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Edição 2043

16 de janeiro de 2008
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Cartas

"Nunca é aconselhável seguir cegamente um autor que diz o que se deve fazer para obter sucesso em determinada área."
Cláudia Fukumoto Uehara
São Paulo, SP

A vida com regras

A reportagem especial "A vida com instruções" (9 de janeiro) foi um presente para todos os que buscam entender a arte da convivência e superar os desafios para iniciar 2008 de bem com a vida.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

Okky de Souza e Vanessa Vieira mostram como a vida, em todos os aspectos, pode ser levada de forma mais harmônica quando estabelecemos uma conduta moderada, com uma ordem de prioridades e planejamento na execução das ações. Os livros de auto-ajuda nos fazem dar um passo atrás e nos permitem observar nossa vida de um ângulo mais amplo, dando-nos métodos prontos para atuarmos onde se faz necessário.
Francisco Hyppolito Neto
Mogi-Guaçu, SP

A reportagem é um excelente trabalho de pesquisa. Cabe salientar que a multiplicidade de regras, guardadas as devidas proporções, é conseqüência do processo de evolução da humanidade. A expectativa é que o homem aprenda a selecionar o que é realmente bom e contemple sua existência com o pleno exercício de cidadania e excelência moral.
Helton Júnio
Sabará, MG

A regra de ouro que precisamos para viver bem é o respeito ao outro. Sempre. Em qualquer circunstância. Em todos os momentos. Seja em casa, no trabalho, na rua. Não é necessário recorrer constantemente a livros de auto-ajuda nem se perder entre mil ensinamentos.
Helaine Povoa
Brasília, DF

A regra é uma norma que pode ser aplicada sobre um grupo de pessoas visando a um benefício comum. Na minha família, menores de 16 anos devem estar em casa às 23 horas, por exemplo. Maiores de 18 já devem ter iniciado um trabalho, podendo ser estágio, remunerado ou não. Já uma instrução ajuda a elucidar um assunto pouco conhecido. Um texto intitulado "Diversifique seus investimentos" pode ser uma boa leitura para quem está começando a aplicar parte de sua renda. Seguir cegamente um autor que diga "o que se deve fazer" em determinada situação, quais "os mandamentos" para obter sucesso numa área, não é aconselhável.
Cláudia Fukumoto Uehara
São Paulo, SP

Ultimamente, as pessoas têm recorrido a manuais comportamentais: como ter sucesso, como fazer amigos, como ser feliz, como arranjar namorado. Acredito que o ser humano age não só através do instinto como da educação que obteve em casa. Cabe a ele diferenciar o que é certo do que é errado. Na verdade, somos reflexo daquilo que vivemos. A verdadeira amizade acontece naturalmente, assim como um relacionamento. A partir do momento em que a pessoa busca esse tipo de ajuda em manuais, ela não só demonstra insegurança como mostra que é também artificial. São pessoas sem personalidade.
Kelli Pedroso
Porto Alegre, RS

Regras são como promessas em início de ano. Entra ano, sai ano, e as pessoas não mudam, muito menos seguem regras. Na verdade, nem ao menos tentam.
Endrigo de Souza
Cordeirópolis, SP

Neste mundo em que se corre em busca de sucesso a qualquer custo, eu prefiro ficar com o ensinamento do filósofo de Xerém: deixo a vida me levar.
Paulo Ferreira da Silva
Cruzeiro, SP

 

Impostos

Gostaria de deixar registrada a minha indignação com a postura do governo Lula de mais uma vez aumentar os impostos, sendo que, com a maior cara-de-pau, disse que não iria fazê-lo, mas, sim, diminuiria os gastos públicos ("Pacote de maldades", 9 de janeiro).
Alexandre Cavalcanti
São Paulo, SP

O presidente Lula está fazendo jus a sua declaração de que é uma metamorfose ambulante. Tem mudado de idéia como as ondas do mar. E quem sofre com essa mutação é o brasileiro. O presente de Natal durou pouco. Não se pode mais, mesmo, acreditar em Papai Noel.
Simoneto Paiva
Apodi, RN

