Edição 1884 . 15 de dezembro de 2004

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Uma adega em casa


Ricardo Fasanello/Strana


Antonio Milena
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Conservar intactos o sabor e o aroma dos vinhos é uma operação que exige condições ideais de armazenamento. Para colecionadores e apreciadores da bebida, é o caso de ter uma adega em casa. Há modelos móveis, como uma espécie de frigobar, com capacidade que varia de 25 a 450 garrafas e preço a partir de 2 500 reais. Quem tem mais garrafas ou espaço pode reservar um cômodo e adaptá-lo. Nesse caso, algumas regras são básicas:

É preciso instalar um climatizador, que mantém constantes a temperatura e a umidade do local.

As prateleiras devem ser dispostas sob a forma de casulos, para evitar que as garrafas encostem umas nas outras.

A adega tem de estar localizada em um ambiente abrigado do calor e da luz, preferencialmente úmido.

A despensa, o vão sob a escada e o balcão do bar são boas opções. A cozinha é o último lugar a considerar para a instalação.

As garrafas devem ser mantidas sempre em posição horizontal, para manter a rolha umedecida. Essa medida evita que o ar penetre no interior da garrafa e oxide o vinho.

Prenda uma etiqueta no gargalo de cada garrafa (a chamada gargaleira) com as informações sobre o tipo, a safra ou o ano. Assim, você só retira o vinho do lugar quando for beber.

Fontes: Regina Daniel, proprietária da Casa&Solução
Gestão Residencial, e Christine Michel Sidokpohu,
proprietária da Taste-Vin em São Paulo

 

Para quem quer começar

O sommelier Gianni Tartari, da importadora
Expand, sugere os primeiros rótulos:

Três rosés de diferentes origens
Da Itália, França e Espanha

Tintos do Novo Mundo
Da Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Argentina, Uruguai e Estados Unidos

Tintos europeus variados
Franceses (Beaujolais, Bourgogne e Bordeaux), italianos (Chiantina Toscana, Brunello di Montalcino e Valpolicella), portugueses (Douro, Dão e Alentejo) e espanhóis (Ribera del Duero, Rioja e Priorato)

Seis espumantes
Champanhes, proseccos e lambruscos

Seis brancos de origens diferentes
Do Chile, Argentina, Estados Unidos, França, Itália e Austrália

Para completar
Os modernos vinhos brasileiros produzidos no Vale do São Francisco

 

Quando os manipulados
são um bom remédio

O preço dos medicamentos preparados em farmácias de manipulação, em muitos casos mais baixo que o dos industrializados, pode ser um atrativo. "As indústrias investem em pesquisa, marketing e distribuição, gastos que as farmácias de manipulação não têm", diz Vania Regina de Sá, presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais. Usar os serviços desse tipo de farmácia requer indicação médica específica, com informações na receita sobre o princípio ativo, a dosagem e o número de cápsulas a ser produzido. Por serem preparados de forma artesanal, os medicamentos manipulados são específicos para cada paciente, mas, pelas características do processo, têm a produção menos controlada e padronizada que a dos remédios industrializados. Por isso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda verificar com o médico a existência de um remédio industrializado antes de optar pela manipulação. A fórmula de manipulação é uma alternativa interessante ou única quando:

o medicamento industrializado não contém a dose necessária para o paciente, caso comum em uso pediátrico;

a fórmula é altamente perecível, como em preparados para alimentação parenteral;

o paciente não pode ingerir a forma industrializada – substituir, por exemplo, um comprimido por um xarope ou vice-versa;

o médico receita a utilização de várias drogas ao mesmo tempo e a opção por manipulados pode evitar que se tomem muitos comprimidos simultaneamente;

a droga receitada saiu do mercado por falta de interesse das indústrias em produzi-la.

 

Colaboraram Neide Oliveira e Tatiana Schibuola

 
 
 
 
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