Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 734 - 16 de janeiro de 2002
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

DVDs

Matrix Os Segredos da Produção (The Matrix Revisited, Estados Unidos, 2001. Warner) – A esta altura, mais de um ano depois de Matrix sair num dos DVDs mais carregados de extras do mercado, ainda há o que dizer sobre o filme? Este novo disco prova que sim. Em um documentário de mais de duas horas, ele revela os mais ínfimos detalhes das filmagens, desde os penosos ensaios dos atores, que nunca tinham lutado kung fu, até as brilhantes sacadas tecnológicas inventadas pelos diretores, os irmãos Wachowski, e sua equipe. Entre os extras, incluem-se os ensaios das coreografias com lutadores profissionais, que serviram de guia ao elenco e aos cineastas. E, para quem acha que esperar até 2003 pelo segundo episódio vai ser duro demais, há várias palinhas das filmagens de The Matrix Reloaded.

Play: the DVD, Moby (Sum) – O americano Moby entrou para o primeiro time da música eletrônica ao lançar, três anos atrás, o álbum Play. O trabalho trazia canções eletrônicas mais "acessíveis", ou seja, sem aquele tum, tum, tum irritante que marca boa parte das produções do gênero. Ele vendeu mais de 2 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos e agora rende um DVD duplo, de mesmo nome. Nele estão contidos dez clipes e vários extras curiosos. Há um minidocumentário sobre o cotidiano do músico, cenas de apresentações ao vivo e um medley dos principais sucessos de Moby acompanhado por imagens psicodélicas – um recurso divertido para animar festas. Inserido num computador, o DVD permite ao usuário brincar de DJ e criar remixes para duas músicas.

Paris Filmes
Amnésia: também na ordem direta


Amnésia
(Memento, Estados Unidos, 2001. Paris Filmes) – Quem acha que não entendeu muito bem a trama deste suspense noir originalíssimo, contado de trás para a frente, já tem a chave para a charada: entre as atrações complementares deste DVD há uma versão de Amnésia editada na ordem direta. De fato, ela ajuda a dirimir algumas dúvidas sobre a história de Leonard Shelby (o australiano Guy Pearce), que tenta investigar o assassinato de sua mulher, embora não consiga reter nenhuma informação nova na memória. Quem ainda não assistiu ao filme, contudo, deve resistir à tentação de ir direto para essa opção. Afinal, é justamente na montagem magnífica do diretor Christopher Nolan que está o grande interesse da fita. Vale a pena quebrar a cabeça primeiro, abusar das teclas de retrocesso e avanço, e tirar a prova depois.

 

LIVROS

Seqüenciaram o Genoma Humano... E Agora?, de Lygia da Veiga Pereira (Moderna; 112 páginas; 14,50 reais) – Eis um artigo raro: um livro que promete destrinçar um assunto científico complicado e realmente cumpre o seu objetivo. Escrito por uma professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, ele aproveita o mote do seqüenciamento do código genético humano, concluído pelos cientistas em 2000, para falar de tudo o que se refere a esse tema importantíssimo. A autora ensina o que é DNA, traça um histórico do Projeto Genoma e da evolução da medicina nessa área e não se detém diante de questões éticas complicadas – relacionadas ao uso da genética em terapias ou no diagnóstico pré-natal, por exemplo. Para leitores dos 12 aos 80 anos.

 
Reuters

Fuentes: introdução à cultura hispano-americana

O Espelho Enterrado, de Carlos Fuentes (tradução de Mauro Gama; Rocco; 400 páginas; 60 reais) – Este livro é uma excelente introdução à cultura hispano-americana. Grande nome da literatura mexicana atual, Fuentes escreve com paixão e verve sobre temas variados, que tanto têm a ver com história quanto com a interpretação de obras artísticas, sejam elas o Dom Quixote de Miguel de Cervantes ou os quadros de Frida Kahlo. Sua ênfase é sobre a continuidade cultural do mundo hispânico, que ele considera notável e que poderia "ajudar a transcender a desunião econômica e a fragmentação política". Publicada originalmente em 1992, a obra teve início num programa de televisão bilíngüe, em espanhol e inglês, que Fuentes havia roteirizado pouco antes. Ela herdou da série audiovisual um rico material iconográfico, que vai de fotos de sítios arqueológicos a reproduções de pinturas famosas.

 

DISCO

Divulgação

White Stripes: como uma banda de garagem

White Blood Cells, The White Stripes (Sum) – No ano passado, dois CDs foram saudados pela crítica como uma retomada do melhor do rock americano. O primeiro foi Is This It, da banda The Strokes. O outro foi este disco do The White Stripes, duo formado por Jack White (vocais e guitarra) e Meg White (bateria). Eles fazem mistério sobre sua ligação: não dizem se são irmãos, namorados ou marido e mulher. Seu estilo também é difícil de classificar. Às vezes eles soam como os Beatles, noutras como o Led Zeppelin, ou até como uma banda de garagem suja e minimalista. Mas todas as referências de décadas passadas são recicladas com muita ironia. Os destaques do álbum são We're Going to Be Friends, que poderia figurar num álbum de Paul McCartney, e a deliciosamente pop I Can't Wait.

 

OS MAIS VENDIDOS - CRÍTICA

Mais que somente um novo livro de Zélia Gattai, Códigos de Família (Record; 188 páginas; 25 reais) deve ser encarado como um antídoto muito pessoal contra o abatimento. Escrevê-lo foi uma das formas encontradas pela autora de 85 anos para enfrentar os últimos dias ao lado de um Jorge Amado já bastante debilitado. O ponto final foi posto um dia antes da morte do marido, em agosto do ano passado. É possível encontrar Jorge Amado em várias das curtas histórias que compõem o livro, que aparece em quarto lugar na lista de não-ficção de VEJA. Embora muitos costumem dizer que a literatura de Zélia é no máximo simpática, autenticidade também é uma virtude que não falta a seus textos. Isso se aplica a esta sua 13ª obra. A matéria-prima, como de hábito, é a memória familiar. A partir de frases ditas na intimidade por amigos e parentes, a escritora recorda desde episódios marcantes até aqueles que já se iam diluindo no passado. Entre essas histórias há momentos frugais, transcorridos na vida doméstica. Um exemplo é Telefona pra Globo..., em que ela conta como o marido não gostava de assistir a novelas – especialmente as baseadas em seus livros –, mas se divertia à beça com os comentários sobre elas feitos pelas empregadas de sua casa na Bahia. Em outras historietas, Zélia fala sobre as viagens internacionais do casal, muitas das quais registradas num apanhado de fotos que o livro traz.

     
 
Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS