|
|
Carta ao leitor
O planeta café
Dan Schlatter
 |
| Aith e Howard Schultz em Seattle: conversa
sobre o gosto global |
VEJA dedica treze páginas desta edição
para contar a história da bebida que se tornou um hábito
global, o café. Mais de um terço dos habitantes do
planeta o consome regularmente. Um grão simples mas que,
torrado e submetido a uma das centenas de variações
nos processos de extração de seus aromas, sabores
e texturas, exerce fascínio sobre as pessoas. A reportagem,
coordenada pelo editor executivo Marcio Aith, aborda o universo
mutante que se desenvolve em torno do grão desde que o Ocidente
teve notícia das primeiras e toscas beberagens feitas com
ele na Etiópia, há mais de cinco séculos. A
história política, econômica e social brasileira
é indissociável da planta que ajudou a erguer impérios
familiares, derrubar ministros e deflagrar revoluções.
Intrigas, guerras, grandes descobertas científicas, achados
literários e musicais, subversão e tratados filosóficos
foram gestados em torno do consumo do café e até motivados
por ele em todo o mundo.
Aith dedicou-se pessoalmente ao mais recente
fenômeno criado em torno do café, a chegada ao Brasil
da rede de cafeterias Starbucks, hoje um símbolo do capitalismo
mais forte do que a Coca-Cola ou o McDonald's. As duas primeiras
lojas Starbucks serão abertas nas próximas semanas
em São Paulo. A preparação para escrever a
reportagem levou o jornalista de VEJA a Seattle, no estado americano
de Washington, onde fica a sede da Starbucks. Lá ele conversou
longamente com Howard Schultz, presidente do conselho de administração
e principal responsável pelo sucesso da companhia. "A região
de Seattle foi berço de empresas como Amazon, Microsoft e
Boeing. Todas empresas globais. Isso não ocorreu por acaso.
Ali se tem um dos ambientes econômicos mais propícios
à inovação e ao risco em todo o mundo. Todos
têm pressa de crescer", diz Aith. Ele viu essa pressa em ação.
Durante os dois dias que o jornalista passou visitando a Starbucks,
a rede abriu catorze lojas no mundo. A reportagem, que começa
na página 84,
conta também como o Brasil está recuperando a imagem
de exportador dos melhores grãos de café do planeta.
Ela se completa com um trabalho sobre os efeitos positivos do café
sobre a saúde das pessoas. É surpreendente.
|