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Cartas
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"Presidente, o senhor foi perdoado pelo povo, não
foi absolvido; portanto, reconheça seus erros e se recupere." Luiz
Moura Fortaleza, CE
Lula é como um piloto de avião em pleno vôo. Você pode
não gostar dele, mas torce para que ele aterrisse bem. Jorge
Jossi Wagner Ribeirão Preto, SP
Espero que os sete compromissos
destacados por VEJA sejam efetivamente cumpridos. Caso contrário, continuaremos
com políticas assistencialistas de bases frágeis e, conseqüentemente,
insustentáveis, além de termos de nos conformar com índices
medíocres de crescimento. Luiz
Augusto Wargha Rio de Janeiro, RJ
| | O
segundo governo Lula Lula é
como um piloto de avião em pleno vôo. Você pode não
gostar dele, mas torce para que ele aterrisse bem ("A encruzilhada", 8 de novembro).
Jorge Jossi Wagner Ribeirão Preto, SP
Espero que os sete compromissos destacados por VEJA sejam efetivamente cumpridos.
Caso contrário, continuaremos com políticas assistencialistas de
bases frágeis e, conseqüentemente, insustentáveis, além
de termos de nos conformar com índices medíocres de crescimento.
Luiz Augusto Wargha Rio de Janeiro, RJ
Não desejo sorte ao presidente. Desejo, sim, melhor gestão pública,
diminuição de gastos, crescimento econômico real e compatível
com o nível de outros países, redução na carga tributária,
melhorias na educação e, principalmente, na ética. Que os
próximos quatro anos sejam dedicados ao país e ao seu povo, independentemente
de interesses partidários e "companheirísticos". Dalton Normando
Cabral Manaus, AM Vamos todos
torcer para dar certo. A desinformação da camada mais pobre da população,
principalmente aquela de regiões menos favorecidas em termos econômicos
e culturais, reconduziu o PT, apesar dos escândalos, a mais um governo populista.
Esperamos decisões que aumentem a riqueza do povo, em vez de ações
do tipo Bolsa Família, que lembra o quadro Quem Quer Dinheiro, do Silvio
Santos. Antonio Carlos Rodrigues dos Santos São José
dos Campos, SP Que o presidente Lula
aproveite a nova oportunidade que o eleitor lhe deu e faça, enfim, um excelente
governo no campo da ética, da transparência e da moralidade.
Antônio José dos Anjos Brito Salvador, BA
Embora ele tenha sido reeleito com 60% dos votos válidos deste país,
os outros 40% acompanharão este governo bem de perto e não permitirão
golpismos de nenhuma espécie. Para tanto, contam com a ajuda de uma imprensa
investigativa, destemida e libertadora. Aurea Correia São
Paulo, SP Por mais boa vontade que
eu tenha para com Lula e seu segundo mandato, não consigo afastar a impressão
do "apertem o cinto, o piloto reassumiu". Carlos Bruni Fernandes
São Paulo, SP Liberdade
de imprensa A Associação
Paulista de Imprensa (API), indignada com os abusos perpetrados contra o império
da lei e da ordem de que foi vítima a revista VEJA, na pessoa de seus repórteres
Julia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro, comparece para hipotecar sua
solidariedade e apoio. É incompatível falar de Estado democrático
a duras penas conquistado e atitudes grosseiras, brutais e truculentas
de ameaça à imprensa livre e soberana. O que o país, perplexo
e estarrecido, contemplou foi a tentativa nem um pouco sutil de amordaçamento
da verdade, quando esta contraria interesses escusos de poderosos. Não
há que esquecer, jamais, que "todos são iguais perante a lei"
aí incluída a Lei de Imprensa , assim como a já conhecida
realidade de que, quando iniciada a batalha contra os valores morais e éticos
de uma nação, a primeira vítima é a verdade! A segunda,
a liberdade de proclamá-la! ("Nuvens escuras no horizonte" e "A sociedade
reage", 8 de novembro). J.B. Oliveira Presidente da Associação
Paulista de Imprensa São Paulo, SP
Fiquei estarrecido com o teor das argüições feitas pelo delegado
da Polícia Federal em São Paulo, Moysés Eduardo Ferreira,
aos jornalistas de VEJA. Lembrei-me, analogamente, dos relatos de interrogatórios
que eram executados na Operação Bandeirantes nos anos de chumbo,
nos quais havia a tão temida versão oficial, em que as autoridades
ratificavam o que lhes conviesse. A imprensa às vezes incorre, de fato,
em erros. Mas nada justifica seu aparelhamento pelo Estado nem sua fiscalização.
