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Em janeiro de 1982 fui um dos muitos jovens que se sentiram revoltados
quando VEJA publicou que a morte de Elis Regina havia sido provocada pela
droga. Em minha ingenuidade, eu preferia o tratamento, pretensamente de
homenagem, que outros veículos deram à tragédia.
Mas VEJA tinha razão. Como tem agora, no episódio similar
que envolveu outra artista de enorme potencial e que as drogas, o excesso,
a onipotência e a doença levaram ("Droga e agonia no auge
da vida", 9 de janeiro). Como
psicóloga posso dizer que essa foi a melhor reportagem que li sobre
o assunto nos últimos tempos. Houve uma desmistificação
do fato de que todo artista tem de ser bêbado, drogado, irresponsável.
Como se a criatividade fosse premissa para a infelicidade. Bobeira é
não viver a realidade. Só quem vive nela com talento, criatividade
e arte é capaz de transformá-la e melhorá-la.
Com certeza absoluta, Cássia Eller fará muita falta. Só
nos resta agora esperar para ver quem será a próxima vítima
desse submundo da droga.
Persigo Cássia Eller desde seu primeiro disco. Foi amor à
primeira vista. É muito triste saber que, quando finalmente o sucesso
chegou, tudo acabou. Até agora custo a acreditar que tudo isso
aconteceu. Dona de um talento indiscutível, de uma voz poderosa,
ela conseguia colocar vida nas músicas que interpretava. Um beijo,
Cássia. Te amo.
Reprovo o modo como VEJA apresentou Cássia Eller na capa. Primeiro,
porque a imagem da cantora está associada à palavra "drogas",
em destaque, em vez de enfatizar sua contribuição para a
música. Segundo, porque a foto que escolheram da cantora para a
capa (aparência de radical, rebelde, fazendo careta) não
é condizente com o que ela realmente era como pessoa.
Já se foram Cazuza, Renato Russo, tantos outros e, agora, Cássia
Eller. Como podemos nos espelhar nesses heróis? Espero que os jovens
de hoje não sejam tão imbecis a ponto de ter sua vida regada
a tanta dependência.
Brilhante e muito oportuna a entrevista com Michael Shermer (Amarelas,
9 de janeiro). No mundo "pós-11 de setembro de 2001", o pensamento
crítico e racional é a única atitude que nos separa
do radicalismo das crenças fanáticas e das superstições
enganadoras.
Após penar por anos com as incontáveis matérias que
homenageiam e estimulam o misticismo nacional, finalmente deparo com um
espaço aberto ao pensamento racional-científico. Seria ótimo
que VEJA passasse a tratar os temas místicos na mesma linha investigativa
que adota quando o assunto é política ou economia.
Finalmente uma voz lúcida nesse mar de ignorância.
O senhor Michael Shermer incita claramente à inquisição
científica, colocando tudo o que envolve os mistérios do
universo em uma vala que chama pejorativamente de "crendice". Se a ciência
é tão onipotente, como ele defende, por que o cientista
não nos traz a explicação para a própria criação
de tudo, dos tantos mistérios que ainda nos cercam?
É
admirável que, em uma única página, Roberto Civita
tenha feito uma radiografia do avanço alcançado em uma década
e nessa mesma página conseguido alinhar o que falta conquistar.
A clareza das idéias, a objetividade e o senso crítico ali
registrados são atributos de quem pensa e vive o Brasil. Além
disso, não se esqueceu de convocar, civicamente, os cidadãos
para viver e pensar este país ("O Brasil agora tem rumo. É
preciso mantê-lo", 9 de janeiro). Sempre
entendi que os mais destacados líderes nacionais devem manifestar-se
sobre os problemas de maior dimensão, mas também sobre as
soluções, os avanços eventualmente obtidos. Há
uma tendência irrefreável à propaganda do que é
negativo. Por que isso, se sabemos que o ceticismo não constrói?
Nenhuma grande obra pode resultar senão da coragem, da competência
e do otimismo responsável. O que o senhor Roberto Civita faz, com
seu oportuno artigo, é proclamar os êxitos sem escamotear
os erros ou o que ainda nos falta. Esperamos
que suas perspectivas de melhora contínua para o país se
concretizem neste novo ano. Grupos de comunicação como a
Abril contribuem, e muito, para essa missão.