Sinceramente, não me lembro de outro governo composto de gente tão debochada quanto o atual. Considero um insulto que o ministro Guido Mantega esteja se tornando o mestre das "brincadeirinhas-fora-de-hora". O pacote anunciado leva o sobrenome de quem o criou: retrocesso. Até quando Lula acha que o doce manto de sua popularidade o protegerá?
Geraldo Rogério Silva Pinho
Belém, PA

Com o fim da CPMF, eu tinha a esperança de que finalmente daríamos início a uma reforma tributária, faríamos corte de gastos e iniciaríamos reformas em vários âmbitos. Lula nem deixou oportunidades para a oposição, já aplicou mais gastos, mais impostos, e a situação piorou. Gostaria de lembrar que não basta ter uma economia em alta se as áreas social, pública, educacional nunca melhoram.
Lucas D’Nillo
Goiânia, GO 

É com muita tristeza, porém sem nenhuma surpresa, infelizmente, que mais uma vez vimos a que veio nosso governo. Como sempre faz, perdeu uma grande chance de mostrar seriedade, compromisso e honestidade para com os cidadãos. Em vez de enxugar e moralizar a máquina pública, fez o mais fácil e conveniente: aumentou a carga tributária para compensar o fim da CPMF.
Pablo Vasconcelos Pavan
Goiânia, GO

É impressionante a irresponsabilidade do governo ao apostar tantas fichas em uma "contribuição provisória". Beira o amadorismo. São urgentes as reformas tributária e previdenciária, bem como um plano de investimentos efetivo e sustentável, para que o Brasil possa sair da classificação de Terceiro Mundo.
Cesar Divonsir Detzel
Curitiba, PR

A diferença entre o pagamento da CPMF extinta e o do IOF aumentado é que o primeiro era feito pelos que tinham dinheiro, através da movimentação financeira, e o segundo pelos que não têm, por meio da contratação de dívidas. É mais um duro golpe contra os pobres, ao mesmo tempo em que alivia a situação dos endinheirados.
Clediney Silva
São José dos Pinhais, PR

Acredito que poucos foram os brasileiros que se assustaram com as medidas adotadas pelo governo. A mentira anda junto com o governo atual: quando a boca dizia "não aumentarei os impostos", os olhos refletiam "esperem só a poeira baixar". Mas nem isso ocorreu. Aumentaram antes de baixar a poeira. O povo só clama por responsabilidade nos gastos com o dinheiro público.
Anderson Carlos de Souza Neves
Espigão do Oeste, RO

 

Marisa Letícia

Ótima a reportagem "A real metamorfose ambulante" (9 de janeiro), mostrando as mudanças no visual da primeira-dama Marisa Letícia. Cumprimento todos os profissionais responsáveis pelo seu visual, elegante e impecável.
Juliana Alves
Belo Horizonte, MG

A transformação que sofreu a senhora Marisa Letícia, depois que passou a hospedar-se no Palácio do Planalto, é motivo de satisfação dos brasileiros, que apreciam ver suas figuras públicas a brilhar. Para a metamorfose ficar completa, esperamos que até o fim deste governo possamos ouvir sua voz, desconhecida de todo o povo brasileiro, dizendo, pelo menos, um "muito obrigada".
Eduardo Augusto de Campos Pires
Por e-mail

Fiquei impressionada com a velocidade com que dona Marisa se preocupou em melhorar sua aparência e a cumprimento por isso. Mas, sinceramente, ficaria muito mais impressionada se ela se preocupasse em estudar, em aprender sobre nosso país, em se preparar para se engajar em projetos sociais, ainda que regionais.  
Elisabete de A. Vitrio
São Bernardo do Campo, SP

O poder pode ser afrodisíaco, mas não embeleza. É o que se conclui da leitura da reportagem.
José Maria Leal Paes
Belém, PA

A total futilidade e a falta de compromisso com os mais pobres são de lascar! Já está mais do que na hora de nossa primeira-dama mostrar a que veio! Sinto-me envergonhada de ver uma representante do nosso gênero que, além de não fazer nada útil, passa o tempo gastando com plásticas e Botox. Minha senhora, quase metade dos lares brasileiros é chefiada e sustentada por  mulheres trabalhadoras! Esta nação merece mais apreço e atenção!
Priscila Scatena
São Paulo, SP