A população já o faz muito bem. Minha solidariedade aos jornalistas
de VEJA. Robson Marques de Oliveira Belo Horizonte, MG
A agressão aos repórteres de
VEJA é o preço que se paga pela independência e pela honradez.
Em breve, quando o governo desferir agressões aos jornalistas cooptados,
pode ser que a imprensa se lembre de que já foi considerada o quarto poder.
Que isso não faça arrefecer o destemor dessa revista, dizendo ao
nosso povo o que pouca gente tem coragem de dizer. Geraldo de Almeida Ramos
Alcobaça, BA Com a reeleição,
a serpente sobrevive e continua a procriar seus filhotes, algozes da liberdade
democrática que agora se voltam contra um dos pilares da democracia, a
imprensa. É de causar calafrios! OAB, ABI e a mais alta corte de Justiça
do país! Preparem-se que vem chumbo grosso por aí! Osmir
José do Nascimento Porto Velho, RO Mais
do que a necessária solidariedade aos profissionais de VEJA, sobretudo
aos repórteres Julia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro, quero
manifestar claro repúdio aos constrangimentos sofridos por esses jornalistas
durante os depoimentos à Polícia Federal narrados nesta semana pela
revista. Tais atos antidemocráticos são inaceitáveis no mundo
contemporâneo, sobretudo os praticados numa instituição que
deve servir à sociedade e obedecer ao Estado de Direito dos cidadãos.
A imprensa brasileira, bem como nossas instituições de representação
da sociedade, construiu ao longo dos últimos 26 anos uma história
de avanços e conquistas democráticas de grande solidez. Permanecem,
portanto, inabaláveis o rigor editorial de VEJA e o pleno direito da população
à informação. Aécio Neves da Cunha Governador
do estado de Minas Gerais Belo Horizonte, MG
Secretaria de Democratização das Comunicações combina
com constrangimento a jornalistas na Polícia Federal. Manifestação
pós-eleitoral dessa natureza significa espírito de conspiração
e golpe que desaceleram a nossa esperança do Brasil democrático
que sonhamos. Walter Feldman São Paulo, SP
Relembrei os anos 70, quando trabalhava na Rádio Bandeirantes de São
Paulo, em cujo departamento de jornalismo existia um mural da Polícia Federal
proibindo determinadas notícias. Será que estamos revivendo aquela
era negra em que o jornalismo era sufocado pela ditadura deslavada? O que fizeram
com os jornalistas da VEJA tem de ser repudiado por toda a sociedade. Censura
nunca mais! Pedro Sergio Ronco Presidente da Rádio Bom
Jesus FM Diretor responsável do Jornal Agosto Ribeirão
Bonito, SP Senhores, o Brasil
deve muito a vocês. Não fosse o excelente jornalismo investigativo
que promovem, a sujeira continuaria sob o tapete. A imprensa livre é ponto
fundamental de controle da corrupção estatal. Mas também
devemos muito à Polícia Federal pelas ações que levaram
ao desbaratamento de inúmeras quadrilhas de corruptos. Daí ser inacreditável
que um organismo policial de tal nível se vergue à idéia
de se submeter ao controle político. Não acredito que se desoriente
a esse ponto e se iguale ao antigo Dops do período ditatorial. Como brasileiro,
lamento a ação intimidatória do delegado. Mauro Regis
S. Moura Porto Alegre, RS
VEJA é a nossa reserva moral. Moral que não se corrompe, não
verga nem quebra. O cidadão de bem do Brasil não se cala, apesar
de minoria. Quintino Carvalho Contagem, MG
Há cinco anos meu esposo e eu somos leitores de VEJA e, mais uma vez, renovaremos
nossa assinatura. O que nos motiva é o compromisso sério de uma
revista que sempre está do lado da verdade. Muito me impressiona a charge
do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Se algumas das cabeças
pensantes do país têm tal opinião sobre os fatos que rodeiam
o presidente Lula, imaginem então os beneficiados pelo Bolsa Família.
