
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Fique
de olho na segurança
Melhorar
a vigilância residencial com
câmaras custa menos do que se imagina
Maurício Oliveira
Com
a queda no preço de microcomputadores, câmaras e outros equipamentos
registrada nos últimos anos, os sistemas de vigilância deixaram
de ser exclusividade de grandes empresas e condomínios para se
tornar alternativa viável também para residências.
Há opções adequadas a todos os bolsos e objetivos,
desde monitorar a aproximação de estranhos até acompanhar
a distância o cotidiano da casa, para ver se está tudo bem
com as crianças ou se os empregados estão trabalhando direito.
É por isso que o mercado de equipamentos eletrônicos para
segurança cresce 25% ao ano no país. Grandes corporações
como Siemens, Ericsson e Gradiente apostam nesse segmento antes ocupado
por companhias de médio porte especializadas na área. "Fizemos
um estudo de mercado e não restou a menor dúvida de que
deveríamos investir", diz o gerente de vendas da Gradiente, Oswaldo
Oggiam. Depois de começar fabricando monitores e câmaras
de segurança, a empresa acaba de lançar seus primeiros modelos
de videoporteiros e videocassetes especiais, chamados time lapse
(veja
o quadro).
Mesmo para o consumidor não habituado a lidar com esse tipo de
equipamento, o contato inicial com o universo das câmaras domésticas
pode ser simples e barato. Para quem tem microcomputador, uma webcam permite
verificar a situação de um determinado cômodo a qualquer
hora do dia, por meio de um endereço na internet com acesso exclusivo
ao usuário. É uma boa alternativa para ver, no meio do expediente
no escritório, se a babá pôs o bebê no berço
na hora certa, por exemplo. Quem precisa de segurança ao atender
pessoas pode instalar um videoporteiro, evolução tecnológica
do velho interfone. Para uma vigilância eficaz, o ideal é
um sistema com gravador de imagens.
Entre os sistemas de gravação, o mais difundido e mais barato
ainda é o que utiliza o videocassete. Especialistas da área
afirmam, no entanto, que o futuro da vigilância doméstica
está no microcomputador. Com um gravador digital controlado por
um programa interligado às câmaras é possível
obter recursos como a aproximação de determinado detalhe
da imagem, útil nos casos em que é preciso identificar a
face de uma pessoa, por exemplo. Para evitar gravações desnecessárias,
o registro só é feito quando há modificações
em comparação com o quadro anterior, o que facilita muito
o trabalho posterior de repassar imagens. Também se pode acompanhar
tudo o que for captado em tempo real pela internet. Caso se perceba algum
problema, basta um comando no teclado para acionar alarmes, luzes e travas
de portas. "O ideal é a integração das câmaras
com outros sistemas, para aumentar o grau de prevenção e
possibilitar que alguma atitude seja tomada a distância", diz o
consultor Enrico de Oliveira Filho, da Pires Eletrônica.
O desenvolvimento tecnológico da telefonia contribui para o surgimento
de modalidades de vigilância que lembram os desenhos dos Jetsons.
É o caso do SmartEye, "um espião portátil" que permite
o acesso das imagens por meio de um computador de bolso. Embora caiba
na palma da mão, esse tipo de equipamento tem alta capacidade de
memória, tela colorida e acesso à internet. Com a difusão
da internet móvel de alta velocidade, o serviço deve ser
ampliado para outras cidades além de São Paulo, onde já
funciona. É provável que esse tipo de aparelho venha a se
tornar tão comum quanto o telefone celular. Aposta-se, aliás,
que os dois serão uma coisa só. "Quem planeja construir
uma casa hoje em dia deve prever a existência de um sistema de vigilância,
porque a instalação fica muito mais fácil quando
está tudo preparado", diz o presidente da Associação
Brasileira de Automação Residencial, José Roberto
Muratori.
|
|
 |