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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Na direção errada Quem conversa com Armínio Fraga longe dos holofotes sai assustado com o diagnóstico que ele faz da economia argentina. Prevê nuvens cada vez mais pesadas e, em conseqüência, alguma trovoada no Brasil.
Malan processa Lula Ao voltar nesta semana das férias em Búzios, Lula terá um oficial de justiça à sua procura, com uma interpelação judicial feita por Pedro Malan. Numa entrevista dada em agosto, Lula afirmou que Malan "de vez em quando abre o Tesouro Nacional para mergulhar e nadar nas moedas e, em época de eleição, libera o dinheiro para obras de amigos". O ministro considerou a declaração ofensiva à sua honra e aguardou para reagir. Esperou que expirasse o prazo de filiação partidária, para provar que não era candidato a nada. E, em novembro, abriu o processo. Lula terá 48 horas para confirmar ou desmentir a acusação. O amigo-da-onça No fim do ano passado, FHC foi à televisão comunicar que o preço da gasolina baixaria 20% a partir dessa semana. Caiu 8% até agora. Segundo a unanimidade dos especialistas, poderá diminuir mais um pouco, mas nunca chegará ao porcentual anunciado. A um interlocutor FHC disse que só foi à TV falar o que falou porque havia recebido "informações seguras" sobre os 20%. Quem será o amigo-da-onça que anda municiando o presidente? Afinal, bastaria FHC dizer que o preço da gasolina cairia, sem dizer quanto. Seria o suficiente para ser aplaudido. Não levanta vôo No governo ninguém mais acredita na criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que está há mais de um ano na base do sai-não-sai. O abacaxi fica para o próximo governo.
Pax tucana? José Serra combinou com parte do alto comando tucano procurar Tasso Jereissati dentro de duas semanas. Requião na mira O senador Roberto Requião pode ser o primeiro congressista a enfrentar a Justiça depois da queda da imunidade parlamentar para crimes comuns. O presidente do Senado, Ramez Tebet, acaba de receber a conclusão do inquérito da polícia paranaense sobre o acidente que há três meses matou duas jovens em Curitiba. O filho do senador, Maurício, foi reconhecido por testemunhas como um dos ocupantes do carro que cruzou o sinal vermelho em alta velocidade e chocou-se contra o automóvel em que estavam as duas moças. Requião esteve no local e retirou-se com seu filho antes que a polícia fizesse o teste de dosagem alcoólica. Um sobrinho do senador, João Arruda, que estava ao volante, também fugiu sem fazer exames. O delegado Guaraci Abreu cita o senador Requião no relatório encaminhado ao MP. Aécio devolve milhões de reais ao Tesouro Aécio Neves fechou seu primeiro ano na presidência da Câmara com um feito inédito: está devolvendo ao Tesouro Nacional 51 milhões de reais que sobraram do orçamento da Casa em 2001. Em vez de estourar o orçamento, como é da tradição brasileira, segurou o caixa. Ponto para Aécio.
Redivisão do bolo Neste momento está sendo costurado um acordo entre os sócios da Globocabo. Se for fechado, a Globo diminuirá sua participação na empresa, enquanto o Bradesco e a Microsoft aumentarão suas fatias no bolo. Guaraná globalizado Depois de Portugal e Porto Rico, a AmBev vai agora lançar o guaraná Antarctica na Espanha. O refrigerante será distribuído pela Pepsi local. Por enquanto, tudo é uma espécie de aperitivo para a entrada no mercado que realmente faz diferença, os EUA. Usiminas passa CSN A Usiminas fechou o ano ultrapassando a CSN, pela primeira vez na história, nas vendas de produtos acabados de laminados planos o filé mignon siderúrgico. Ao ataque A ordem no Bradesco, depois que perdeu o Sudameris para o Itaú, é claríssima: não podem deixar de comprar o Mercantil de São Paulo.
Haja crime Parece absurdo para quem vê presídios sempre abarrotados, mas nos últimos seis anos o governo de São Paulo criou 51.000 vagas no sistema penitenciário do Estado. É quase três vezes mais do que havia até 1995. Se bem que, do jeito que anda a segurança pública, não vai ter presídio que chegue...
Bye-bye, liderança A Sony Music desbancou a Universal e retomou a liderança entre as gravadoras no país. Depois de seis anos na frente, a Universal terá de aposentar o slogan "A número 1 do Brasil" ou passá-lo adiante.
Colaborou Cley Scholz
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