Adélia Belas Santos do Vale Darcinópolis,
TO VEJA tem se comprometido
com seus leitores, com a verdade e a ética jornalística, que é
denunciar publicamente aquilo que degenera a sociedade, as falcatruas e as mentiras
de alguns maus políticos. Vanderlei Júnior São
José, SC Se VEJA está
do lado do Brasil, eu estou do lado de VEJA. Luciano Silva Volta
Redonda, RJ Diogo
Mainardi Os petistas estão conseguindo
adormecer consciências, desmotivar a subversão, desmantelar instituições,
mediante a implantação do conceito de relatividade ética.
Embrenhados em nebuloso anacronismo, fazem assomar os perturbadores sentimentos
atávicos que entusiasmaram nossos antepassados degredados. Os valores e
regramentos de conduta conquistados pelos homens de bem estão prestes a
ser sacrificados no altar erigido pelos cegos a um déspota obscurantista
("O delegado Moysés não é isento", 8 de novembro). Lúcia
Machado Castralli Delegada de Polícia Federal Salvador, BA
O aparelhamento do PT para suas tramóias
é muito maior até mesmo do que pensa o procurador que denunciou
a quadrilha. Marcos Barbosa São Paulo, SP
Parabéns ao Diogo Mainardi pela sua exaltação do grande filósofo
americano Henry David Thoreau ("Thoreau contra o lulismo", 1º de novembro).
Seus escritos fazem parte, há várias décadas, dos meus livros
de cabeceira. Recomendo, caso ainda não o tenha feito, a leitura da brilhante
introdução de Michael Meyer, professor de literatura da Universidade
de Connecticut, incluída na edição de 1983 da Peguin Books,
de Walden and Civil Disobedience. Diogo, você não está
só! Luis Augusto Góes Calmon de Barros Barreto
São Paulo, SP
Esclarecemos que a nossa empresa, a VBC Marcon, não tem nenhuma relação
com a VBC citada por Mainardi no artigo "Istoé, a mais vendida"
(27 de setembro). Irajá Marcon Diretor-geral Curitiba,
PR Cumprimento VEJA pela excelente
iniciativa de liberar o acesso às colunas de Diogo Mainardi, além
de lhe abrir um canal (Podcast) de difusão de suas opiniões. Isso
demonstra o amadurecimento da revista na nova concepção de divulgação
de mídia e informação internet. Os brasileiros que
residem no exterior agradecem de joelhos. Felipe Souza Boston,
Massachusetts, EUA Apagão
aéreo Vivi a realidade do controle
de tráfego aéreo por sete anos, trabalhando no Cindacta II (Curitiba-PR),
que monitora os vôos do Sul e parte do Sudeste do Brasil. Por isso, tenho
conhecimento de causa para assinar embaixo cada linha da reportagem "O apagão
aéreo" (8 de novembro). E tenho certeza de que a matéria deu voz
a muitos ex-colegas, impedidos de se manifestar em função da hierarquia
e da disciplina militares. O controle de tráfego aéreo é
algo muito gratificante, mas quando somos privados das ferramentas adequadas (freqüências
VHF operantes, equipamentos confiáveis) a atividade se torna martirizante,
desumana até, e não vale os baixíssimos salários pagos
a esses nobres profissionais. Vale lembrar que, há sete anos, esta mesma
VEJA já havia tocado no assunto ("Salvos no último minuto", 17 de
novembro de 1999). É lamentável que 154 vidas tenham sido ceifadas
para que essa triste realidade pudesse novamente vir à tona. Bruno
Brant Pereira Santarém, PA
Como leitor há muitos anos desta revista, da qual minha família
é assinante, gostaria de cumprimentar os jornalistas Rafael Corrêa
e Rosana Zakabi, responsáveis pela ótima matéria, pela clareza
e profundidade necessárias para alcançar o entendimento dos leitores.
