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Edição 1982 . 15 de novembro de 2006

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Carta ao leitor
O planeta café


Dan Schlatter
Aith e Howard Schultz em Seattle: conversa sobre o gosto global

VEJA dedica treze páginas desta edição para contar a história da bebida que se tornou um hábito global, o café. Mais de um terço dos habitantes do planeta o consome regularmente. Um grão simples mas que, torrado e submetido a uma das centenas de variações nos processos de extração de seus aromas, sabores e texturas, exerce fascínio sobre as pessoas. A reportagem, coordenada pelo editor executivo Marcio Aith, aborda o universo mutante que se desenvolve em torno do grão desde que o Ocidente teve notícia das primeiras e toscas beberagens feitas com ele na Etiópia, há mais de cinco séculos. A história política, econômica e social brasileira é indissociável da planta que ajudou a erguer impérios familiares, derrubar ministros e deflagrar revoluções. Intrigas, guerras, grandes descobertas científicas, achados literários e musicais, subversão e tratados filosóficos foram gestados em torno do consumo do café e até motivados por ele em todo o mundo.

Aith dedicou-se pessoalmente ao mais recente fenômeno criado em torno do café, a chegada ao Brasil da rede de cafeterias Starbucks, hoje um símbolo do capitalismo mais forte do que a Coca-Cola ou o McDonald's. As duas primeiras lojas Starbucks serão abertas nas próximas semanas em São Paulo. A preparação para escrever a reportagem levou o jornalista de VEJA a Seattle, no estado americano de Washington, onde fica a sede da Starbucks. Lá ele conversou longamente com Howard Schultz, presidente do conselho de administração e principal responsável pelo sucesso da companhia. "A região de Seattle foi berço de empresas como Amazon, Microsoft e Boeing. Todas empresas globais. Isso não ocorreu por acaso. Ali se tem um dos ambientes econômicos mais propícios à inovação e ao risco em todo o mundo. Todos têm pressa de crescer", diz Aith. Ele viu essa pressa em ação. Durante os dois dias que o jornalista passou visitando a Starbucks, a rede abriu catorze lojas no mundo. A reportagem, que começa na página 84, conta também como o Brasil está recuperando a imagem de exportador dos melhores grãos de café do planeta. Ela se completa com um trabalho sobre os efeitos positivos do café sobre a saúde das pessoas. É surpreendente.

 
 
 
 
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