Tenho 88 anos, sou de origem russa, mas me naturalizei, sou brasileira de corpo e alma, e por isso hoje decidi escrever-lhes: que vergonha, essa senhora que se diz primeira-dama e que não fez nada mais do que "esticar-se", cuidar-se e viajar... muito! Será que ela tem idéia do que são projetos sociais?    
Nina Romanovsky da Silva
São Paulo, SP

 

Carta ao leitor

Ao ler "É pedir muito?" (9 de janeiro), vêm-me à memória como um pesadelo as inúmeras reformas necessárias e engavetadas no Planalto Central. E mais: em todos os níveis, o governo engendra mecanismos e ações visando a sua reedição/reeleição.
Joaquim Medeiros de Souza Júnior
Rio Branco, AC

 

John P. Mulhall

Tive a oportunidade de participar de uma conferência com John Mulhall (Amarelas, 9 de janeiro). Essa visão física, psíquica e social da sexualidade é o que defendemos pelo mundo nos estudos da sexualidade humana. A união entre psicologia e medicina mostra que disfunção sexual tem solução. Qualquer trabalho sério deve necessariamente abordar aspectos físicos, psíquicos e sociais, o que torna impossível separar as duas ciências quando o ser humano é tudo isso e muito mais.
Marlon Mattedi
Psicólogo, especialista em sexualidade pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana
Madri, Espanha

 

Cartas

Quase aos 60 anos, divorciada e só, concordo plenamente que a vida sexual é vital à saúde mental. Não importa se para homens ou mulheres. No entanto, acredito que o melhor remédio para o bom desempenho dos dois gêneros é o sexo em clima de amor e de prazer. Não importa se para jovens, maduros ou simplesmente velhos. Afinal, se a velhice biológica é invencível, a velhice social é implacável. O cidadão é velho não tanto porque o seja na idade. O cidadão é velho porque assim é decretado. É a sociedade que diz que velha só ama netos e repudia homens. É a sociedade que diz que velho só ama jogos de cartas ou dominó e repudia mulheres.
Maria das Graças Targino
Teresina, PI

 

Petróleo

Na reportagem "O barril a 100 dólares" (9 de janeiro), além de analisar os meandros do atual preço do petróleo, VEJA foi muito feliz ao declarar que "o país já produz quase todo o petróleo de que necessita – ainda não atingiu a auto-suficiência festejada pelo governo Lula na campanha eleitoral de 2006, mas está perto disso". A essa informação, gostaria de acrescentar que, em razão da falta de instalações para refino, o Brasil continua exportando petróleo pesado (mais barato) e importando petróleo leve (mais caro). Como resultado dessa morosidade em construir refinarias, entre janeiro e novembro de 2007, de acordo com os números da Secex, o país teve uma receita de 7,5 bilhões de dólares em exportações de petróleo em bruto, mas gastou 10,7 bilhões em importações, o que dá um saldo negativo de 3,2 bilhões, dinheiro suficiente para construir uma refinaria do porte da Abreu e Lima, em Suape. Ou seja, do jeito que está o atual panorama, a curto prazo poderemos ter auto-suficiência volumétrica (produção em barris), mas não o superávit financeiro.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

 

Narcoguerrilha

Todos queriam faturar com a palhaçada encenada pela narcoguerrilha colombiana, especialmente Hugo Chávez. Pagaram o maior mico ("Operação faz-de-conta", 9 de janeiro). O que temos de reconhecer é que Lula mandou para a "festa" o homem certo, Marco Aurélio Garcia. Sim, porque, diante do fracasso da operação, ele deveria olhar bem para Chávez e fazer aquilo que todos sabemos que ele faz muito bem: "Top, top, top!".
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

Na encenação montada pelas Farc e capitaneada pelo companheiro Hugo Chávez, o Brasil mandou o assessor especial da Presidência da República, o Marco Aurélio Top Top Garcia. Não é que o governo brasileiro estivesse mal representado na marquetagem, mas, como a ação se desenvolveria direto com uma organização criminosa e ligada ao narcotráfico, o governo poderia, via indulto de ano-novo, ter enviado nosso especialista nesse tipo de ação, Fernandinho Beira-Mar, que, inclusive, tem bom trânsito por lá.
João Pedro Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ

 

Britney Spears

Fiquei muito triste pela maneira como foi tratado o problema ocorrido com a cantora Britney Spears (Datas, 9 de janeiro). Acho que foi totalmente desnecessário o comentário: "O show foi um sucesso, com centenas de fotógrafos e cinegrafistas acompanhando tudo".
Robson Silva
Salvador, BA

