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Edição 1 734 - 16 de janeiro de 2002
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Fique de olho na segurança

Melhorar a vigilância residencial com
câmaras custa menos do que se imagina

Maurício Oliveira


Com a queda no preço de microcomputadores, câmaras e outros equipamentos registrada nos últimos anos, os sistemas de vigilância deixaram de ser exclusividade de grandes empresas e condomínios para se tornar alternativa viável também para residências. Há opções adequadas a todos os bolsos e objetivos, desde monitorar a aproximação de estranhos até acompanhar a distância o cotidiano da casa, para ver se está tudo bem com as crianças ou se os empregados estão trabalhando direito. É por isso que o mercado de equipamentos eletrônicos para segurança cresce 25% ao ano no país. Grandes corporações como Siemens, Ericsson e Gradiente apostam nesse segmento antes ocupado por companhias de médio porte especializadas na área. "Fizemos um estudo de mercado e não restou a menor dúvida de que deveríamos investir", diz o gerente de vendas da Gradiente, Oswaldo Oggiam. Depois de começar fabricando monitores e câmaras de segurança, a empresa acaba de lançar seus primeiros modelos de videoporteiros e videocassetes especiais, chamados time lapse (
veja o quadro).

Mesmo para o consumidor não habituado a lidar com esse tipo de equipamento, o contato inicial com o universo das câmaras domésticas pode ser simples e barato. Para quem tem microcomputador, uma webcam permite verificar a situação de um determinado cômodo a qualquer hora do dia, por meio de um endereço na internet com acesso exclusivo ao usuário. É uma boa alternativa para ver, no meio do expediente no escritório, se a babá pôs o bebê no berço na hora certa, por exemplo. Quem precisa de segurança ao atender pessoas pode instalar um videoporteiro, evolução tecnológica do velho interfone. Para uma vigilância eficaz, o ideal é um sistema com gravador de imagens.

Entre os sistemas de gravação, o mais difundido e mais barato ainda é o que utiliza o videocassete. Especialistas da área afirmam, no entanto, que o futuro da vigilância doméstica está no microcomputador. Com um gravador digital controlado por um programa interligado às câmaras é possível obter recursos como a aproximação de determinado detalhe da imagem, útil nos casos em que é preciso identificar a face de uma pessoa, por exemplo. Para evitar gravações desnecessárias, o registro só é feito quando há modificações em comparação com o quadro anterior, o que facilita muito o trabalho posterior de repassar imagens. Também se pode acompanhar tudo o que for captado em tempo real pela internet. Caso se perceba algum problema, basta um comando no teclado para acionar alarmes, luzes e travas de portas. "O ideal é a integração das câmaras com outros sistemas, para aumentar o grau de prevenção e possibilitar que alguma atitude seja tomada a distância", diz o consultor Enrico de Oliveira Filho, da Pires Eletrônica.

O desenvolvimento tecnológico da telefonia contribui para o surgimento de modalidades de vigilância que lembram os desenhos dos Jetsons. É o caso do SmartEye, "um espião portátil" que permite o acesso das imagens por meio de um computador de bolso. Embora caiba na palma da mão, esse tipo de equipamento tem alta capacidade de memória, tela colorida e acesso à internet. Com a difusão da internet móvel de alta velocidade, o serviço deve ser ampliado para outras cidades além de São Paulo, onde já funciona. É provável que esse tipo de aparelho venha a se tornar tão comum quanto o telefone celular. Aposta-se, aliás, que os dois serão uma coisa só. "Quem planeja construir uma casa hoje em dia deve prever a existência de um sistema de vigilância, porque a instalação fica muito mais fácil quando está tudo preparado", diz o presidente da Associação Brasileira de Automação Residencial, José Roberto Muratori.

 
 

Fotos Marcelo Zocchio/divulgação

   
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