E digo: os 100 anos do lendário vôo de Santos Dumont foram comemorados
com glamour e à moda brasileira, com milhares de passageiros com seus bilhetes
na mão querendo exercer o direito de voar e impedidos de embarcar. Era
o apagão aéreo da aviação brasileira. A operação-padrão
iniciada pelos controladores de vôo, que causou o caos nos aeroportos do
país, infelizmente, mostrou para o mundo que o nosso controle aéreo
pode ser realmente falho. Só espero que não seja esse o álibi,
de um movimento que se inicia, para imputar às autoridades brasileiras
a culpa pelo terrível acidente do boeing da Gol. Flávio de
Mattos Boechat Poubel Niterói, RJ
Como qualquer um, trabalhei na quarta-feira o dia inteiro, fui para o Aeroporto
do Galeão, no Rio de Janeiro, e lá fiquei das 19 horas às
8h30 do dia seguinte. Às 4 horas da manhã, mais de 200 pessoas,
entre elas idosos, gestantes, crianças, mães com bebês de
colo, estavam ao meu lado invadindo e quebrando o balcão da companhia aérea
para logo depois tentar invadir um avião. Do nada apareceram os funcionários
da Infraero e da companhia aérea, e só assim foi possível
voltar para casa para ver nos jornais que o senhor Lula voou normalmente para
a Bahia, sem atrasos, e estava na praia como se nada estivesse acontecendo. Thiago
Miglio de Souza Lima Vila Velha, ES
Carta ao leitor Venho apresentar-lhes meus
efusivos aplausos pela magnífica Carta ao leitor contida na edição
1.981 ("Em 2006 como em 2002", 8 de novembro). Mais do que as propaladas reformas
política, tributária e previdenciária, entre outras
tantas , urge mesmo uma grande cruzada pela implantação definitiva
em nosso amado Brasil da cultura da disciplina, da parcimônia, do respeito
mútuo e, sobretudo, da ética em todas as nossas relações.
Mário Lúcio Moreira Ibirité, MG
Radar on-line
Mais uma vez VEJA saiu na frente para dar a notícia aos seus leitores quando
disponibilizou via celular (SMS) a seção Radar. Fiquei muito feliz
por me cadastrar e receber as notícias rápidas. Parabéns
pela iniciativa! Paulo Cesar G. Posse Rio de Janeiro, RJ
Nicholas Stern
A entrevista com o economista inglês Nicholas Stern (Amarelas, 8 de novembro)
trouxe a consciência da importância do nosso Ministério do
Meio Ambiente. De nada adianta termos crescimento econômico se não
temos qualidade de vida. A ministra Marina da Silva vem exercendo um papel fundamental
no incentivo às pesquisas sobre biocombustíveis e na preservação
da nossa Floresta Amazônica. O presidente tem de pensar com muita seriedade
na prioridade de um incentivo maior para o Ministério do Meio Ambiente.
Paula Beatriz Gallerani Cuter Rochel Sorocaba, SP A
propósito dos modelos científicos que "sugerem que dentro de cinqüenta
ou 100 anos a Amazônia pode secar e morrer", acho que não precisamos
de tanta sofisticação. Com qualquer maquininha de calcular é
só pegar a área total da floresta e dividir pelo tanto que a cada
ano é devastado. Pode ser que aconteça antes disso. É só
conferir. Manoel Ambrósio de Oliveira Uberlândia,
MG O problema das mudanças
climáticas tem grande importância na agenda internacional, política
e ambiental. Entretanto, parece-me incorreto denominar o trabalho de Stern de
"pioneiro". Isso seria desprestigiar diversos pesquisadores que empreenderam estudos
sobre o cálculo dos custos e benefícios relacionados às mudanças
climáticas e às ações tomadas para a mitigação
delas. Especialmente quanto aos cálculos para os Estados Unidos, citam-se
Nordhaus e Boyer, em estudo publicado em 2000, e Mendelsohn e Neumann, em 1999.
Para uma relação mais completa e uma análise do tema, vale
a pena conferir o capítulo "Global Climate Change and the Kyoto Protocol",
do livro Environment and Statecraft: the Strategy of Environmental Treaty-Making,
de Scott Barret, publicado em 2003. Guilherme do Prado Lima Brasília,
DF Todos os dados divulgados
pelo senhor Nicholas Stern são de extrema importância para que nós,
seres humanos, tenhamos em mente que podemos, mesmo que individualmente, colaborar
com o meio ambiente e com o futuro do mundo. O economista cita diversas vezes
a cana-de-açúcar como matéria-prima para o biocombustível.