As pessoas estão cada vez mais obcecadas por ver a queda de Britney do mais alto pedestal pop e estão se esquecendo de que ela conquistou tudo trabalhando como qualquer um. Britney podia ter escolhido o caminho mais fácil e virado política, que hoje renderia muito à sua conta bancária.
Larissa Ramos de Sá
Belo Horizonte, MG

Não sou fã da cantora, mas sei que uma pessoa que vive com centenas de fotógrafos à sua volta não precisa de atenção. Britney raspou a cabeça para chamar atenção? Britney não se preparou para um show para chamar atenção? Separou-se para chamar atenção? Com certeza a artista sabe que isso diminui sua popularidade, fazendo-a perder fãs e, conseqüentemente, dinheiro.
João Vitor Neto Nascimento
Rio de Janeiro, RJ

É errado querer ficar um tempo com os filhos e ter de abaixar a cabeça para o verdadeiro cafetão, que é o marido?
Matheus Moreira, 13 anos
Unaí, MG

 

Glória Maria

A jornalista Glória Maria realizou um trabalho dos mais brilhantes na TV. Está mais jovem do que nunca. Seu espírito empreendedor e aventureiro garantiu ao Fantástico e a nós, brasileiros, excelentes momentos de lazer e aprendizagem. Seu passado de família humilde e negra demonstra sua energia, perseverança e atitude positiva diante das adversidades da vida. Sua história exemplifica uma carreira de luta e sucesso ("O domingo perde sua veterana", 9 de janeiro).
Silvia Rosa Blumberg
Rio de Janeiro, RJ

Nada surpreende e tampouco se contesta nos tempos de Glória que chegam ao fim. A reportagem só confirma o que os telespectadores já percebiam.
Hermilio Pinheiro de M. Filho
Taguatinga, DF

Seja bem-vinda, Patrícia Poeta! Com toda a sua simplicidade e simpatia, com certeza conquistará facilmente os telespectadores. Glória Maria, seja feliz em suas férias, e que elas durem mais que os anos programados.
Pedro Sergio Ronco
Ribeirão Bonito, SP

Difícil é acreditar que uma profissional tão mal-humorada tenha feito as maiores e melhores reportagens do Fantástico. De qualquer forma, resta um consolo: nem as estrelas são eternas.
Sérgio Emiliano
Campo Maior, PI

 

Lya Luft

Ledor de Ponto de vista, cumprimento Lya Luft pela proficiência e sensibilidade sempre demonstradas. O artigo "A dignidade humana" (9 de janeiro) escancara a decadência de nosso sistema penitenciário. É hora de pensar na recuperação de quem errou na vida, dando-lhe uma esperança. Mais dia menos dia, o teremos no convívio social.
Marco Aurélio Mello
Ministro do STF

 

Brasília, DF

Os textos da Lya têm o dom de penetrar na alma de seus leitores e escancarar as idiossincrasias ("A dignidade humana", Ponto de vista, 9 de janeiro). O ser humano, quando desprovido de bons princípios, é capaz de atos de crueldade impensáveis. Todos nós podemos nos tornar usurpadores. Todo cuidado é pouco em cada esquina da vida. Por isso, precisamos insistentemente cultivar o amor. O coração humano necessita da chama do amor para encontrar a realização e a felicidade. Nossa alma precisa da luz do amor para achar seu verdadeiro caminho. O que não se deve permitir é que, em nome de uma pseudojustiça, fechemos os olhos para a dignidade humana.
Luiz Adriano Prezia Carneiro
São Bernardo do Campo, SP

 

Caminhos do Coração

Concordo plenamente com a reportagem "Bizarro é pouco" (9 de janeiro), de Marcelo Marthe, sobre a novela Caminhos do Coração. Sou professor universitário e mestre em teledramaturgia e fico abismado e espantado com essa novela. O texto é ridículo, ou melhor, nem texto tem, e os atores, que são maravilhosos, acabam se sujeitando a fazer personagens sem nenhuma sustentação, de forma inverossímil, caindo no patético. Saudade de Ivani Ribeiro, Geraldo Vietri e Dias Gomes, que devem estar rolando na tumba de tanta besteira numa novela só.
Ruvin Ber Jose Singal
São Paulo, SP

