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Edição 1 734 - 16 de janeiro de 2002
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"Uma paulada na hipocrisia. É escancarando com as armas que a própria droga nos fornece que vamos poder combatê-la."
Yubiratan de Yuaracy Corrêa
Rio de Janeiro, RJ

Cássia Eller

Em janeiro de 1982 fui um dos muitos jovens que se sentiram revoltados quando VEJA publicou que a morte de Elis Regina havia sido provocada pela droga. Em minha ingenuidade, eu preferia o tratamento, pretensamente de homenagem, que outros veículos deram à tragédia. Mas VEJA tinha razão. Como tem agora, no episódio similar que envolveu outra artista de enorme potencial e que as drogas, o excesso, a onipotência e a doença levaram ("Droga e agonia no auge da vida", 9 de janeiro).
Robinson Damasceno dos Reis
Belo Horizonte, MG

Como psicóloga posso dizer que essa foi a melhor reportagem que li sobre o assunto nos últimos tempos. Houve uma desmistificação do fato de que todo artista tem de ser bêbado, drogado, irresponsável. Como se a criatividade fosse premissa para a infelicidade. Bobeira é não viver a realidade. Só quem vive nela com talento, criatividade e arte é capaz de transformá-la e melhorá-la.
Suely Pavan
São Paulo, SP

Com certeza absoluta, Cássia Eller fará muita falta. Só nos resta agora esperar para ver quem será a próxima vítima desse submundo da droga.
Maísa Petroski
Curitiba, PR

Persigo Cássia Eller desde seu primeiro disco. Foi amor à primeira vista. É muito triste saber que, quando finalmente o sucesso chegou, tudo acabou. Até agora custo a acreditar que tudo isso aconteceu. Dona de um talento indiscutível, de uma voz poderosa, ela conseguia colocar vida nas músicas que interpretava. Um beijo, Cássia. Te amo.
João Rogerio Baptista de Oliveira
Sorocaba, SP

Reprovo o modo como VEJA apresentou Cássia Eller na capa. Primeiro, porque a imagem da cantora está associada à palavra "drogas", em destaque, em vez de enfatizar sua contribuição para a música. Segundo, porque a foto que escolheram da cantora para a capa (aparência de radical, rebelde, fazendo careta) não é condizente com o que ela realmente era como pessoa.
Marcia da Mota Daros
Bruxelas, Bélgica

Já se foram Cazuza, Renato Russo, tantos outros e, agora, Cássia Eller. Como podemos nos espelhar nesses heróis? Espero que os jovens de hoje não sejam tão imbecis a ponto de ter sua vida regada a tanta dependência.
Antonio Augusto João
São Paulo, SP

 

Michael Shermer

Brilhante e muito oportuna a entrevista com Michael Shermer (Amarelas, 9 de janeiro). No mundo "pós-11 de setembro de 2001", o pensamento crítico e racional é a única atitude que nos separa do radicalismo das crenças fanáticas e das superstições enganadoras.
Sergio Cruz Navega
São Paulo, SP

Após penar por anos com as incontáveis matérias que homenageiam e estimulam o misticismo nacional, finalmente deparo com um espaço aberto ao pensamento racional-científico. Seria ótimo que VEJA passasse a tratar os temas místicos na mesma linha investigativa que adota quando o assunto é política ou economia.
João Campos
Porto Alegre, RS

Finalmente uma voz lúcida nesse mar de ignorância.
Sérgio Jobim Dutra
Caxias do Sul, RS

O senhor Michael Shermer incita claramente à inquisição científica, colocando tudo o que envolve os mistérios do universo em uma vala que chama pejorativamente de "crendice". Se a ciência é tão onipotente, como ele defende, por que o cientista não nos traz a explicação para a própria criação de tudo, dos tantos mistérios que ainda nos cercam?
Marcos Brogna
Americana, SP

 

Roberto Civita

É admirável que, em uma única página, Roberto Civita tenha feito uma radiografia do avanço alcançado em uma década e nessa mesma página conseguido alinhar o que falta conquistar. A clareza das idéias, a objetividade e o senso crítico ali registrados são atributos de quem pensa e vive o Brasil. Além disso, não se esqueceu de convocar, civicamente, os cidadãos para viver e pensar este país ("O Brasil agora tem rumo. É preciso mantê-lo", 9 de janeiro).
Whady Hueb
São Paulo, SP

Sempre entendi que os mais destacados líderes nacionais devem manifestar-se sobre os problemas de maior dimensão, mas também sobre as soluções, os avanços eventualmente obtidos. Há uma tendência irrefreável à propaganda do que é negativo. Por que isso, se sabemos que o ceticismo não constrói? Nenhuma grande obra pode resultar senão da coragem, da competência e do otimismo responsável. O que o senhor Roberto Civita faz, com seu oportuno artigo, é proclamar os êxitos sem escamotear os erros ou o que ainda nos falta.
Senador Edison Lobão
Senador Edison Lobão
Brasília, DF

Esperamos que suas perspectivas de melhora contínua para o país se concretizem neste novo ano. Grupos de comunicação como a Abril contribuem, e muito, para essa missão.
Milú Villela
São Paulo, SP

Finalmente uma voz balizada vem à tona para reconhecer o trabalho do governo brasileiro à frente de uma nação que começa a se encontrar. O texto serve de estímulo para todos nós, que acreditamos no futuro do Brasil e trabalhamos obstinadamente na perspectiva de melhora continuada.
José Dias de Macêdo
Fortaleza, CE

Faço votos para que esse veículo de comunicação de tamanha importância invada os lares brasileiros e ilumine todos os eleitores indecisos.
Silvio Sales Botelho
San Francisco, Califórnia, EUA

