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DVDs
Matrix Os Segredos da Produção (The Matrix Revisited, Estados Unidos, 2001. Warner) A esta altura, mais de um ano depois de Matrix sair num dos DVDs mais carregados de extras do mercado, ainda há o que dizer sobre o filme? Este novo disco prova que sim. Em um documentário de mais de duas horas, ele revela os mais ínfimos detalhes das filmagens, desde os penosos ensaios dos atores, que nunca tinham lutado kung fu, até as brilhantes sacadas tecnológicas inventadas pelos diretores, os irmãos Wachowski, e sua equipe. Entre os extras, incluem-se os ensaios das coreografias com lutadores profissionais, que serviram de guia ao elenco e aos cineastas. E, para quem acha que esperar até 2003 pelo segundo episódio vai ser duro demais, há várias palinhas das filmagens de The Matrix Reloaded.
Play:
the DVD, Moby (Sum) O americano Moby entrou para o primeiro
time da música eletrônica ao lançar, três anos
atrás, o álbum Play. O trabalho trazia canções
eletrônicas mais "acessíveis", ou seja, sem aquele tum, tum,
tum irritante que marca boa parte das produções do gênero.
Ele vendeu mais de 2 milhões de cópias apenas nos Estados
Unidos e agora rende um DVD duplo, de mesmo nome. Nele estão contidos
dez clipes e vários extras curiosos. Há um minidocumentário
sobre o cotidiano do músico, cenas de apresentações
ao vivo e um medley dos principais sucessos de Moby acompanhado por imagens
psicodélicas um recurso divertido para animar festas. Inserido
num computador, o DVD permite ao usuário brincar de DJ e criar
remixes para duas músicas.
Paris Filmes![]() |
| Amnésia: também na ordem direta |
Amnésia (Memento, Estados Unidos, 2001. Paris Filmes)
Quem acha que não entendeu muito bem a trama deste suspense
noir originalíssimo, contado de trás para a frente,
já tem a chave para a charada: entre as atrações
complementares deste DVD há uma versão de Amnésia
editada na ordem direta. De fato, ela ajuda a dirimir algumas dúvidas
sobre a história de Leonard Shelby (o australiano Guy Pearce),
que tenta investigar o assassinato de sua mulher, embora não consiga
reter nenhuma informação nova na memória. Quem ainda
não assistiu ao filme, contudo, deve resistir à tentação
de ir direto para essa opção. Afinal, é justamente
na montagem magnífica do diretor Christopher Nolan que está
o grande interesse da fita. Vale a pena quebrar a cabeça primeiro,
abusar das teclas de retrocesso e avanço, e tirar a prova depois.
LIVROS
Seqüenciaram
o Genoma Humano... E Agora?, de Lygia da Veiga Pereira (Moderna;
112 páginas; 14,50 reais) Eis um artigo raro: um livro que
promete destrinçar um assunto científico complicado e realmente
cumpre o seu objetivo. Escrito por uma professora do Instituto de Biociências
da Universidade de São Paulo, ele aproveita o mote do seqüenciamento
do código genético humano, concluído pelos cientistas
em 2000, para falar de tudo o que se refere a esse tema importantíssimo.
A autora ensina o que é DNA, traça um histórico do
Projeto Genoma e da evolução da medicina nessa área
e não se detém diante de questões éticas complicadas
relacionadas ao uso da genética em terapias ou no diagnóstico
pré-natal, por exemplo. Para leitores dos 12 aos 80 anos.
Reuters![]() |
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Fuentes: introdução à cultura hispano-americana |
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O Espelho Enterrado, de Carlos Fuentes (tradução de Mauro Gama; Rocco; 400 páginas; 60 reais) Este livro é uma excelente introdução à cultura hispano-americana. Grande nome da literatura mexicana atual, Fuentes escreve com paixão e verve sobre temas variados, que tanto têm a ver com história quanto com a interpretação de obras artísticas, sejam elas o Dom Quixote de Miguel de Cervantes ou os quadros de Frida Kahlo. Sua ênfase é sobre a continuidade cultural do mundo hispânico, que ele considera notável e que poderia "ajudar a transcender a desunião econômica e a fragmentação política". Publicada originalmente em 1992, a obra teve início num programa de televisão bilíngüe, em espanhol e inglês, que Fuentes havia roteirizado pouco antes. Ela herdou da série audiovisual um rico material iconográfico, que vai de fotos de sítios arqueológicos a reproduções de pinturas famosas.
DISCO
Divulgação![]() |
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White Stripes: como uma banda de garagem |
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White Blood Cells, The White Stripes (Sum) No ano passado, dois CDs foram saudados pela crítica como uma retomada do melhor do rock americano. O primeiro foi Is This It, da banda The Strokes. O outro foi este disco do The White Stripes, duo formado por Jack White (vocais e guitarra) e Meg White (bateria). Eles fazem mistério sobre sua ligação: não dizem se são irmãos, namorados ou marido e mulher. Seu estilo também é difícil de classificar. Às vezes eles soam como os Beatles, noutras como o Led Zeppelin, ou até como uma banda de garagem suja e minimalista. Mas todas as referências de décadas passadas são recicladas com muita ironia. Os destaques do álbum são We're Going to Be Friends, que poderia figurar num álbum de Paul McCartney, e a deliciosamente pop I Can't Wait.
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