Lembro também que, além da excelência da cana-de-açúcar,
temos outras alternativas como fonte de energia, como a mamona, o girassol e a
mandioca. Gustavo Henrique Pereira Engenheiro agrônomo Palmital,
SP Bolívia
Lendo a matéria "Morales ri do Brasil" (8 de novembro), não pude
deixar de sentir vergonha por ter um "presidente" sem atitude, indignação
por ter sido expropriado pelo governo boliviano, revolta pelo fato de o "presidente"
Lula ter usado as privatizações na campanha para sua reeleição
e deixado o patrimônio brasileiro ser roubado sem um mínimo de reação.
Alex Alvarez Garbino Mauá, SP
Veja essa É perfeitamente compreensível
o sonho do presidente Lula "de fazer com que o Mercosul possa representar da Terra
do Fogo à Patagônia todos os países latino-americanos" (Veja
essa, 8 de novembro). Se tal fosse possível, com o Mercosul indo
de Ushuaia até mais ou menos Bariloche , Lula ficaria livre das grosserias
de Kirchner, já que Buenos Aires estaria ao norte do Mercosul, das humilhações
de Evo Morales (a oeste) e das interferências, sem convite, de Hugo Chávez,
a noroeste, nos interesses brasileiros. Roberto Castro Rios São
Paulo, SP 
STALIN E A FOTO MANIPULADA
Fotos
reprodução
 |  | | Lenin
discursa em 1920: Trotsky e Kamenev desaparecem na segunda foto |
Catorze
leitores escreveram para a redação para comentar um detalhe da foto
de Lenin manipulada pelos stalinistas publicada na reportagem "Nuvens escuras
no horizonte" (8 de novembro). "As fotos publicadas por VEJA nessa edição
são claramente diferentes uma da outra", escreveu Paulo Galvão,
de São Paulo. É verdade. São duas fotos da mesma seqüência
feita em 1920, diante do Teatro Bolshoi, em Moscou. O que se quis mostrar foi
a manipulação da imagem, e isso só fica claro com a publicação
das duas versões do mesmo instantâneo. É o que fazemos neste
quadro, ilustrado pela foto na versão original, que mostra Lev Kamenev
e Leon Trotsky à direita do palanque, e pela foto na versão manipulada,
em que os dois foram suprimidos. Trotsky e Kamenev foram assassinados a mando
de Stalin em 1940 e 1936, respectivamente. | |
A SEÇÃO DE CARTAS DE VEJA
Marcelo Tas publicou em seu blog cópia da carta que mandou a VEJA reclamando
do tratamento dado a ele em uma nota. Tas externou uma segunda insatisfação:
sua carta não foi publicada por VEJA. O episódio nos dá a
oportunidade de esclarecer os critérios para publicação de
cartas com reclamações ou reparos às reportagens da revista.
A seção de Cartas é
destinada ao diálogo entre a revista e seus leitores.
É um espaço também acessível a
pessoas e instituições que se sintam atingidas de alguma forma por
uma notícia ou comentário feitos pela revista.
Nesses casos, a revista tem seus critérios. VEJA
publica cartas de reclamação quando:
A revista reconhece que errou.
A carta aborda a questão de um ângulo
diferente do adotado pelo redator e, ao fazer isso, ilumina a questão de
modo que o julgamento da revista já não parece mais tão correto.
A revista não consegue
estabelecer com certeza se houve erro da parte da redação, mas considera
que a carta contém elementos que trazem dúvida razoável sobre
a correção do que foi publicado. Na dúvida, publique-se.
A revista não reconhece
o erro. Reconhece, porém, que a reportagem fez críticas desproporcionais
ao fato relatado e julga que a publicação da carta coloca a questão
em seu contexto exato. VEJA
não publica cartas de reclamação quando:
A carta tem como objetivo principal advertir a revista
de que a pessoa que se sente atingida vai recorrer à Justiça em
busca de reparação moral ou material. Um exemplo é a carta
de Marcelo Tas, que termina assim: "Fico no aguardo de uma resposta e do cumprimento
das solicitações acima, sem prejuízo de outras medidas extrajudiciais
e judiciais que visem à reparação do dano causado".
O autor da correspondência, antes, dá
ampla divulgação à sua carta comprando espaço em jornais
ou a divulgando por meio de blogs ou páginas de internet. |
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