 

Internet

Fiquei contente em ver o artigo sobre o Kiva na revista ("O Orkut da filantropia", 9 de janeiro). Realmente, o conceito deles é muito interessante. Tomei conhecimento do website há um ano aproximadamente e desde então já fiz três empréstimos a empreendedores de países distantes. Os dois primeiros foram quitados antes mesmo do vencimento. O terceiro iniciou-se duas semanas atrás. Não tem juros nem correção monetária, mas a satisfação de poder ajudar compensa muito mais.
Mark Pinheiro
Curitiba, PR

 

Saúde

A reportagem "Tragédia na virtude" (9 de janeiro), sobre morte ocasionada pelo excesso de trabalho no Japão (karoshi), está muitíssimo interessante e nos remete à situação dos médicos no Brasil. Nossa carga horária encontra-se entre as maiores dentre todas as categorias profissionais, fruto do contínuo desprestígio da categoria, fazendo com que tenhamos de acumular inúmeros empregos, recebendo baixa remuneração. A carga horária do médico no Brasil chega próximo das sessenta por semana. Estudo divulgado recentemente pelo Conselho Federal de Medicina identificou que são comuns casos de stress, transtornos mentais e cardiovasculares, além do abuso de medicamentos entre os médicos. Alguém precisa cuidar de quem presta cuidados. Parabéns a VEJA pela excelente matéria.
Felipe de Medeiros Tavares
Caratinga, MG

 

Holofote

A atitude do ministro Márcio Fortes, portando a senha de velho com 66 anos ("‘Aeromoça, eu sou velho!’", Holofote, 9 de janeiro), sugere a revisão da legislação para mudar o conceito de idoso. As estatísticas detectaram que a idade média de sobrevivência dos brasileiros passou para 72 anos. Com a cara e os 66 anos do ministro, não dá para passar por idoso.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

 

Ambiente

Parabéns a VEJA pela excelente reportagem "O revolucionário e o reacionário" (9 de janeiro), sobre os equívocos de alguns "ativistas ecológicos", que, pela força e em desrespeito ao processo democrático, tentam impor à sociedade uma visão contrária à evolução da ciência e ao interesse dos pobres. É o caso de Bové, um dos ícones da lamentável onda do fundamentalismo ambiental, que tantos males tem causado ao verdadeiro desenvolvimento sustentável, inclusive no Brasil.
Jerson Kelman
Brasília, DF

Norman Borlaug, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e cientista responsável pela Revolução Verde, ninguém conhece. Esse charlatão do José Bové, que estava fora da mídia e agora volta com greve de fome – que, por sinal, está virando moda –, todo mundo conhece. Será que ele não sabe o valor pago para produzir sementes convencionais e o custo das transgênicas? As transgênicas reduzem o desmatamento e o uso de defensivos, que são extremamente prejudiciais ao meio ambiente.
Luiz Buzetti Filho
Paranaíba, MS

Mais uma vez VEJA sai na frente ao registrar que a esquerda internacional, depois da queda do comunismo e do Muro de Berlim, mudou de tática e vem aparelhando os movimentos ambientalistas e utilizando-os para atacar a globalização e o capitalismo.
Fabio Mestriner
Por e-mail

 

André Petry

O artigo "Será mais um basta?" (9 de janeiro) ratifica o que penso. O vilão deste país é a impunidade. Ela permeia todos os setores de nossa sociedade. O exemplo de Edmundo, e de muitos outros, estimula a violência, a corrupção, o crime, o vandalismo, o roubo e os demais tipos de transgressão às leis.
João Serpa
Teresina, PI

 

Roberto Pompeu de Toledo

É maravilhoso saber que muitas coisas boas não mudam, como o pensamento crítico de Roberto Pompeu de Toledo, que tem como contraponto uma sensibilidade tão aguçada quanto a exposta no Ensaio "Feliz ano novo" (9 de janeiro). À maneira de Rilke, Brecht, Manoel Bandeira, Cecília Meirelles, entre tantos outros, ele versou sobre o tempo com uma percepção irrepreensível, isolando-o da visão maniqueísta de bem e mal, compreendendo-o como tão-somente inexorável. Que venha 2008! Uma vez mais vamos saudá-lo e, no limite do possível, fazê-lo transcorrer suavemente...
Maria Tereza Mascarenhas
Baneário Camboriú, SC