Finalmente uma voz balizada vem à tona para reconhecer o trabalho
do governo brasileiro à frente de uma nação que começa
a se encontrar. O texto serve de estímulo para todos nós,
que acreditamos no futuro do Brasil e trabalhamos obstinadamente na perspectiva
de melhora continuada.
Faço votos para que esse veículo de comunicação
de tamanha importância invada os lares brasileiros e ilumine todos
os eleitores indecisos. É
muito engraçado e, ao mesmo tempo, curioso ver o senhor Civita
dizendo que iremos às urnas "decidir se pretendemos ou não
continuar pelo caminho que leva a uma sociedade mais desenvolvida, mais
próspera e mais justa. Faço votos e confio
que a escolha seja feita com o costumeiro bom senso". É incrível
como um intelectual pode escrever isso em uma revista dirigida a uma elite
que supostamente conhece a realidade brasileira. Definitivamente, vivemos
na "Ilha da Fantasia".
Pelo artigo pode-se concluir, sem muito esforço intelectual, que
é feita rasgada propaganda do atual governo federal, como sendo
o "salvador da pátria", que nos teria dado um rumo, exortando-nos
a manter esse pseudo-"rumo" mencionado no texto. Com efeito, um modelo
como este adotado pelo governo FHC, nitidamente neoliberal, não
pode ser considerado, efetivamente, um modelo a ser adotado.
Foi incrível ler a reportagem sobre Cuba ("Viagem ao cotidiano
sombrio de Cuba", 9 de janeiro), e posso dizer que essa foi a visão
exata que tive de lá. Fui levando a imagem de um povo sofrido,
mas com um sorriso permanente, e fiquei perplexa diante da miséria.
Levei sabonetes que entregava para quem pedia. Mas o que mais me tocou
foi uma menina pedindo lápis e borracha. Voltei triste de pensar
que há pessoas que ainda vêem Cuba como algum tipo de modelo
social ou político. Em
muito boa hora VEJA publica a reportagem feita por Denise Ramiro com fotos
de Ed Viggiani. Sem dúvida se trata de um impressionante relato
da situação vivida por aquele povo a partir da "revolução
comunista". Fidel Castro, um sanguinário ditador, em poucos anos
condenou seu povo ao isolamento internacional, miséria e ignorância.
A ação direta de inconstitucionalidade impetrada pela Confederação
Nacional do Sistema Financeiro (Consif) perante o Supremo Tribunal Federal
tem como principal objetivo resguardar os interesses dos clientes e investidores
que confiam sua poupança ao sistema financeiro, evitando conflitos
judiciais por falta de definição do Judiciário sobre
a legislação que se aplica aos contratos bancários.
Na qualidade de advogada de Fernando Dutra Pinto solicito a retificação
da informação veiculada na reportagem "Seguro vencido" (9
de janeiro), de que Fernando "(...) safou-se de uma emboscada armada por
policiais matando dois deles, ferindo um terceiro e descendo como uma
aranha pelas paredes (...)". Com efeito, vigora em nossa sistemática
jurídica o princípio da presunção de inocência
segundo o qual a pessoa é presumida inocente até o trânsito
em julgado da sentença penal condenatória. Na hipótese
em foco, Fernando nem sequer ostentava a qualidade de réu ou acusado,
posto que não há nenhum processo criminal inaugurado contra
Fernando a respeito dos fatos ocorridos no flat de Barueri. Fernando figurava
meramente como indiciado.
Na qualidade de atual administrador da Casa do Ancião, designado
pelo Ministério Público desde outubro de 1997 para realizar
as funções do presidente afastado por desvio de verbas e
abandono assistencial aos idosos, informo que atualmente a casa conta
com refeitório, enfermaria, aposentos limpos, área de lazer
etc., possuindo médico, assistentes, enfermeiros e psicóloga,
que estão constantemente com os idosos prestando todo tipo de assistência.
Sendo portanto muito diferente da forma como era conduzida pela diretoria
anterior (Guia para Fazer o Bem, dezembro de 2001).
CORREÇÕES:
.Ao contrário do que informou a nota "Diploma superior por correspondência"
(Para
usar,
19 de dezembro de 2001), alguns cursos a distância exigem presença
dos alunos em determinadas circunstâncias.
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