semanas após o início da Revolução
Constitucionalista de 1932 , "não resiste a uma análise
atenta". E afirma que o pai da aviação sofria de uma doença
pouco conhecida na época, definida por especialistas como transtorno bipolar,
em que o paciente alterna momentos de euforia com outros de depressão.
É difícil separar as duas coisas e, pesquisando-se a vida de Dumont,
conclui-se que o mais correto seria afirmar que, numa de suas crises de depressão,
contrariado ao ver seu invento ser usado como arma de guerra, ele se suicidou
num hotel do Guarujá. O curioso é que a certidão de óbito
dele ficou desaparecida durante 23 anos. O motivo da morte foi omitido desde a
ditadura de Getúlio Vargas, quando se criou a figura-mito do herói
nacional e se acreditou que um herói suicida não ficaria bem nos
livros de história. A certidão aponta como causa mortis
um suposto "colapso cardíaco". Carlos C. Abumrad São
Paulo, SP
Roberto Civita
Sou
assinante de VEJA desde 1980. Não é preciso dizer que sou admirador
cativo da revista. E gosto muito também do texto do Roberto Civita. Claro
e, não poderia ser diferente, com muito conteúdo. A análise
que faz do ano que se encerrou é perfeita ("O desafio agora é
não esmorecer", 29 de dezembro). Edvaldo Rodrigues Reis Por
e-mail
Roberto Civita se expressou com
maestria sobre 2007. Cabe à classe dominante seguir ao menos 50% desse
formidável escrito, e melhorará muito o nosso país. Que seja
respeitada a opinião pública de forma contínua e que nossos
políticos honrem seus cargos e assumam suas responsabilidades em prol da
sociedade. Diógenes Pereira da Silva Uberlândia, MG
Diogo
Mainardi
No artigo "Ficamos mais bestiais"
(29 de dezembro), Diogo Mainardi retratou um Brasil inteiro de "brasilianos"
indignados com o que está acontecendo e com o que não está
acontecendo em nosso país. "Em 2007, o Brasil pediu para aterrissar
numa pista longa e segura, mas acabou numa pista incerta e escorregadia, com shopping
center e tudo o mais." Realmente, já arriscamos muito. Precisamos
aterrissar, enxergar com clareza os rumos do Brasil, da América Latina
e de tudo o que está ocorrendo. Maria Lúcia Capanema Cáceres Belo
Horizonte, MG
Compartilho da dor,
do sofrimento, da saudade daqueles que ficaram, agravados pelo descaso, pela hipocrisia,
pela insensatez desta nossa sociedade, que gerou e endossou este governo
e estes governantes. Insensatos são um líder e os homens públicos
que não têm sensibilidade nem moralidade para distinguir bens morais
e éticos de bens materiais. Pena deste povo e deste país,
que deixou que se perdesse o rumo de seus valores e de seus princípios.
Anthony Wong São Paulo, SP
Energia
A
reportagem "A evolução da luz" (19 de dezembro) apresenta
a lâmpada de LED como grande avanço tecnológico na área
de iluminação e solução no combate ao aquecimento
global. Mas também é verdade que, enquanto ela tem o desafio de
conciliar eficiência com preço, cada um pode fazer sua parte para
reduzir o impacto na geração de energia e no meio ambiente. Se mais
consumidores aderissem às lâmpadas fluorescentes compactas, que são
80% mais econômicas e duram até dez vezes mais, já passaríamos
para o segundo estágio da evolução da lâmpada elétrica,
mencionado na matéria. Contudo, cerca de 50% dos lares brasileiros ainda
utilizam lâmpadas incandescentes. Enquanto alguns países já
substituíram grande parte das tradicionais lâmpadas pelas fluorescentes
e outros informaram que vão parar de fabricar as incandescentes, como é
o caso da Austrália, no Brasil ainda faltam políticas efetivas que
incentivem essa troca, embora programas de subsídio tenham sido encorajados. Ricardo
Cricci São Paulo, SP
CORREÇÃO:Na reportagem "Além das impressões" (9 de janeiro),
o nome do pioneiro da datiloscopia escocês é Henry Faulds, e não
Henry Faulds Malpighi.
Borboleta 08
A borboleta do leitor e a Diaethria candrena candrena:
zero oito?
O médico Paulo
Henrique Rabello Nascimento, de Sorocaba, enviou à redação
uma fotografia que considera "um sinal de esperança" no novo
ano. Na foto, que tirou no último dia de 2007, pode-se ler o número
08 nas asas de uma borboleta. Embora não se possa negar a coincidência
de uma 08 aparecer exatamente na passagem do ano, a presença de sinais
que lembram números nas asas é comum em várias espécies
de borboleta. O objeto da foto de Nascimento, aparentemente, é uma Diaethria
candrena candrena, que, como se vê nas fotos, muitas vezes aparece com o
zero e o oito invertidos ou formando um desenho mais próximo de 00 ou 88.
VEJA.com
A foto de Eva Nunes e a edição de VEJA
A pesquisadora Simone Camelo Araújo,
de Natividade, no estado do Tocantins, "cidade reconhecida como patrimônio
nacional", estava organizando seu arquivo de documentos históricos
e encontrou a fotografia que ilustra este quadro. Conseguiu datá-la graças
ao site VEJA.com. "Só descobri o período aproximado da foto
porque encontrei no site a capa da revista (edição de 28 de junho
de 1978) que nossa querida professora Eva Nunes da Silva está lendo",
escreve Simone. "Ela lia sem óculos, mesmo com idade acima de 100
anos. Fiquei muito feliz. Parabéns pelo site", diz a pesquisadora,
que assim reconstituiu uma informação de 29 anos e seis meses atrás.