 

A vida com regras 2

Houve um pequeno equívoco na reportagem especial "A vida com instruções" (9 de janeiro), na qual está dito que o compositor barroco Johann Sebastian Bach (1685-1750) escreveu obras para piano. Na verdade, ele não escreveu peças para piano, até porque esse instrumento nem sequer fora aperfeiçoado naquela época. Suas obras originais foram escritas principalmente para cravo, um instrumento muito utilizado na época, e para órgão. Com o passar do tempo, essas obras foram sendo transcritas para o piano devido ao desuso do cravo e à ascendência do piano (pianoforte).
Gustavo Girão Braga
Por e-mail

 

Enzimas

Sobre a reportagem "Glossário dos rótulos" (Guia, 9 de janeiro), faz-se necessário esclarecer que  as enzimas são catalisadores biológicos naturais 100% biodegradáveis e não permanecem nas roupas nem nos tecidos após a lavagem. As enzimas atuam especificamente nos substratos (como, por exemplo, resíduos de amido ou molhos, manchas de sangue, entre outros), sem causar danos às roupas nem aos tecidos, e, sendo ambientalmente corretas, não agridem o meio ambiente e reduzem significativamente o consumo de energia durante o processo de lavagem.  
Victor Manuel Gonçalves Barbosa
Araucária, PR

 

Fumantes passivos

Gostaríamos de cumprimentá-los pela reportagem "A prova que faltava" (12 de dezembro), que tratou da incidência de enfisema pulmonar entre os fumantes passivos. Trata-se de um problema causado pelo tabagismo que, juntamente com a bronquite crônica, constitui a doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc). Nós, da Associação Brasileira de Portadores de Dpoc, lutamos continuamente para divulgar o conceito da doença e chamar a atenção da sociedade, dos médicos e do poder público para a importância desse problema, que chega a matar quatro brasileiros por hora, segundo o Datasus. Iniciativas como a de VEJA são de valor inestimável para a conscientização da sociedade.
Manoel de Souza Machado Junior
Associação Brasileira de Portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
www.dpoc.org.br
São Paulo, SP

 

Santos Dumont

Sobre a reportagem "O vôo sem volta do inventor" (26 de dezembro), ao contrário do que se afirma, desde 1907 a primorosa concepção de uma das invenções de Santos Dumont, o SD Nº 19, Demoiselle – um belíssimo monoplano com empenagem (conjunto de leme e estabilizadores a ré) –, é o exemplo mais utilizado pelos aviões em série, tanto de uso comercial quanto militar.
Marcus Vinitius Mendonça
Galvão de Souza

 

Curitiba, PR

A reportagem  "O vôo sem volta do inventor" afirma que a versão mais aceita para o suicídio de Alberto Santos Dumont, a angústia de ver o uso militar do avião – exatas duas semanas após o início da Revolução Constitucionalista de 1932 –, "não resiste a uma análise atenta". E afirma que o pai da aviação sofria de uma doença pouco conhecida na época, definida por especialistas como transtorno bipolar, em que o paciente alterna momentos de euforia com outros de depressão. É difícil separar as duas coisas e, pesquisando-se a vida de Dumont, conclui-se que o mais correto seria afirmar que, numa de suas crises de depressão, contrariado ao ver seu invento ser usado como arma de guerra, ele se suicidou num hotel do Guarujá. O curioso é que a certidão de óbito dele ficou desaparecida durante 23 anos. O motivo da morte foi omitido desde a ditadura de Getúlio Vargas, quando se criou a figura-mito do herói nacional e se acreditou que um herói suicida não ficaria bem nos livros de história. A certidão aponta como causa mortis um suposto "colapso cardíaco".
Carlos C. Abumrad
São Paulo, SP

 

Roberto Civita

Sou assinante de VEJA desde 1980. Não é preciso dizer que sou admirador cativo da revista. E gosto muito também do texto do Roberto Civita. Claro e, não poderia ser diferente, com muito conteúdo. A análise que faz do ano que se encerrou é perfeita ("O desafio agora é não esmorecer", 29 de dezembro).
Edvaldo Rodrigues Reis
Por e-mail