É muito engraçado e, ao mesmo tempo, curioso ver o senhor Civita dizendo que iremos às urnas "decidir se pretendemos ou não continuar pelo caminho que leva a uma sociedade mais desenvolvida, mais próspera e mais justa. Faço votos – e confio – que a escolha seja feita com o costumeiro bom senso". É incrível como um intelectual pode escrever isso em uma revista dirigida a uma elite que supostamente conhece a realidade brasileira. Definitivamente, vivemos na "Ilha da Fantasia".
Alexandre Lopez Stamm
Curitiba, PR

Pelo artigo pode-se concluir, sem muito esforço intelectual, que é feita rasgada propaganda do atual governo federal, como sendo o "salvador da pátria", que nos teria dado um rumo, exortando-nos a manter esse pseudo-"rumo" mencionado no texto. Com efeito, um modelo como este adotado pelo governo FHC, nitidamente neoliberal, não pode ser considerado, efetivamente, um modelo a ser adotado.
Ary Braga Pacheco Filho
Brasília, DF

 

Cuba

Foi incrível ler a reportagem sobre Cuba ("Viagem ao cotidiano sombrio de Cuba", 9 de janeiro), e posso dizer que essa foi a visão exata que tive de lá. Fui levando a imagem de um povo sofrido, mas com um sorriso permanente, e fiquei perplexa diante da miséria. Levei sabonetes que entregava para quem pedia. Mas o que mais me tocou foi uma menina pedindo lápis e borracha. Voltei triste de pensar que há pessoas que ainda vêem Cuba como algum tipo de modelo social ou político.
Silvia Bergamo Bárrios
Faro, Portugal

Em muito boa hora VEJA publica a reportagem feita por Denise Ramiro com fotos de Ed Viggiani. Sem dúvida se trata de um impressionante relato da situação vivida por aquele povo a partir da "revolução comunista". Fidel Castro, um sanguinário ditador, em poucos anos condenou seu povo ao isolamento internacional, miséria e ignorância.
Eduardo F. de A. Santos
Porto Alegre, RS

 

Bancos

A ação direta de inconstitucionalidade impetrada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) perante o Supremo Tribunal Federal tem como principal objetivo resguardar os interesses dos clientes e investidores que confiam sua poupança ao sistema financeiro, evitando conflitos judiciais por falta de definição do Judiciário sobre a legislação que se aplica aos contratos bancários.
Antonio Bornia
Presidente da Consif

 

Polícia

Na qualidade de advogada de Fernando Dutra Pinto solicito a retificação da informação veiculada na reportagem "Seguro vencido" (9 de janeiro), de que Fernando "(...) safou-se de uma emboscada armada por policiais matando dois deles, ferindo um terceiro e descendo como uma aranha pelas paredes (...)". Com efeito, vigora em nossa sistemática jurídica o princípio da presunção de inocência segundo o qual a pessoa é presumida inocente até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Na hipótese em foco, Fernando nem sequer ostentava a qualidade de réu ou acusado, posto que não há nenhum processo criminal inaugurado contra Fernando a respeito dos fatos ocorridos no flat de Barueri. Fernando figurava meramente como indiciado.
Simone Badan Caparroz
sbadan@uol.com.br

 

VEJA Especial

Na qualidade de atual administrador da Casa do Ancião, designado pelo Ministério Público desde outubro de 1997 para realizar as funções do presidente afastado por desvio de verbas e abandono assistencial aos idosos, informo que atualmente a casa conta com refeitório, enfermaria, aposentos limpos, área de lazer etc., possuindo médico, assistentes, enfermeiros e psicóloga, que estão constantemente com os idosos prestando todo tipo de assistência. Sendo portanto muito diferente da forma como era conduzida pela diretoria anterior (Guia para Fazer o Bem, dezembro de 2001).
Thomas Lee
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: .Ao contrário do que informou a nota "Diploma superior por correspondência" (Para usar, 19 de dezembro de 2001), alguns cursos a distância exigem presença dos alunos em determinadas circunstâncias. Na seção Contexto (9 de janeiro), a foto identificada como sendo de Beny Parnes, que substituiu Daniel Gleizer na diretoria da área externa do Banco Central, é na verdade de Bernardo Parnes, executivo do banco Merrill Lynch no Brasil.

 

 

ESPIRITISMO E CANDOMBLÉ

Duas dezenas de leitores ficaram inconformadas com a forma como foram tabulados os dados da pesquisa apresentados na reportagem "Um povo que acredita" (19 de dezembro). Os quadros juntaram num mesmo grupo os seguidores do espiritismo – grupo inspirado nos ensinamentos de Alan Kardec – e os adeptos do candomblé, religião de origem africana. "A diferença de crenças e práticas entre os dois grupos religiosos é imensa. No próprio texto da reportagem, VEJA afirma que os praticantes do candomblé invariavelmente se identificam com a fé católica. Os espíritas não aceitam o dogma de recompensas e penas eternas nem acreditam na existência do diabo", escreveu o leitor Durval Macedo Filho, de Fortaleza, Ceará.

 

O "PRIMO DISTANTE" DO ARC

Um grupo de alunos de psicologia da Universidade Federal do Pará, fãs do marciano Arc, que aparece semanalmente em VEJA, criou o extraterrestre Arap. "Colocamos o Arap na revista virtual da instituição. Esperamos que o Arc goste de seu parente", diz o leitor Elton Fonseca, de Belém. Interessados em conhecer o "primo distante" do Arc podem acessar o site www.jpamazonida.hpg.com.br.



 
 
   
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