Roberto Civita se expressou com maestria sobre 2007. Cabe à classe dominante seguir ao menos 50% desse formidável escrito, e melhorará muito o nosso país. Que seja respeitada a opinião pública de forma contínua e que nossos políticos honrem seus cargos e assumam suas responsabilidades em prol da sociedade.
Diógenes Pereira da Silva
Uberlândia, MG

 

Diogo Mainardi

No artigo "Ficamos mais bestiais" (29 de dezembro), Diogo Mainardi retratou um Brasil inteiro de "brasilianos" indignados com o que está acontecendo e com o que não está acontecendo em nosso país. "Em 2007, o Brasil pediu para aterrissar numa pista longa e segura, mas acabou numa pista incerta e escorregadia, com shopping center e tudo o mais." Realmente, já arriscamos muito. Precisamos aterrissar, enxergar com clareza os rumos do Brasil, da América Latina e de tudo o que está ocorrendo.
Maria Lúcia Capanema Cáceres
Belo Horizonte, MG

Compartilho da dor, do sofrimento, da saudade daqueles que ficaram, agravados pelo descaso, pela hipocrisia, pela insensatez desta nossa sociedade, que gerou e endossou este governo e estes governantes. Insensatos são um líder e os homens públicos que não têm sensibilidade nem moralidade para distinguir bens morais e éticos de bens materiais. Pena deste povo e deste país, que deixou que se perdesse o rumo de seus valores e de seus princípios.
Anthony Wong
São Paulo, SP

 

Energia

A reportagem "A evolução da luz" (19 de dezembro) apresenta a lâmpada de LED como grande avanço tecnológico na área de iluminação e solução no combate ao aquecimento global. Mas também é verdade que, enquanto ela tem o desafio de conciliar eficiência com preço, cada um pode fazer sua parte para reduzir o impacto na geração de energia e no meio ambiente. Se mais consumidores aderissem às lâmpadas fluorescentes compactas, que são 80% mais econômicas e duram até dez vezes mais, já passaríamos para o segundo estágio da evolução da lâmpada elétrica, mencionado na matéria. Contudo, cerca de 50% dos lares brasileiros ainda utilizam lâmpadas incandescentes. Enquanto alguns países já substituíram grande parte das tradicionais lâmpadas pelas fluorescentes e outros informaram que vão parar de fabricar as incandescentes, como é o caso da Austrália, no Brasil ainda faltam políticas efetivas que incentivem essa troca, embora programas de subsídio tenham sido encorajados.
Ricardo Cricci
São Paulo, SP

CORREÇÃO: Na reportagem "Além das impressões" (9 de janeiro), o nome do pioneiro da datiloscopia escocês é Henry Faulds, e não Henry Faulds Malpighi.

 

 

Borboleta 08

A borboleta do leitor e a Diaethria candrena candrena: zero oito?

O médico Paulo Henrique Rabello Nascimento, de Sorocaba, enviou à redação uma fotografia que considera "um sinal de esperança" no novo ano. Na foto, que tirou no último dia de 2007, pode-se ler o número 08 nas asas de uma borboleta. Embora não se possa negar a coincidência de uma 08 aparecer exatamente na passagem do ano, a presença de sinais que lembram números nas asas é comum em várias espécies de borboleta. O objeto da foto de Nascimento, aparentemente, é uma Diaethria candrena candrena, que, como se vê nas fotos, muitas vezes aparece com o zero e o oito invertidos ou formando um desenho mais próximo de 00 ou 88.

 

 

 

VEJA.com

A foto de Eva Nunes e a edição de VEJA

A pesquisadora Simone Camelo Araújo, de Natividade, no estado do Tocantins, "cidade reconhecida como patrimônio nacional", estava organizando seu arquivo de documentos históricos e encontrou a fotografia que ilustra este quadro. Conseguiu datá-la graças ao site VEJA.com. "Só descobri o período aproximado da foto porque encontrei no site a capa da revista (edição de 28 de junho de 1978) que nossa querida professora Eva Nunes da Silva está lendo", escreve Simone. "Ela lia sem óculos, mesmo com idade acima de 100 anos. Fiquei muito feliz. Parabéns pelo site", diz a pesquisadora, que assim reconstituiu uma informação de 29 anos e seis meses atrás.



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